Os Salcedo Troca-Tintas E Benevides Da Conceição


Para mim – sou preconceituoso – qualquer pessoa ou grupo que tenha como antagonista o pénaltesdelima está condenado a ter razão.

Para além de que vi um representante sindical com um argumento de peso: nas anteriores privatizações todas as pretensas salvaguardas dos direitos dos trabalhadores foram letra morta desde que foi escrita, pois tudo não passou de encenação.

Quanto aos prejuízos para o país, a perda do controle sobre a TAP é um mal bem maior do que a perda de proventos (em valores que variam com a hora e o dia e muito aumentada, pois há muitos passageiros que viajam na mesma, em outras companhias) do sector turístico.

A venda do país ao estrangeiro é um legado que poderá ser irrevogável deste governo de patriotas de pacotilha, a começar pelo fugido vice-primeiro-ministro, o maior salcedo entre os salcedos.

Não me consigo lembrar de duas coisas… se MST teve esta forma de encarar as coisas em relação ao BPN (parece que não) e ao governo de Sócrates e se ele disse ou escreveu alguma coisa sobre não dizer ou escrever nada sobre um assunto de família.

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Expresso, 13 de Dezembro de 2014

Eu gostaria de ver um projecto comum desse tipo, com o Rui Tavares ou o Daniel Oliveira à laia de pendurezas.

Costa reúne-se com Passos e defende projeto comum após as eleições

O secretário-geral do PS defendeu esta quinta-feira junto do primeiro-ministro um compromisso para que o país tenha um projeto comum, mas acrescentou que a construção desse projeto deve fazer-se após o julgamento dos portugueses em eleições.

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… é o quase decano dos malabaristas do regime.

Portas quer reposição do feriado do 1.º de Dezembro

  • 31 de Outubro:

PS promete reposição integral dos salários da Função Pública em 2016

  • 12 de Novembro:

Costa não garante reposição imediata dos salários da função pública

  • Julho de 2013:

Cavaco quer “compromisso de salvação nacional” e põe governo a prazo

O presidente da República recomendou um “compromisso de salvação nacional” entre PS, PSD e CDS e admitiu uma antecipação das eleições, não para já, mas a partir do final do programa de assistência financeira, em junho de 2014.

  • Novembro de 2014:

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Expresso, 8 de Novembro de 2014

Ramiro Marques desfere um descabelado ataque a António Nóvoa no Observador (onde poderia ser, a menos que fosse num espaço blasfemo ou insurgente?) retomando uma prosa profundamente obnóxia que já ontem aqui tinha linkado.

O texto divide-se entre o ataque pessoal (e se assim o fez, dificilmente poderá queixar-se de levar na mesma moeda, mas com maior fundamento por parte de quem, como eu, foi vítima das suas provocações senis e mails ofensivos) e a exibição dos resultados da Educação em Portugal.

No primeiro caso, o Ramiro parece apagar o seu próprio passado de activo colaborador com os delírios de alguns esquerdismos de meados dos anos 70, que só ficaram controlados nos tempos que antecederam a sua ida para Boston.

No segundo caso, faz um conjunto de piruetas notáveis para quem já devia ter juízo, mas naturais em quem ainda pensa ser uma espécie de mazarino da situação (note-se que não falei em Richelieu).

Leiamos:

Nem a escola atual é pobre – veja-se o investimento em novos edifícios escolares e equipamentos e o aumento dos apoios aos estudantes por via da ação social escolar – nem é medíocre – veja-se as subidas nos rankings do PISA (PISA 2012, Results in Focus) e os elogios dos últimos relatórios da OCDE (Education at a Glance, OECD Indicators, 2014), a redução das taxas de abandono escolar e o aumento contínuo e gradual da frequência do ensino secundário profissional e do ensino superior – nem é minimalista – veja-se a generalização do inglês no 1º ciclo, as atividades de enriquecimento curricular, o aumento do número de professores do ensino especial e dos professores de apoio (CNE, 2014, Educação 2013).

O que leva um historiador prestigiado a dizer tanta asneira numa única entrevista? O fanatismo ideológico. O marxismo cega.

Digamos que a falta de vergonha na cara leva a visão e tudo o resto atrás.

Os elogios dividem-se entre medidas dos tempos de Sócrates que ele criticou ácida e repetidamente há apenas um punhado de anos ou menos ou totais ficções (o aumento de alguns apoios resulta do aumento das famílias sem rendimentos, enquanto sobre o ensino especial o delírio é completo).

Mais caricato… Ramiro vai buscar os resultados dos PISA 2012 que nada devem a este governo pois foram realizados antes da implementação de quaisquer das suas medidas atingirem a coorte de alunos que os realizou.

Patético e preguiçoso é o argumento do aumento da frequência do Secundário, resultado do alargamento da escolaridade obrigatória, medida aprovada na Assembleia da República com o acordo de todos os partidos.

Não acho que, tal como aquele senhor doutor da Análise Social, se devam colocar limites à liberdade de expressão. Mas acho que deveriam encomendar um enorme balde de alcatrão e muitas almofadas de penas para fazerem uma pajama party lá na redacção observadora pois é acima que qualquer credibilidade se enterra e as igrejas se despovoam, só lá ficando os muito beatos e inquisidores.

Alcatrão

… afinal não passou de uma criação da imprensa.

Parece que, apesar de preguiçosos e patéticos, os jornalistas, são muito criativos.

Para dizer o que todos sabemos e é útil ao desgoverno que seja dito para tentar apaziguar as gentes, tudo misturado com a treta da “captura do ministro pelo centralismo”?

Caro que haverá que se entusiasme do género “eh pá… até o Marques Mendes diz que…”.

O Marques Mendes diz o que, objectivamente, convém à Situação que seja dito, incluindo sobre um pedido de demissão do ministro que há semanas corre de boca em boca, mas só agora foi conveniente divulgar, após noticia do Expresso.

Umberto Eco escreveu A Ilha do Dia Antes; Marques Mendes faz os comentários dos dias antes. Por exemplo, na antevéspera já seriam escassa novidade.

… num ranking internacional de competitividade, mas que é uma subida que o salsichómetro do actual PM parece desconhecer, atendendo ás suas recentes intervenções sobre esta área da desgovernação.

Mesmo que Nuno Magalhães possa estar equivocado em algum detalhe (ou o ranking ser diferente do que estou a pensar), não deixa de ser curiosa a forma como o CDS diverge na leitura das coisas…

E obriga o PM a elogiar o recuo do abandono escolar, mas apagando que a evolução não se refere aos últimos anos,mas sim a um intervalo de duas décadas.

Informem já a insurgência mais aguerrida, a blasfémiadocunha e trolls conexos.

Governo avisa que só rescinde com docentes que não façam falta

… que, desde que lhe deram um lugarzinho lá fora, daqueles que dão para pagar umas caixas de remédios para o mal, nunca mais se lembrou de questionar o estado do situacionismo político (de que se tornou polido defensor) e até virou o bico ao prego em relação à qualidade da democracia e às liberdades e direitos constitucionais.

Eu cá sempre achei que quem emagrece demasiado, acaba por ver o neurónio mirrar na mesma proporção.

Porque a coerência fica para os outros e para a perdigotagem com muitos decibéis.

Marinho Pinto: Salário de eurodeputado é ‘vergonhoso’, mas ‘sou pobre, preciso do dinheiro’

Desde que, dependurado, viabilize uma qualquer solução governamental será devidamente acolhido no seio de todos aqueles que, como ele, denunciaram tudo e mais alguma coisa até lhes acenarem com um lugarzinho bom em Londres ou Paris.

O tio Aníbal já se esqueceu de todas aquelas coisas bacocas sobre boa e má moeda… agora já só usa notas do Monopólio.

13 de Julho:

Passos avisa que contribuintes não podem pagar pelos erros dos bancos

2 de Agosto:

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Expresso, de de Agosto de 2014,

Pois é, meu caro André, bem dizia eu que a insurgência já teve melhores dias… é cada tiro, cada melro…

Não existe qualquer capacidade (não vou ser mau ao ponto de dizer que é vontade) de se ser objectivo quando – apesar de uma boa carreira – se almeja algo mais (e pimba, esta foi para devolver a outra picadela) e isso é, no fundo, quase a razão de ser de certos bloggers (que não o andré, mas por vezes quase parece…).

E digo isto porque, se deixei de ter qualquer respeito pelas vocalizações do PM, ainda há no seu “círculo” quem eu preze pela inteligência que sempre aparentou ter…

 

… o Tribunal Constitucional já não é para extinguir.

… dos louvaminheiros do salgado, como antes do rendeiro, do jardim da obra divina.

Que agora debandam…

O que dizer agora da “atitude” e “cultura BES”?

Eu espero que esta série de posts memorialísticos sobre o passado de uma das luminárias mais luminosas da nossa Educação Teórica para Totós não seja responsável pelo quase desaparecimento de um certo comentador que se tornou regular neste blogue, tendo nas últimas semanas até mantido o seu nick de ocasião.

Mas… eu volto ao tema porque… recentemente Sérgio Niza saiu do CNE por decisão da maioria dos seus próprios membros, sendo que sobre isso não me pronuncio em concreto, preferindo apenas relembrar o que sobre ele era escrito por alguém que, quase 25 anos depois, parece ter mudado de opinião (claro, claro… as coisas mudam) e ter colaborado na tal varridela.

Limito-me a excertos para não vos cansar com esta minha deriva pela memória dos tempos passados… quando se exaltavam as práticas pedagógicas inclusivas que agora se consideram esquerdistas, despesistas e eduquesas

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Diário de Notícias – Domingo, 5 de Novembro de 1989

 

Eu nunca gostei muito daquelas áreas curriculares meio coisas, em que parece que se quer ensinar algo que deveria ser função principal da socialização familiar ou em que se predominam as “transversalidades” típicas do tal discurso eduquês que muitos foram criticando, antes ou depois, mas nem sempre com grande coerência.

Com a Área-Escola, a falhada disciplina de Desenvolvimento Pessoal e Social, foi uma das pioneiras experiências em matéria de ACND.

Há quem na altura tenha teorizado tanto em seu redor e sua defesa, quando algum tempo depois pela sua extinção.

Só não muda quem não é burro e/ou flexível ao espírito dos tempos.

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“Formação pessoal e social na estrutura curricular” in Diário de Notícias – Domingo, 4 de Fevereiro de 1990

 

É o que dá andar a ter de seleccionar o que se deita fora e o que se guarda da papelada de há 25 anos. Encontra-se mais de um ano de suplementos dominicais do DN de 1989-90, no qual colaborei muito esporadicamente com um punhado de textos para a secção de História, um dos quais continuo a achar muito giro, sendo os restantes pedaços de investigações que acabaram por desaguar no meu mestrado ou em outras escritas mais avulsas.

Mas não foi por isso que guardei umas dezenas desses suplementos, após cansado cotejo. Foi porque achei por lá umas crónicas, recensões e artigos na secção de Educação que merecem ser preservados, porque demonstram o quanto pode evoluir o pensamento de algumas pessoas que, embora fossem já bem adultas, ainda não tinham “amadurecido” e ainda tinham opiniões que hoje considerariam esquerdistas, socialistas, atentatórias do rigor e do mérito.

Vejamos por exemplo o que escrevia uma visita regular deste blogue, que (isto é um suponhamos) não resiste a comentar com nicks variáveis…

Neste caso, temos a PGA e a crítica a um sistema centralizado e uniformizador de seriação dos candidatos ao Ensino Superior, pois, entre outras razões, retirava autonomia às Universidades. O autor é um defensor confesso – agora – de um sistema centralizado e uniformizador da seriação dos candidatos à docência, criticando a autonomia das Universidades na sua formação.

Ainda bem que há quem evolua nas suas convicções.

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“A PGA: do centralismo à autonomia educativa” in DN, 8 de Abril de 1990

 

 

 

A fazer pela vidinha da COTEC, certo?

Pelo menos desde 2009…

Na altura, era bem mais comedido nas suas críticas e crónicas, correcto?

«O responsável número um da nossa desgraça é um banqueiro central»

Daniel Bessa não diz nomes, mas não se inibiu ao comparar Sócrates com o egípcio que comandou o avião sobre as Torres Gémeas.

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