O Lumpen


The Incredible Shrinking Incomes of Young Americans

It’s repetitive for some to hear, but important for everybody to know: You can’t explain Millennial economic behavior without explaining that real wages for young Americans have collapsed.

Já estivemos (muito) mais longe desta realidade do que estamos.

Sugestão da A. C.

Teachers Go Door-Knocking In Nashville

Sugestão do José Alberto Rodrigues… como aperitivo para a reportagem da TVI desta noite que parece ir abordar certas boas práticas de gestão.

A notícia é de ontem, mas só hoje pude comentar a proposta de servidão pretendida pela AEEP para os docentes ao serviços dos seus associados, beneficiando da situação de precariedade e desemprego de muitos professores, assim como do beneplácito implícito de muita gente do Governo que concorda com este tipo de medidas, até porque poderá servir de justificação para dizer que os privados conseguem mais ou o mesmo com menos.

IMG_0794Há que, nesta fase, começar a expor de forma mais aberta algumas evidências acerca da promiscuidade entre interesses privados e decisores públicos na área da Educação, já que tantos gostam de denunciar o passado peso sindical nessa matéria.

O que parece claro é que da parte do governo dificilmente surgirá qualquer relatório, inspecção ou auditoria que critique com consequências práticas muitas das abusivas práticas laborais existentes em colégios privados, pois são essas práticas que querem ver nas escolas públicas pelo que lhes parece natural não penalizar quem já faz o que querem fazer.

Desiludam-se, pois, o que têm esperanças que alguma coisa saia do MEC contra qualquer grupo privado na área das PPP na Educação. Muito pelo contrário. Há quem ande a sublinhar que já se passaram dois anos e ainda não foi dado o que foi prometido na campanha eleitoral.

Por outro lado, penso que será ainda mais irrealista pensar que algum dia existirá coragem para seguir o fio à meada dos protagonistas de decisões políticas que beneficiaram interesses privados, embora se saiba de forma bem clara que andou em trânsito daqui para ali, vice-versa e etc.

Não há coragem, nem sequer existe conforto, quando se sabe a que ponto quase toda a gente tem um qualquer parentesco (de sangue, por afinidade, por trajecto, por horizontalidade) com toda a gente, devido às práticas endogâmicas consideradas naturais por quem saltita de gabinetes públicos para consultorias privadas e de assessorias privadas para centros de decisão públicos.

Atacaram os mais qualificados e houve quem se sentisse a salvo.

Agora vão em busca dos pequeninos e a imprensa divulga-lhes o spin, como antes.

Maioria dos funcionários públicos ganha mais do que no privado

Cargos de menor responsabilidade são mais bem pagos no Estado. Mas quem tem cargos de topo sai a ganhar se trabalhar no privado.

Isto é tudo tão previsível, tão mecanicista, tão frete, que já provoca indignação, apenas desdém.

Para o concurso de vinculação extraordinária. De acordo com o Arlindo. 32001 candidaturas para 603 lugares.

Reparem como chutam a bola para as escolas e nada mais fazem do que isso. Mas há um “coordenação nacional”, ora pois…

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,

O processo de generalização do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA) atingiu um número significativo de alunos que apresentam carências desse apoio.

Encontram-se hoje abrangidas a quase totalidade de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que acederam à plataforma electrónica do PERA.

Sugere-se aos agrupamentos e escolas não agrupadas que ainda não receberam produtos alimentares para os alunos, que, até estarem criados todos os meios que permitam distribuir os pequenos-almoços em todas as escolas que carecem deste apoio, que o mesmo seja fornecido aos alunos identificados, com base no art.º 24º do DL 55/2009, o qual refere que as escolas podem fornecer um suplemento alimentar aos alunos com menores recursos económicos, mediante utilização das verbas decorrentes de proveitos de gestão dos serviços de bufete escolar e das papelarias escolares.

Todos os agrupamentos e escolas não agrupadas que necessitem de recorrer, transitoriamente, a este mecanismo, serão contactados para posterior ajustamento ao Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA).

29 de novembro de 2012

A Coordenação Nacional do PERA

Formação de jovens em empresas públicas vale 42 euros por mês

Dez empresas públicas vão dar formação equivalente ao 12.º ano a jovens entre os 15 e os 24 anos, atribuindo uma bolsa de profissionalização de 42 euros por mês a cada aluno, anunciou esta quarta-feira o secretário de Estado do Emprego.

Dará para um bife por semana?

Isto entusiasma imenso os nossos ramirílios tardo-liberais.

Professores a Recibos Verdes explorados na zona de Lisboa e Vale do Tejo

Esta situação anda a circular por mail há uns tempos…

Colegas:

Sou do grupo 250 e no dia 12 fiquei colocada nos Açores, na EBS da Povoação. Leciono há 17 anos, nunca me afastei da minha zona de conforto e depois da fase do pânico passei à fase do “um ano passa depressa e afinal de contas muitos colegas desejariam este lugar”. Telefonei para a escola, sublinhei o facto de ser do continente e de não ter alojamento, pelo que me foram fornecidos contactos de quartos e apartamentos. Após as despedidas sempre dolorosas e toda a logística que envolve deixar uma vida no continente por um ano, lá segui para S. Miguel.

Chegada à escola fui encaminhada para os Serviços Administrativos, onde preenchi a papelada do costume. Informaram-me então que deveria aguardar até me apresentar no Conselho Executivo uma vez que se encontravam em reunião. Quando finalmente me apresentei, e ainda radiante com a forma como decorreram os concursos no Açores (que respeitam a graduação, são rápidos e afixam e cumprem as datas de publicação das listas), deparei-me com um autêntico pesadelo. O horário que me foi atribuído contemplava 5 escolas diferentes de 1º Ciclo (um concelho inteiro), a lecionar AEC’s, sendo que num dos dias da semana teria de me deslocar para 3 escolas diferentes com mais de 10 Km de distância entre elas! Entrei imediatamente em pânico e, apesar do meu desespero apenas me foi dito, repetidas vezes, que teria de ter carro e que se não o tivesse teria de o adquirir!

Para abreviar, estive 4 ou 5 horas nesta situação, tendo-me sido inclusivamente mostradas por um colega (que não sei quem era porque ninguém se apresentou no Conselho Executivo) páginas da net de um stand da Povoação que vendia automóveis. Questionei repetidas vezes o facto de NINGUÉM me ter informado desta situação pelo telefone e foi-me dito, várias vezes por esse mesmo elemento do CE, que deveria ter colocado essas questões à escola. Foi assumido o esquecimento da parte da escola devido ao excesso de trabalho no início do ano letivo. Posteriormente, lá me foi dito que teria direito às despesas de combustível, mas que teria de ter carro, uma vez que o meu único “problema” era esse. Acabei por desistir do horário, mas tendo contactado o Sindicato de Professores dos Açores que me atendeu de forma rápida e extremamente competente, fui informada do facto de ter direito a transporte e afins, uma vez que aparentemente “ainda” não nos é exigida carta de condução para concorrer. Pedi também o livro de reclamações, que o dito “colega” disse logo não existir, e apresentei a minha queixa. Balanço final: 500 euros de despesas de avião, uma crise de nervos e uma revolta muito grande por verificar que nem com os nossos “colegas” estamos seguros.

Agradeço que todos divulguem esta situação, que acontece em quase todas as colocações da EBS da Povoação, de modo a que mais nenhum colega passe pelo que passei.»

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Aida Figueira

E o argumento em muitos lados agora é… se não fazes há muitos que gostariam de fazer. Assim se opta pela mediocridade com base no excesso brutal de oferta de mão de obra qualificada sem mercado de trabalho.

Educação: Cerca de 16 mil professores que concorreram a 86 vagas em Vila do Conde ainda sem colocação – autarquia

Beneficiários de RSI obrigados a desempenhar “tarefas úteis” à sociedade

Porque, até ao momento, desconheço o contributo útil que deram ao país. E há quem ganhe por várias dezenas de beneficiários do RSI.

Subsídio de desemprego com maior quebra desde 2008

O valor médio do subsídio de desemprego pago em Novembro sofreu a maior queda desde Dezembro de 2008.

Novembro bate recorde de subsídios de desemprego

O número de beneficiários do subsídio de desemprego aumentou mais de cinco por cento em Novembro em relação ao mês anterior, chegando a 307.969 pessoas em Novembro, o valor mais elevado do ano, segundo dados divulgados hoje pela Segurança Social.

Deve ter sido nestes números que o actual PM se inspirou para a sua mensagem de Natal. Mais desempregados, mais pobres, logo… mais empreendedores e prontos para fazer a economia retomar porque a banca e as grandes empresas estão – tadinhas! – sem capacidade para tal pois especializaram-se apenas na economia virtual e nos serviços que deixam de fazem grande sentido se as pessoas deixarem de os poder usar para terem comida no prato.

A minha alma sangra pelas operadoras de tv por cabo e telemóveis, por exemplo.

… acerca da necessidade de baixar os salários para sermos mais competitivos.

Se juntarmos a isso as declarações de outros governantes sobre o interesse de os nossos jovens qualificados emigrarem, ficamos com a ideia perfeita do modelo de subdesenvolvimento defendido por este governo, na esteira do anterior.

Mas ao ouvir PPC em Angola ocorreu-me isto:

Cerco internacional à corrupção vai afectar negócios com Angola