Os Pidinhos


tivesse menos de cinco anos de serviço, pá,

 

estaria condenado aos sudoküs.

 

Como não, estou condenado aos que nunca se sudokuzaram.

 

Chamo-lhes a falta de degrau.

Esta questão é demasiado grave para ainda não ter sido tratada com o devido destaque:

“Salvo quando se encontrem mandatados para o efeito, os colaboradores e demais agentes do organismo devem abster-se de emitir declarações públicas, nomeadamente quando possam pôr em causa a imagem da (nome do serviço ou organismo), em especial fazendo uso dos meios de comunicação social.” Este é um pontos que o governo quer ver explicitado nos futuros códigos de ética das instituições.

(…)

O projecto de despacho do governo explicita que o dever de confidencialidade se mantém mesmo após a cessação de funções. Tal como nas restantes áreas, a violação é susceptível de constituir responsabilidade disciplinar punível nos termos da lei, sem prejuízo de responsabilidade civil e ou criminal a que houver lugar. O projecto de diploma prevê que as entidades monitorizem internamente o cumprimento dos códigos logo que estejam implementados.

As ferramentas tecnológicas já existem… apenas vai ser legal violarem o vosso mail, histórico de navegação na net, fotocópias tiradas, declarações públicas ou não.

Com os meios actuais de devassa da privacidade alheia, isto não é o Big Brother, é algo muitíssimo mais grave.

Por exemplo e para efeitos práticos, a mim ficará vedado criticar qualquer decisão política ou administrativa na área da Educação.

Como tenho feito em relação a muitas falhas em coisas como o teste made in Cambridge. Passarei a estar proibido de comentar desfavoravelmente as barracadas do senhor director do IAVE que, por sua vez, pode publicamente culpar os professores de tudo no congresso da APPI e nada acontecer.

E nesse dia, quando deixar de me sentir livre, ou isto fecha ou a guerra será total e aberta à estratégia das charruadas.

Como também já disse, há quem saiba do que se anda a preparar e já tenha entrado por esse caminho de intimidação mas, curiosamente, quando foi contactado directamente por mail, acobardou-se.

Isto a propósito daquele poste lá em baixo. Nem comento o comentário.

A usura da liberdade, mormente a intelectual, sendo exclusiva e apenas permitida aos cracker-barrels de gabinete – e isto não é uma metáfora! – impede a leitura do que, de outra forma, seria um texto de início sonolento de quase-tarde com algumas palavras proibidas a fazerem de anzol.

Escrever não é colocar traço após traço, ler não é soletrar.

  • Uns não leram, porque lhes está superiormente vedado;
  • outros, a conselho – similar, portanto.

Mas inferiram para concitar.

Divertiu-me que não lessem ou não chegassem, assim posso continuar a escrever sossegado.

Apesar de tudo, sempre filei mais alguns incautos e medi-lhes o nível de fel: estão fracos.

Eles andarem por aí, sempre. É preciso ter paciência, meditação zen e tudo o mais. O ódio é imenso, a forma de intervenção a mesma de sempre. As tácticas usadas nos últimos tempos de puro terrorismo em on e off. Uma pessoa lê e admira-se com esta capacidade imensa de odiar o próximo, preferindo a tentativa de anulação de quem se considera um inimigo próximo, do que o inimigo do outro lado. Poderia dizer mais sobre coisas que se têm passado e que entram por territórios de grande podridão, mas chega a exposição da falta de carácter.

A derrota fez-lhes mal. Como assumi uma posição contra, a vingança vai sendo servida assim. Em tempos, tentaram aliciar. Mentiram, usaram de todo o tipo de agentes, inflitrados e a infiltrar. Como ainda ando por aqui, partem para a calúnia pública, anónima, tentando apenas destruir. Mas, cara a cara, são o que sabemos. Têm três anos para preparar nova derrota. Clamam por democracia e liberdade quando a não praticam e quando os seus se perpetuam nos cargos, da forma que criticam a outros.

São cobardes, claro. E ainda há os mentirosos que afirmam desconhecer isto. Um pouco como salazares que se esconderiam atrás de homens de mão para afirmar serem inocentes pelos crimes e assassinatos de delgados. São farinha de sacos semelhantes. Aprenderam com as tácticas uns dos outros.

Se isto fosse feito por alguém legítimo, sem ser a mando, eu comia e calava. Mas sabendo que é encomenda, apenas posso dizer que não conseguirão. Por muita lama que atirem.

É impossível extingui-los, pelo que é uma benção quando é possível ignorá-los. Estão incrustados no sistema, que ajudam a sobreviver nas modalidades mais mesquinhas. Há de todos os tipos, estatutos e posições na cadeia alimentar. Vivem nos interstícios do quotidiano, como fungos à sombra dos poderes. Em busca da pequena alegada falha alheia para tentarem sobressair. A vida deu-lhes demasiado tempo para as capacidades positivas que têm, pelo que se sentem obrigados a gastar as suas horas e minutos a exibir a imprestável matéria pastosa de que são feitos.

E então aqueles que passaram a delirar com os quadradinhos da videovigilância? Quando lhes sobra tempo de vasculharem os históricos alheios…

Job Seekers’ Facebook Passwords Asked For During U.S. Interviews

(…)

Bassett, a New York City statistician, had just finished answering a few character questions when the interviewer turned to her computer to search for his Facebook page. But she couldn’t see his private profile. She turned back and asked him to hand over his login information.

Bassett refused and withdrew his application, saying he didn’t want to work for a company that would seek such personal information. But as the job market steadily improves, other job candidates are confronting the same question from prospective employers, and some of them cannot afford to say no.