O Relvas


Miguel Relvas elogiou a capacidade da JSD de ter gerado o novo líder do PS, José Sócrates, e desafiou os jovens sociais-democratas a assumirem uma atitude política irreverente em ligação com a sociedade.

As palavras do secretário-geral do PSD foram proferidas, ontem, na sessão de abertura do Conselho Nacional da JSD, que marcou o próximo congresso da organização para os dias 10, 11 e 12 de Dezembro no Fundão.

“Só o desespero é que pode levar a uma situação em que o engenheiro José Sócrates apresente falsidades, seja desonesto no discurso que assumiu. É grave. De um primeiro-ministro espera-se seriedade”, afirmou o dirigente social-democrata.

Miguel Relvas sublinhou ainda que “quem reduziu salários, quem congelou pensões, quem pôs Portugal na situação em que se encontra hoje foi o José Sócrates”.

“Olhos nos olhos temos que dizer que não é aceitável que o engenheiro José Sócrates diga falsidades e seja desonesto como foi no discurso que hoje assumiu”, salientou.

O Secretário-Geral do PSD acusou ainda José Sócrates de ser o responsável pela situação de “pré ruína” a que Portugal chegou com uma governação “aventureira” que não teve em conta aquela que é a realidade com que o país se confronta.

“Portugal não pode continuar com um governo que seja insensível nas questões sociais, que não olhe para os mais desfavorecidos, que não tenha soluções para os problemas. Este tipo de discurso é um discurso gasto de um primeiro-ministro que obrigou à vinda do FMI e do Fundo Europeu porque não foi capaz, ao contrário do que a Espanha fez há um ano atrás, de tomar decisões”, frisou.

Convidado para falar aos alunos de mestrado em ciência política do Instituto de Ciências Sociais e Políticas (ISCP), em Lisboa, numa aula aberta à comunicação social, Miguel Relvas afirmou também que o PSD recusa “fazer campanha como o engenheiro Sócrates: discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha”.

“Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito”, disse o porta-voz do PSD, acrescentando: “Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele”.

Relvas, recebido com protestos em conferência da TVI, foi-se embora sem discursar

E como bem li no FB do Cão Azul, Relvas sempre passou mais tempo no ISCTE do que na Lusófona a fazer o curso.

Enquanto ele estiver activo no Governo, todos os restantes governantes estão protegidos de fazer a pior figura ou dizer os maiores disparates, porque o coordenador político está lá para dar tudo às balas.

Sem o Relvas, já perceberam quanto tempo ficava livre para analisar as asneiradas dos outros?

HEstado

O Homem de Estado, Ansião, 2012

Este homem, em definitivo, não se enxerga…

Acabaram-se os assuntos do costume, desatou a hiperactivar sobre tudo e nada…

Relvas: Governo vai ter guião para as políticas da juventude

CAMA

Miguel Relvas: “Estado vai facilitar o regresso dos jovens à agricultura”

Antero25

Miguel Relvas diz que Franquelim Alves é competente e está ser alvo de uma cabala

Se provas faltavam quanto à inadequação do elogiado pelo equivalente…

Uma assembleia municipal é casca de amendoim para um estadista assim:

TOMAR – Miguel Relvas poderá ter faltado à Assembleia para ir até ao Brasil

Afinal, os «motivos pessoais e de vida profissional» que terão levado Miguel Relvas a faltar à última sessão da Assembleia Municipal de Tomar de 2012 podem explicar-se com a ida do Ministro até ao Brasil, onde fez a passagem do ano num dos mais luxuosos hotéis do Rio de Janeiro.

A partir do Correio da Manhã, com montagem do Tugaleaks:

ORelvasAposentado

 

Antero23

(c) Antero Valério

Não era necessário assumir com tanta clareza que querem que António Costa permaneça na CML!

Relvas promete votar em Fernando Seara para a Câmara de Lisboa

Nem o beijo da mulher-aranha sabe pior…

charlie-brown-argh

Isto é como colocar o chefe do circo a garantir que não há malabarismos nem palhaçadas…

Relvas nega que tenham sido pagos subsídios a ‘boys’

hoje eu sei
   és a luz
   que nasceu dentro de mim
   um calor que seduz
   faz-me ficar sempre assim

   sempre à espera que me queiras abraçar
   faz-me acreditar

Editorial do Público de sábado passado… estava por Sintra, não comprei.

Até que enfim, uma razão para elogiar Nuno Crato.

O futuro do ex-aluno n.º 20064768

Nuno Crato instruiu um processo que tem Relvas como arguido. Um deles vai ter de sair do Governo

Não é difícil imaginar a tensão que paira sobre uma reunião do Conselho de Ministros onde se sentam a curta distância o ministro da Educação e Miguel Relvas. Nem custa adivinhar o papel difícil que o chefe do Governo vai ter de assumir no confronto que Nuno Crato assumiu com Miguel Relvas em torno da sua licenciatura na Universidade Lusófona. Depois de se saber que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares se licenciou nessa universidade com 32 das 36 cadeiras do curso de Ciência Política feitas à custa de “créditos” pela sua experiência profissional, o ex-aluno n.º 20064768 ficou com a sua carreira no Governo tolhida pela suspeita de favorecimento. Mas agora que o seu colega de Governo avançou, num acto louvável de coragem e de coerência, com uma intimação à Lusófona para que reanalise todos os graus concedidos à custa do expediente dos créditos, exigindo até que retire dessa análise “as consequências devidas, incluindo, quando for o caso, a declaração de nulidade dos graus atribuídos”, percebese que a irritação não se limita apenas aos que colocaram cartazes nos lugares mais inusitados pedindo a Miguel Relvas para ir “estudar”. Ela existe e manifestou-se no seio do próprio Governo. Em tese, Nuno Crato pretende garantir em primeiro lugar a “credibilidade das instituições de ensino superior”. Mas foi mais longe. Disse que “a experiência universitária não pode ser substituída por experiências de vida”. E ao dizê-lo acabou por proferir uma sentença a Relvas, o licenciado da Lusófona que mais beneficiou do sistema de créditos. Face aos factos, é pouco crível que Miguel Relvas mantenha a sua licenciatura. E sendo obrigado a abdicar do seu grau, tornará público que foi protagonista de uma farsa encenada por uma universidade. A sua permanência no Governo tornar-se-á insustentável. E Passos terá então o pretexto para fazer a remodelação que há muito se adivinha.

… repito que o problema não é o grau académico do homem porque acredito sinceramente que se ele tivesse ido às aulas só tinha perdido tempo, pois desenvolveu muito melhor as suas (in)competências no terreno.

O que está em causa é aquilo que se deve assumir com frontalidade e sem pudores: uma trapalhada pegada para justificar o sol com meia dúzia de meteoritos.

Parece que já se percebeu muito bem que a equivalência se baseou na posição do visado e que, de certa forma, isso até explica o enterrar de machado de guerra ensaiado por Passos Coelho, quando chegou à liderança do PSD e entrou em campanha eleitoral, em relação à licenciatura do outro, que tinha sido motivo de zurzidelas repetidas pela larga maioria da sua entourage-mirim nos tempos em que blogavam.

Com telhados de fino vidro na marquise, era melhor acalmar um assunto que, se surgisse, acabaria por implicar uma estratégia de nevoeiro e de teorias da conspiração como a usada pelo engenheiro. Que é o que está em causa… o refúgio na suposta legalidade do que é uma evidente imoralidade.

isto é pura conversa da treta.

Afinal, Relvas não é assim tão bom

No caso da Lusófona (já saiu o relatório da inspeção), em circunstâncias semelhantes às de Relvas – entre 120 e 160 créditos atribuídos – foram cerca de 350 os processos avaliados pela Inspecção Geral de Educação, tendo-se concluído que cerca de metade (48,6%) concluiu o curso em menos de um ano, havendo até registo de um caso em que se atribuiu a licenciatura em 24 horas, três casos de alunos que tiraram o curso em 20 dias, oito entre três a seis meses e ainda 11 de entre um a dois anos, segundo o relatório.

Ora, a classificação fica assim:

1º Lugar: um anónimo, em 24 horas (a prova da lentidão nas Secretarias)
2º Lugar: 3 anónimos, em 20 dias (a Secretaria estava de férias)
3º Lugar: 8 anónimos, entre 3 a 6 meses (já eram 8, fez-se fila na Secretaria)
4º Lugar: cerca de 170 anónimos, em menos de 1 ano (usaram a net, não foram à Secretaria)
5º Lugar: Relvas e mais 10 anónimos, entre 1 a 2 anos (esqueceram-se de ir buscar o papel)

Leal Conselheiro

 

(c) Antero Valério

Governo está “numa luta sem tréguas” para cortar na despesa, diz Miguel Relvas

Por que raio não se oferece ele para dar o exemplo e se pira daqui para fora?

Aposta portuguesa no Oriente é “óbvia, natural e tardia”, diz Miguel Relvas

(c) Antero Valério

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