O Caos Já Chegou!


Eis dois excertos de testemunhos a partir dos laboratórios de insanidade em que se tornaram as escolas, cortesia de um@ DGAE que continua a insistir no desvario:

(…)

A acrescer a esta barafunda, tenho horários inferiores a 8 horas que estão desde o dia 15 de setembro a aguardar colocação ou orientações sobre o que fazer. Estão dados como válidos pela DGEstE mas não foram processados pela DGAE nas três Reservas de Recrutamento nem podem ser (por enquanto) enviados para Contratação de Escola. O curioso é que nem sequer foram submetidos à RR, sendo que num dos grupos de recrutamento já nem há docentes do quadro por colocar.
Porquê este atraso? Pois não sei e na DGEstE, que os validam, também não sabem dar resposta pois a DGAE não os informa de nada. E às escolas a informação é a mesma.
***
(…)
A última da DGAE é andar a contactar os diretores das escolas que fizeram tudo direitinho (sim, aqueles que obedeceram às ordens e colocaram na BCE ofertas para todos os grupos de recrutamento que exisitam na escola) e intimá-los a colocar também ofertas para os restantes grupos de recrutamento, mesmo sabendo que será impossível abrir vagas para esses grupos… No nosso caso, tivemos que abrir potenciais “vagas” para Latim/Grego ou Ciências Agropecuárias… Perante a incredulidade do Diretor e de toda a Direção, que se estava a aperceber do conteúdo da conversa, a senhora, do outro lado insistia, que sim, que o Diretor tinha de obedecer à ordem de criar ofertas para esses grupos porque… (risota!) podia haver um aluno a pedir transferência para a nossa escola que precisasse de um professor daqueles grupos de recrutamento!

Esta gente não sabe que as turmas são homologadas superiormente, que as escolas já sabem os cursos/disciplinas que vão ter até ao final do ano e que se um aluno se pretende transferir para uma determinada escola que não tem, por exemplo, uma determinada disciplina a solução é escolher outra escola ou outra disciplina…

A gente precisa é de professores nas escolas e não de mais confusão e sobrecarga na já de si inoperante plataforma da DGAE. E os colegas que, mesmo assim, concorrem a muitas ofertas virtuais (que podem ou não concretizar-se ao longo do ano letivo), não precisam de mais “tralha” na plataforma.

 

Comunicado: COMUNICADO APAGARDUNHA XISTO.

Recolha do Livresco:

Pais indignados com revogação de colocações de professores

«Não basta vir pedir de novo “desculpem”. Já chega!», diz a associação de pais CNIPE. Já o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados mostrou a sua disponibilidade para prestar apoio jurídico aos docentes que tenham ficado sem colocação, após a divulgação das novas listas.

Crato «não tem condições para continuar como ministro»

Comentário de Constança Cunha e Sá na TVI24 sobre o concurso de professores anulado, que provoca confusão nas escolas.

Pais e sindicatos dizem que, tal como no ano lectivo passado, muitos profissionais ainda não foram colocados.

Reina a “total confusão” na educação e há “pânico” entre os professores

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930 alunos sem aulas de Música

Falta colocar 48 professores na Escola de Música do Conservatório Nacional. ‘Acordai’ e Hino de Portugal tocados por orquestra de 50 estudantes.

Vou divulgar o que uma colega me enviou, embora eu não queira acreditar – a sério que não – que as coisas tenham atingido este desvario e que as preferências dos professores tenham passado a ser completamente ignoradas.

Já leu com atenção o ponto 11 da circular de dia 12? Refere a citada que os docentes serão colocados por ordem do pedido de horário pelas escolas e ao minuto.

Deve um docente em mobilidade interna aceitar este sorteio de colocação completamente arbitrário, quando existem procedimentos legais e administrativos claramente definidos para o efeito? Decide agora o MEC sortear colocações a lá “fatura da sorte” e brincar com a vida das pessoas desta maneira e nós vamos calar? Como posso divulgar esta anormalidade? Se puder ajudar-nos, agradeço.

(…)

Esta situação está definida no ponto 11 da circular nº B14024576Q de dia 12 que diz que: “Este procedimento deixa de ter uma periodicidade estabelecida, passando-se a atribuir os horários disponíveis por ordem do pedido efetuado pela escola, sendo a colocação feita automaticamente ao minuto.” Ou seja, o MEC demite-se da situação, passando os docentes em Mobilidade Interna e todos os contratados na Reserva de Recrutamento a ser colocados com base no fator sorte, calha-lhe a escola que pedir o horário na altura em que chega a vez do docente na lista! Por exemplo eu concorri a quase dois terços do país, posso calhar em Vinhais, a 300 km da minha residência, ou em Santa Maria da Feira a 10!

É completamente aleatório, estou dependente da escola que pedir horário naquele momento. O que se fazia no ano passado era juntar horários semanalmente e pedir os docentes pela ordem da graduação.

Mais grave ainda o facto de esta primeira Reserva de Recrutamento incluir imensos horários que de acordo com este método vão ser sorteados e não atribuídos de acordo com a nossa graduação profissional como manda a lei. Isto a efetivar-se é completamente surreal: oferta pública de emprego por sorteio!

Sorteio

Descarreguei as imagens, just in case

Alguém desiste do concurso e sai-lhe o jackpot

BCE Normalidade

Ao que parece, regredimos a tempos pré-históricos, mas com aparência tecnológica.

Se o processo das rescisões foi mesmo kafkiano, este é da mais absoluta incompetência técnica, fazendo recordar (para pior) aquela célebre ida de Maria do Carmo Seabra a um Prós & Contras garantir que tudo decorria normalmente, ao mesmo tempo que a aplicação informática para fazer a colocação de professores entrava em total colapso. Foi há pouco mais de 10 anos, mas parece que foi ontem.

E resta saber como é possível fazer uma lista ordenada, sem a devida verificação dos dados inseridos pelos candidatos…

Israel, Gaza, Ucrânia, Rússia…

As palavras, que andam por aí a rolar em grandes quantidades, deveriam conter-se, com pudor, perante o que se passa.

 

Liberdade de escolha? Ou tudo depende de Iavé?

 

São todos legítimos…

Já se me apagarem os testes e matrizes e essas coisas, muit’agradecido, desde que deixem atestado a comprovar que não fui eu.

Contactos pessoais de todos os procuradores estão na Net e piratas informáticos entraram no sistema do MP

Telemóveis e e-mails pessoais de quase dois mil magistrados estão acessíveis na Internet. Hackers conseguiram ainda as palavras-chave dos procuradores para aceder ao Sistema de Informação.

,.. por acção de bloqueio consciente dos putos tóxicos de lá, aqueles que inspiram os nosso pseudo-liberais, apenas porque não aceitam que exista um serviço universal de saúde.

Financial aid continues despite Education Dept. shutdown

Federal financial aid is one of the few things spared as the government screeches to a halt. Public universities and school districts, however, might not be so lucky.

… é usarem como pretexto todo e qualquer embaraço constitucional para empurrarem o país para uma situação similar à dos EUA. O ódio dos engomadinhos de lá aos serviços públicos, incluindo os de Saúde a prestar aos estratos mais desfavorecidos da população, leva-os a radicalizar uma situação que conduz ao desejado (para eles) despedimento de centenas de milhar de funcionários federais.

Por cá, fariam o mesmo desde que depois pudessem ir sacar a sua fatia para dar às negociatas dos amigos.

É bom que se perceba que a conversa em torno do segundo resgate tem, em grande parte, como objectivo achar um pretexto para fazerem o que ainda não conseguiram.

… a chantagem que os tipos da festa do chá fazem só para evitar que exista um sistema de saúde de âmbito nacional na terra que é suposto ser da liberdade.

Senate Rejects House Spending Measure as Shutdown Looms

GOP Weighs Next Steps as Obama Urges Republicans to Stop Trying to Attach ‘Ideological’

 

Obama Criticizes G.O.P. as Senate Rejects House’s Terms on Budget

A greve e o profissionalismo dos professores

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Nuno Crato elogiou o profissionalismo dos professores que permitiram que 60% dos alunos do ensino público – e a totalidade dos estudantes do privado – tivessem realizado o seu exame de Português, hoje, 17 de Junho.

Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.

Na minha Escola foi assim:

Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.

Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.

Coadjuvantes: 100% em greve.

Suplentes: Evidentemente, nem pensar.

Professores do ENES: 100% em greve.

Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM… mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.

Traíram a classe:

– professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;

– professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;

– professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;

– professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;

– professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;

– professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;

– professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier…

Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.

Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.

José Neto

Sendo eu professor da Escola Sá de Miranda, importa fazer um relato daquilo que se passou durante a manhã de hoje, especialmente por três razões: para memória futura; para contrariar alguns badamecos que tudo farão para criar uma “realidade” alternativa que em nada se parece com o que aconteceu; numa tentativa de defender os alunos que foram, sem exceção, prejudicados pela incapacidade e intransigência do Ministério da Educação.

Para início, dos cerca de 300 professores convocados para hoje, apenas cerca de 20 apresentaram-se. A adesão à greve foi superior a 90%, e das 22 salas em que o exame deveria ter sido realizado, decorreu em 7. O Ministro pode dizer que 70% dos alunos realizaram o exame, mas em que condições? E passo aqui a relatar as condições em que os cerca de 120 alunos que realizaram o exame no Sá de Miranda o fizeram. E ressalvo que só falo de situações que vi ou que se comprovam com o relato de vários alunos.

– o toque para o início do exame deu-se às 9h37. Isto não quer dizer que os alunos tenham começado a fazer a prova neste momento, porque alguns professores vigilantes (quase todos do 1º, 2º e 3º ciclo) atrapalharam-se com as versões e, pelo menos numa sala, os exames foram distribuídos 4 vezes;
– os professores da escola reuniram-se no Auditório e, por volta das 10h, um dos colegas que vinha de fora da escola disse-nos que um grupo de alunos (depois verifiquei que seriam cerca de 50) tinham saltado as grades e circulavam pelos corredores das salas onde o exame estava a ser realizado. Logo de seguida, fomos informados (ainda no Auditório) que a PSP tinha sido chamada e estava a circular na escola. Posteriormente os alunos afirmaram (alguns para as câmaras de televisão) que entraram nas salas, incitando os colegas a sair, enquanto os vigilantes fechavam as portas e diziam aos examinandos para continuar o exame. Cantava-se nos corredores a “Grândola, Vila Morena” e pontapeavam-se portas fechadas;
– a PSP demorou cerca de uma hora a conseguir que os alunos que circulavam na escola saíssem. Mesmo assim os alunos pararam nas escadas de acesso para cantar o Hino Nacional;
– apesar dos alunos terem começado o exame com vários minutos de atraso, quando se ouviu o toque do fim das duas horas, já os primeiros examinandos estavam no portão da escola, o que significa que os vigilantes não respeitaram a indicação de fazer todos os alunos esperarem pelo toque para abandonar a sala;
– um grande número de alunos afirmava ter ouvido telemóveis a tocar durante o exame, enquanto outros garantiram que os alunos que estavam a fazer exame comunicaram, sem problemas, o conteúdo do exame para quem estava de fora.
Foi nestas condições que os alunos fizeram o exame. Não sei se terá sido assim para os 70% do Crato, mas, se foi, que grande exame!!!

Há que assinalar também que foi a primeira vez em muitos anos (estou nesta escola desde 2000) que a inspeção não marcou presença no 1º dia de exames. Vá-se lá saber porquê.

Colegas, partilhem, por favor. Estas situações não podem ser branqueadas e não é possível que o Ministério sequer tente falar em “normalidade”.

Alexandre Mano

(texto enviado pelo autor que o divulgou via fbook)

… é aquele que permite a nomeação, em tempos de Barroso, para empresas públicas, de gestores liberais e críticos do peso do Estado na economia, mas que lá permanecem em tempos do engenheiro fazendo tropelias financeiras descontroladas com o dinheiro público e são ainda recompensados com nomeações para o desgoverno do Pedro & Miguel, agora sem Miguel.

Qualquer anúncio público de processo judicial a tais ex-gestores é puro fogo de artifício, pois seria o mesmo que um par de miúdos começarem a bater em si mesmos por terem andado a brincar com os doces da tia balzaquiana.

E depois aparecem os tipos das tretas do costume, enquanto o governo se entretém em discussões intestinas, incapaz de meter na ordem aquele que alguém que andou lá por dentro designou como psicopata social, que de novo quer tirar aos pobres e remediados tudo o que possa para encobrir os desmandos dos antigos colegas.

E pelo que se percebe há quem se cale em relação a isso, incluindo o nosso MEC.

Tem dado na TVI24:

Cyprus in last-ditch bid to agree bailout – live

Live• Eurogroup meeting in Brussels delayed
Insiders: Troika wants up to 25% levy on Bank of Cyprus savers with over €100,000
Cyprus ATMs cut withdrawal limit, blog readers say
Saturday’s deadlock
Archbishop of Cyprus to appeal to Russian businessmen

Cyprus: panic as savings levy is imposed

Cypriots rush to ATMs before savings are docked as part of a bailout deal agreed in Brussels.

Why Cyprus’s rescue matters to us

The Cyprus Bank Bailout Could Be A Disastrous Precedent: They’re Reneging On Government Deposit Insurance

Cyprus: ten huge consequences of the bailout of a small country

ECONOMIST: The Cyprus Bailout Is An ‘Unfair’ Short-Sighted Failure, And Makes No Strategic Sense

Selecção a partir de um conjunto de referências recolhidas pelo Livresco.

Porque entre nós a guerra civil está camuflada.

PIB2013

A fonte é o The Economist, não é o Avante.

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