Ora Toma!


 

O corpo continuará lá!

 

 

 

Que se ganhe algo – ao menos. Também vou opinar. 😆

 

 

Aqui.

Teach

… são os meus colegas (?) professores em trânsito mais ocasional ou sistemático entre o ensino público e o privado que não dispensam o salário daquele, o mesmo que quando estão na concorrência gostam de apoucar.

E é bom que não ocultemos que muitos dos mais ferozes capatazes de algumas escolas privadas de maior ou menor sucesso foram recrutados nas escolas públicas, sendo que nestas nunca aceitariam seguir as regras que impõem aos colegas (quando assim os consideram) e aos alunos daquelas.

Pois não há coisa málinda que o professor biscateiro do ensino público que se torna um esmero de eficiência no privado.

Já não há tantos como antigamente, porque a maioria desertou quando as coisas apertaram no ensino público e no privado lhes deram o poder de mando sobre a arraia miúda docente, que eles agora comandam de varapau em riste… aquele varapau que lhes deveriam ter assentado no lombo quando fugiam com este ao trabalho nas escolas públicas que agora se deliciam a denegrir.

O mesmo acontece com ex-governantes, chefes de gabinete ou assessores que agora vilipendiam a acção governativa de que fizeram parte integrante e da qual receberam alimento, passado e futuro.

O Daniel Oliveira escreveu sobre a malfeitoria dos professores que defendem os exames da 4ª classe mas que não querem ser avaliados.

Diz ele, fingindo não dizer o que diz, mesmo quando passa do uso do condicional (“diria que”) para o presente (“Acho que a razão é outra”).

Não vejo, de muitos professores, a revolta que sentiram com a atabalhoada avaliação que a antiga ministra lhes quis impor. Se fosse demagógico diria que avaliar os outros é sinal de exigência, mas sermos avaliados é uma chatice. Mas acho que a razão é outra: quando estamos nós em causa percebemos as limitações de avaliações burocráticas e uniformes que ignorem o contexto em que trabalhamos. Mas tendemos a esquecer essa dificuldade quando isso nos resolve os problemas que um mau aluno cria numa sala de aulas.

Ainda bem que eu:

  • Não fiz exame da 4ª classe.
  • Acho que os professores devem ser avaliados e não é a fingir com avaliadores externos da escola ao lado.
  • Já só me dou ao trabalho de reagir, de forma mais extensa, às parvoíces do Marques Mendes e de (ex-)governantes.

A parte gira é que muitos professores laikam e partilham sem perceberem sequer o que o DO lhes está a chamar… e nem é a primeira vez…

está quase; ou, como mal diz o MRS, quaisi.

Lembras-te, Miguel?

Presidente do Parlamento Europeu diz que o futuro de Portugal é “o declínio”

O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, criticou o facto de Portugal estar a pedir investimentos angolanos, considerando que, assim, “o futuro de Portugal é o declínio”.

(…)

“Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. […] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”.

Não, do modo nenhum, mesmo que eu tivesse muito dinheiro – não o gastaria em passagens de ano na Madeira.

 

Faz-me lembrar outros casos. Um em particular.

A nomeação de Ana Manso para presidir à Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda apanhou hoje de surpresa o ex-presidente de Câmara e antigo gestor público José Biscaia que já tinha anunciado estar indigitado para ocupar o cargo.

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou hoje em nota de imprensa a nomeação de Ana Manso, antiga administradora hospitalar e deputada do PSD, para presidir ao conselho de administração da ULS da Guarda.

Em declarações à Agência Lusa, José Biscaia considera «uma atitude eticamente indevida» e sem «um mínimo de educação» não ter sido informado de que já não seria nomeado para o lugar.

Pelo menos o ex-autarca não escreveu um livro.

Mais valia questionarem quem andou a colher prémios individuais se acautelou, durante o período áureo das amigas, os interesses colectivoscda comunidade escolar….

Alunos de Vialonga já perderam dois dias de aulas porque há salas onde chove como na rua

Manifestação contra condições de escola de Vialonga

Tudo isto me faz lembrar umas situações pelo Montijo, em que a presidente da Câmara só deu pelos problemas quando o governo mudou de cor.

A este post do Corta-Fitas sobre a falta de um par de professores, cujo autor acha giro enlamear toda a gente a partir da amostra que o incomoda, respondi assim:

Caro Vasco,

Não conheço a sua profissão.
Conheci um homónimo seu, há muito tempo, que trabalhava na Cosmos.
Se é o mesmo, não faço ideia se se lembra de mim.
Mas não é o que vem ao caso.

Diga-me só duas coisas:

1) Qual a proporção de trabalhadores que farão ponte na 2ª feira em comparação com os professores?
2) Qual a proporção de pais que farão ponte, mais os seus filhos, por comparação com os professores.

Sou pai e professor. Não farei ponte e a professora da minha filha também não.
Mas conheço alunos que vão fazer.
Deverei generalizar a partir desta amostra?

São alguns que mancham uma profissão, ou será que são alguns olhares que estão manchados à partida?

Transcrevo, porque é daqueles blogues com moderação, que nunca sabemos quando o comentário aparece.

Acresce que na 2ª feira tenho 8 horas de aulas.

Ando a delirar ou este tem mesmo aspecto de marciano do Tim Burton?

Não por ter uma variação muito favorável nas audiências entre Setembro de 2010 e Setembro de 2011 ou por estar associado a um conjunto de conferências-debates que se vão realizar todas as 6ªas feiras de Outubro na Buchholz mas sim porque, graças ao Maurício Brito, ficámos a saber que temos comentários diários de um membro (suplente) do CNE que aqui espalha bom humor, nenhuma bílis e uma forte componente informativa sobre questões educativas e pedagógicas. Alguém que, afinal, será bem conhecido de quem manda dizer que o não conhece ou mal conhece. Alguém que eleva o debate, ao não se limitar a fazer copy/paste de material alheio. Um verdadeiro vulto que demonstra ao ponto a que o CNE está resumido, a ser uma espécie de Câmara Corporativa da Educação.

Apanham-se mais facilmente mentiroso(a)s do que raios de sol por estes dias.

Se eu podia passar sem fazer um post destes, para desânimo de alguns? Não, não podia. Não sou cristão, não sou católico, não dou a outra face a quem me ataca o carácter com falsos pretextos, quando tem telhados de vidro muito quebradiço. Quem aceita nomeações para as quais não tem quaisquer antecedentes de reflexão sobre Educação que não sejam meras correias de transmissão de posições estritamente partidárias.

Foi a expressão que a minha petiza usou para me qualificar quando, antes mesmo de dormir, me perguntou quantos anjos ainda eu iria ser professor e eu respondi que uns vinte.

Mas não se gabava de conseguir tudo o que queria junto do ME?

Alunos continuam a ter aulas em salas onde chove porque projecto para obras na escola foi suspenso

Os 1200 alunos da Escola dos Segundos e Terceiros Ciclos de Vialonga vão iniciar o ano lectivo em instalações onde até o refeitório já foi aproveitado para dar aulas por falta de condições.

Os alunos não devem pagar pela passada prosápia da sua directora, mas por vezes apetece dizer bem feita!

Mas então os longos anos de idílio com a 5 de Outubro não permitiram deixar a escola devidamente equipada? Terá sido por causa de uma gestão mal planificada e convencida de ter sempre tudo no papo?

Quem ao domingo mata, ao domingo morre!

O tipo chorará? Pelo que é costume…

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