O Reino Animal


A dança de cadeiras de final de mandato dos senhores directores regionais de estruturas que se diziam implodidas interessa-me muito pouco, pois não passa da enésima versão de um filme demasiado visto.

Mulher de deputado poupada à requalificação e promovida

Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.

 

A nova moradora cá de casa chegou antes das 18, andou por aí, foram-lhe mostrados os espaços e pelas 19 já tinha tudo dominado, usado o seu wc particular, obviamente o refeitório, e culminou o processo no cesto que lhe estava preparado para descansar, como se soubesse, desde sempre, que era aquele e não qualquer tapete, cama, sofá ou cadeira.

É dar-lhe uns meses (semanas?)  e meto-a no concurso para provimento do lugar de dgae.

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Isto vai para lá do obsceno.

O homem não ensandeceu, apenas absorve as ideias estúpidas de alguns cortesãos e depois faz de papagaio e sente que isso é ser inteligente.

“É caro e ineficiente” manter todos os serviços abertos no interior

Primeiro-ministro também deu conta da criação de campeonatos entre autarquias para receber fundos comunitários.

(…)

“Uma espécie de campeonato de municípios e de comunidades intermunicipais para poder absorver esses fundos. Não podemos pôr municípios de menor dimensão a competir com municípios de grande dimensão. Castelo de Paiva não pode competir com o município do Porto, evidentemente, mas por essa razão estamos a apontar para dois ou três campeonatos que sejam relativamente homogéneos para que os municípios possam competir por esses fundos”, explicou o primeiro-ministro.

Ex-espiões são ‘agentes’ de empresa de lóbi

Uma empresa privada de consultoria, cuja especialidade passa pelo lóbi político, contratou dois antigos espiões dos serviços de informações. A notícia é avançada este sábado pelo Diário de Notícias.

… porque ficaria o amigo de fora?

Governo diz que «não terá outra solução» que reintegrar ex-espião

Mas antes ao lado, que sempre podes levar uma cotovelada, do que atrás.

Relvas: “É ao vosso lado que quero caminhar”

Apenas regressou o facilitador a um lugar onde os deixa mais visível para todos aqueles que querem ser facilitados.

Relvas “surpreso” com “análises patéticas” ao “mistério” do seu regresso

Relvas abriu empresa de consultoria este mês

O antigo ministro intensificou atividade empresarial no mês em que regressa a cargo político. Passos Coelho tem o “braço-direito” à disposição para batalha eleitoral de 2015

As últimas atividades empresariais de Miguel Relvas mostram que o regresso à política – para o órgão maior do PSD entre congressos, o conselho nacional -não significa um abrandamento da atividade profissional de consultor.

O antigo ministro constituiu, aliás, este mês uma empresa de “consultoria para os negócios e gestão”, que tem o nome de “M.F.Relvas – Planeamento Estratégico, Lda”.

 

Será que os sindicatos se aguentam?

É que já não seria a primeira vez que….

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Em Vila Azul há meninos de famílias azuis claras e azuis escuras. Há mais, mas simplifiquemos.

Os meninos das mais escassas famílias azuis claras gostam de escolas azuis claras. São caras, mas dá para pagar os 4000 azures por ano, mas vale pela segurança, pelos tops e pela diferenciação, pois o direito de admissão é reservado.

Os meninos das mais numerosas famílias azuis escuras vão a uma escola gratuita, com menos pedigree, menos tops, mas em que todos podem entrar.

Nas famílias azuis claras, algumas pessoas muito inteligentes apareceram a dizer que é injusto não poderem ir todos para as escolas melhores e que deveria ser dado pelo Estado Liberal um cheque-brinde de 3000 azures, para que todos os meninos, claros e escuros, pudessem ter liberdade para escolher.

Os empreendedores das escolas azuis claras bateram palmas e subiram o prémio de entrada para 5000 azures por ano, devido à pressão da procura.

As famílias azuis claras não se importaram, pois com o cheque-brinde do Estado Liberal, ainda poupavam dinheiro, precisando apenas de juntar 2000 azures para continuarem diferenciadas.

As famílias azuis escuras viram-se um pouco sem saber o que fazer, pois os 2000 azures necessários para terem liberdade para escolher não estavam ao alcance de todas. Umas conseguiram e quiseram ir para escola azul clara e lá passaram pelo crivo, resultante da tal pressão da procura. Ficaram azuis assim-assim. Sentiram-se menos escuras, mas não o suficiente para serem claras.

As escuras ficaram mais escuras e continuaram nas escolas azuis escuras, cada vez mais abandonadas.

Nas escolas azuis claras, os empreendedores passaram a dormir muito mais descansados, com o suave e doce tilintar da cascata de azures do Estado Liberal. Em nome da Santa Liberdade.

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Qualquer semelhança com um país real perto de si é mera coincidência. Mas há quem deseje que seja apenas uma questão de tempo, porque a porta já está entreaberta e oleada.

… eu vou descansar, porque estou farto de ver o meu escasso qi emagrecer com pedros, martas, atentos e zézés nacaminha.

Enquanto ele estiver activo no Governo, todos os restantes governantes estão protegidos de fazer a pior figura ou dizer os maiores disparates, porque o coordenador político está lá para dar tudo às balas.

Sem o Relvas, já perceberam quanto tempo ficava livre para analisar as asneiradas dos outros?

HEstado

O Homem de Estado, Ansião, 2012

Argh

… a incapacidade para a detectar em si mesma.

I6Fev13I, 6 de Fevereiro de 2013

De acordo com certas teorias, só se deveria pronunciar sobre o Ulrico Maior que  tenha interesses no BPI. Não é o meu caso duplamente. Nunca dui cliente do BPI e ddiscordo da teoria.

Pelo que acho que este senhor, cuja instituição tem beneficiado do dinheiro dos contribuintes, quer através dos depósitos e das taxas cobradas a quem lá os coloca, que através dos apoios do Estado, deveria ter um mínimo e decoro ao falar daqules que, ao contrário dele, não recebem, subsídios quando a vida lhes corre mal.

Sendo eu do Sporting, até poderia ser sensível a este argumento de esplanada, mas a diferença é que o Jesus recebe o seu salário de um clube por uma actividade profissional privada e bem visível que, para desgosto meu, até tem resultados. Já o Ulrico Maior limita-se a gerir o dinheiro alheio e reclamar apoios do Estado quando faz asneira.

Mas a arrogância vai longe quando se sabe que se tem muita gente no bolso. Gente fraca que não mete no lugar quem os meteu no lugar.

… que na profissão mai’linda do mundo há uma (über) profissão mai’lindona ou lindérrima do mundo e uma (sub) profissão mai’lindinha ou lindozeca do mundo.

Não é para devolverem nada, apenas para expressar o meu ciúme social e, através do seu exenplo de vida, poder vir a ser como eles quando crescer.

Governo. 131 assessores receberam subsídio de férias já em 2012

Se fizerem o favor, basta o nome, o ministro empregador e a função exercida. Não preciso saber os quantitativos. Que façam bom proveito, como a mim faria.

1 de Junho de 2012:

Relvas afasta-se do palco

Miguel Relvas – até aqui o principal rosto do Governo – optou por afastar-se dos holofotes da comunicação social e dos contactos com os jornalistas. As polémicas das últimas semanas, em torno das suas relações com Jorge Silva Carvalho e também das alegadas pressões sobre o Público, deixaram marcas e até que os dossiês estejam fechados o frenesim vai acalmar.

29 de Junho de 2012:

Relvas diz que agravamento do défice “era previsível”

Agora até já é especialista em Finanças… se era previsível porque não o previram?

Mas a este os arménios e as hienas laranjas não chegam… ou não querem… ou não têm coragem para…

Já o ministro Relvas acha que deve fazer provas diárias de vida, mostrando como é muito forte e resiste a todos os ataques. Uma espécie de estratégia à engenheiro, caso não tenham percebido. Deveria perceber, contudo, que quem com ferros tenta matar, com ferros se arrisca a ficar algo amputado… como o outro…

“O que é importante referir é que em matéria de corte da despesa fomos mais além do que estava previsto, o problema que se coloca é do lado da receita e não é uma questão só portuguesa, coloca-se em Portugal, como se coloca em todos os países da Europa, nós não estamos numa ilha”, afirmou Miguel Relvas.

O importante para ele é que gastou menos porque sacou dinheiro aos pobres e remediados (reduzindo-lhes os salários e cortando subsídios) e foi incapaz de ir buscar receitas onde elas existem em profusão (metendo o rabo entre as pernas perante os grandes interesses económicos e financeiros que transitaram intocados das parcerias com os governos anteriores.

Algo de que eu gosto no hiperactivo ministro Relvas, para além de estar constantemente em bicos de pés para se fazer ouvir melhor nos cinco cantos do nosso rincão, é a sua capacidade para dizer banalidades e assumir com grande coragem as conquistas que os outros pagam.

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