O Borges


 

Coitados dos alunos pins a que(m) regressa!

 

A sério… sem o Relvas, precisamos de um outro qualquer sobredotado para dizer disparates e outras coisas avulsas.

Não é que exista falta deles, mas este merece uma especial estima, pois tem carimbo de passagem pelos states, portanto é um sobredotado muito qualificado.

A dose de Sofia Galvão no fim de semana não chegou para matar saudades de um dos mais emblemáticos representantes, tea party nacional.

Não vale a pena mandarem o Pedro Reis ou o Catroga. Não é a mesma coisa e falta-lhes aquela loirice natural do António.

O consultor do Governo António Borges considera o corte de quatro mil milhões nas funções do Estado uma “questão acessória” e diz, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, este sábado. Borges defende que é preciso fazer reformas de fundo.

O problema já nem é o conteúdo, a mensagem, é a seçção de enfartamento cada vez que esta boca debita vacuidade e fórmulas vagas que se podem encontrar em qualquer mau artigo de opinião de um economista de terceira linha, que faz fretes para manter o estipêndio, aparecendo a dizer umas coisas para enquadrar a ofensiva política do Governo.

Porque será, por exemplo, que se fale em austeridade e necessidade de poupanças se o PM aparece a dizer que, daqui até 2020, vão entrar em Portugal anualmente os tais 4 mil milhões de euros que se diz ser essencial cortar?

Como é mais do que óbvio, a questão não está propriamente em economizar mas em redireccionar os fluxos financeiros para os bolsos que agora se acham ser os mais adequados… aqueles que colocaram os seus homens a enquadrar este governo, a assessorá-lo, a dar-lhe consultas, a indicar-lhes o caminho.

O que está em causa não é emagrecer o Estado, é engordar os comilões do costume, que nos últimos anos viram a crise diminuir-lhes as ubérrimas receitas de outrora.

… não faz estas coisas por falta de informação. É por falta de outra coisa.

Não lhe chamaria ignorante…  porque manipular a representação estatística da realidade é outra coisa.

António Borges, o consultor do Governo para as privatizações, inflacionou brutalmente o peso real dos salários dos funcionários públicos. Disse que o peso desta despesa no total seria de 80%, quando na verdade é de apenas 20%. Em termos absolutos, o economista está a cometer um exagero superior a 200% relativamente à realidade oficial.

Quantas empresas ou postos de trabalho criou este senhor doutor da melena ruça?

Porque devemos pagar o seu salário acumulado, pois o estatuto excêntrico lhe permite o que a outros é vedado?

Quando é que acabamos com este liberais encostados aos dinheiros do Estado?

Sei que é mais um post sobre o mesmo, mas o grómito ainda não saiu por completo.

… de braço de dado com o Relvas deve ser o avançado mental Borges. Até porque nos anda a sair mais caro.

É que pior do que o que disse (é a opinião dele) e a quem se dirigiu ou deixou de dirigir, foi o ar de arrogante condescendência com que o fez.

A sério… por que porcaria de razão temos de aturar este senhor? Só porque o PM é ignorante em Economia & Finanças e os seus assessores-mirins na área acham o máximo a alguém que trabalhou numa empresa que se veio a saber que enganava valentemente muitos daqueles que nela confiavam?

Por que no te piras, ó Borges?

  • 2711:

Alguém viu por ai Relvas, Passos ou Paulo Portas?

  • Bilioso Incondescendente:

A RTP e o fim do Estado de direito

  • Estado Sentido:

Descubra as diferenças

  • Nem Tudo Freud Explica:

O futuro da RTP, ou uma espécie de Parceria Público-Privada «alla António Borges»

  • Os Comediantes:

Parciais e desonestos

  • O Divã de Maquiavel:

[1392] Privatizar não é ilegalizar

  • PortadaLoja:

Uma televisão pública em guerra aberta contra o Governo.

  • Res Civitas:

o décimo segundo ministro

Recolha, para todos os gostos, do Livresco:

  • 4R – Quarta República:

O biombo e o que está por trás

  • Bloguítica:

Um ministro sombra que gosta pouco de sombra [1]

  • Forte Apache:

Ainda a RTP

  • O Acordo Ortopédico:

Venha a BBC e o Fernando Pessa!

  • O Gato Maltês;

Políticos, ministros, um assessor e o exemplo britânico

  • O Linguado:

Serviço púbico

  • Que o Silêncio dos Justos…:

RTP: Na rota do corsário António Borges

  • Vai e Vem:

O consultor António Borges e a sua equipa precisam de estudar um pouco mais que é para isso que lhes pagamos.

Para recordar o que foi dito:

Não são os funcionários públicos, as despesas com prestações sociais?
Há, de facto, uma reforma profunda da Administração Pública a fazer. Vivemos ainda com um sistema que vem do Dr. Salazar. O número de funcionários públicos vai diminuir porque as pessoas se vão reformando. O problema não é esse, é como trazemos para a Administração pública a gente melhor do país, e como pomos os serviços a funcionar com outra competência.

Mas com diminuição de salários?
Mas a diminuição de salários não é uma política, é uma urgência, uma emergência, não pode ser de maneira nenhuma uma perspectiva de futuro. Mas aquilo que se fez em Portugal nos últimos anos, foi um crescimento completamente disparatado dos salários, que não podíamos pagar e agora temos a necessária correcção.

A moderação salarial é o caminho para ganharmos competitividade?
Neste momento, não lhe podemos escapar e é uma ajuda fundamental para o país. Por exemplo, em Espanha, mesmo com 25% de desemprego, os salários continuam a subir, e portanto o desemprego vai continuar a aumentar.

António Borges, como muitos outros, é profundamente ignorante na disciplina (para eles menor) de História pois consegue ligar nas mesmas declarações que o sistema da administração pública é basicamente o dos tempos de Salazar e que os salários cresceram de forma disparatada. António Borges poderá saber de muita coisa, mas em História e Política é de uma ignorância que confrange.

Mas ele até terá a sua razão… num mundo em que o crescimento disparatado dos saláriose não se lhe aplica ou àqueles que sente como seus:

António Borges é especialista em frases infelizes Em 2004, numa entrevista ao Expresso foram várias de rajada. Uma delas relacionada com a sua mais recente “boutade”  de que “diminuir salários não é uma política é uma urgência”, que mereceu críticas do PCP ao CDS. Vale a pena recordar.   

Perguntava-lhe a jornalista da revista Ùnica do Expresso sobre os salários dos políticos. Borges respondia:  “a política tem de permitir aos políticos ter uma vida razoável. Não consigo perceber como é que alguém com o estatuto de um secretário de Estado consegue viver com os ordenados que eles vivem“.

Vou tentar ser claro: foram e são pessoas como António Borges que não fazem falta ao país e poderiam continuar o seu trajecto profissional, apresentado como de sucesso, lá fora.

Mas como certos diplomas e currículos, desde que tenham um toque amaricano, parecem cegar os a saloiada nacional que chega ao poder…

Basta ver o actual sucesso de alguma petizada liberal, criada em aviários universitários estrangeiros com o dinheiro dos papás e mamãs.