O Livro


Indizível.  Assisto todos os dias às velhaquices de Thénardier.

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Para alimento do ego e informação geral, eis a pilha da bibliografia mínima do escriba, pelo menos daqueles em que fui autor ou co-autor. Ficam de lado as colaborações em obras colectivas.

Como curiosidade e aperitivo, a parte inicial do livro é inédita e faz a história do blogue, com alguns detalhes curiosos, desde logo a evocação do primeiro texto alheio devido à Ana C. Silva e dos colegas blogosféricos dos primeiros tempos.

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Não sou adepto doente – na cervejaria havia um desse género numa mesa próxima – mas no jantar umbiguista de ontem eu e o Jacques estávamos com o canto do olho no ecrã e sinceramente o Derlei estava-me a preocupar. Que fosse para a rua. Por uma razão ou por outra.

Quanto à fotógrafa apanhada, basta dizer que acho que havia mais papparazzi do que comensais, cada qual artilhada com uma máquina maior do que a outra. Por comparação, e envergonhada, a minha ainda mirrou mais. Senti-me emasculado :D.

… da Carreira, com fotos sobre a sessão de ontem. O problema é que alguns posts só têm uma foto, o que dá trabalho a linkar. Eu escolho a evocação do Antero e a principal galeria de apanhados.

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Paulo Guinote lança hoje livro sobre blogue

O blogue A Educação do Meu Umbigo (blogue convidado do PÚBLICO) é agora um livro. Paulo Guinote, professor de História e de Português do 2.º ciclo do ensino básico, é o autor que começou a escrever na Internet no final de 2005. Hoje, o seu blogue tem uma média de 15 mil visitas diárias e que não se resumem apenas aos professores. O livro, editado pela Porto Editora, é hoje lançado, em Lisboa.

O blogue teve início formal a 30 de Novembro de 2005, mas Paulo Guinote só começou a escrever regularmente no final de Maio do ano seguinte. O crescimento foi gradual e os picos de leitura acontecem sempre nos períodos mais “conturbados do confronto entre os docentes e o Ministério da Educação”, explica o autor. Por exemplo, nos dias antes e depois da manifestação de oito de Março, as visualizações registadas atingiram uma média diária de 20 mil leitores. Em Novembro, quando se deram mais duas manifestações em Lisboa, os números subiram para quase 25 mil diários. No mês seguinte, no dia da greve dos professores, as visualizações ultrapassaram as 38.500.

Também os comentários que chegam ao blogue não param de aumentar, variam entre os 400 e os 600 diários. Quando há debates televisivos sobre educação, os comentários são feitos em tempo real e rondam um milhar. Diariamente, Guinote recebe entre 120 a 150 mensagens por correio electrónico, “nos dias mais movimentados cerca de 200”. Por vezes, surgem mensagens menos simpáticas, algumas até agressivas, mas o professor não lhes dá importância.

Por tudo isto, não é de estranhar que Paulo Guinote dedique cerca de três horas diárias ao blogue. Paralelamente continua a dar aulas, com horário completo e com turmas de Projectos Curriculares Alternativos e alunos com necessidades educativas especiais, ou seja, turmas que exigem um trabalho específico de acompanhamento, “felizmente com bons resultados”. Como é que concilia tudo? Passou a dormir menos duas horas, a ver menos televisão e a ler menos. “No dia em que não tiver tempo e disponibilidade para me dedicar aos alunos, deixo de ser professor”, conclui.

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Vinde a mim os leitores…

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Ou a tentação oculta de todo o escriba bloguista, ver em papel e letra impressa o verbo virtual. Digam o que disseram o livro ainda é Rei.

O blogue que não abandona as tropas

A Educação do Meu Umbigo continua a ser actualizado todos os dias com contributos originais e textos inéditos. O livro, que reúne três anos de vida deste blogue, é lançado já no próximo dia 18 de Abril.
Assume-se como uma “gaveta aberta de textos e memórias a pretexto da Educação que vamos tendo”. A frase apresenta um dos blogues mais procurados da área educativa do nosso país, A Educação do Meu Umbigo, e ocupa uma parte do cabeçalho da página da Internet. O seu autor, o professor Paulo Guinote, docente de Língua Portuguesa, História e Geografia de Portugal e Iniciação à Informática na Baixa da Banheira, explica como tudo começou, quais os assuntos mais delicados, os critérios para a publicação dos textos, as pressões que vai sentido. E há um elogio que o marcou de forma especial. “O de um comentador muito crítico dos professores e de mim em particular que, a dado momento e usando umas metáforas muito militaristas, afirmou que eu seria o último a abandonar as tropas no campo de combate.”

Estou a abusar, eu sei, mas estou congelado há não sei quanto tempo, preciso de vender a banha da cobra. O comentador citado é o saudoso Professor Xibanga. Só para verem como eu estimo os trolls.

Boa tarde!

Depois de 4 300 000 de visitas, distribuídas por mais de 6600 posts e 120 000 comentários, eis que o blogue-bandeira dos professores – e não só – ultrapassa as fronteiras da Internet e ganha forma de livro. Um livro que, honrando o espírito do blogue, promete incomodar ministros e mobilizar os professores.

A Educação do Meu Umbigo, de Paulo Guinote, será apresentado no próximo sábado, dia 18 de Abril, pelas 16:30, na Biblioteca Nacional. Desde já faz-se o convite para esta sessão, sendo que o autor está disponível para entrevista.

A nota de imprensa em anexo disponibiliza mais informações sobre o livro e o autor, e sugerimos vivamente a leitura do excerto que disponibilizamos em anexo.

Antecipadamente gratos pela atenção dispensada, com os melhores cumprimentos

Paulo Gonçalves

Gabinete de Comunicação e Imagem

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Sinopse

No princípio nem era o Verbo. Era apenas uma ideia, um desejo: o desejo de divulgar textos de ocasião, guardados na gaveta ou de divulgação restrita.

O tempo, um primeiro-ministro bem vestido e uma equipa no Ministério da Educação com imenso tacto para lidar com os problemas educativos fizeram com que um blogue destinado certamente ao esquecimento se tornasse estranhamente frequentado, comentado e agora publicado em papel e forma de livro, a aspiração oculta de todo e qualquer blogueiro que se preza.

Esta é a compilação possível, em formato aceitável, dos textos publicados entre Novembro de 2005 e Novembro de 2008, correspondendo a três anos da vida do blogue A Educação do Meu Umbigo.

Lidos de acordo com a sua cronologia original, salvo pontuais excepções e alguns acertos de pormenor, funcionam como uma narrativa sobre a actualidade educativa em Portugal, lançando um olhar ácido sobre situações, protagonistas e outras incredulidades que têm afligido o nosso sistema educativo. Relidos por quem os escreveu oscilam entre o desencanto, a irritação, a esperança, a perplexidade e outras coisas que não fica bem confessar na contracapa de um livro.

Para descobrirem o inconfessável e darem opinião melhor, nada como o lerem.

Assim a verborreia do autor não vos assuste.

(a ideia para a banda central da capa não foi minha…)