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Centro de inovação na China arranca na próxima semana

O Ministro da Educação e da Ciência Nuno Crato inicia amanhã uma visita oficial à China, durante a qual formaliza o acordo de cooperação para a “transferência de tecnologia” na Universidade de Zhejiang.

Politécnico de Leiria em parcerias com escolas secundárias e profissionais para atrair mais alunos

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) está a promover uma rede de parcerias com as escolas secundárias e profissionais para reforçar o recrutamento de alunos da região, disse à agência Lusa o vice-presidente da instituição.

… porque é feita entre irmãos, como nos tempos de Pedro e Miguel que disputaram o país em família.

A guerra civil entre o Governo e a banca

(…)
Quem está a bipolarizar o debate são, precisamente, os políticos e os banqueiros. Preocupados com sondagens ou com cotações, estão a fazer tudo mal. O Governo preparou uma lei invasora, dando meia dúzia de horas aos bancos para comentar, o que é pior que ignorar porque é provocador; os bancos fizeram queixinhas à Comissão Europeia, numa carta em tom bárbaro. Este confronto dinamitou pontes de entendimento, deixando o Banco de Portugal no meio e a troika à distância. Isto pode correr mal. Não é a eles, é a nós.

O PSD não quer ser Governo já. Há quem queira deitar a mão ao que ainda resta do bolo, mas há que deixar o PS levar isto mesmo até ao fundo. Há ainda uma certa esquizofrenia entre os que querem chegar lá depressa e os que querem chegar para ficar lá bastante tempo.

Vai ganhando esta última facção.

No Parlamento, Miguel Macedo é a imagem de um PSD sereno, todo bem educado, capaz de umas picadelas aqui e ali, mas nada de feridas graves. A moção não era deles. Foram desconvidados da festa pelos promotores, pelo que ficaram também na posição confortável de dizerem que censuram, mas não com estes maus modos da Esquerda Puritana. Logo, abstêm-se.

Na segunda rodada de intervenções, um mais precipitado Pedro Duarte introduziu a questão dos professores e do seu desemprego daquela forma oportunista que se lhe reconhece há uns anos, ao parecer que assado, mas depois frito.

Foi esquisito porque, tendo o Parlamento suspendido a reforma curricular, Pedro Duarte falou como se ela fosse avançar na mesma, mais mês, menos mês.. O que saberá ele? Que o PSD se absterá num projecto que seja apoiado pelo PS e CDS, que confluirão como no Estatuto do Aluno? É verdade que Sócrates se encrespou muito com o par pedagógico em EVT, mas é sempre possível uma daquelas soluções insonssas de compromisso em que o Armani e o Rosa & Teixeira descobrem (in)esperadas afinidades.

As decisões de acabar com a Área de Projecto e tornar EVT uma disciplina em monodocência parecem apontar para o fim das parcerias pedagógicas num contexto em que tanto se fala na necessidade de partilha na prática docente, de trabalho cooperativo, da troca de experiências e da necessidade dos professores saírem dos seus casulos individuais.

Paira a dúvida sobre a forma como será operacionalizada – será que em novilíngua também se aplicará a albina alavancagem? – a situação do Estudo Acompanhado, para se saber se a coisa morre aqui de morte matada.

Confesso que, nunca tendo leccionado AP, me restam as experiências (todas muito boas) de parceria em Estudo Acompanhado a quem, ao longo dos últimos anos, me foram calhando colegas da área de Ciências e Matemática, desde o baptismo de fogo de uma colega (Alice) a uma amiga de longa data, pois somos da mesma freguesia e nos conhecemos desde sempre (Luísa), passando pela minha actual parceira dos últimos anos numa turma de PCA (Fátima).

Cumpre a cortesia que eu diga, caso o velório se confirme, que gostei muito de trabalhar com todas. Mas , neste caso, é mesmo verdade e facilmente qualquer delas me poderia desmentir, mesmo a Alice que agora anda por Braga. Cada uma delas diferente da outra, mas tendo sido sempre possível trabalhar muito bem com todas em contextos difíceis (mesmo a turma não-PCA do primeiro destes anos era como se fosse) e desenvolver o que chamam uma dinâmica de colaboração muito curiosa. Não tendo nunca escolhido qualquer das parcerias, sempre me saíram excelentes pessoas e colegas.

Há bastante tempo que queria escrever sobre a minha boa experiência com pares pedagógicos (poderia recuar a 1999 e a uma outra experiência com uma colega do Ensino Especial, a Maria João), havendo mesmo um rascunho de post há mais de dois anos em arquivo.

É pena que o faça agora, quando não sei se voltará a acontecer.

Pode parecer estranho mas, de quando em vez, vejo o lado bom das coisas. Melhor ainda se for das pessoas com quem trabalho. Felizmente tem-me acontecido. Para espanto de quem tem preconceitos acerca do meu muito sobrestimado individualismo.

Heaven 17/La Roux, Temptation
Gary Numan/Little Boots, Are Friends Electric?

The Parent-Teacher Talk Gains A New Participant

For years attendance was minimal at Tefft Middle School’s annual parent-teacher conferences, but the principal did not chalk up the poor response to apathetic or dysfunctional families. Instead, she blamed what she saw as the outmoded, irrelevant way the conferences were conducted.
Roughly 60 percent of the 850 students at Tefft, in this working-class suburb some 30 miles northwest of Chicago, are from low-income families. Many are immigrants, unfamiliar or uncomfortable with the tradition of parents perched in pint-size chairs, listening intently as a teacher delivers a 15-minute soliloquy on their child’s academic progress, or lack thereof.

“Five years ago, the most important person — the student — was left out of the parent-teacher conference,” Tefft’s principal, Lavonne Smiley, said. “The old conferences were such a negative thing, so we turned it around by removing all the barriers and obstacles,” including allowing students not only to attend but also to lead the gatherings instead of anxiously awaiting their parents’ return home with the teacher’s verdict on their classroom performance.

Recently, 525 parents attended parent-teacher-student conferences, Ms. Smiley said, compared with 75 parents in 2003. No appointments were needed, and everyone was welcome at the conferences this year, spread over two days that school officials called a Celebration of Learning.

Student-led conferences are gaining ground at elementary and middle schools nationwide, said Patti Kinney, an associate director for middle-level services at the National Association of Secondary School Principals in Virginia.

Although researchers have long hailed the benefits of such conferences — anointing students as the main stakeholders in their education, accountable for their performance during the school day and responsible for their academic future — their popularity appears to be increasing in part because of the rapidly shifting demographics at public schools nationwide. The classrooms, after all, are where a community’s changing cultural identity is often first glimpsed.
(…)
“At the student-led conferences, our children are learning to be organized and capable adults someday,” Ms. Issa said. “When I was growing up, my parents went to my conference, and I waited at home, scared they would come back with some concerns. With this new kind of conference, there are no secrets.

“My daughter is learning that the teacher is not responsible for her learning. Cierra knows that she is responsible for her own success.”

Autonomia, gestão e administração escolar: Prazo da consulta pública alargado até 8 de Fevereiro

O prazo da consulta pública do projecto de decreto-lei que regulamenta o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário foi alargado de 31 de Janeiro para 8 de Fevereiro.
Este alargamento destina-se a permitir que algumas entidades, como o Conselho Nacional de Educação ou a Confederação Nacional das Associações de Pais, possam entregar os seus contributos.

É interessante notar que os pareceres em falta são de dois órgãos, que formal ou informalmente, dependem do próprio Ministério da Educação. O CNE em termos de tutela e a Confap em termos de financiamento para a sobrevivência.

Note-se que o prazo não é alargado para o assunto mereça discussão pública, mas para que formalmente aqueles pareceres possam ser aceites de forma regular. E para que o ME tenha, finalmente, um parecer favorável, o qual se adivinha qual será.

Ainda a este respeito é estranho que o parecer da Confederação se atrase tanto, embora se possa tomar um cheirinho do que deve vir a ser através deste documento em que a dita associação revela até que ponto baralha factos, antagoniza professores e namora despudoradamente o poder político.

Vamos por partes.

A Confap acha que os professores devem ser limitados na sua acção à sala de aula, um pouco como se a Confap fosse o cão de fila que ajuda o pastor-ME a reconduzir a carneirada («esses professsorzecos» nas palavras dos protagonistas) ao redil.

Neste contexto, entendemos que a dignidade profissional dos professores não está nem poderia estar em causa. A sua dignidade está no exercício da sua actividade profissional na sala de aula. É aqui que se espelha e exerce a sua vocação! (destaque do texto original)

Aparentemente quem redigiu este texto não se terá apercebido que a lógica exposta pode ser revertida e que sempre se poderia dizer que a dignidade das famílias deveria estar no exercício da sua função parental em casa. E que deveria esse o local para espelhar e exercer a sua verdadeira vocação.

É que o escriba de serviço foi com tanta sede ao pote do fel que lançou qualquer articulação da argumentação às urtigas e parece ter-se esquecido que a bojarda de circunscrever o papel do professor numa Escola à sala de aula é – não tenhamos receio em usar desta vez os epítetos certos – anacrónica, simplista e fascizante, estando paredes-mais-do-que-meias com a ideologia salazarista. Para além de implicar, como reverso que as «famílias» se limitem à função educativa doméstica.

Mas há outros dislates, como seria de esperar num texto com demasiados parágrafos para que isso não aconteça. Note-se a seguinte passagem:

Saliente-se que a participação dos pais na vida da escola tem sido cerceada nas leis. Apenas recentemente, com o DL 115-A/98, tivemos direito de assento e de voto em alguns órgãos de direcção, mas sem direito a sermos eleitos para a presidência dos mesmos.

Pelos vistos uma década é pouco tempo e não chegou para que os pais (visão redutora da função de «encarregado de educação», mas que se compreende em função de certos credos) conseguissem fazer valer as suas posições. Lamento, mas isso não aconteceu – e infelizmente na minha opinião – porque muitos optaram por se manter longe da Escolas. Pior, lá pelo meio, chega a justificar-se a prática não-democrática do Estado Novo da delimitação das esferas de acção com o Zeitgeist de então.

A forma como os pais participam ou não na vida da escola, ou como podem participar na educação dos filhos, é uma discussão que há 50 anos não fazia sentido, nem era sequer permitida. (destaque meu)

E depois temos ainda um exercício demasiado longo de prosa redundante que culmina na ufana proclamação do contacto directo com o primeiro-Ministro a quem se exige algo a que ele acede. Ou seja, a Confap é capaz de ser recebida pelo PM enquanto os outros o não são e a até tem palavra na forma como serão «priorizadas» as opções do futuro Orçamento. Quanto poder para uma Associação eleita por algumas dezenas de Associações de Pais. Quanto júbilo, quanta prosápia, quanta auto-indulgência bacoca.

E claro que um texto deste tipo só poderia ser encimado pelo lugar-comum mais vácuo da verborreia eduquesa-modernaça que é o do «novo paradigma da escola portuguesa». O que eu gostava mesmo era de ver o senhor consultor a definir paradigma sem ser de enciclopédia na mão.

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Autonomia, gestão e administração escolar: projecto de Decreto-Lei em consulta pública

26 de Dez de 2007
O projecto de decreto-lei (em anexo) que regulamenta o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário foi apresentado hoje em conferência de imprensa pelos secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, e da Educação, Valter Lemos.

O resto da conversa já é conhecido e merecerá por aqui uma análise mais cuidada, assim haja tempo e paciência para encontrar o sentido de algumas passagens ou pelo menos a forma como será possível a sua implementação com o quadro jurídico em vigor, incluindo diplomas aprovados por este mesmo governo. Resta saber o que poderá mudar com a consulta pública e quem são as “partes” a quem foi enviado o projecto de decreto. À Confap foi enviado (no caso da Fenprof a posição já tem duas semanas), pois esta organização faz eco das posições do secretário de Estado Pedreira, nomeadamente esta parte de antologia:

“Podem candidatar-se a director todos os que preencherem os requisitos, não tendo que ser da própria escola ou do agrupamento”, explicou o secretário de Estado Jorge Pedreira. Tão pouco existe a necessidade de ser um professor titular. “Não seria sensato estar a impedir que pessoas que têm formação e experiência nesta matéria não pudessem concorrer a este cargo por não serem titulares”, afirmou o governante. Os requisitos exigidos aos candidatos são limitados: “Basta que seja professor profissionalizado ou que tenha exercido funções executivas durante três anos”, o que abre portas aos actuais docentes no ensino particular e cooperativo.

Qualquer semelhança este esta pessoa e a que proferiu as declarações seguintes, quanto à necessidade de seleccionar rigorosamente os professores titulares é mera coincidência.

Jorge Pedreira referiu que o concurso “permitirá uma avaliação curricular de cada candidato a partir de alguns critérios fundamentais, designadamente a formação acrescida, a avaliação do desempenho e a experiência profissional relevante para efeitos do concurso“.

“A experiência profissional considerada mais relevante para efeitos do concurso é a apreciação da actividade exercida pelos docentes, nomeadamente a valorização da actividade lectiva, assim como o exercício de cargos de maior responsabilidade”, especificou o membro do Governo.

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