Os Berloques


Para além de um tipo tão tóxico não fazer sentido num partido que se pretende ecológico, havia aquela mania de querer que o MPT ficasse MPF – Marinho Pinto Forever.

O Daniel Oliveira escreveu sobre a malfeitoria dos professores que defendem os exames da 4ª classe mas que não querem ser avaliados.

Diz ele, fingindo não dizer o que diz, mesmo quando passa do uso do condicional (“diria que”) para o presente (“Acho que a razão é outra”).

Não vejo, de muitos professores, a revolta que sentiram com a atabalhoada avaliação que a antiga ministra lhes quis impor. Se fosse demagógico diria que avaliar os outros é sinal de exigência, mas sermos avaliados é uma chatice. Mas acho que a razão é outra: quando estamos nós em causa percebemos as limitações de avaliações burocráticas e uniformes que ignorem o contexto em que trabalhamos. Mas tendemos a esquecer essa dificuldade quando isso nos resolve os problemas que um mau aluno cria numa sala de aulas.

Ainda bem que eu:

  • Não fiz exame da 4ª classe.
  • Acho que os professores devem ser avaliados e não é a fingir com avaliadores externos da escola ao lado.
  • Já só me dou ao trabalho de reagir, de forma mais extensa, às parvoíces do Marques Mendes e de (ex-)governantes.

A parte gira é que muitos professores laikam e partilham sem perceberem sequer o que o DO lhes está a chamar… e nem é a primeira vez…

A sério?

De tédio?

Hipérbole, claro! Um problema de expressão.

Na rede, a escorregar por ela, outros a quererem ir a banhos, outros a querer uma luta permanente desde que não seja já agora. E depois há os que, como eu aqui, falam de qualquer coisa, não a nomeando directamente, não vá a palavra maldita queimar-lhes a língua ou os dedos. Isso e a exibição de pergaminhos de luta imensa no poial da escada, fumando ao luar encoberto, provocam um certo sorriso. Sim, a luta tem donos. São eles, felizmente, que aqui ninguém quer tirar nada a quem já pouco tem. Se nem réstia de humor conseguem encontrar fora do formato… só mesmo a velinha do incenso…