O Comuna Que Há Em Mim


mas a meio da ponte.

Quais medievos de riste em lança!

 

Fiquei a saber que os alunos de cursos de formação inicial de professores são dos mais pobrezinhos do Ensino Superior e que isso explica que escrevam com erros, tudo de acordo com um “investigador” de quem tenho discordado muito mas a quem dedicava alguma consideração intelectual.

Percebi, por fim, graças a ele, o objectivo das políticas governamentais de proletarização da classe docente.

Da pobreza vieste, para a pobreza caminharás!

(queriam salários líquidos de quase 2000 euros no fim de 40 anos de carreira, ó malandragem? ide lavar escadas como vossas mães ou estivar e varrer ruas como vossos pais e avôs!)

How To Rip Off A Country, Espirito Santo Style

O tio Aníbal já se esqueceu de todas aquelas coisas bacocas sobre boa e má moeda… agora já só usa notas do Monopólio.

13 de Julho:

Passos avisa que contribuintes não podem pagar pelos erros dos bancos

2 de Agosto:

EXP2Ago14

Expresso, de de Agosto de 2014,

Pois é, meu caro André, bem dizia eu que a insurgência já teve melhores dias… é cada tiro, cada melro…

Não existe qualquer capacidade (não vou ser mau ao ponto de dizer que é vontade) de se ser objectivo quando – apesar de uma boa carreira – se almeja algo mais (e pimba, esta foi para devolver a outra picadela) e isso é, no fundo, quase a razão de ser de certos bloggers (que não o andré, mas por vezes quase parece…).

E digo isto porque, se deixei de ter qualquer respeito pelas vocalizações do PM, ainda há no seu “círculo” quem eu preze pela inteligência que sempre aparentou ter…

 

O combate a Sócrates produziu muitos encavalitados de ocasião. Da Educação à Economia, passando pelos escribas nas várias áreas mais friccionantes.

A passagem do tempo, vai revelando quem andou por lá por convicção e quem andou a fazer fretes ou, se o não foi, apenas a mostrar-se bem informado quando o não estaria. e, sim, muitos fomos enganados pela “assertividade” demonstrada em sucessivas análises que, percebe-se agora com escasso esforço, estavam bastante truncadas no seu insight.

Tinham razão no que diziam, mas estavam longe de dizer tudo o que era já então verdade. Acreditando que, como aqueles jogadores compulsivos, os seus ídolos conseguiriam um golpe de asa final que os faria continuar a apresentar-se como modelos de sucesso e não como madofes da periferia? Só que eles já eram multados, lá fora e até cá dentro, por muitas das manigãncias que iam fazendo, mas que praticamente ninguém, incluindo JGF, pareciam interessados em fazer saber com clareza.

José Gomes Ferreira faz hoje um auto-elogio em nome do Jornalismo Económico (assim com maiúsculas) que é algo que ele confunde com opinião sobre a Economia e as Finanças, por causa do caso espírito Santo.

Os problemas com o grupo eram conhecidos, mas pelos vistos apenas no estrangeiro, desde 2011. as necessidades financeiras do grupo e do banco foram sendo ocultadas do “grande público”, só chegando à superfície pequenas ondas da grande agitação.

As culpas pela crise financeira foram sempre atribuídas aos gastos com o Estado Social, ao “peso do Estado”. A “pura ficção” de que JGF falava em 2011 era já extensível aos heróis privados de opinadores económicos como ele, Camilo Lourenço ou Medina Carreira. E a defesa que ele sempre fez do actual Governo, circunscrevendo os males à “despesa pública” e fazendo, acredito que por inépcia, um voo rasante sobre os problemas da dívida privada dos bancos, é muito pouco abonatória da profundidade dos seus conhecimentos sobre o que se passava efectivamente no país, como um todo.

Escreveu mesmo um livro – tal como outros – em que, parasitando o ambiente de crise, fez um retrato parcial da realidade, não abordando o descalabro financeiro da banca privada nacional, esse sector de sucesso a que ele deu sempre espaço, de forma reverencial, nos seus programas televisivos de entrevista a “notáveis”. Falar sobre o chumbo nos testes de stress feitos em meados de 2011? Só de passagem e sempre tudo envolvido em garantias que não era nada de grave.

JGFerreira deveria ter a humildade de admitir que, se não sabia do que se passava, então é porque falhou enquanto “jornalista”, pois estava mais preocupado em ser comentador de sucesso, bem relacionado com os “rich and famous”.

O que eu gostaria mesmo é o que pensará o seu actual colega no Expresso, Pedro Santos Guerreiro, sobre esta forma de auto-branqueamento daquele que ainda é um dos pseudo-gurus mediáticos (com o insuportável Lourenço ou o paradinho no tempo Medina) da análise da situação económica do país, na perspectiva-joné  “os ulricos&salgados é que são os maiores e os portugueses uma cáfila de preguiçosos à cata de prestações sociais logo que ficam, desempregados e viciados no feicebuque e nos bifes do lombo macio”.

 

Lembram-se daquela enorme guerra que nos anos 80 e 90 se centrou na necessidade de garantir aos funcionários públicos a “liberdade” de escolher a instituição bancária onde o Estado lhes deveria depositar o salário?

Como sabemos todos, era uma guerra destinada a assegurar o redireccionamento de boa parte desse dinheiro para as instituições privadas que se desenvolviam em Portugal e que não olhavam a meios e argumentos para demonstrar o “sucesso” da sua gestão.

Após estes anos, o que temos?

Na maior parte dos casos, instituições falidas, quantas vezes a partir de negociatas de dentro, a necessitar que seja a “Caixa” a meter-lhes dinheiro para se safarem, a mesma Caixa que ao longo dos tempo fizeram os possíveis por erodir, sacando-lhes clientes e metendo-lhe administrações altamente partidarizadas para assegurarem os financiamentos “certos” aos negócios “certos”. E, claro, nem é bom falar na imensa tramóia do BPN que muita gente enriqueceu, mas que nada tem a ver com o seu declínio…

Agora, depois de lhe privatizarem as áreas de funcionamento mais lucrativas, como os seguros, também insistem no argumento da privatização, num processo que faz lembrar um BCP ou BES (ou mesmo Banif) às avessas. Ou seja, meter na Caixa os privados que interessam, como naqueles bancos se meteram os emissários políticos certos a partir do poder político público.

O que interessa é, com a malta bem presa pelos mecanismos actuais de funcionamento das finanças privadas quotidianas, colocar os gestores certos onde eles podem gerir o dinheiro alheio, com escasso risco de serem efectivamente responsabilizados por toda a porcaria que façam.

E ter um bento (mas não paulo) na SIBS a pressionar por mais taxas pela utilização de serviços que embaratecem as operações bancárias, ao mesmo tempo que escreve sobre ética nos negócios.

Ide roubar para a estrada que é mais honesto…

O PCP apresentou na Assembleia da República um voto de condenação do golpe de estado consumado na Ucrânia levado a cabo pelos sectores mais retrógrados e revanchistas da oligarquia ucraniana com o apoio dos Estados Unidos da América e da União Europeia e de alerta para o perigo do avanço de forças xenófobas e de cariz fascista e neonazi naquele país.

Faltou o reaccionário, a denúncia, a defesa intransigente da democracia e da Constituição de 1976 1982 1989 1992 1997 2001 2004 2005.

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