Omoletes Sem Ovos


não deitei fora o meu Euclides, mesmo que o mesmo não admita existirem verdades divergentes obedecendo aos mesmos axiomas, mas vi-me a desenhar uns triângulos cujos ângulos internos somavam, uns mais, outros menos do que 180 graus, coisas simples da realidade real.

Já me lembro, a parvoíce era ver o assumido e outras possibilidades.

Ia estalando uma revolução, só porque viram.

Os óculos de sola as confinações ao pugrama poderão ser fatais.

… porque volta a estar em causa o apoio aos mais frágeis e vulneráveis, em particular num contexto de crise.

No universo global dos 697 funcionários do Instituto da Segurança Social (ISS) abrangidos, os das comissões de protecção representam uma minoria. Serão entre 15 e 20 representantes da Segurança Social, segundo dados da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR).

Mas cada pessoa chega a ter 100 processos em mãos. “Cem processos são cem crianças em risco”, salienta a presidente da CPCJ do Barreiro, Rita Carvalho. Cem é o número de processos que estão a ser acompanhados pela sua adjunta, no cargo de secretária da comissão, que foi notificada no âmbito da requalificação e dispensada das suas funções.

para se preocupar com o desemprego – imediatamente me preparei para beber a solução.

 

Nada, os jornalismo noticiava apenas um estado d’alma eleitoral.

 

Fui beber outra coisa…

 

Falas da festa, do sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não e teu o que queres vender

Fenprof acusa Ministério da Educação de ‘total desrespeito’ pelo acordo assinado

A culpa deve ter sido do Fafe.

Porque há pessoal que vai a correr ler as coisas, passando logo por cima do princípio.

Artigo 1.°
Objeto
1. O presente despacho normativo introduz normas relativas à distribuição do serviço aos docentes de quadro para o ano letivo de 2013-2014 de acordo com as regras estabelecidas no Despacho Normativo n.° 7/2013, de 11 de junho, sem prejuízo do disposto no número seguinte.

2. As normas constantes do presente despacho normativo prevalecem sobre o disposto no Despacho Normativo n.° 7/2013, de 11 de junho, exclusivamente para efeitos de preenchimento da componente letiva.

Em nenhum lado surge que são preenchidos horários-zero com tudo e alguma coisa.

Repare-se que não estou a fazer qualquer crítica a quem tenha negociado de boa fé, mas apenas a repetir que o despacho normativo deveria ter sido revogado e feito um novo DOAL, do princípio ao fim. E que, de uma vez por todas, as actas não são diplomas legislativos.

Até porque isto não passa da renovação do que foi feito o ano passado, na altura também na base dos remendos ao DOAL.

Se não é isto que está nas actas negociais?

Pois… é bem possível que não, mas… vejam lá a parte boa da coisa: nenhum dos negociadores se vai lixar, muito menos os irmãos de sangue televisivos, pois nenhum dá aulas e está em risco de horário-zero e mobilidade, certo?

Já agora… e nas gravações está o quê?

 

Se, e só se, PPC avançasse com a tolerância – caía o Carmo; assim, como não, caiu a Trindade.

Resumindo, cai sempre qualquer coisa. Desmorona-se.

Essa é que é a tradição.

Estamos a falar de uma reforma, de uma reorganização, de um reajustamento, de um remendo ou do quê?

Isto é para durar quantos anos? Pelo menos os três anos do 3º ciclo de escolaridade? Porque nem ouso pensar que sirva para os cinco que vão do 5º ao 9º para quem entrar em 2012-13 no 2º CEB.

Vamos fazer uma discussão pública de mais este conjunto de cortes sem sabermos qual a duração das medidas?

Porque o comunicado, a este nível, fala numa etapa… uma etapa num trajecto em que sentido? Ao que parece serão redefinidas as metas de aprendizagem e os programas… Quando?

A etapa de revisão da estrutura curricular que agora se inicia abre caminho a reformas curriculares mais profundas que permitirão melhorar significativamente o ensino das disciplinas fundamentais. Neste sentido, criará as condições para uma definição das metas de aprendizagem disciplinares e reformulação posterior dos programas com vista a um trabalho consistente de alunos e professores na melhoria da aprendizagem.

Air-bags? Não, almofadas.

Notícia do Público sem link:

Dívidas da Educação às câmaras já chegam aos 70 milhões

Associação Nacional de Municípios teme “colapso” de algumas autarquias e cortes dos fornecedores

O ministro Miguel Relvas estimou na semana passada que as dívidas do Ministério da Educação e Ciência (MEC) às 308 câmaras nacionais rondam os 50 milhões de euros, mas a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) diz que o governante deve estar mal informado, porque as verbas em atraso só na área da Educação já serão superiores a 70 milhões de euros e remontam, nalguns casos, a 2009.

Há excepções mas, neste particular, a relação entre o estado central e as autarquias é tudo menos transparente. Dos dois lados. E os sacrificados são os alunos. E acabamos com os alunos a levar pepel para fotocópias e papel higiénico para as escolas, ou estas a terem de fazer quermesses e outras iniciativas para coisas simples como uma impressora e um par de tinteiros.

No entretanto, os relvas e os ganhões brincam com os números da vida dos outros.

Só se for a contagiar o ministro Mota Soares com qualquer coisinha má.

Governo quer incentivar funcionários públicos a participar em acções voluntárias

O Governo quer que a Administração Pública seja “contagiada” pelo voluntariado, já seguido em muitas empresas, e incentive os funcionários públicos a acções voluntárias para “dar um pouco de si à comunidade”, mas também vai apelar aos jovens.

O problema são os sonsos, o(a)s songamongas, as starlettes, os xalentes e os bobbys. Que podem acumular entre si. E ainda os ecos.

Parte II
2005-2011: um breve balanço

1. Uma governação reformista e modernizadora, em nome do interesse geral
A linha política assumida pelo Partido Socialista tem sido centrada numa visão ambiciosa da modernização do País: mais direitos e liberdades civis; mais qualificação, ciência e tecnologia; menos burocracia e mais confiança nos cidadãos e nas empresas; mais inovação na economia; mais qualificação dos serviços públicos; novas políticas sociais.
E também numa atitude: a defesa do interesse geral na concretização das reformas, recusando qualquer subordinação aos interesses corporativos.
Esta linha de orientação estruturou uma agenda de políticas públicas coerente que, valorizando a iniciativa empreendedora e o mérito, promoveu a inovação e o progresso social.

Um plano algo estranho do Reitor (será ele mesmo, aquele original, cheio de humor fino e raciocínio rápido ou deu-se uma qualquer transmutação?), para combater a ADD, que mais me parece um tapete vermelho para que ela avance, enquanto o PSD toma o poder e, lá chegando, possa vir a dizer que o que está feito, feito está.

Dez Tácticas De Acção Docente

Comunidade educativa anuncia Marcha Nacional pela Qualidade da Educação e em Defesa da Escola Pública

Organizações signatárias:

FENPROF (Federação Nacional dos Professores), ASPL (Associação Sindical de Professores Licenciados), FENEI (Federação Nacional do Ensino e Investigação), PRÓ-ORDEM (Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem), SEPLEU (Sindicato dos Professores e Educadores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades), SINAPE (Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação), SIPE (Sindicato Independente de Professores e Educadores), SIPPEB (Sindicato dos Professores do Pré-Escolar e do Ensino Básico), SPLIU (Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades), CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação), DNAEESB (Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico), FNSFP (Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública), SIEE (Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino), SNP (Sindicato Nacional dos Psicólogos), STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local).

Guardarei comentários acerca deste elenco para posterior ocasião. Porque neste momento era capaz de imperar a aspereza, pois há os que valem pouco mais do que nada, para além da sigma e outros que apenas aparecem para se encavalitar e baterão em retirada ao primeiro tiro.

ainda Tou mEnistra, não Tou?

Ouvi mais uma bateria de especialistas a falar dos problemas do orçamento e daquilo que deve ser feito do lado da despesa e da receita e tal, aquelas coisas que eles falam como se estivessem a fazer contas no papel almaço da mercearia.

Aliás, tomara nós que eles fossem bons merceeiros, que nem isso são, meros adivinhões sempre falhados, não fosse a econometria a medição dos falhanços entre as previsões dos economistas e aquilo que depois eles dizem saber corrigir.

Mas em toda sua sabedoria, apesar da rotunda discrepância, a maioria clama, com indignação, tremor e quase chispa no olhar: não se pode sacrificar mais o rendimento das famílias, há que cortar na despesa do Estado!!!

Por despesa do Estado entende-se quase sempre – que outra coisa não querem dizer – corte nos rendimentos dos funcionários públicos, seja reduzindo-lhes o emprego, seja reduzindo-lhes o salário.

O que me levanta uma questão, quiçá bizantina, quiçá otomana: mas será que funcionário público não tem família? Será que cortando nos salários dos funcionários públicos não se está a diminuir o seu rendimento disponível?

Interrogo-me: família de funcionário público é coceira em genitalia alheia, como quem diz colírio ardente em olho terceiro?

Muito pensei eu no título a dar a este post. Mas desde a manhã que fazê-lo é um imperativo categórico da minha consciência. Porque há sempre horizontes novos que se abrem perante nós ao constatarmos toda a riqueza de conhecimentos que transmitimos e competências que desenvolvemos ao longo de uma aula.

Eu sei que a turma é de PCA, mas o aluno em causa nem está sinalizado com problemas transcendentais. E até é bem comportando e está sozinho numa mesa. Eu sei que é um 5º ano e que só tiveram quatro anos de aulas (salvo uma ou outra repetência) para aprender a copiar coisas de um quadro, sendo essas coisas o sumário e umas linhas de apontamentos sobre a acentuação e a classificação das palavras de acordo com a sílaba tónica.

Como se percebe, coisas paredes-meias com a caça ao gato de Schrödinger em matéria de complexidade conceptual e prática.

E não vale a pena dizer que o profe não deu atenção ao aluno, porque o sacana do profe até andou sempre por ali a cirandar na esperança… E o raisparta do profe até tentou várias estratégias, a começar pela sensibilização para a necessidade do aluno perceber que se começa a escrever pela frente e não pelo (re)verso da folha. Se possível sobre as linhas traçadas no papel. Já agora, seguindo a ordem do que estava no quadro (não-interactivo, deve ter sido por isso!), da esquerda para a direita e de cima para baixo, a menos que invoque genealogia sino-nipónica ou convicção e confissão muçulmana, que eu respeito isso tudo e até muito mais.

Eu garanto que o energúmeno selectivo, conservador e tradicionalista do profe tentou todos os ângulos de abordagem para que este jovem de 10 (ou 11?) anos conseguisse registar qualquer coisa para seu próprio benefício no que deveria ser um caderno, antes de lhe ser distribuída uma ficha de trabalho para exercitar a motricidade fina ao sublinhar as sílabas tónicas de umas quantas palavras e a coordenação óculo-manual ao preencher com as ditas palavras um quadro já repartido em rectângulos para arrumar as agudas, graves e esdrúxulas.

Tudo coisa de exigência ao nível do salto encarpado com dupla pirueta atrás em direcção à pissina.

Mas a verdade, a ridente verdade, é que ao descair da aula para o toque, feita a ronda dos cadernos diários – esse anacronismo da escola dita napoleónica e não lúdica – o balanço era este, não sabendo eu o que destacar com maior fluorescência, se a grafia a lembrar o aramaico transversal, se a estética avant-garde do vazio contestatário em conflito com a disciplina autoritária do magister chato (je, of course!).

Enfim… é a vida, sendo que a vida nos próximos dias vai ser a do exercício da cópia e caligrafia, uma meta de aprendizagem que eu decidi definir para o primeiro período, na falta de conseguir algo mais.

É que há gente que não entende de forma alguma que não chega receber o doente em consultório de luxo, se depois ele se vai embora sem dinheiro para fazer as análises e comprar os remédios…

Carência alimentar é principal factor de insucesso escolar

A carência alimentar surge, em tempo de crise, como principal factor de insucesso ou abandono escolar, e a percentagem de alunos atingidos por questões económicas tem aumentado, segundo um levantamento da EPIS – Empresários pela Inclusão Social.

Analisadas as situações prejudiciais aos alunos do 3.º ciclo que são acompanhados pela EPIS, em vários pontos do país, a conclusão aponta para uma subida nos casos de carência alimentar, com os estudantes a irem para as aulas sem nada no estômago. A percentagem passou de 8% em 2008/2009 para 12% em 2009/2010. E, no total, os factores económicos cresceram de 19% para 26% em 2010.

Fenprof: Governo admitiu um professor por cada 38 reformados desde 2007

Ficando provado que é possível aumentar a escolaridade para 12 anos, poupando dinheiro… Eu cá reservava já o Nobel da Economia do próximo ano…