Os Mercados


O maravilhoso mundo do mercado da educação

Preços das telecomunicações sobem em Portugal, mas descem na UE

Desde Março de 2011 que o custo cresce mais do que nos restantes países do bloco europeu, diz um relatório da Anacom.

Já estivemos (muito) mais longe desta realidade do que estamos.

Sugestão da A. C.

Teachers Go Door-Knocking In Nashville

… e das despesas sociais e outros encargos do Estado.

Os juros associados à dívida a 10 anos, o prazo de referência, estão a subir há quatro sessões consecutivas.

Nos restantes prazos a tendência de agravamento é semelhante, com um aumento de 19,9 pontos base nos títulos a 5 anos para 2,659% e de 9,8 pontos base para 1,052% na maturidade a 2 anos. Já na sessão de quarta-feira, os juros a dois anos chegaram a ultrapassar a fasquia de 1%, mas terminaram a sessão abaixo dessa fasquia. Desde o dia 6 de Junho que os juros a dois anos não fecham acima de 1%.

Esta quinta-feira não só as taxas de juro estão a subir, como também o “spread” entre a dívida portuguesa e alemã está mais elevado. Ou seja, o prémio de risco que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã está mais alto. Sobe 16,4 pontos base para 268,2 pontos.

As agências noticiosas e vários analistas internacionais têm associado o agravamento não só dos juros da dívida pública portuguesa, como dos restantes países periféricos à instabilidade provocada pelo Grupo Espírito Santo, que tem arrastado várias cotadas portuguesas e condicionado o desempenho da praça de Lisboa.

Desde a crise política do Verão passado que os analistas não justificam a aversão ao risco nos mercados com acontecimentos em Portugal, mas essa voltou a ser a realidade.

“As notícias sobre o [Grupo] Espírito Santo estão a causar alguma preocupação”, disse ontem, à Bloomberg, Felix Herrmann, analista do DZ Bank.

Os juros da dívida de Portugal estavam hoje a descer em todos os prazos e a dois anos para mínimos históricos, abaixo de 1%, depois da intervenção de quinta-feira do Banco Central Europeu (BCE).
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Será que o “problema” não é outro?

Partos nos hospitais privados custam nove vezes mais do que no SNS

The myth of markets in school education

Mais informação aqui.

O Mercado e a Educação

… quando se aplica à Educação.

Vejamos… estava eu a ler mais abaixo um comentário que defendia a existência da PACC nos seguintes termos, mais coisa, menos coisa: é preciso um mecanismo regulador da diversidade de formação (leia-se classificação) dos licenciados pelasas diversas Universidades e Politécnicos pois há currículos diferentes e há instituições dão notas inflaccionadas e assim os seus alunos têm uma vantagem comparativa injusta, pelo que uma prova escrita de cultura geral com outra teórica de conhecimentos disciplinares trará justiça ao sistema.

Vamos lá a ver umas coisinhas, ó abelhinhas liberais:

Primeiros e mais importante: duas provas escritas não provam absolutamente quase nada sobre a qualidade efectiva de um professor em sala de aula ou no trabalho numa escola, em especial quando a prova comum não trata de nada especialmente útil para o quotidiano de um professor em exercício. Nem avaliou conhecimentos pedagógicos teóricos, nem sequer qualquer competência especial sobre o funcionamento de uma escola, legislação aplicável a cada situação em concreto (indisciplina, Educação Especial, organização curricular, entre outros exemplos possíveis). Recorrendo a uma bateria de testes para ocupar tempo das velhas Selecções do Reader’s Digest tinha-se conseguido uma coisa parecida. Quanto à prova específica, até tremo quando penso nas cliques e tertúlias académicas que terão deitado a mão à prova. Se forem aquelas que andaram a fazer as metas curriculares é melhor alguns colegas ficarem já alerta, porque aquilo são coisas de facção destinadas a lixar as facções adversárias. e não falo apenas do Português e da Matemática.

Segundos e também importante: há uma agência – aparentemente inútil – de certificação dos cursos que – dizem-me – só trata das questões burrocrático-administrativas dos cursos e nada das questões pedagógicas ou da qualidade do ensino praticado nas instituições e cursos certificados. Se é assim ou se reformula a missão da agência ou deve ser extinguida. Há ainda um modelo de avaliação do desempenho docente, que este MEC apenas retocou, que já avaliou os docentes em exercício nas escolas, atribuindo-lhes uma classificação que tem uma relação muito mais directa com a função prática de um professor. Se a ADD em vigor não presta – algo com que não discordo – acabe-se com ela, pois parece que o MEC não acredita na sua capacidade para distinguir os bons dos maus professores.

Terceiros e argumento mais directo ao coração liberal: têm andado para aí a dizer que a autonomia e a diferenciação dos projectos educativos das escolas básicas e secundárias, aliadas à liberdade de escolha pelas famílias e alunos, criará mecanismos de mercado na Educação que levarão a uma destruição criadora, com as piores escolas a desaparecer com naturalidade e a competição a fazer elevar a qualidade média do desempenho das restantes. Em especial a competição das escolas privadas levará as públicas a melhorarem ou a desaparecerem. Ora… a teoria aplicável ao ensino não-superior parece inaplicável ao ensino superior, pois mais de 20 anos de expansão do ensino privado na área da formação de professores terá levado à permanência de nichos de má qualidade e – de acordo com a postura do MEC e defensores da PACC para contratados com poucos anos de exercício docente – à diminuição da qualidade média dessa formação. Isto deixa-me baralhado… então a competição e a liberdade de escolher, junto com a autonomia na gestão das instituições superiores não deveria ter conduzido exactamente ao contrário? Ou a teoria aplica-se apenas quando calha e dá jeito? Decidam-se e respondam lá ao paradoxo que vocelências mesmas criaram…

Afinal quem ganha ou perde com esta ou aquela medida do MEC nesta área? Porque, depois de trapalhadas bem maiores no Português e na Matemática (para ficar apenas pelo currículo), estranhei ver e ler Nuno Crato tão atrapalhado a justificar as do Inglês.

Assim como estranhei a presteza de certos vultos do PSD a crucificá-lo nesta matéria, quando estiveram silenciosos ou lhe deram palmadinhas nas costas em disparates bem mais graves como o que aconteceu com a Educação Especial, a situação dos professores contratados ou o espartilho criado às alternativas que pudessem fazer sombra ao novíssimo vocacional.

Empresas de educação têm bons resultados no trimestre

DN18Jul13

Diário de Notícias, 18 de Julho de 2013

Espero que não passe de um boato…

João Daniel Pereira

Quem passou hoje pelas escolas públicas de Caldas da Rainha ouviu a história inacreditável: os nossos “colegas” do privado andam a telefonar aos encarregados de educação dos melhores alunos das escolas públicas para os convidar a conhecer, “ao vivo”, a sua oferta educativa…
Trata-se de uma táctica que revela a ânsia desmedida do lucro, confundindo os encarregados de educação com clientes e prometendo-lhes um produto que sabem que não é real, porque vive de tudo aquilo que não deve ser a Educação nem o serviço público de Educação.
A Educação não é um negócio!
Esperemos para ver que desenvolvimentos terá este caso porque tem implicações que nem suspeitamos…
Para recordar, há sempre quem não tenha visto, aqui fica a reportagem que colocou a nu o desperdício de dinheiro público e os vícios de alguns que, manipulando os encarregados de educação, os alunos, a opinião pública, enriquecem com o dinheiro dos nossos impostos.
Não nos podemos esquecer disto…
Por favor, partilhem com todas as pessoas decentes.
Não nos calaremos!

When a phony Associated Press tweet reported explosions in the White House, Wall Street’s computers reacted as if it were real.

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E devemos deixar-nos guiar pelos “mercados” que reagem desta forma?

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Antero

(c) Antero Valério

Frenzy in the Gold Market: The Repatriation of Germany’s Post World War II Gold Reserves

MercadosMercados1

Saco1

A como andará o preço das lentilhas e da fava-rica?

… embora eu não me importe de pagar para me curarem e não me amputarem um qualquer membro ou órgão estimável.

Privatização falhada da TAP custou três milhões

Privatização falhada custou três milhões à companhia aérea. Oito escritórios de advogados estiveram envolvidos no processo de venda da ANA, gestora aeroportuária.

… os serviços públicos forem tão ou mais competitivos quanto os seus concorrentes privados? Na Saúde temos visto as derrapagens que acometeram certas parcerias público-privadas em hospitais entregues a grupos empresariais.

Nas estradas e outras infraestruturas, as PPP tornaram-se verdadeiros sorvedouros de dinheiros públicos.

Agora percebe-se que na Educação os encargos com a rede pública estão longe de defraudar os contribuintes.

Isto não é defender o monolitismo estatal. É apenas defender verdadeiramente o mercado e o liberalismo. Querem ser empreendedores? Não se encostem!!!

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