Os Putos Tóxicos do Chá


… deve ser campanha autárquica.

Fim do travão no IMI pode aumentar imposto da casa até 500%

Por outro lado, razão tinha o PM em não estar consciente das suas obrigações. A mim, apetece-me fazer o mesmo. O problema é que me penhoram logo o salário, mesmo que eu diga que não me enviaram a notificação ou que se extraviou nos Correios (hipótese cada vez mais válida…).

 

do Pedro (aquele que fazia de cidadão no feice) sobre as eleições na Grécia. São criancices de quem ainda não percebeu que isto da democracia é como os interruptores.

Já o pipasdelima parece que esquece o passado do seu próprio partido. As críticas ao nacionalismo dos aliados do Syriza são absolutamente cómicas, isto para não falar na questão das coligações.

Mesmo que o mentiroso diga o contrário, pois até prova melhor o que é.

Sim, Passos Coelho era mesmo contra esta intervenção do BCE

O PM defendeu que era “um péssimo sinal” se o BCE imprimisse “mais euros”. Agora já acha bem e diz que não entrou em contradição. Mas entrou.

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Mas vai-se a ver e ainda é uma mentira virtuosa.

Isto é tão mentira por duas razões… primeiro, porque a contratação estava na proposta inicial enviada aos municípios; segundo, porque as autarquias mantêm a possibilidade, na última proposta, de contratar docentes para as “disciplinas locais”.

De Poiares Maduro esperava-se mais do que emular Relvas no seu pior, o de enganador da opinião pública através da manipulação dos factos.

É mentira que tenham sido os órgãos de comunicação social a inventar a coisa. Foi a própria proposta com a chancela do secretário de Estado da Administração Local.

Poiares Maduro garante que o Governo nunca quis passar para os municipios a responsabilidade de contratar professores. A hipótese chegou a ser avançada por alguns orgãos de comunicação social, mas o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional garante que nunca esteve em cima da mesa.

 

aquilo da Presidência: Guterres está quase como Barroso esteve, Sócrates está como está, Costa será antes de o ser, habitualmente?

 

Ramiro Marques desfere um descabelado ataque a António Nóvoa no Observador (onde poderia ser, a menos que fosse num espaço blasfemo ou insurgente?) retomando uma prosa profundamente obnóxia que já ontem aqui tinha linkado.

O texto divide-se entre o ataque pessoal (e se assim o fez, dificilmente poderá queixar-se de levar na mesma moeda, mas com maior fundamento por parte de quem, como eu, foi vítima das suas provocações senis e mails ofensivos) e a exibição dos resultados da Educação em Portugal.

No primeiro caso, o Ramiro parece apagar o seu próprio passado de activo colaborador com os delírios de alguns esquerdismos de meados dos anos 70, que só ficaram controlados nos tempos que antecederam a sua ida para Boston.

No segundo caso, faz um conjunto de piruetas notáveis para quem já devia ter juízo, mas naturais em quem ainda pensa ser uma espécie de mazarino da situação (note-se que não falei em Richelieu).

Leiamos:

Nem a escola atual é pobre – veja-se o investimento em novos edifícios escolares e equipamentos e o aumento dos apoios aos estudantes por via da ação social escolar – nem é medíocre – veja-se as subidas nos rankings do PISA (PISA 2012, Results in Focus) e os elogios dos últimos relatórios da OCDE (Education at a Glance, OECD Indicators, 2014), a redução das taxas de abandono escolar e o aumento contínuo e gradual da frequência do ensino secundário profissional e do ensino superior – nem é minimalista – veja-se a generalização do inglês no 1º ciclo, as atividades de enriquecimento curricular, o aumento do número de professores do ensino especial e dos professores de apoio (CNE, 2014, Educação 2013).

O que leva um historiador prestigiado a dizer tanta asneira numa única entrevista? O fanatismo ideológico. O marxismo cega.

Digamos que a falta de vergonha na cara leva a visão e tudo o resto atrás.

Os elogios dividem-se entre medidas dos tempos de Sócrates que ele criticou ácida e repetidamente há apenas um punhado de anos ou menos ou totais ficções (o aumento de alguns apoios resulta do aumento das famílias sem rendimentos, enquanto sobre o ensino especial o delírio é completo).

Mais caricato… Ramiro vai buscar os resultados dos PISA 2012 que nada devem a este governo pois foram realizados antes da implementação de quaisquer das suas medidas atingirem a coorte de alunos que os realizou.

Patético e preguiçoso é o argumento do aumento da frequência do Secundário, resultado do alargamento da escolaridade obrigatória, medida aprovada na Assembleia da República com o acordo de todos os partidos.

Não acho que, tal como aquele senhor doutor da Análise Social, se devam colocar limites à liberdade de expressão. Mas acho que deveriam encomendar um enorme balde de alcatrão e muitas almofadas de penas para fazerem uma pajama party lá na redacção observadora pois é acima que qualquer credibilidade se enterra e as igrejas se despovoam, só lá ficando os muito beatos e inquisidores.

Alcatrão

The great charter school rip-off: Finally, the truth catches up to education “reform” phonies

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Sugestão do Luís Braga.

Fiquei a saber que os alunos de cursos de formação inicial de professores são dos mais pobrezinhos do Ensino Superior e que isso explica que escrevam com erros, tudo de acordo com um “investigador” de quem tenho discordado muito mas a quem dedicava alguma consideração intelectual.

Percebi, por fim, graças a ele, o objectivo das políticas governamentais de proletarização da classe docente.

Da pobreza vieste, para a pobreza caminharás!

(queriam salários líquidos de quase 2000 euros no fim de 40 anos de carreira, ó malandragem? ide lavar escadas como vossas mães ou estivar e varrer ruas como vossos pais e avôs!)

Mais de 5.100 idosos perderam o CSI num mês

Salgado compra 1,5 milhões de ações do BES

 

 

Tenho actividade como trabalhador independente há muitos anos, com ligeiras interrupções, em grande parte como resultado da remuneração de publicações e trabalhos de investigação.

Que eu tivesse conhecimento, em Dezembro de 2011, recebi uma carta que me mandava fazer pagamentos mensais de 186, 13€ na sequência de ter auferido cerca de 2000 @ de rendimentos que declarei, de forma englobada, com os meus salários.

Comuniquei por carta à S.S. que sendo eu funcionário do Estado e já pagando a minha contribuição mensal  para a C.G.A. estaria isento de um pagamento que, a ser feito, significaria uma duplicação da colecta.

Não recebi qualquer resposta.

Por essa altura divulguei mais alguns casos caricatos (este, este e este, por exemplo).

Em Dezembro de 2012, insistiram, embora pedindo valor mais modesto. Confesso que, dessa vez, após confirmar na escola que esse pagamento seria equivalente a ser colectado duplamente, não mandei carta nenhuma.

Assumi que se cruzam os dados com o fisco para detectar a actividade independente e quanto recebi, também cruzariam para ver quanto paguei para a C.G.A.. todos os meses (mais de 200 euros).

Burro eu.

Agora recebo uma carta que indica uma dívida remontando a Maio de 2010.

Phosga-se, pá, Vespa Soares… vai-te tratar e mais à forma como queres sacar dinheiro a todo o custo à malta.

Ainda há um ano e tal tive de entregar uma declaração a certificar que não tinha dívidas a pagar ao Estado para que me fosse feito um pagamento e agora dizem-me que devo dinheiro desde 2010?

Andam a gozar com o mexilhão, é?

E dizem-se vocês protectores dos contribuintes?

Só cruzam os dados para o que vos interessa?

ZePovinhoOraToma

 

… para alguns.

Já o sabíamos e conhece-se bem o programa dos nossos putos tóxicos, inspirados na defesa dos job creators, sendo que se trata dos creators dos jobs deles.

A mentalidade é esta.

É a mesma que anima os nossos defensores do mercado da Educação que promove, activa e conscientemente, o agravamento das desigualdades.

Pub25Mar14

Público, 25 de Março de 2014

 

No Actual do Expresso de ontem vem um “ensaio” de Henrique Raposo sobre o que ele chama “suicídio da direita americana” causado pela tomada de poder dos fundamentalistas do Tea Party em grande parte da estrutura do Partido Republicano americano.

Nada contra a tese.

Muita coisa quanto ao timing desta tentativa de descolagem por parte de alguns dos nossos putos tóxicos do chá em relação aos seus inspiradores de lá do Atlântico, pois nunca se os ouviu ou leu dizer fosse o que fosse até ao momento em que as evidências demonstram o ridículo e a falência da postura de radicalismo absoluto de figurinhas deprimentes como Ted Cruz, Marco Rubio, Sarah Palin, Michelle Bachmann, Rand Paul (muito longe do nível do pai) e mesmo Paul Ryan que passava por ser o mais inteligente – leia-se, menos bronco – desta facção política que mistura conservadorismo moral com ultra-liberalismo económico, isolacionismo geoestratégico e xenofobia cultural, tudo brindado horas a fio a partir da Fox News e de um naipe de pretensos “jornalistas“.

É curioso que nos momentos mais altos de ataque do tea party ao funcionamento da democracia americana – o mais simbólico deles sendo o longo processo de bloqueio de funcionamento do Congresso através da táctica do philibustering, em especial em relação ao chamado Obamacare, mas não esquecendo o que em vários estados tem sido feito em matéria de completa destruição do apoio social aos mais necessitados e dos direitos laborais e sindicais – nada se ouviu por cá, pois os nossos putos tóxicos do chá estavam entusiasmados com aquela postura guerreira e com a forma como pareciam servir de inspiração para uma acção política de firme combate ao que qualificam como – cá e lá, de forma voluntariamente errada – “socialismo”.

Agora “ensaiam-se” teses sobre o anticonservadorismo do tea party, quando se sabe perfeitamente que os seus principais vultos são radicais puritanos, conservadores em termos de valores, direitos da mulher, interrupção voluntária da gravidez, homossexualidade, minorias étnicas, etc, etc, mesmo quando alguns deles têm origem em nichos dessas minorias.

Por cá, o sucesso do tea party foi visto e acolhido com imensa bonomia e foram mesmo mimetizadas algumas das suas posturas, em especial discursivas, e seguidas algumas das suas propostas políticas… em especial no combate ao papel do Estado como regulador da actividade económica e providenciador de serviços de tipo social.

Que o Henrique Raposo e outros só agora tenham reparado como essa atitude era a de kamikazes que preferiam toda e qualquer destruição ao sucesso (ou sobrevivência política) dos adversários não deixa de ser curioso.

Porque chega tarde, quando se percebeu que a coisa por lá falhou, que a estrutura mais tradicional dos republicanos decidiu reagir e que, talvez, seja boa ideia por má marcar distâncias.

Demasiado tarde, digo eu, pois já percebemos o que ficará escondido pela nova máscara de pretensa responsabilidade dos que agora preferem ser conhecidos como “conservadores”.

… agora imaginem que não eram democratas-cristãos, pessoas tementes a Deus, respeitadoras da vida e dos idosos que tinham as rédeas do poder!

Governo acaba com o Complemento Solidário para idosos

Confesso que leio uma média anual de meio artigo do João Carlos Espada por ano nas últimas duas décadas que correspondem à altura em que o nosso mais intelectualizado liberal – e auto-proclamado apóstolo de Popper na terra durante muito tempo – feneceu activamente para o debate de qualquer ideia que não esteja numa sebenta muito batida pelos tempos e atingida pelo mofo. Por muitos livros novos que ele recomenda e leia a um ritmo só comparável ao do Marcelo Rebelo de Sousa.

O que significa que ao ter lido um quarto do seu artigo de hoje no Público atingi metade da minha quota para este ano.

E li porque me disseram que ele hoje estava virado para a área da Educação e porque sei que ele é uma espécie de guru (quase) máximo de muita da miudagem que se forma liberal e anda pelas secretarias de Estado e gabinetes ministeriais.

O que encontrei?

Duas coisas, qual delas a mais emocionante e que passo a apresentar em seguida:

Pub16Dez13

João Carlos Espada abomina o Estado que tanto idolatrou, mas isso são águas passadas. Quaisquer seis meses numa universidade inglesa ou americana fazem do mais empedernido estatista um liberal convicto, quanto mais anos de estudo em Oxford (uma universidade claramente privada, como é evidente…).

Há mais de 20 anos que JCA abomina o Estado e o seu papel na Educação, sendo apoiante confesso das teorias da “liberdade de escolha” que outros têm espalhado, quais apóstolos do Verbo Verdadeiro.

Verificando-se que estão a dar com os burrinhos na água com os maiores exemplos que têm apresentado como modelares lá vem ele apontar um novo caminho… as escolas privadas low cost dos bairros pobres da África do Sul e da Ìndia.

Não sei se ria ou se chore.

O caso da Índia é divertido: após recorrentes maus resultados, os governantes decidiram que os seus alunos nem deveriam participar no projecto.

Se procurarem a África do Sul também a não encontram… João Carlos Espada encontrou o método ideal para propagar as suas ideias… apresentar como bons exemplos aqueles que não podem ser comparados no seu desempenho. Agora que até a Albânia entra nestas coisa…

What a shame, old chap!

Mas o piorzinho vem mesmo a seguir quando decide elogiar a Universidade Católica pela sua presença no top internacional das melhores escolas de gestão (uma ciência oculta que entre nós tem muito mercado mediático mas escasso sucesso prático), afirmando que a Católica não é paga pelo Estado.

Pois…

Talvez…

Não seja…

Assim total e directamente…

Mas…

Então…

Como se explica que no enqudramento jurídico da Universidade Católica o apoio do Estado esteja previsto desde a primeira hora em diplomas que estão online no site da própria instituição?

Claro que há pontos altos e baixos numa relação… em 2001 houve um ponto baixo, mas só se corta meio milhão onde há mais do que isso…

Universidade Católica surpreendida com corte de meio milhão de contos

Mas há pontos altos, como a recente venda de um campus da Católica ao Politécnico do Porto, embora mantendo-se a funcionar todos os cursos privados numa estrutura comprada pelo Estado:

A direcção da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica garantiu que o negócio com o Instituto Politécnico do Porto (IPP) para a venda do “campus” da Asprela, onde funciona também a Escola de Ciências da Saúde, não implicará a saída dos 1.400 alunos e investigadores daquele pólo.

A Universidade Católica não recebe verbas directamente do OE?

É verdade.

Mas recebe muitas outras verbas, por vias indirectas, na forma de apoios a centros de investigação, a projectos, etc, etc, etc. Incluindo a externa avaliação das Novas Oportunidades

Porque não diz isso JCA com clareza?

Novo Código do Trabalho retirou 2,3% aos salários dos trabalhadores

Novo Código do Trabalho com efeitos iguais ou superiores ao impacto que o Governo pretendia alcançar com a redução da taxa social única.

… sou obrigado a admitir que ele anda a pensar bem.

Tea Party à portuguesa

 

Há uns anos ainda disfarçavam. Agora assumem às claras e quando alguém diz que a “liberdade de escolha” desregulada promove a segregação, eles acenam e dizem que ainda bem.

3. Escolas públicas continuam a apresentar como mais valia o facto de não seleccionarem alunos. Tudo o que um pai de classe média com aspirações não deseja para o filho.

4. Há directores de escola que apresentam como mais valia da sua escola (pública) os alunos não acabarem na prisão. É bom, mas não impressiona. Não atrai classe média. Não sei bem quem possa atrair com este discurso.

5. Escolas com o pior contexto sócio-económico são também as que têm piores resultados nos exames nacionais. Não há mesmo nada que as recomende. Quem as frequenta? Quem não pode ou nem tem noção que devia poder escolher melhor.

6. Não se percebe bem como é que as escolas públicas num contexto sócio-económico mau e com maus resultados (a regra) podem melhorar. É que estas escolas não têm capacidade de atrair os melhores proofessores nem têm mecanismos de gestão (escolha de professores,  por exemplo). É mesmo improvável que tenham um director interessado em desenvolver a escola. Directores continuam a ser escolhidos com base nos interesses egoístas e mesquinhos dos professores e da pequena política local.

7. A esquerda continua a agarrar-se ao contexto sócio-económico como desculpa dos maus resultados do ensino público. É uma declaração de impotência e rendição às virtudes da selecção de alunos e da gestão privada. Sim, a escola privada pode fazer escolhas: alunos, professores, instalações, métodos de ensino. A pública é o que calha.

Esta é a mentalidade dos que defendem que os que estão pior assim deve permanecer e não atrapalhar as elites.

Este é o retrato real e sem filtro da mentalidade dos putos tóxicos que querem o que acham bom e exclusivo para si e os outros que se resignem ao determinismo do insucesso.

É o preconceito elevado a regra social.

Eu próprio ouvi a alguém com demasiadas responsabilidades nesta situação dizer, sem problemas, que “é necessário tirar esses tipos das aulas”. E não nego quem em muitas salas de professores há ancoragem para este tipo de discurso, sem entenderem bem as suas consequências práticas. Parece atractivo e quase “lógico”, mas… tem custos nem sempre perceptíveis enquanto as pessoas salivam.

Não acho que seja uma questão de Esquerda/Direita mas apenas de quem acha que a Humanidade não deveria ter evoluído do esclavagismo para a liberdade, porque há quem não mereça estar junto de…

É mentira que sejam liberais.

Liberalismo a sério é o contrário desta tacanhez.

… não é muito diferente dos de lá, só que cá copiam os que já lá fora não passam de plagiadores.

Salon exclusive: More Rand Paul plagiarism

UPDATED! Salon exclusive: In two 2013 speeches, Paul borrowed from a conservative think-tank without attribution.

Rand Paul Is Too Busy to Not Plagiarize

… pois para a generalidade dos visados e para os actuais (e pretéritos) governantes o que foi descrito é motivo de orgulho e não de vergonha.

Para isso bastou ver a forma cândida como as imaculadas irmãs falaram da coisa, em especial daquela que, sorrindo, disse que as escolas públicas fechassem isso é que seria uma poupança, não?

Mas o essencial é que a reportagem, para os putos tóxicos, até prova que as escolas estatais não prestam, pois as outras é que são boas, pois são muito concorridas (escondendo por quem são procuradas e porquê).

O que para uns é delapidação de dinheiros públicos – há escolas públicas que poderiam acolher os alunos que estão com subsídio em escolas privadas – é empreendedorismo e apontam os rankings como justificação, ocultando que a percentagem de alunos carenciados ou com necessidades educativas especiais que acolhem é muito menor do que a dos que são recebidos nas escolas públicas com que concorrem de forma pouco leal.

A narrativa tem vindo a ser construída com paciência ao longo de uma década.

  • As escolas públicas estão a falhar e vão-se criando as condições para que, mesmo não falando, pareça que sim.
  • As escolas privadas são de sucesso, não se explicando como ele é construído e aproveitando para confundir ensino privado puro com o subsidiodependente.
  • A rede pública de ensino tem procedimentos rígidos, não permitindo a liberdade de escolha (o que não é verdade) e a rede privada é muito mais flexível (embora o regulador seja o mesmo).
  • Deve ser dada liberdade às famílias para escolheres a escola em que querem matricular os seus educandos (escondendo que isso só é possível para uma minoria, já favorecida à partida).
  • Argumenta-se que o pagamento directo aos privados pelo serviço público de Educação é mais barato para o Estado, não revelando que isso é conseguido através da precarização laboral dos docentes.

Quando se provar – como aconteceu em outros países – que tudo isto é uma mistificação para redireccionar parte das verbas do orçamento do MEC já os actuais decisores políticos estarão a coberto de qualquer responsabilização, como se pode ver pelos que, há não tantos anos assim, deram autorizações indevidas, colaboraram activamente no combate à rede pública de ensino e acabaram como gestores e consultores dos grupos a quem prestaram favores. E não olhemos apenas para os políticos, pois as chefias intermédias e os facilitadores de gabinete estão enterrados nisto até ao pescoço.

Não é por acaso que dos dois lados das negociações nesta matéria encontramos dois antigos chefes de gabinete.

Mas orgulham-se disso e gozam com quem lhes faz qualquer reparo sobre deveres éticos. Pior, acham que todos agem como eles e que o discurso público não deve condizer com as práticas privadas.

Sei disso, não por ouvir dizer, mas por ver e ouvir em primeira mão.

Eu penso que está às escâncaras… e não é de agora que o digo…

O Tea Party está furtivamente entre nós

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