OCDE


Well-intentioned education reforms around the world are being undermined because of a lack of proper assessment and analysis of their impact on outcomes for pupils, according to a leading economic thinktank.

Research by the Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD) has found that despite the global financial crisis, spending on education around the world has gone up, but there is considerable variation in how the money is spent and the outcomes it produces.

And in a separate report published on Monday, the OECD says that almost one in six 25-34-year-olds across OECD countries does not have the skills considered essential to function in today’s society, a situation which has not improved for more than a decade.

Por isso, na OCDE, como há muitos estudos e especialistas a gosto, cada ministro tem sempre por onde escolher (ou a quem encomendar) a legitimação “externa” das suas políticas.

Aposta de Crato no ensino profissional destacada pela OCDE

Relatório anual sobre reformas na Educação aponta exemplo das medidas que têm vindo a ser implementada desde 2012.

Giro, mesmo giro, será ler ou ouvir o Ramiro Marques, que tanto zurziu os estudos da OCDE a favor das NO de Sócrates, a engalanar-se com este.

 

OECD Foreign BriberyReport

Portugal tem professores e polícias a mais, OCDE sugere mais cortes na função pública

O que deprime um pouco nestas coisas da OCDE e que a partir das parangonas é possível detectar o responsável pelo estudo.

Os estudos tipo-sócrates/PS eram quase sempre apresentados por Paulo Santiago, os tipo-passos coelho/PSD ficam para Ángel Gurria.

Os “estudos” são quase sempre “encomendas” feitas a um alfaiate que já conhece bem as medidas do pagador.

Apresentam sempre propostas aterradoras, para que o desgoverno apareça com alternativas semi-aterradoras e parecer bonzinho.

Tudo isto é demasiado previsível.

Tudo isto é fado.

Education at a Glance 2014
OECD Indicators

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

Para descarregar.

Entre 2011 e 2012, os salários dos professores em Portugal caíram 16%, à boleia dos cortes transversais que levaram os dois subsídios aos funcionários públicos em 2012. Esta quebra verificou-se, frisam os autores do relatório “Education at a Glance 2014”, depois de seis anos em que os salários dos docentes cresceram 11%, quatro vezes mais do que a média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

Durante seis anos, os salários dos professores cresceram nominalmente… pois eu gostaria de perceber como cresceram de forma real com um congelamento das progressões e a aplicação dos cortes socráticos, que agora estão de novo em vigor.

O problema da OCDE é este… compara coisas, mas não sabe se elas são assim fora do papel.

O problema destes dados é que se baseiam apenas em “registos” ou testemunhos dos órgãos de gestão que, como sabemos, “vareiam” muito daqui para ali e então de país para país…

De qualquer das maneiras, mais vale ir sabendo alguma coisa do que não sabendo…

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Olhem lá se não somos uns autênticos tigres asiáticos na dimensão média das escolas, que é mais do dobro da média?

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Teachers love their job but feel undervalued, unsupported and unrecognised, says OECD

Download

Click here to browse or purchase “TALIS 2013 Results: An International Perspective on Teaching and Learning”

Nove em cada dez professores do 3.º ciclo sente que profissão é desvalorizada pela sociedade

(…)

Os professores também são, em média, mais velhos (44,7 anos) do que nos outros países (42,9) e passam mais anos a ensinar – 19,4 anos para uma média de 16,2. Em Portugal, 82,1% dos docentes completaram estudos ou formação na área da educação, quando a média é 89,8%.

Sobre a gestão das aulas, 75,8% do tempo é gasto de facto a ensinar (a média é 78,7%), o que significa que os restantes 24% são gastos em tarefas administrativas (8%) e a manter a ordem na sala de aula (15,7% contra uma média de 12,7%).

Estes professores portugueses têm uma componente lectiva que ronda as 21 horas por semana, acima da média que é 19 horas, e também passam mais tempo a preparar e planear aulas (nove horas por semana, duas acima da média), e dez horas semanais a marcar e corrigir trabalhos, o dobro da média. Portugal é ainda um dos cinco países em que os docentes que dizem ter mais horas de trabalho são também aqueles que tendem a ter níveis mais baixos de satisfação. Segundo o relatório, a média de alunos em Portugal por escola ronda os mil e é quase o dobro da média.

OECD International teacher and school leader survey to be published Wednesday 25 June

Pelo pouco que sei, fico sempre sem perceber como é que certos conceitos são aplicáveis a Portugal e como é que ainda se conseguem calcular médias acerca de práticas pouco aplicáveis ou aplicadas entre nós.

Mas há algumas muito, muito interessantes pois contradizem frontalmente o que se tenta transmitir para a opinião pública por alguma propaganda divulgada na forma de opinião publicada.

OECD Skills Outlook 2013 – First Results from the Survey of Adult Skills

A publicação é da OCDE e é recente.

SCHOOL CHOICE AND EQUITY: CURRENT POLICIES IN OECD COUNTRIES AND A LITERATURE REVIEW

Então vejamos lá uns curiosos quadros comparativos entre Portugal e países-farol dos novos arautos da liberdade, que dizem que entr4e nós se vive uma clima horrível de monolitismo o monopólio estatal da Educação.

Comecemos pela parte mais básica do mercado da Educação… a existência de escolas para que as famílias possam escolher… Realmente Portugal está um pouco abaixo da média da OCDE, mas reparem lá nos países onde a possibilidade de escolha ainda é mais baixa…

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E agora reparem lá no peso relativo das matrículas entre ensino público, privado subsidiado e privado independente…

Surpresa, surpresa, daquelas que nenhum marquesmendes descobre. Se em Portugal o peso do público é ligeiramente acima da média, está (curiosamente?) abaixo do que se passa nos EUA, no Canadá, na Suécia, no Reino Unido, na Alemanha… etc, etc.

Tem sido honesto ocultar isto do debate?

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Vejamos agora a situação dos mecanismos de escolha nos países analisados e em que grupo se situa Portugal:

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Pois é… estamos no mesmo grupo da maioria dos países que nos dizem ser faróis da Liberdade em Educação, enquanto entre nós existirá uma Escravidão Indecente.

Mas é mentira e começa a ser importante sublinhar-se que a MENTIRA é consciente por parte de quem a pratica.

Porque quem aponta este tipo de factos não está contra a liberdade de escolha, mas sim contra a legitimação do saque do orçamento do MEC por alguns predadores seleccionados.

E esta posição, a de aceitar a liberdade de escolha com base nas boas práticas e não em teses pretensamente libertárias, é obviamente a mais prudente e razoável:

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Jornal de Notícias, 26 de Junho de 2013

Penso que isto pode ajudar algumas mentes a perceber que aumentar ainda mais a componente lectiva não tem justificação razoável, para usar os termos do secretário Rosalino, quiçá demasiado influenciado por uma perspectiva a partir do pré-escolar.

No Diário Económico também há uma peça muito interessante a partir do mais recente relatório relatório da OCDE.

Sobre o aumento dos salários já faço um post em busca do milagroso aumento de 12% que ninguém sentiu.

Quando a série se estende para além de 2009… o efeito eleitoralista de medidas pontuais desse ano desvanece-se e fica a dura realidade…

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Se calhar o governo tem razão. Não vale a pena gastar dinheiro na formação de desempregados com altas qualificações. O diferencial de desemprego entre 0 9º ano e um curso superior é mínimo. E tudo se agravou nos últimos anos.

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… em que se percebe que é tempo de desinvestir na Educação em Portugal. Porque estamos muito bem no retrato…

OCDE2013aOCDE2013bOCDE2013cEducation at a Glance 2013

Professores portugueses são dos que mais tempo passam a dar aulas

Salários dos docentes em Portugal subiram mais do que a média, até 2011. Relatório da OCDE diz que desafio do país ainda continua a ser melhorar níveis de escolaridade.

Mais logo explico melhor aquelas que acho serem as razões para estas tendências, em particular a subida dos salários. Quero ver como foi feito o cálculo, pois se foi feito com base na média nominal dos salários, a distorção pode ser causada pela reorganização dos escalões da carreira, com o desaparecimento dos mais baixos e a criação do índice “virtual” 370, correspondente a um 10º escalão sem ninguém.

OCDE Portugal aconselhado a recompensar e motivar funcionários públicos

Quando se trata da média de funcionários públicos, estar abaixo da média quer no número, quer nos encargps, não se devem estabelecer comparações, mas quando se trata de indicadores educacionais já querem a excelência?

Eu sei que os professores, na sua forma de trabalhar com os alunos, é infinitamente mais competente do que a dos políticos com o aparelho de Estado, mas mesmo assim…

Portugal tem 580 mil funcionários públicos que custam 11 mil milhões de euros por ano. Tanto um número como o outro estão abaixo da média dos países da OCDE. Como explica que ainda assim tenha de se despedir?

Tem menos do que a média, mas a referência não pode ser a média. A nossa referência não pode ser aquela que pondera com países que têm estádios de desenvolvimento e níveis de riqueza completamente diferentes dos nossos. Se nos compararmos com os países da coesão, estamos claramente acima da média, e esses são as nossas referências por razões de competitividade do país e por razões de capacidade de o país se impor num quadro concorrencial. Temos clivagens muito grandes na Europa, clivagens entre os Estados mais ricos e os mais pobres, temos clivagens entre o Norte e o Sul, temos clivagens entre os Estados credores e os devedores, e nestas dicotomias estamos sempre do lado perdedor. Temos de dar um salto e o salto dá-se por referência não com a média dos Estados mais ricos mas numa média tirada de outro universo.

Como devem calcular, a antológica entrevista de Sofia Galvão ainda me está entalada aqui mesmo abaixo do gasganete…

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