O Peso Do Estado Mede-se Em Euros Ou Quilos?


Há de tudo, como antigamente na farmácia ou drogaria.

Despacho n.º 313/2015

Conselho Científico -Pedagógico da Formação Contínua

(…)

Artigo 11.º
Presença em plenário e secção
1 — O presidente e os vogais do CCPFC têm direito a auferir senhas de presença por cada participação em reunião do plenário e das secções, nos seguintes termos:
a) Presidente do CCPFC – € 400,00 (quatrocentos euros);
b) Vogais do CCPFC – € 200,00 (duzentos euros).
(…)
Artigo 13.º
Orçamento e despesas
1 — Para a prossecução das suas atividades, o CCPFC dispõe de uma dotação orçamental constituída por transferência de verbas para o efeito inscritas no orçamento da Direção -Geral da Administração Escolar.
2 — Os membros do CCPFC e as individualidades convidadas a participar nos seus trabalhos, têm direito, pelo exercício de funções ao serviço do CCPFC e nos termos da lei, a transporte e ajudas de custo, a suportar pelo respetivo orçamento.
3 — Constituem despesas do CCPFC, nomeadamente:
a) Remunerações do pessoal do secretariado, quando não se tratar de pessoal dos mapas do Ministério da Educação e Ciência ou em situação de mobilidade;
b) Aquisição de bens duradouros ou não duradouros indispensáveis ao funcionamento dos seus serviços;
c) Aquisições de serviços, nomeadamente para conservação de instalações e equipamentos, telecomunicações, correio, transportes, seguros, elaboração de estudos e pareceres, e de outras publicações;
d) Aquisição de material de informática e outra maquinaria e equipamento;
e) Arrendamento de instalações.
 .
Dúvida peregrina: o MEC não tem instalações e equipamentos que possam ser usados para este efeito?

A rede ferroviária de alta velocidade em Portugal foi cancelada em 2012, mas a factura ascendeu a pelo menos  153 milhões de euros. Segundo uma auditoria publicada hoje pelo Tribunal de Contas (TdC), ao longo dos 12 anos em que o projecto esteve a ser elaborado foram gastos 120 milhões de euros em contratação externa e 32,9 milhões de euros em custos de estrutura da RAVE, a empresa pública criada para levar a cabo o TGV.

Aposto que em alguns dos gabinetes premiados haverá gente muito liberal e que critica o “peso do Estado na Economia”….

Nunca esquecer que estas coisas se fazem de uma maneira especial, de modo a que todos fiquem comprometidos e impedidos de falar (sigilo profissional!), mas não de usar o que sabem quando mudam de trincheira.

É o melhor dos mundos para o tráfico de informação privilegiada em circuito imune aos olhares exteriores.

Nunca esquecer, ainda, que em devido tempo o actual ministro da Defesa, então líder parlamentar de uma oposição laranja, aceitou que o seu escritório de advogados fosse contratado pela Parque Escolar dos tempos de Sócrates.

O Estado é “gordo” ou “engorda”?

Pub21Ago14

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Público, 21 de Agosto de 2014 (link para a notícia)

… graças às falhas nos procedimentos, aquilo que o vice-Portas é incapaz de reformar porque vai além do seu entendimento de meia idade.

Se fosse há 25 anos… talvez ele escrevesse sobre o assunto prosa valente. Agora só assina guiões pífios feitos por pressurosos assessores.

Antigo comandante da Protecção Civil gaba-se de ter podido gastar até 80 milhões sem prestar contas

Juízes confrontam Gil Martins com facturas de restaurantes de centenas de euros, várias delas datadas do mesmo dia mas passadas em localidades diferentes.

As despesas do Estado em consultoria/assessoria, sem contar com as relativas a sistemas e tecnologias de informação, ultrapassaram os quatro milhões de euros na última semana. Quase meio milhão (479,2 mil euros) foi gasto em serviços jurídicos, 294,5 euros em auditorias e 114,3 euros em estudos, noticia hoje o jornal i.

Estado gastou 3,5 milhões de euros com consultores externos na semana passada

(…)

Os gastos dos organismos públicos em consultoria e assessoria na última semana foram superiores às despesas com a alimentação. De acordo com a análise do i aos contratos de aquisição de bens e serviços divulgados no portal Base entre o dia 22 e as 16 horas de sexta-feira, o custo da contratação de serviços de consultoria e assessoria ascendeu a 3,5 milhões de euros, enquanto que o da alimentação (produtos alimentares e refeições confeccionadas) se ficou pelos 2,6 milhões.

O contrato mais elevado foi publicado pelo Banco de Portugal (BdP), que por 32 dias de “consultoria financeira” da Oliver Wyman pagou 322,2 mil euros. Este já é o segundo ajuste directo celebrado pelo banco central e esta empresa recentemente. Em Maio do ano passado, o BdP contratou os serviços (98 dias) desta consultora por 483 mil euros.

Vejamos o que é e o que faz a tal Oliver Wyman.

É tudo expertise em coisas que por cá ninguém sabe fazer, muito menos a obesa função pública, certo?

É muito mais prático sacar do dinheiro dos contribuintes e contratar alguém de que se ouviu falar ou conheceu numa qualquer jantarada.

Mas é assim o “Estado Moderno”. A malta entrega-lhes o dinheiro e ele contratam quem bem entendem.

É a macro-liberdade de escolha sem trela.

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