Paradigmas


Educação:

É essencial fundamentar em vez de enunciar “novos paradigmas”

… que pouco têm de novo. E discordo das “falências” enunciadas com escassa demonstração.

Ou seja, discordo em boa parte deste texto do José Matias Alves, que é coerente nas suas ideias, muitas das quais não partilho.

Não por causa de defender o modelo único e uniforme, mas exactamente pelo receio dos caciquismos que quererão impôr modelos de fora para dentro das escolas, tal como o MEC.

Municipalização da Educação? Um novo paradigma para o governo da educação

Cratty Walks.

 

cratty

seguritatis

Os ciclistas têm todos voz esganiçada ?

 

Não recebido por via nenhuma. Mas publico na mesma, sou a isso obrigado pela liberdade de expressão da moda.

 

Sabes, Fafe, eu era infeliz e mais, o puto ia p’rá naite a seguir à janta, eu contente sofria o arroto no sofá, a mais velha não largava aquela coisa sem fios que se vissem  – a combinar cenas maradas com o novo grunho (que eu adivinho!), a patroa estava uma lástima de cama desadormecida: é agora o grunho das cinco da madrugada ou o filhofa que se lhe acabou a cheta?

Uma infelicidade, que nisso a gente nunca paga tudo, percebes? E mais, e mais!

Abrevio, até à epifania que venho agradecer-te aqui: comecei, sabe-se lá e mais, a ler em voz de homem, devagarinho a princípio, depois já menos enredado nas manhas malhas soltas da camilha, umas coisas, todas, todas, em voz de homem.

Du caraces, meu, aquilo foi tudo, tudo! E mais!

(continua)

vai versar sobre a cultura gay do Mercado do Bolhãoi e de como, isso, descaracterizou, Gaia, e , e, logo. E, assim, a, continuar/continuamente, o, será. Sem, dúvida, etc, e, pinto, da, cuosta. Isto, e, aquilo, se, se!!! E, mete, a, casota, da, musica, curti/serralves, como, bué, bos,ta..

krütnite, haaaaggggg…

Vou alterar-me.

… em Sintra. Embora já saiba que acabo sempre a improvisar mais do que a ler os apontamentos ou a seguir o pauerpóinte.

Precisamos de um novo paradigma em Educação?

Para substituir que “velho” paradigma? Aquele que se cristalizou numa mentalidade colectiva, já fora do tempo actual?

Do que falamos quando falamos de algo – “paradigma” – que implica uma modificação radical na forma de conceber um qualquer sistema dominante de crenças num dado contexto espácio temporal. E que tantas vezes tem sido invocado em vão…

 

1. O que queremos mesmo mudar?

O espaço? Vamos abandonar a escola-edifício e a sala de aula como os espaços nucleares da transmissão de conhecimentos?

O tempo? Vamos organizar o tempo pedagógico de uma nova forma, rompendo com uma estrutura curricular padrão?

Os protagonistas? Vamos introduzir novos agentes no processo educativo, para além das experiências correntes na área do modelo de gestão?

O modelo de gestão? Vamos abandonar o actual modelo único de gestão escolar, em que as variações são cuidadosamente regulamentadas?

A administração corrente das escolas? Vamos abandonar os procedimentos híper-burocráticos que inundaram as escolas para obrigar os professores a justificarem e validarem quase todos os seus actos desconformes com a doutrina do “sucesso”?

2. O que podemos ou estamos disponíveis para mudar?

Talvez possamos mudar alguns aspectos, mas é difícil considerar que isso implica uma “mudança de paradigma”.

Ao nível dos processos, até que ponto vamos alterar o modelo de transmissão de conhecimentos, em especial sob a pressão devido das inovações tecnológicas?

Ao nível da dos alunos, até que ponto é possível mudar o modelo no sentido da progressão quase automática ou, em alternativa de uma estrutura complexa de exames?

Em termos de rede Escolar, será mantida a tendência para uma extrema concentração numa lógica típica das teorias de gestão do big is beautiful, das sinergias, das economias de escala e outros conceitos já ultrapassados, apesar da sua aparência “moderna”?

Em relação à organização da carreira dos professores, mais do que uma nova lógica (que poderia ser de clara diferenciação funcional com o tronco comum na docência), teremos capacidade para ir mais longe do que implementar estratégias de estrangulamento da progressão salarial, vagamente validadas por um modelo fictício de avaliação do desempenho?

3. Como seria um “paradigma” ideal?

Seria um paradigma em que as pressões orçamentais seriam apenas as indispensáveis para exigirem rigor e racionalidade nas opções de gestão administrativa e pedagógica, não se tornando o centro das preocupações e o vector essencial das reformas introduzidas.

Seria um paradigma em que os “actores” não o seriam no sentido teatral e dramático do termo, mas sim no de parceiros em, busca de soluções para além das conveniências conjunturais particulares.

Seria um paradigma no qual a oferta pública e privada se conjugariam de forma harmoniosa, numa competição saudável e sem truques, permitindo a coexistência de alternativas reais e não meramente cosméticas. Em que o sector público não estivesse sujeito a contínuas reformas e a uma permanente instabilidade de funcionamento, desde as regras de recrutamento de pessoal até À estruturação do currículo. E em que o sector privado se assumisse enquanto tal e não como mero cliente dos subsídios e apoios estatais.

Seria um paradigma com um funcionamento transparente, desde as questões ético-profissionais até à divulgação de toda a informação indispensável para que as famílias, os alunos, os professores e todos os outros interessados pudessem tomar decisões e fazer escolhas fundamentadas.

Seria um paradigma em que as escolas não funcionassem como uma espécie de pronto-socorro destinado a resolver situações sociais problemáticas e a assegurar às crianças e jovens quase tudo o que a sociedade envolvente não consegue.

Seria um paradigma em que a “autonomia” e a “abertura á comunidade” não fossem conceitos legislados e meramente cenográficos, em que por comunidade se entendesse a comunidade educativa num sentido de proximidade e não de jogo de influências locais.

Seria um paradigma em que a liberdade de escolha poderia existir, com a devida regulação, sem o receio de vir a ser usada em proveito dos mais fortes e detrimento dos mais fracos, acentuando clivagens pré-existentes.

Seria um paradigma que funcionasse de acordo com a sua própria lógica e não de acordo com calendários político-eleitorais ou como campo de confronto entre trincheiras ideológicas incapazes de dialogar e encontrar soluções técnicas eficazes para ultrapassar os bloqueios há muito diagnosticados.

Laissez-faire, laissez-cracher.

A inversa é que costuma ser apetecível aos coisos.

estou demasiado amargo, até para o cânone; falta-me alguma impossibilidade credível.

Uma bola metálica com cerca de um metro de diâmetro e seis quilos caiu do céu numa região desabitada da Namíbia.

Se fosse uma garrafa de Coca-Cola é que tinha piada!

Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho,
Onde esperei morrer, – meus tão castos lençóis?
Do meu jardim exíguo os altos girassóis
Quem foi que os arrancou e lançou ao caminho?

Quem quebrou (que furor cruel e simiesco!)
A mesa de eu cear, – tábua tosca, de pinho?
E me espalhou a lenha? E me entornou o vinho?
– Da minha vinha o vinho acidulado e fresco…

Ó minha pobre mãe!… Não te ergas mais da cova.
Olha a noite, olha o vento. Em ruína a casa nova…
Dos meus ossos o lume a extinguir-se breve.

Não venhas mais ao lar. Não vagabundes mais,
Alma da minha mãe… Não andes mais à neve,
De noite a mendigar às portas dos casais.

[Camilo Pessanha]

Albino Almeida ao DN:

O que foi apresentado é o início da marca deste Governo na Educação. E vai ao encontro do que tinha sido anunciado e do que Nuno Crato defendia até antes de ser ministro, nomeadamente o fim da dispersão curricular e a posta no conhecimento. É uma mudança de paradigma.

Já pode desbloquear-se a tranche?

Página seguinte »