Os Invertebrados


A única explicação para tantos filhos de (boa) família andarem há este tempo todo a cortejar as migalhas que o Miguel Ouvistos Relvas pode deixar-lhes cair do Orçamento para o regaço ávido.

Quanto ao vicentinos fi-de-puta andam sempre à babuge, não há que admirar.

Antero26

só existe quando não tem solução. Por outro lado, a soluçao só existe quando há problema.

 

Vícios privados e públicas virtudes é o que está legislado, embora o Soares Velho achasse que este país era uma fundação dele. Não é, nem dos jornalistas dele.

Ou poderemos ir mais longe na qualificação deste agachanço ao maior cacique nacional?

Passos Coelho no congresso do PSD Madeira evidencia “solidariedade”

Porque a solidariedade com a estrutura regional do seu partido por parte do actual PM levanta demasiadas reservas (basta atentar a estas práticas democráticas), em especial atendendo aos antecedentes de quem já teve coragem e a perdeu por completo.

Uma das medidas destina-se a alimentar a outra.

Jornal de Negócios e Diário de Noticias, 20 de Novembro de 2012

Quanto a isto, não passa de uma palhaçada, uma encenação ridícula, em que se contratarão relvettes e ramirílios para dizerem o que querem que seja dito, deitando fora tudo o que não se adeque ao formato.

I, 20 de Novembro de 2012

É impossível extingui-los, pelo que é uma benção quando é possível ignorá-los. Estão incrustados no sistema, que ajudam a sobreviver nas modalidades mais mesquinhas. Há de todos os tipos, estatutos e posições na cadeia alimentar. Vivem nos interstícios do quotidiano, como fungos à sombra dos poderes. Em busca da pequena alegada falha alheia para tentarem sobressair. A vida deu-lhes demasiado tempo para as capacidades positivas que têm, pelo que se sentem obrigados a gastar as suas horas e minutos a exibir a imprestável matéria pastosa de que são feitos.

Castro vai morrer, tal como eu morrerei.

A diferença é que nenhum filho da puta dum político carpirá por mim, o que agradeço.

… que ninguém reclama explicitamente, mas pratica com abundância é o da chamada mentira política que depois se justifica com requebros sinuosos da linguagem e tecnicalidades jurídicas só ao alcance de quem tem o carácter corroído até à medula:

Tabelas salariais da Função Pública podem mudar

O memorando de entendimento da ‘troika’ abre a porta a esta possibilidade.

A actualização do memorando assinado com a ‘troika’ integra a polémica questão sobre eventuais alterações nas tabelas salariais dos funcionários públicos. O documento estabelece que o Governo terá de preparar um estudo crítico sobre os salários praticados no Estado até final do quarto trimestre de 2012 de forma a identificar diferenças entre as remunerações do sector público e do privado para as mesmas qualificações.

“O Governo vai preparar um revisão abrangente das tabelas salariais na Função Pública”, lê-se no documento, redigido em inglês.

Recorde-se que, em meados de Novembro, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, referiu, num seminário organizado pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) que a actualização do memorando previa uma revisão das tabelas salariais dos funcionários públicos. Porém, no dia seguinte, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, praticamente desmentiu a notícia, sublinhando que os compromissos relativos aos salários dos trabalhadores do Estado eram os que estavam assumidos no OE/12: suspensão dos subsídios de férias e de Natal e manutenção dos cortes salariais.

Também o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no debate parlamentar sobre o OE/12 disse tratar-se de uma mentira. “Desminto categoricamente que haja qualquer plano para rever as tabelas salariais e desminto categoricamente que o secretário de Estado se tenha pronunciado nesses termos”, disse Vítor Gaspar. Aliás, no mesmo dia, o próprio secretário de Estado considerou que foi feita uma “interpretação abusiva” das suas declarações proferidas no seminário do STE e que não estaria perspectivada “qualquer alteração nas tabelas salariais para os próximos dois anos”.

.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.

Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.
Lá porque tem alguns ódios de estimação não deve atirar em tudo o que mexe.
Ninguém aqui se junta a nenhum denunciante. Sobre esse tema esperemos que o tempo se encarregue de dizer quem é que foi à lã e saiu tosquiado
.

Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.
A sua obsessão tolda-lhe o raciocínio e só isso explica que queira justificar alguns impropérios, dirigidos ao Chitas, com alegadas promiscuidades entre ele e as fontes ministeriais.
Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.
Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.

Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.

Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.

Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado  para libertar o campo de impurezas e obstáculos.

Tanto melhor se for outro a fazê-lo.

Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.

O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.

Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.

Registado, para memória futura.

Para alguns é 10.000 euros. A minha vale muito mais. Aliás, pago metade dos meus salários de um ano para a manter, se necessário for.

Há diferenças entre vertebrados e invertebrados.

Sei que há alguns encobertos felizes, mas no fim acertamos as contas.

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