O Acordo


 

Três…

 

que os sindicatos setraiquebecam. Diz que são da coreia do norte… e mais.

Iniciativa da Ana Mendes da Silva:

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Ex.mo Senhor Ministro da Educação e Ciência

No âmbito da implementação do AO, os …………… da Escola Secundária ………….. abaixo assinados, vêm por este meio chamar a atenção de V. Exa para os seguintes pontos:

  1. 1.   Neste momento, coexistem em Portugal três grafias: a pré AO1990 (cf. Manual de Português de 10ª ano, Plural, da Raiz Editores), a do AO1990 e uma a que chamaremos “mista” em que se utilizam concomitante e indistintamente as duas grafias referidas anteriormente, de acordo com “critérios” próprios (por exemplo, o jornal Correio da Manhã que, utilizando o AO desde 1 de Janeiro de 2013, continua a grafar “pára”);
  2. 2.   O facto de Angola, Moçambique e agora o Brasil não terem implementado o AO1990, situação que deixa os utilizadores do Português de Portugal praticamente isolados no contexto da CPLP;
  3. 3.    A multiplicação de testemunhos que dão conta da grave perturbação a nível da escrita e da compreensão e análise de textos redigidos com o AO 1990 (exemplos: para/pára; tomamos/tomámos):
  4. 4.   A multiplicação de tomadas de posição a rejeitar a utilização do AO1990 (CCB, SPA, entre muitos outros).

Tendo em conta o acima exposto, e por forma a NÃO prejudicar o superior interesse dos alunos nem fazer deles cobaias em experimentações de duvidoso valor científico e pedagógico, vimos requerer a suspensão da entrada obrigatória do AO nos exames nacionais  no ano lectivo de 2014/15.

Escola/Agrupamento………….,… de ………… de 2013

Gratos pela atenção dispensada, os ……………..:

Nome                                                                                              BI/CC

Caríssimos,

Mais informações!

Vem a propósito das “miragens” de “internacionalização da língua portuguesa”, o concreto e real testemunho apresentado nesse texto que saiu no “Público” hoje, 28/10/2012, com o título: “O Acordo Ortográfico e a tradução para português”, de Paula Blank, já publicado na ILC:

http://ilcao.cedilha.net/?p=7949#comments

Aproveito para  mandar também um artigo (muito bom!) do “Jornal de Angola”, já posto na ILC:
Não resisto a copiar o meu comentário a este texto, que também já figura na ILC:
 Excelente texto este do “Jornal de Angola”! A atestar que o português euro-afro-asiático está amplamente consolidado e de perfeita saúde. E com aquelas “bassulas” a testemunhar da sua capacidade de acolher a diversidade regional que só o enriquece.

Este texto mostra também que não foram em vão as iniciativas e posições assumidas pelo PEN Clube Português e pelo PEN Internacional. Porque é o respeito pelo direito dos povos à sua língua que este AO90 viola, o que não se coaduna com a defesa dos direitos humanos apregoada pela CPLP.Resta saber por quanto tempo ainda vai o nosso MEC continuar a impor o AO90 nas nossas escolas, visivelmente ao arrepio da lógica mais elementar!…

Este outro artigo, do mesmo jornal, prova também que as iniciativas do PEN Clube Português não caíram em saco roto!
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Abraço,
  Maria José

Professor apresenta queixa para desvincular Portugal do Acordo Ortográfico

O professor da Faculdade de Direito de Lisboa, Ivo Miguel Barroso, defende que a Assembleia da República deve aprovar uma norma que desvincule o Estado português do Acordo Ortográfico (AO) em vigor.

  • Não tendo o governo angolano adoptado ainda o dito Acordo como lei inabalável, o que se vai passar com a documentação de boa parte da banca privada a operar em Portugal?
  • Tendo sido parte significativa do nosso sector energético (assim como uma parcela interessante das frutarias da grande Lisboa) nacionalizada pela República Popular da China, não será prudente incluir o mandarim na oferta curricular do Ensino Básico?

letivo
setembro
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Começou o desvario! Até de olhar dói, quanto mais escrever! Aqui no blogue continuarei anacrónico. Na escola, sou obrigado a cumprir o coiso. Parece que não posso invocar o estatuto de objector de consciência.

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: O que muda?

Ou de ésteres. Tanto faz!

Governo e ensino particular chegaram a acordo

O Governo e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) chegaram esta quarta-feira a um acordo em relação às regras de financiamento dos contratos de associação e a uma redução gradual do número de turmas abrangidas.

Não me apetece escrever muito sobre um assunto que já fez escorrer muitas palavras. O essencial já está percebido, apenas restando o que em confidência ficou entre os acordantes e que de quando em vez é aflorado pelo lado da Fenprof, enquanto os restantes sindicatos signatários assobiam para o lado, tentando que nos esqueçamos do que fizeram e que seja aquela a fica com todo o odioso da estórinha.

Se bem que é verdade que durante meses houve quem cavalgasse o acordo como se fosse corcel alazão a caminhos de algum lado que não descortinávamos. E dando a cara alegremente por ele e cobrando créditos pelas conquistas.

O fim da divisão na carreira foi o grande trunfo simbólico, mesmo se a carreira ficou num estado de espartilho ainda maior. Logo se viu ser falso que todos pudessem chegar ao toipo da carreira.

Mas alguns representantes, em busca da glória efémera do momento, aceitaram esse chavão, enganador, que depois foi usado contra os professores como sendo causadores de parte importante da derrapagem orçamental.

O que foi bem claro é que no dia 7 o acordo estava pré-definido e até hoje não sabemos exactamente porquê, embora se adivinhe nas entrelinhas do que (não) é dito, nem sequer nas actas negociais, onde nada está prometido para além do que ficou escrito no novo ECD e no reciclado modelo de ADD.

Logo no rescaldo daquela madrugada, para além de quem recusou liminarmente o que fora assinado, houve quem avisasse que o acordo era curto, tecnicamente mau para o futuro e politicamente um achado para o Governo.

Com o passar do tempo e o acumular de reuniões preferenciais entre o SE Ventura e o representante Nogueira percebeu-se cada vez mais que o par do pasodoble tinha almejado mais do que o engenheiro e o homem das Finanças alguma vezes pensaram permitir-lhes.

Tudo o que foi prometido como eventual contrapartida da pacificação das escolas – e nesse particular foi muito eficaz o acordo e a postura até foi bem mais activa por parte de alguns sindicatos – não se concretizou e algumas coisas eu ouvi de viva voz em local público, embora a escassa assistência.

Ao fim do primeiro trimestre o impasse era mais do que óbvio e em Abril tivemos a concretização da contabilização da avaliação na graduação profissional para o concurso dos contratados.

De lá para cá foi um contínuo de más notícias, com tudo a ser justificado com a crise, o défice, a conjuntura e po interesse nacional.

Os representantes signatários demoraram imenso a desacordar.

Em boa verdade, por eles o acordo ficava – mal – como foi assinado. Já isso era uma conquista. Ainda o repetem. Que o acordo foi bom naquele momento. O acordo nunca foi bom. Foi apenas aquilo que os parceiros preferenciais acharam ser o truque necessário para ganharem crédito, uns no âmbito do Governo e outros junto dos representados.

Estavam enganados e o acordo oculto de cavalheiros foi uma ilusão.

Ou melhor, uma enorme desilusão.

Tentar, um ano depois, ainda insistir na bondade de algo que logo à vista se mostrou um equívoco é próprio de quem é incapaz de emendar a mão.

E é isso que faz muitos representados (e outsiders) recear actualmente, quando se volta a insistir numa retórica guerreira que já por duas vezes cedeu a uma errada real politik de bastidores.

Nada nos garante que tenham percebido que erraram, pois recusam-se a admiti-lo, apenas arranjando desculpas, cada qual mais esfarrapada do que a outra.

Querem-nos de novo prontos para o combate, para a famigerada luta?

Quem nos garante que já não andam a escolher a empresa de pizzas ao domicílio para uma nova ronda negocial satisfatória como não se via há muito, deixando a infantaria desorientada no terreno, com ordens para depor as armas, domesticando a contestação?

Há anos que não havia uma negociação tão promissora, disse alguém.

Benzósdeus… que deviam estar numa sala de aula, numa escola, para saberem…

Ao contrário do que disseram e dizem, mesmo na altura não foi um bom acordo, foi um acordo apressado e pressionado por uma agenda que não a dos alegados representados.

Acordar ou não Acordar… eis a questão do momento – Parte III

Se é verdade que as nossas opções ficam sempre no campo da responsabilidade individual, não é menos verdade que um sindicato que representa entre 50-70% da nossa classe docente tem o dever de representar em primeiro plano os interesses dos seus associados.

Nunca, em caso algum, um Sindicato deve colocar em primeiro lugar os seus próprios interesses e, muito menos, interesses ou agendas político-partidárias.

– E a representação dos seus associados obriga a que um Sindicato indique caminhos, aponte soluções e encontre as formas de luta que possam levar a alcançar o objectivo de acabar, definitivamente, com este simulacro de avaliação.

Porque, apesar de infelizmente não admitirem abertamente, algumas corporações sindicais – em especial a FENPROF – têm a perfeita noção de que, por si só, não têm a capacidade de iniciar uma nova onda, um novo movimento amplo de contestação: eles sabem que esse movimento apenas nascerá, tal como os anteriores, à partir de um conjunto de reacções que passam sempre pelo efectivo reconhecimento por parte dos professores de que as coisas estão/continuam mal; por um entendimento generalizado do que verdadeiramente se vai passando nas nossas escolas em termos de constrangimentos, dificuldades de operacionalização e, principalmente, do sentimento de revolta que, estou convencido, voltará a surgir brevemente.

Mas o meu receio é exactamente esse: não conseguir vislumbrar o quão brevemente. Porque já sabemos que o próprio Acordo assinado abre a porta para que, no fim deste ciclo de avaliação, seja revisto o modelo. Mas o problema é que até ao fim do ciclo avaliativo poderá ser já muito tarde, colegas! Receio que as conflitualidades produzidas com a aplicação deste modelo na sua íntegra – neste ciclo de avaliação – poderão ser devastadoras para um clima que se pretende de paz nas relações pessoais entre profissionais que vivem necessariamente e diariamente, uma lógica de trabalho de grupo, de interacção, de reuniões e de projectos, em que o relacionamento e o espírito de grupo são, assim, fundamentais.

O problema é que estamos perante um modelo de avaliação em que está subjacente algo completamente perverso: a competição entre colegas que nunca se viram como adversários.

– Pior: trata-se de uma competição que está viciada logo à partida, pois as leis que a regem permitem que alguns dos “árbitros” do jogo… sejam os próprios “jogadores”!

E eu acho que não devemos aceitar isso!

E vocês, colegas? Acham que devem?

Maurício Brito

(Continua…)

Acordar ou não Acordar… eis a questão do momento – Parte II

Para começar, perdoem-me o trocadilho do título mas não resisti em começar de uma forma mesmo nada original e um tanto ao quanto estrambótica – como é meu apanágio – e assim estrear o ano novo dentro da “normalidade”.

Lembrar-se-ão alguns dos masoquistas colegas que teimam em ler, sofrer e amargar com os paradoxais textos que escrevo, que em finais de Janeiro de 2010 eu tentava dar a minha opinião sobre o badalado Acordo assinado entre alguns Sindicatos e Ministério da Educação, através deste post aqui colocado pelo Paulo  – https://educar.wordpress.com/2010/01/21/opinioes-mauricio-pereira-vde-brito/ – onde eu explicava a minha concordância com a assinatura do Acordo naquele momento.

Como fiz questão de referir, considerei o famoso Acordo um Mau Acordo, mas defendi-o na altura por acreditar que existia uma estratégia dos Sindicatos de, digamos, jogar a bola para a frente, esperando que os professores acordassem novamente num momento mais propício. Porque, na minha opinião, houve um adormecimento da nossa classe já antes do Acordo – fruto, muito provavelmente, de diversos factores: o cansaço mais que compreensível de uma luta desgastante no tempo; a esperança de que com o novo quadro político da altura alguma coisa mudasse; e a desilusão de muitos pelo facto de outros colegas terem optado no ciclo avaliativo anterior por, digamos, “entregar as armas”.

Essa minha defesa da assinatura do Acordo foi também baseada no pleno convencimento de que certas questões não acordadas oficialmente teriam sido condições imperativas para a assinatura do dito. Que a estratégia na altura teria passado por aguardar por dias mais conturbados e por conseguir “prender” o ME a determinadas reivindicações antigas e essenciais, que, não podendo ser referidas na altura para que o Governo não saísse do Acordo como um claro perdedor, estariam completamente garantidas. E havia uma condição essencial, que sempre defendi aqui neste espaço, para a assinatura de qualquer Acordo: que nenhum colega ficasse prejudicado no ciclo avaliativo anterior.

No entanto, o que confirmamos mais tarde através de declarações na comunicação social de representantes sindicais e da leitura das famosas actas, foi que em troca de promessas e pouco mais, o Acordo acabou por ser verdadeiramente péssimo para nós. E, o que foi pior para mim, que depositei uma boa dose de confiança nos Sindicatos, foi constatar nos tempos que se seguiram que o famigerado Acordo não foi assim tão mau para a FENPROF – que readquiriu o seu papel de representante principal nas mesas de negociação e intervinha nos média sempre a vangloriar-se de ter alcançado um Bom Acordo, onde as principais preocupações dos Sindicatos em relação aos professores tinham sido salvaguardadas. Mas reparem:

– Foi assinado um Acordo que validou os resultados do anterior ciclo de avaliação; que permitiu manter praticamente todos os efeitos perversos de um modelo inconsequente e não meritocrático; que legalizou uma nova estrutura da carreira docente legitimando reposicionamentos que roçaram o completo absurdo; que permitiu à FENPROF assumir o seu papel de destaque como parceiro nas negociações; e que permitiu a Isabel Alçada e José Sócrates ficarem com os louros da conquista da paz com os professores.

Não quero ser muito exaustivo na análise, mas a minha opinião é a de que pudemos observar, após a assinatura do famoso Acordo, a uma estranha tentativa de “anestesiar” toda a classe docente:

– Tornara-se então, aparentemente, importante para TODOS os intervenientes verificar se os professores aceitariam as coisas como foram acordadas.

E o que eu pretendo com este texto é dizer, de forma clara e inequívoca, que eu não aceito!

E vocês, colegas? Aceitam?

Maurício Brito

(Continua…)

Desculpem destoar, mas é algo que acho desde sempre… mesmo quando fiquei na expectativa de algo mais… afinal, o acordo era mesmo só aquilo. Muito pouco e que serviu para nada, do ponto de vista da esmagadora maioria dos docentes. Quem progrediu em 2010 foi graças ao regime intercalar e o novo modelo de carreira – que substituiu uma estratificação em dois níveis com um critério de acesso por uma pirâmide com diversos degraus, com critérios dependentes em muito dos humores da equipa das Finanças – apenas serviu para criar aquela imensa confusão entre os escalões 245 e 299.

Frases a propósito das tréguas celebradas há um ano

“Considerei urgente devolver a serenidade às escolas para que todos se possam melhor concentrar no que é essencial: a aprendizagem dos alunos.”

Isabel Alçada, ministra da Educação, 8 de Janeiro 2010

“Tive sempre a convicção profunda de que era possível chegar a uma solução em que os professores se revissem.” Idem

“Toda a gente no país que tem a ver com educação sentia que não era possível manter por mais tempo este clima, que era necessário virar a página e olhar em frente (…)”

Alexandre Ventura, secretário de Estado da Educação, 8 de Janeiro 2010

“Já tinhamos saudades de uma boa negociação. Há quatro anos e meio que não sabíamos o que era isso.”

Mário Nogueira, líder da Fenprof, 8 de Janeiro 2010

“Percebemos que já não havia margem de manobra para mais. E os aspectos positivos pesavam mais do que os negativos. Não ficávamos bem com a nossa consciência, tendo a possibilidade de servir os interesses de milhares e milhares de professores, de não aproveitar esta oportunidade.”

Idem

“O nosso objectivo, no dia 8, era chegar a um acordo e fazer tudo por isso. Mas tinha que ser um acordo que permitisse aos professores passar para uma situação melhor.”

João Dias da Silva, líder da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação, 8 de Janeiro 2010

“Durante o primeiro semestre de 2010, a estratégia do ministério e dos sindicatos foi a de acalmar as escolas com a promessa de que seria possível algo mais do que aquilo que estava escrito no acordo. Ao perceber-se, já no final do ano lectivo, que nada disso iria acontecer, a generalidade dos professores sentiu-se enganada.”

Paulo Guinote, professor, 29 de Dezembro 2010

Quando está quase a passar um ano sobre o famigerado acordo, continua a notar-se a mesma clivagem: de um lado estão os que acham que foi bom (ME e sindicatos signatários); do outro quem está nas escolas a trabalhar diariamente com as condições acordadas.

As escolas estão em paz à espera que venha o pior

No site da Fenprof encontra-se esta imagem:

Eu juro por alma dos meus mais antigos Cavaleiros Andantes que esta é daquelas coisas que me vão fazer ganhar um inferno cheio de carlosmarques e santosvargas a queimarem-me a pele e o pêlo, mas é impossível não relembrar.

Já me estou a fustigar pela maldade, mas era impossível, a sério que era impossível resistir sem que ficasse com coceira pelo corpo todo até ao fim da próxima semana.

Vendo barato óculos escúricos para quatro dimensões.

“O Ministério da Educação (ME) divulgou os padrões de desempenho docente, um documento de referência nacional do processo de avaliação de desempenho e que servirá para orientar as práticas.”

Segundo o despacho assinado pela ministra Isabel Alçada e divulgado no site do ME, o perfil profissional dos professores estrutura-se em quatro dimensões fundamentais: “profissional, social e ética”, “desenvolvimento do ensino e da aprendizagem”, “participação na escola e relação com a comunidade educativa” e “desenvolvimento e formação profissional ao longo da vida”.

… embora quase que tenha que utilizar os dedos dos pés na contagem.

Proposta do PSD

Contra-Proposta do Governo

Protocolo de Entendimento entre o Governo e o PSD

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