Objectivos Individuais


A menos que se aplique aos políticos também. Checklist de promessas… à terceira por cumprir ou desrespeitada, sai fora…

Governo propõe despedimento por não cumprimento de objectivos ou quebra de produtividade

E quem define os objectivos? Em vez de Projecto Docente um projecto Laboral? Com grelhas e cruzinhas? Individual ou em equipa?

Obrigado, Olinda.

o disposto na constituição

Associações.

Aztec Camera, All I Need Is Everything

Demasiado mole, já não há rufias a sério.

Este governo está prestes a acabar.  Todos sabemos isso, o governo sabe isso, incluindo o desespero, que também sabe isso.

Mas não é bem assim, nenhum governo acaba completamente, um novo encontra sempre tudo minado de coisas chamadas leis, despachos e, especialmente, quadros  a que chamo de esotéricos.

Para não maçar, que de maçadas estamos fartos, reduzo ao seguinte:

Como é que é possível ser-se quadro numa empresa e achar-se imediatamente com imensos anos de serviço e, em contraponto, por exemplo um professor, com extremos anos de serviço e nunca no quadro?

É que eu tenho por aqui papéis de órgãos de gestão a pedir que sejam definidos até final do mês, depois da ministra ter afirmado que estas coisas eram para esperar.

E sei de outras paragens em que isto já foi pedido e respondido.

O argumento é que o simplex3 está em vigor e uma comunicação da titela, por si só, em especial mais pela comunicação social do que pelas vias normais, não altera a lei.

E, por exemplo, há muitas escolas aqui pela zona da DRELVT que alegam que não receberam nada.

Portanto, vá lá, colaborem com mais um levantamento umbilical, e mandem-se por mail (guinote2@gmail.com, se possível com cópia de algum documento comprovativo) ou depositem na caixa de comentários, sem se dispersarem por outros assuntos que é para não encobrir o assunto, que é relevante e anda a ser esmiuçado.

A privacidade dos remetentes será obviamente respeitada, sempre que solicitado.

Lembram-se de todos aqueles meses de discussão em torno da ilegalidade dos objectivos individuais como fase necessária para a avalição do desempenho à luz do ECD?

Eu lembro-me.

E lembro-me em especial porque sei bem o que se passou em Janeiro e Fevereiro de 2009, como foi complicado gerir um tempo em que os órgãos de gestão mais adesivados marcaram para 19 de Janeiro – data da greve – a entrega dos OI à luz do simplex e a ansiedade que se viveu então e nos tempos seguintes, permanecendo ainda em muitos daqueles que não foram avaliados, sendo-lhes recusada a apreciação da auto-avaliação entregue, à luz de uma leitura que se sabia ser irregular por parte da DGRHE das fases do processo de ADD.

Aliás, há ainda muito(a) director(a) ressabiado que faz por ignorar e prolonga para lá do razoável essa avaliação, com base na inexistência de indicações claras – devem precisar que lhes caia a bigorana dos Monty Python em cima – para o fazer, porque se sentem desautorizados perante aqueles a quem quiseram sacrificar.

Mas a verdade é que, mesmo para um novo modelo de ADD, com ou sem revisão terminada do ECD, o que lemos?

Eu sei que agora já todos clamam que sempre souberam que os OI não eram obrigatórios. Mas a verdade é que, na altura, não foi assim e o Ministério da Educação insistiu quase seis meses num equívoco que só serviu para desgastar a sua já muito estragada relação com os docentes e degradar imenso o ambiente de muitas escolas.

A batalha dos OI, que agora deveria estar encerrada de vez, foi talvez a primeira contra o modelo de ADD e julgo que não será espúrio considerar qu talvez aí o ME tenha sofrido o seu primeiro contratempo sério na investida que fez contra os docentes nesta matéria.

Acabar o ano com a admissão oficial de que os OI são algo não obrigatório no processo de avaliação é uma pequena vitória, uma daquelas que não vale tudo, mas vale alguma coisa. Para valer mais só falta mesmo que alguns directores não finjam que não sabem de nada, porque a verdade é que há quem tenha querido voltar a impô-los nas suas coutadas particulares.

E é importante denunciar isso.

Porque eu ainda me lembro das imensas reservas feitas quando do pedido do parecer ao advogado Garcia Pereira, as insinuações sobre a oportunidade, utilidade a a própria qualidade do mesmo, para não falar de outras coisas mais mesquinhas.

Afinal havia quem tivesse razão. Não é em busca de medalhas. É apenas para ter atenuantes no dia em que for a julgamento pelos diversos comités revolucionários…

Gostava de me esquecer das imensas picadelas quanto à frente jurídica da contestação dos docentes. Sei que deveria planar sobre isto e clamar amor por todos, mas sou humano, demasiado humano e assumo os meus defeitos, paixões e irritações. E quantas ficam por…

E o mesmo quanto à semântica

Ministra manda avaliar mesmo sem objectivos

Diário de Notícias e Público, 19 de Novembro de 2009

 

Por abuso de poder dos órgãos de gestão. Há quem não tenha sido avaliado por lhe ter sido vedado tal direito por directore(a)s adesivos. É preciso que isto seja claramente esclarecido.

O comunicado do ME vai mais longe do que alguma vez foi – e afinal os OI sempre eram não obrigatórios!!!! – mas falta qualquer coisinha ainda.

3. Assim, a apresentação do avaliado à primeira fase do processo de avaliação concretiza-se através da entrega da ficha de auto-avaliação, que é legalmente obrigatória (conforme dispõe expressamente o nº 2 do Artigo 16º do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro), ainda que não tenham apresentado previamente, no prazo previsto, a respectiva proposta de objectivos individuais.

É nestas alturas que apetece relembrar que…

Com autorizção do próprio reproduzo aqui alguns dos documentos relativos à situação de um colega que, por não ter entregue os Objectivos Individuais (que ninguém vislumbra como fase da ADD no Estatuto da Carreira Docente), viu ser-lhe negada a avaliação.

São estas situações, de muito díspar tratamento pelo país, que demonstram como todo este processo necessita de ser repensado, para que não acabe tudo em tribunal, como a própria IGE dá a entener.

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UM DESAFIO PARA OS PROFESSORES

Para além da não entrega dos OI, seria também sensibilizar os órgãos de gestãopara que apresentassem aos corpos docentes a hipótese de definição, por agora, de objectvos de agrupamento ou escola, enquanto o imbróglio persiste.

Em muitas escolas e agrupamentos o passado dia 2 de Outubro era o prazo para conhecimento dos resultados da avaliação do desempenho – o processo todo decorre até Dezembro, não o esqueçamos – e nota-se algum silêncio.

Num mail recebido de uma zona do norte do país dão-me conta que em concelhos vizinhos, há directores que definiram OI por quem não entregou e até atribuiu classificações de mérito, há outros que se preparam para fazer essa avaliação sem OI e sem dramas e uns quantos (poucos, felizmente) visigodos que insistem em não querer avaliar quem não entregou OI.

É verdade que estamos num período de vazio do poder no ME, em que as DRE funcionam um pouco de forma autónoma e na expectativa, mas era interessante perceber se isto vai mesmo ser a manta de retalhos prevista há uns tempos. Porque há quem se esteja a preparar para se defender e contra-atacar judicialmente com todos os custos e trabalhos inerentes, quando tudo isto poderia e deveria ser evitado.

Mas pelo vistos vai ser necessário alçar ao poder uma nova equipa ministerial na 5 de Outubro – interessante a notícia do Sol de ontem sobre uma reunião no Rato entre a primeira pré-ministra do novo Governo e professores do PS – para que esta vergonha tenha fim.

Espero eu e esperamos quase todos.

Mail reencaminhado:

Na Escola Secundária Seomara da Costa Primo Amadora, o prazo de entrega dos objectivos individuais, foi alargado ate 30 de Julho.
O director informou que receberá a ficha de quem não entregar os objectivos,  mas estes professores não serão avaliados.

Sinceramente, muito me espanta que se possam definir objectivos já em período de férias. Neste caso o SE Pedreira achará que a lei se está a cumprir?

Informação chegada mesmo agora por mail:

Escola Secundária Ferreira de Castro – Oliveira de Azeméis
Permitida a entrega dos objectivos individuais até ao prazo limite da entrega da auto-avaliação, ou seja, 15 de Julho.

… ou talvez não.

Como é que Comissões Administrativas Provisórias nomeadas pelo ME, que tanto afirma que «a lei é para cumprir», e que vieram substituir órgãos de gestão com essa base teórica, agora aceitam a entrega de OI fora do prazo anteriormente definido a nível de escola/agrupamento?

Ou como é que alguns órgãos de gestão em rota de (re)colagem ao diktat situacionista já aceitam a entrega de OI uns segundos antes da entrega da ficha de auto-avaliação?

Já vale tudo, mesmo tirar olhos?

Ao que parece também pela Freixianda existe por parte da recém-nomeada CAP alguma preocupação pelos OI, tendo sido dado novo prazo para a sua reformulação, tendo sido para isso pedido apoio a «peritos» do ME. Tiupo Dupond e Dupont.

Anote-se que esta forma muito livre de encarar o prazo para a entrega dos OI parece ser uma tendência destas CAP nomeadas pelo ME.

Pelos vistos o que interessa é juntar números para as estatíticas da vitória. Prazos e métodos são meros detalhes.

A «lei é para cumprir» mas só por e para alguns.

Tema a desenvolver, em articulação com o que também se vai passando por Santo Onofre nesta matéria.

Já sabia off the record a estratégia da CPA de Santo Onofre seduzir o corpo docente do agrupamento. Mas hoje começaram a circular mails a falar do assunto e apareceu no site do SPGL a referência ao mesmo assunto.

Então não é que agora se podiam definir objectivos individuais até ao dia de hoje, a menos de um mês do final das aulas?

Atenção que isto não foi ideia de um PCE resistente ou de um Director a pedir a demissão para dar nas vistas, mas sim o mandatário do Ministério da Educação no Agrupamento de Santo Onofre.

Isto significa a completa descredibilização de todo este processo de avaliação-simplex por parte exactamente de um dos seus mandantes personalizados no terreno.

Para se obterem números a apresentar como vitória usam-se todos os truques possíveis e imagináveis.

Mas é uma vergonha, que merece a atenção de todos os interessados nesta matéria, incluindo a comunicação social e opinadores emcartados, à qual volateri.

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