Os Vermes


Concordo com greves que durem até que se altere o pressuposto daquelas. Analisando o histórico, não lhes conheço que desígnios – no que aos professores respeita – se confirmaram. A teoria da conspiração aponta, se formos por aí, para que o antagonismo dos parceiros se salde em pizzas pagas ao mini-histérico para munir cheiros de migalhas ao outro.

Uma greve é um último recurso, um anti-definhamento. Por isso, ou é séria e conforta os que a executam – ou é uma agenda de bem-estar para os não sérios que a agendam.

Uma greve só resulta com prazo que traga consigo a solução da sua origem.

 

 

não estou recordado dos meus milhões.

 

Mas tudo continuará como sempre foi, pois apenas fez o que outros fizeram. O azar é que calhou ser apanhado por alguém que não terá recebido o devido memorando com os números fiscais a evitar nestas coisas ou a esquecer depois de os ver.

Fisco apanha Marques Mendes em venda ilegal de ações

O Fisco detetou vendas ilegais de ações da Isohidra feitas por Marques Mendes e Joaquim Coimbra, em 2010 e 2011, e que terão lesado o Estado em 773 mil euros. As ações foram vendidas por 51 mil euros, mas valiam 60 vezes mais: 3,09 milhões.

O giro é que recadeiro tão bem informado e sempre com tudo à mão, afirma não se lembrar de tal coisa.

Quanto custam os ex?

 

 
ex

A minha República por um cavalo – que isto aqui está cheio de bestas, umas de carga, outras quadradas.

… ou meramente desonesta… nenhum dos elementos do almoço de bloggers de há uns dias faz parte da Plataforma da/pela Educação que vai ser apresentada publicamente amanhã e, pelo menos no meu caso, nem vagamente recebeu sondagem para esse efeito. Já, pelo contrário, há por lá gente que.legitimamente, pertence a esta ou aquela organização. Que o Sonso Santos minta sobre isso é apenas habitual. Porque ou lhe falta a informação sobre outros que irão fazer o que ele tentou fazer no início de 2008 (ser submarino  nos então nascentes movimentos independentes de professores e chibar informação sobre o que iriam fazer), ou é politica e intelectualmente (?) desonesto ou é apenas incapaz de ler. Pessoalmente, acho que no meio está a virtude.

.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.

Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.
Lá porque tem alguns ódios de estimação não deve atirar em tudo o que mexe.
Ninguém aqui se junta a nenhum denunciante. Sobre esse tema esperemos que o tempo se encarregue de dizer quem é que foi à lã e saiu tosquiado
.

Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.
A sua obsessão tolda-lhe o raciocínio e só isso explica que queira justificar alguns impropérios, dirigidos ao Chitas, com alegadas promiscuidades entre ele e as fontes ministeriais.
Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.
Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.

Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.

Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.

Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado  para libertar o campo de impurezas e obstáculos.

Tanto melhor se for outro a fazê-lo.

Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.

O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.

Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.

Registado, para memória futura.

… uns quantos pedidos de desculpa, quiçá um mea culpa por vários processos de intenções que me foram dirigidos e ofensas variadas, baseadas apenas no intuito de provocar mossa.

Mas isso era esperar que certa gente fosse… gente e não apenas gentinha.

O facto de eu ter dito a verdade deste o início – e qualquer outra coisa nunca foi, sequer, plausível para ninguém com um papel activo nas coisas – certamente será indiferente para certas criaturas que imaginam os outros à imagem da sua falta de coerência, das suas ambições escondidas, do seu viver mesquinho e malsão, projectando de forma constante a imundice moral e ética que as preenche.

Passada esta fase, durante a qual poderia ser entendida mal qualquer atitude higiénica, é bem possível que eu passe a uma ou outra sessão de limpeza.

Afinal, há sempre um cripto-estalinista dentro de nós… e eu não tenho nada de madre teresa.

a bela e o monstro

sopa de e-nabos

SALTO À CORDA

O cordão
que nos abre
aos acres ventos de humidade e sombra,
a luva dura nos
abriga
ou é que nos enforca, nos afoga?
Mal saltamos à terra,
dela
nos soltam como às aves
da espécie das galinhas.
Mas o fantasma duma
linha cinza,
esse nos fecha os olhos
e diz: saltai à corda.
E é
questão então a de saber
se temos pés azuis
ou sangue negro e goma

que nos cape. O pé direito sobe,
oh, que vitória, no verdadeiro ar.

Mas que invisível fio
o puxa e traz à pequenez do outro?
Que terror
canaliza
cada comparação? De que margem,
de que maresia mesmo o cheiro
nos agrada?
Que pátria e que dolores?
Que malfeição?

(Um aceno
insular
habita o nosso olhar.
Uma pílula pink
dá-se ao dente que a
trinque.
E que ternura é esta,
rosa de sal, giesta,
serra aberta de
pinhas,
toque de campainhas?)

[Pedro Tamen]

Eu vi a luz em um país perdido

Eu vi a luz em um país perdido.
A minha alma é lânguida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme…

[Camilo Pessanha]

Um elemento do Corpo de Segurança Pessoal do ministro da Justiça retirou uma ambulância parada na via pública em serviço de urgência, para passar com o carro de Alberto Martins.

Talvez estivesse com pressa para ir a uma escuta, sei lá…

Isto é tipo duplo R na Comissão de Ética.

Fiscal das contas públicas certificou irregularidades no BPP

O presidente do grupo de trabalho para criar a comissão encarregue de fiscalizar as contas públicas, António Pinto Barbosa, certificou durante cerca de dez anos as contas do Banco Privado Português, que foi intervencionado no final de 2008 pelo Banco de Portugal, para evitar a sua insolvência imediata.

A Mentira Não É Problema. Problema É Quem Acredita Nela.

Em período de férias numa qualquer região do país falava com um amigo meu (não frequentador do blogue) sobre a imprensa regional e as suas tendências.

Dizia-me ele que era toda controlada por dois partidos, ao que eu anotei uma excepção. A resposta dele foi algo notável: aquele tal jornal era aparentemente independente porque andava em busca de eventuais podres na vida pessoal e profissional de quem tinha responsabilidades executivas por aquelas paragens e, usando discretamente alusões a esses factos, conseguia favores e privilégios especiais como publicidade, acesso a informação privilegiada, etc, etc, contribuindo em troca com o apoio a essas personalidades a partir daí. E faz(ia) isso com vultos dos dois partidos dominantes a nível local e regional.

Este tipo de estratégia, entre a intimidação e a chantagem não são estranhos a alguns recantos da blogosfera, sempre que falha a outra aproximação mais suave, do estabelecimento de laços pessoais e quiçá mesmo de uma certa persuasão.

Em especial este ano lectivo, mas com raízes mais antigas, fui objecto deste tipo de abordagens, só que no meu caso anónimas e sem pedido de impossíveis contrapartidas financeiras, mas sim a tentativa do silêncio sobre certos temas, pelo menos com duas ou três origens. Em alguns casos a opção foi a mais trauliteira (olha que sabemos por onde andas e como te encontrar…), em outros foi mais melíflua (olha que foste visto aqui e ali, com este ou aquela, olha que é simples pormos um boato a circular, olha que te arriscas a ficar muito mal visto, eu se fosse a ti tinha cuidadinho com o que escreves…).Isto tudo à mistura com o vasculhar de informação sobre a minha vida profissional e pessoal.

O problema é que há pouco por onde pegar e mesmo se houvesse algo, não me parece que eu me fosse encolher por causa disso. Se não fiz, não há problema. Se fiz, então está feito, nada a obstar.

Daí uma certa tranquilidade na abordagem ao que foram objectivamente indícios de chantagem. Repito: sem uma origem única. Que se foram sucedendo. Por exemplo, em Novembro de 2009 e mais recentemente quase a acabar o ano lectivo. Daí, em alguns momentos, o desejo de soltar a franga. E não é que, sempre que o fazia, as coisas acalmavam como por milagre?

Porque há uma coisa comum à generalidade dos candidatos a chantagistas: são cobardes. Falam pelas costas, puxam pessoas de lado para dizer ah, sabes, ele afinal isto e aquilo. E fizeram-no em algumas escolas, que houve quem me contasse que havia quem, como quem não quer a coisa, insinuasse malfeitorias por divulgar sobre o meu passado profissional.

O que me custou em alguns casos? Que nas raras vezes em que falei disso, houvesse quem dissesse, pois meteste-te nessas coisas, agora aguenta-te, são os ossos do ofício, quase como se a culpa fosse minha. Que são os ossos do ofício, eu sei, e por isso mesmo raramente me estendi em conversas a este respeito, porque parecia que me queria vitimizar e tal.

Só que chateia, ora bem que chateia. E dói mais a incompreensão do que a agressão.

Com a agressão aguento-me eu bem, porque este tipo de vermes que rastejam na sombra, a menos que sejam obrigados a vir para a luz, recolhem-se quando enfrentados sem receio. Ou então aparecem muito, mas acobertados por uma série de filtros como se vivessem ainda no tempo do velho senhor e não fossem eles os herdeiros de uma mentalidade totalitária, desta ou daquela cor.

E, por enquanto, por aqui me fico, que vem aí um novo ano lectivo que é preciso ir já preparando e se há quem possa encarar as coisas com despreocupação, em virtude de terem quotidianos facilitados, eu tenho mesmo de trabalhar.