O Interesse Nacional


É uma questão de liberdade de escolha.

Pagar ou não pagar.

A mim, por exemplo, custa-me pensar que nem que seja um infinitésimo de cêntimo dos meus impostos vá para o Marco António ou o Menezes Jr. comprarem gel fixador.

Para mim – sou preconceituoso – qualquer pessoa ou grupo que tenha como antagonista o pénaltesdelima está condenado a ter razão.

Para além de que vi um representante sindical com um argumento de peso: nas anteriores privatizações todas as pretensas salvaguardas dos direitos dos trabalhadores foram letra morta desde que foi escrita, pois tudo não passou de encenação.

Quanto aos prejuízos para o país, a perda do controle sobre a TAP é um mal bem maior do que a perda de proventos (em valores que variam com a hora e o dia e muito aumentada, pois há muitos passageiros que viajam na mesma, em outras companhias) do sector turístico.

A venda do país ao estrangeiro é um legado que poderá ser irrevogável deste governo de patriotas de pacotilha, a começar pelo fugido vice-primeiro-ministro, o maior salcedo entre os salcedos.

 

o dia dos 5%?

 

 

… o gajo político que os tinha no sítio para meter os invasores na ordem!

Governo faz a vontade ao FMI e corta quase tudo

 

paulo portas - pirata

 

E pelo Portugal Profundo o cheiro a fumo é equivalente à desertificação.

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Ontem, por alguma inacção e porque gosto dos devaneios do Luís Pedro Nunes, fiquei a ouvir uma longuíssima intervenção de Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal, apesar daqueles óculos saídos directamente dos anos 70.

Depois de me abstrair, consegui isolar a ideia essencial – não muito inédita – de que Passos Coelho será PM enquanto os interesses económicos instalados em seu redor e que o levaram ao poder dele precisarem. CFA só se esqueceu de dizer que apenas se estará a passar o mesmo que se passou com Sócrates que caiu quando os banqueirosetc quiseram que caísse.

Concordo com CFA nessa análise pois fui sendo obrigado a reconhecer que PPC se revelou incapaz de ir além da tal coligação de interesses que, quando se afastou de Sócrates não o fez para que se desenvolvesse uma política de interesse nacional, mas apenas para que a política protegesse melhor os seus interesses particulares, no que Sócrates estava a revelar-se pouco eficaz.

Mas se esta ascensão de PM’s com base em coligações de apoios e interesses não é nova e remonta a muita boa e má gente do passado mais ou menos recente (basta rastrear os escândalos dos financiamentos políticos por essa Europa desde o pós-guerra), nos dias que vivemos parece uma prática generalizada e assumida como mainstream.

Pelo que PPC e o seu governo continuarão a existir – e Paulo Portas a meter a sua prosápia na sacola – enquanto os ditos interesses não encontraram âncora segura e fiável no PS. Daí a necessidade de reunir os três estarolas numa só solução governativa que afaste os indesejáveis e comprometa todos na gestão do pote.

Não é nada de novo, repito. E nem os fogachos que acenam com um Rui Rio e um António Costa trazem algo de novo, pois nada disso está devidamente consolidado e com as garantias de retribuição por apoios eventualmente a conceder.

E é nessa área das retribuições que, não me desenvolvendo por agora muito mais, por exemplo a área da Educação é central, por ser aquela que os interesses pensam existir um nicho muito apreciável de negócio a partir de uma redistribuição dos fluxos financeiros do orçamento do MEC.

Entretanto, lá por fora…

Tory party funding faces scrutiny as voters voice distrust of links with donors

Exclusive dinners, influential trade missions, and invaluable PR opportunities raise questions over David Cameron’s ties with big business.

Bárcenas pasa al ataque contra Rajoy y amenaza con contarlo todo ante el juez

A greve dos professores ou o arrufo dos meninos?

Porque havia quem parecesse escandalizado com o eventual acréscimo de despesa (por demonstrar) na ordem dos 150 milhões de euros causado pela greve, mas já não parecia nada disso com os mais de 2 mil milhões de euros de prejuízos financeiros e económicos da birrinha do paulinho e do pedrocas.

 

Via 4R- Quarta República:

Esclarecimento

 

Nos tempos que correm, na ausência de referência na Wikipédia, usa-se o Facebook:

TMRTMR~2

Reparem como com efeitos a 1 de Fevereiro de 2012 já se apresenta(va) como técnico superior do Ministério das Finanças.

já vai nos peta.

 

Não, não é a mangar com os africano.

O Sr. Presidente da Assembleia Nacional, às 15 horas e 20 minutos, declarou aberta a sessão, em nome de S. Ex.ª o Sr. Presidente da República. Depois, o Sr. Dr. José Alberto dos Reis leu a mensagem que S. Ex.ª o Chefe do Estado dirigiu à Assembleia Nacional, e que é do teor seguinte:

Ao Sr. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL:

São excepcionais mas não deixam de ser animadoras as circunstâncias em que me dirijo à Assembleia Nacional depois de tantas vicissitudes da República.

Em quase todo o período decorrido de Outubro de 1910 a Maio de 1926 as divisões e lutas internas, que aliás vinham já de longe mas se enraizaram e intensificaram no novo regime, agravavam cada vez mais a situação de Portugal. O espírito de facção, de intolerância, de anarquia, começando mal-avisadamente por ferir as crenças dos portugueses, tornara instável a chefia do Estado, minara a força dos Governos, desordenara a administração, desorientara a economia e tendia a arruinar a Nação, arriscando perigosamente o seu destino. (…)

Constituíu-se então a Ditadura Nacional (e verdadeiramente nacional pela sua ideologia, pelos seus processos e pelos seus objectivos), que, firmando-se contra todas as reacções inimigas no mesmo sistema de apoios em que se originaram, abriu, com novos processos de governação e outro direito constitucional, uma era de verdadeira renascença na história pátria.

Ocupando por dever o primeiro posto do Estado quase desde os primeiros dias da Ditadura, posso assinalar – e faço-o com júbilo – que Portugal, mercê do trabalho dos Governos e da leal dedicação da força armada, mercê do patriotismo e espírito de sacrifício do seu povo, lançou, através das dificuldades herdadas e das que lhe advieram pela crise de todo o mundo desde 1930, as bases da reconstrução nacional. A estabilidade da Presidência da República, a força do Governo, a segurança interna, a confiança pública, a formação de forte consciência nacional – garantias essenciais da ordem e do trabalho na paz – são conquistas definitivamente asseguradas.

(…)

A obra de ressurgimento material e moral do Estado e da Nação exigida pelo atraso e abatimento gerais foi traçada com a largueza compatível com os recursos e ainda assim empreendida com tão vigoroso impulso como não se havia ainda presenciado em tão curto lapso de tempo. Estão bem cimentados os alicerces e, adiantados ou completados os estudos que em vários campos se ordenaram, ver-se-á como mais rapidamente ainda sobem os muros da construção na esfera da assistência, da justiça, da instrução, das obras públicas, das comunicações, do comércio e da agricultura, a que dão consistência e estímulo a ordem das finanças e o equilíbrio do Tesouro.

(…)  Crêem os responsáveis pela suprema direcção do Estado que está ali na essência, e salva uma ou outra realização de pormenor, o programa de direito político, social, económico, familiar, individual, assente na realidade de algumas verdades supremas, nas tradições pátrias, nos factos indestrutíveis do nosso tempo, nas esperanças que legitimamente podem alimentar os que hão-de garantir a Portugal a existência independente, o progresso material e moral e a sua especial feição histórica de um dos mais expressivos factores da civilização humana. Basta que se desentranhem em leis e enformem efectivamente os actos da vida nacional os princípios consubstanciados naqueles documentos.

Com esse sentido profundo do renascimento nacional se realizaram logo alguns dos maiores actos que logicamente se deviam colocar no ponto de partida (…).

Seguindo por todos estes caminhos, Portugal tem ao mesmo tempo afirmado o seu cuidado em conservar e desenvolver no exterior a posição derivada da sua autonomia financeira, dar eficiência e sentido aos laços da antiga aliança com a Inglaterra, manter boas relações de amizade com todos os povos e activar a sua cooperação com os outros Estados na organização da paz. A elevação simultânea da sua política interna e das suas atitudes internacionais trouxe ao País, fora das fronteiras, uma situação apreciável. Teria sido vão procurar conquistá-la sem a resolução aqui dentro dos problemas fundamentais da administração pública e da vida política, como seria vão intentar desenvolvê-la sem prestígio e sem esforço das nossas condições de existência e dos nossos meios de defesa. Mas não há dúvida de que as posições conquistadas, designadamente na Sociedade das Nações, auguram influência cada vez mais lata do nosso País na política internacional.

(…)

Se há síntese que possa definir os objectivos que a Ditadura Nacional tomou para si e quer confiar à perseverança e continuidade da sucessão constitucional – é a existência de uma governação forte, ao mesmo tempo tradicionalista e progressiva, capaz de imprimir à vida nacional a direcção superior, e dotada de autoridade eficaz na concorrência das funções políticas, sociais e económicas das colectividades e dos cidadãos. Verificado que, assegurada ela, vem tudo o mais por acréscimo, é dever de todos trabalhar na medida do possível por não atentar contra essa fecunda realidade, garantia suprema de uma política tendente a fazer Portugal próspero e forte.

(…)

11 de Janeiro de 1935. – O Presidente da República, ANTÓNIO ÓSCAR DE FRAGOSO CARMONA.

 

… e confesso um inegável ciúme socio-financeiro.

Aquela dos 29 milhões para o MEC, para pagar estudos e pareceres em 2 anos, ainda não se me descolou…

É que eu pensava que os especialistas, peritos, adjuntos, consultores e corredores já tinham tudo estudado e sabido.

E que, em nome do interesse nacional, ofereceriam a sua sapiência não exigindo estipêndio.

Por patriotismo e para vincar a diferença em relação aos estudos tipo-OCDE, isczé e outras capuchadas.

A discussão política em torno da Educação fica, muitas vezes, aprisionada por chavões com escasso conteúdo e não é raro que parte desses chavões se contradigam, mesmo quando usados pelas mesmas vozes.

Vejamos…

Os argumentos dos professores em defesa dos seus direitos são muitas vezes apresentados como corporativos, assim como se afirma que a governação do sector deve reger-se pelos interesses dos alunos.

Mas… se as medidas em desenvolvimento levarem ao aumento do desemprego de mão de obra qualificada e provocar o agravamento da situação social de muitos milhares de famílias, contraindo o consumo e afectando os encargos com alguns dos (cada vez mais escassos) mecanismos de protecção social não se está, de forma indirecta mas evidente, a prejudicar o tão evocado interesse nacional?

Ou o interesse nacional apenas existe para cobrir os milhões perdidos em negócios de e com cliques e clientelas fraudulentas?

Eu também não posso abdicar dos meus subsídios, até porque não peço nada por conta do que não fiz.

A Soares da Costa não pode abdicar da indemnização do TGV

O interesse nacional só se define em relação a perda de direitos pelos cidadãos comuns?

Os relvas & gaspares só têm voz grossa para os pequenos?

E aqui? Ninguém fala em interesse nacional? São só privilégios adquiridos?

É que eu também tinha um contrato com o Estado e ele está farto de ser quebrado.

As indemnizações são apenas para os futuros empregadores?

TGV é o princípio. Governo arrisca 1700 milhões em indemnizações

O pedido de indemnização de 300 milhões de euros pelo fim do TGV não será o último processo de grupos privados contra o Estado. À medida que as obras param, os contratos são suspensos ou anulados, os bancos exigem reembolsos e a renegociação das rendas excessivas e das PPP (parcerias público privado) marca passo, o Estado é confrontado com pedidos de indemnização e de compensações por custos assumidos e reequilíbrios financeiro.

Não sei se esta é uma sondagem-crime:

Serviço público da RTP?

Hoje Proença.

Ontem Nogueira.

Memória, precisa-se.

… porque há sempre o sector que defende que 61% é muito mais do que 59% de incapacidade e que tudo isto é passível de determinação científica.

Isenção no cancro só com 60% de incapacidade

Aspectos básicos a saber: quem negociou isto pelo Estado e onde está agora e quem negociou isto pelos privados e onde está agora?

Contrato da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 2030

Concessionária das pontes sobre o Tejo tem assegurada a possibilidade de prorrogação do contrato, mesmo que essa decisão seja em conflito com o Estado.

O contrato de concessão da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 24 de Março de 2030. A data foi fixada em 2000, aquando da última renegociação entre o Estado português e a concessionária, como limite temporal para a exploração das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril.

Aqui nunca há ninguém interessado em cortar direitos adquiridos, muito menos em evocar o interesse nacional para renegociar de forma diferente os contratos, reduzindo as contrapartidas.

Estrangeiros empataram entre si.

Cereja: os clubes de futebol são dos maiores desempregadores de nacionais. Mas há excelentes.

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