O Dedo Indicador


 

Corte-se na gordura, mas nunca nos lípidos-inter!

 

crato continua a impedir que eu deposite 20 Euro numa conta de solidariedade social.

eurocrato

 

Agradecimentos ao Calimero Sousa.

Será que está tudo consolidado? Quem consegue isto não consegue colocar cá fora os números exactos de DACL por grupo disciplinar?
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Exmo. Sr.(a) Director(a) do(a) Escola

O Despacho Normativo n.º 13-A/2012, no Anexo III,  faz depender o crédito horário a atribuir às escolas do “indicador da eficácia educativa” (EFI),  que resulta da avaliação sumativa interna e externa.

Assim, de acordo com o referido despacho, a ATRIBUIÇÃO DE CRÉDITO HORÁRIO PELA COMPONENTE EFI (EFICÁCIA EDUCATIVA) ‐ ANO LETIVO DE 2011/12 à Unidade Orgânica que dirige é:

Código do Agrupamento Designação Tipologia Aplicação da Tabela 1 (Horas) Aplicação da Tabela 2 (Horas) Aplicação da Tabela 3 (Horas) Crédito atribuído (Horas)
———-

Seguidamente enviamos um texto explicativo do cálculo do “indicador da eficácia educativa”.

Observações:

1. A Tipologia identifica nível de exames realizados na Unidade Orgânica ‐> B ‐ se só realizaram exames de 9º ano; BS ‐ se realizaram exames de 9º ano e de secundário;

S ‐ se só realizaram exames de secundário.

2. Para algumas Unidades Orgânicas não foi possível a aplicação da Tabela 2 por não ter sido exportada para a base de dados da MISI a informação sobre as classificações internas dos seus alunos (assinaladas com “Falta Inf”).

3. Às Unidades Orgânicas que alteraram a tipologia, do ano letivo passado para o ano letivo corrente, não se aplicou a Tabela 3 (assinaladas com “NA”).

 

Critérios de atribuição do crédito horário

Tabela 1

Unidades Orgânicas que realizaram exames de 9º ano e de secundário (Tipologia BS)

Critérios Bas ‐> (i) CE_Bas_n>=3,25; (ii) CE_bas_n>=3,10; (iii) CE_bas_n>=3,00

Critérios Sec ‐> (i) CE_Sec_n>=115 ; (ii) CE_Sec_n>=105; (iii) CE_Sec_n>=100

Têm de ser verificadas, em simultâneo, as condições homólogas para o básico e para o secundário ‐ (i) ⇒ 30h; (ii) ⇒ 20h; (iii) ⇒ 10h

Uma vez que o Despacho Normativo nº 13‐A/2012 de 5 de junho de 2012, só contempla, no que refere à tabela 1, as Unidades Orgânicas que oferecem, em simultâneo, o 3º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, por uma questão de reconhecimento de mérito, é também oferecido crédito horário às UO’s que oferecem o 3º ciclo ou o secundário, mas não ambos.

Unidades Orgânicas que só realizaram exames de 9º ano (Tipologia B)

Utiliza‐se como critério o da evidência estatística de excelência, sendo atribuídas, no que respeita ao secundário, 30 horas às Unidades Orgânicas cuja média nos exames nacionais realizados pelos alunos internos diste, para melhor, mais de 16 unidades de erro padrão da média esperada, 20 horas aquelas cuja média diste mais de 15 unidades e 10 horas aquelas cuja média diste mais de 14 unidades.

Unidades Orgânicas que só realizaram exames de nível secundário (Tipologia S)

Utiliza‐se como critério o da evidência estatística de excelência, sendo atribuídas, no que respeita ao secundário, 30 horas às Unidades Orgânicas cuja média nos exames nacionais realizados pelos alunos internos diste, para melhor, mais de 12 unidades de erro padrão da média esperada, 20 horas aquelas cuja média diste mais de 10 unidades e 10 horas aquelas cuja média diste mais de 7 unidades.

Tabela 2

Para todas as tipologias

Critérios ‐> (i) CIF_Bas_n ‐ CE_Bas_n entre ‐0,1 e +0,1 e CIF_Sec_n ‐ CE_Sec_n entre ‐20 e 20 ⇒ 20h

(ii) CIF_Bas_n ‐ CE_Bas_n entre ‐0,1 e +0,1 ou CIF_Sec_n ‐ CE_Sec_n entre ‐20 e 20 ⇒ 10h

Tabela 3

Unidades Orgânicas que realizaram exames de 9º ano e de secundário (Tipologia BS)

Critérios Bas ‐> (i) UEP_Bas>=5,5 ; (ii) UEP_Bas>=5; (iii) UEP_Bas>=4

Critérios Sec ‐> (i) UEP_Sec>=9 ; (ii) UEP_Sec>=8; (iii) UEP_Sec>=7

(i)_Bas e (i)_Sec ⇒ 30h; (i)_Bas ou (i)_Sec ⇒ 20h; (ii)_Bas e (ii)_Sec ⇒ 20h; (iii)_Bas e (iii)_Sec ⇒ 10h;

Unidades Orgânicas que só realizaram exames de 9º ano (Tipologia B)

Critérios Bas ‐> (i) UEP_Bas>=6 ⇒ 30h ; (ii) UEP_Bas>=5,5 ⇒ 20h; (iii) UEP_Bas>=5 ⇒ 10h

Unidades Orgânicas que só realizaram exames de nível secundário (Tipologia S)

Critérios Sec ‐> (i) UEP_Sec>=12 ⇒ 30h ; (ii) UEP_Sec>=10 ⇒ 20h; (iii) UEP_Sec>=8 ⇒ 10h

Siglas:

CE_Bas_n ‐> média das classificações dos exames nacionais do 9º ano obtida pela totalidade dos alunos internos no ano n (2012)

CE_Bas_n‐1 ‐> idem para o ano n‐1 (2011)

CE_Sec_n ‐> média das classificações dos exames nacionais de secundário obtida pela totalidade dos alunos internos no ano n (2012)

CE_Sec_n‐1 ‐> idem para o ano n‐1 (2011)

CIF_Bas_n ‐> média das classificações internas de 9º ano obtida pela totalidade dos alunos no ano n (2012)

CIF_Sec_n ‐> média das classificações internas de secundário obtida pela totalidade dos alunos no ano n (2012)

UEP ‐> Indicador da melhoria das médias de exame entre o ano n e o ano n‐1, medido em termos de unidades de erro padrão (UEP)¹

UEP_Bas ‐> Valor de UEP para os exames de 9º ano

UEP_Sec ‐> Valor de UEP para os exames de secundário

¹ Utilizou‐se o erro padrão para a diferença de médias. No seu cálculo intervêm o número de provas realizadas na Unidade Orgânica em cada um dos anos letivos de referência e, ainda, a variabilidade que se observou a nível nacional nas notas de cada exame.

Luísa Canto e Castro Loura

Diretora-Geral

Isto foi copiado de um pdf, pelo que não sei bem se deixei os parágrafos no sítio certo.

NOTA EXPLICATIVA
Componente EFI do crédito horária
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Tal como refere o artigo 11.º do Despacho Normativo nº 13‐A/2012 de 5 de junho de 2012, a componente EFI da fórmula de cálculo do crédito horário corresponde a um indicador de eficácia educativa. Toma como valor o máximo de entre os valores obtidos pela Unidade Orgânica em cada uma de três tabelas de referência, tal como identificadas no anexo III ao referido despacho.
A tabela 1 estabelece limiares de mérito absoluto para as Unidades Orgânicas que ministrem em simultâneo o Ensino Básico e o Ensino Secundário, e tem por objetivo reconhecer as que evidenciem bons resultados em ambos os níveis de ensino. Os limiares que constam do Despacho Normativo foram estabelecidos por análise dos resultados dos exames nacionais do9º ano e de secundário do ano letivo de 2010/11.
A tabela 2 tem por objetivo reconhecer o esforço das Unidades Orgânicas que usam critérios de avaliação interna dos seus alunos com nível de exigência idêntico ao que é utilizado nos exames nacionais e que, em simultâneo, apostam em levar o maior número de alunos,possível, a exame. Para tal confrontam‐se as médias das classificações internas de todos os alunos, com as médias das classificações obtidas nos exames pelos alunos que os realizam na qualidade de internos à escola. Também para esta tabela, os limiares que constam do Despacho Normativo foram estabelecidos por análise dos resultados do ano letivo de 2010/11.
A tabela 3, por seu lado, conduz a uma atribuição de crédito horário às Unidades Orgânicas que evidenciem melhorias claras nos resultados dos exames do corrente ano letivo por comparação com os do ano letivo anterior. Os limiares de referência para a melhoria das médias não ficaram estabelecidos à partida por serem claramente dependentes das alterações que se viessem a verificar nas médias nacionais.
Na sua concretização optou‐se por utilizar uma metodologia de comparação de médias e adotar, para cada Unidade Orgânica, um mesmo critério, não em valor absoluto, mas em termos do grau de evidência estatística de melhoria. Mais precisamente, foram tomadas em consideração as principais fontes externas de variabilidade nas médias globais de exame entre Unidades Orgânicas, nomeadamente o número de provas de cada disciplina de exame realizadas pelos seus alunos, as médias nacionais nessas disciplinas e respetivos desvios padrão.
De notar que as médias nacionais nas principais disciplinas de exame foram bastante díspares ‐ História A (114,0) e Português (102,7) tiveram médias relativamente elevadas enquanto Física e Química A (81,0) e Filosofia (84,5)registaram médias bastante mais baixas. É por isso expectável uma melhor média global para uma Unidade Orgânica que tenha, proporcionalmente, um maior número provas realizada snas disciplinas com médias nacionais mais elevadas.
Considere‐se, a título de exemplo, duas escolas onde foram realizadas provas, unicamente, nas quatro disciplinas acima referidas. Identifiquemos as escolas como Escola A e Escola B e admita‐se a seguinte distribuição nas provas realizadas:  A média de referência para cada escola (ou média esperada tendo em conta médias nacionais)calcula‐se usando a proporção de provas de cada exame como pesos. Para a Escola A obtém‐se uma média de referência de 88,4 (5%x114,0+20%x102,7+35%x81,0+40%x84,5) enquanto para a Escola B se obtém 102,0 (40%x114,0+35%x102,7+20%x81,0+5%x84,5. Temos então duas escolas com o mesmo número de provas realizadas mas com resultados expectáveis bastante distintos. O apuramento das médias de referência para cada Unidade Orgânica foi feito tanto com base nos resultados dos exames nacionais de 20121 como nos de 2011, e a variação nas médias de escola foi comparada com a variação nas médias de referência.
Também o número total de alunos é determinante na confirmação de que a melhoria dos resultados não se ficou a dever ao acaso mas sim a um real esforço da escola. Numa escola com poucos alunos, o contributo esporádico de um ou outro aluno mais dotado pode fazer aumentar a média, não significando, obrigatoriamente, uma tendência sistemática, mas o mesmo aumento da média numa escola com largas centenas de alunos já poderá ser reveladora de um trabalho específico nesse sentido. Para reduzir efeitos indesejáveis e tornar o processo mais justo entre escolas o indicador de melhoria utilizado foi a diferença entre a variação nas médias de escola e a variação nas médias de referência (médias esperadas) sendoessa diferença medida em termos de um parâmetro estatístico padronizador 2.
Com a atribuição deste crédito, da parcela EFI, ficam agora as escolas a conhecer a totalidade do crédito horário de que dispõem no próximo ano letivo e que poderão utilizar no âmbito da autonomia que lhes foi estabelecida no Despacho Normativo nº 13‐A/2012 de 5 de junho de2012. Relembra‐se que a parcela T, referida no artigo 11º e definida no Anexo IV do mesmo despacho, é conhecida por cada unidade orgânica pois depende do número de turmas que lhe foram atribuídas. 1 Os dados de exame de 2012 não contemplam ainda as alterações que decorrerem dos processos de reapreciação. (Fonte JNE).2 Utilizou‐se o erro padrão para a diferença de médias. No seu cálculo intervêm o número de provas realizadas na Unidade Orgânica em cada um dos anos letivos de referência e, ainda, a variabilidade que se observou a nível nacional nas notas de cada exame.

É algo de que me vou apercebendo com os dias que passam depois do final das aulas dos 6ºs e 9ºs anos e da primeira parte da reuniões de avaliação, em que são lançadas as notas internas.

Confesso que a introdução dos exames e das novidades alterou pouco as minhas rotinas, mas é verdade que eu já pareço uma daquelas tartarugas dos Galápagos, velha e com um carapaça só permeável a mísseis ar-terra (por causa da gravidade, parece que caem com mais força).

Mas há quem tenha sentido um certo tremor, a nível individual ou de escola, e tenham disparado ainda mais as estratégias defensivas, em especial aquelas que se destinam a defender o interesse do todo sobre o dos indivíduos, neste caso dos alunos.

Ao introduzir, até acho que correctamente, no tal I.E.E (que o MEC chamou EFI, lá saberão porquê) uma fórmula com a diferença entre a classificação externa e a interna, o MEC acabou a, indirectamente, fazer muito bom aluno ficar com notas internas (e por consequência directa da fórmula final, na nota final) mais baixas.

Porquê?

Porque, na dúvida, é bem mais racional que agora muitos professores atribuam menos níveis 4 ou 5 a alunos que lhes não garantam um rendimento equivalente no exame. E é natural. Uma descida global de um nível em exame tem consequências negativas para o colectivo escolar.

E vai daí… um aluno que até teria 5 passa a ter 4 na  classificação interna e mesmo que tenha 5 no exame, fica apenas 4 como nota final. A escola ganha com isso (créditos horários), o professor (indirectamente) também e só o aluno se trama.

Porque com um peso de 25-30% do exame na nota final, se for com 4 fica com 4. Mesmo que durante os dois ou três anos (depende do 2º ou 3º ciclo) tenha sido aluno a justificar o nível 5.

Como sou irremediavelmente parvo, devo acabar a prejudicar a minha escola. Dos 25 alunos que irão a exame (numa turma de 27), 18 irão com nível 4 ou 5, aquele que eu acho que mereceram ao longo de seis períodos de aulas comigo, coisa para cerca de 350 delas, algumas na sala de informática para descomprimir e esquecer trabalhos. Mesmo que desçam um pouco, manterão o nível que acho que merecem. Aqui, os exames não lhes farão mal nenhum, a menos que passem de 5 para 3 ou de 4 para 2 e, nesse caso, merecem levar na cabeça. Mas, se apenas descerem um pouco (vamos imaginar… de média de 93% para um exame com 88%, o que equivale a descer de 5 para 4, ou de 73% para 68%, descida de 4 para 3), a nota final ficará aquela que eu atribui. Mas a verdade é que, se metade deles descer aquele pouquinho, a minha escola será prejudicada no cálculo do indicador coiso.

O exame não fará descer nota nenhuma.

Mas o medo com o tal indicador poderá fazer descer a nota interna de muita gente e, desse modo, distorcer negativamente a avaliação final.

É humano mas, como muita coisa humana, penso estar mal.

Mas vai acontecer. E, como de costume nestas coisas, o bem do colectivo pode fazer-se à custa do prejuízo dos indivíduos. Neste caso, os alunos.

E o império do colectivo não é apanágio nem de esquerda ou direita, ao contrário do que alguns gostam de fazer crer. É apenas fruto do desrespeito pelos indivíduss

School Performance Framework: Technical Guide

Academic Performance Index (API)

The cornerstone of California’s Public Schools Accountability Act of 1999; measures the academic performance and growth of schools on a variety of academic measures.