Outsourcing


Contrato de 2,5 milhões para ex-colaborador de Passos

Fernando Sousa, antigo colaborador de Pedro Passos Coelho na Tecnoforma, empresa em que o atual primeiro-ministro foi consultor, ganhou um contrato público de 2,5 milhões de euros para “seleção, eliminação e inventariação das fontes documentais existentes nos Governos Civis”, através do Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade).

500.000 contos para destruir papelada? Ó meus amigos, eu acabei de despachar pilhas e pilhas de papéis… e consigo fazer isso por um décimo do preço… só que não sou amigo do amigo do amigo. Nem nunca serei.

E nem percebo como uma função pública com excesso de pessoal não tem quem agarre em sacos de lixo e deite lá para dentro o que não interessa e leve até ao ecoponto mais próximo.

 

 

Sou elegível para votar nas directas do ps, sou? Mesmo?

 

E por favor, fiquem por lá e que ninguém tente sequer saber mais nada sobre paraísos tropicais.

Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Rio de Janeiro

Aquilo no quintal da fenprof anda meio abandalhado, nem frente polisário…

Um entrevista qualquer um de modo que pareçam todos.

As prisões são escolas de criminalidade.

Ah!

quem é quem?

moção de ricochete

… todos aqueles – uma imensa maioria – que não recebeu um mail meu com uma lista muito divertida de instituições, organizações e corporações que coiso e tal.

E entre a dezena de carolas que se tem dado mais a certos trabalhos, o reboliço tem sido grande na última hora. Alguma indignação, mas também uma dose saudável de humor, entre o catártico e espasmódico.

O assunto é sigiloso, obviamente, porque assim deve ser, nos seus detalhes específicos. Mas é impossível não alfinetar, nem que seja ao de leve, enviesado e com efeito de folha seca. Porque há lá gente séria, mas também a há menos séria que cuspiu no prato da comida que depois pediu para provar.

Entretanto, assim como que off topic, surgiu a ideia de – como fomos todos indirectamente a pagar – solicitar ao Ministério das Finanças que divulgasse publicamente o parecer do doutor Jorge Miranda acerca da constitucionalidade dos cortes salariais, pois não sei onde ele andará disponível.

 

As lideranças unipessoais tendem a dar nisto. Acho que em muito poucos casos se justificam estas assessorias externas. Que me desculpem os justos, mas considero que serfão mais os que querem centralizar tudo em si e blindar-se contra ameaças internas. E como a informação é poder. Reservam-na para si.

Quase 15% dos directores recorrem a ‘outsourcing’ para gerir escolas

Em papel a notícia é mais desenvolvida e tem boa parte do que acho sobre o assunto em três respostas às quais só falta a parte de isto ser uma via para, a curto-médio prazo, parte das despesas com a Educação desaparecerem do OE.

Estou com bastante curiosidade para ler a peça de amanhã (penso que é para amanhã) do Diário Económico sobre uma modalidade que já era possível, mas que parece estar agora a ter algum incentivo em tempos de falta de verba nas escolas. Trata-se da troca de parte do crédito horário das escolas/agrupamentos por verbas para fazer a contratação externa de serviços. Falaram-me em possibilidades como a assessoria jurídica, o apoio em matérias contabilísticas ou mesmo em matérias pedagógicas.

Neste momento e no actual contexto este recurso parece-me disparatado, a menos que seja para desorçamentar custos e para substituir encargos fixos com pessoal por despesas temporárias, contratadas a empresas privadas.

Ainda consigo conceber que a contratação, por exemplo, de mediadores se justifique em algumas unidades orgânicas com uma presença forte de minorias étnico-culturais e riscos elevados de abandono escolar. De resto, acho divertido. Uma porta entreaberta para muita coisa…

Mas espero para perceber melhor como isto é encarado por certos actores educativos.