Números


Conforme prometido, volto à peça de hoje do Público, agora já com os dados completos nela usados, que apresentarei de forma extensa e depois de forma mais restrita ao Ensino Não Superior.

Pub20Ago13Os dados específicos que estão na origem do título de primeira página são os seguintes:

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Acerca do Ensino Básico (1º a 3º ciclo), temos uma redução de 1.101.923 alunos para 1.089.094, ou seja uma quebra de 1,2% num ano.O nº de alunos é o total, mas como o peso do ensino público aumentou no total, isso não fará grande diferença no final.

No caso dos professores em exercício nesses ciclos temos uma diminuição de 130.940 para 121.687, ou seja, uma quebra de 7,1%, o que significa uma redução relativa seis vezes maior à verificada com os alunos.

A “explicação” oficial é que está em decurso um “ajustamento” dos quadros às necessidades efectivas das escolas.

O que é mentira.

O que aconteceu é que em virtude de uma engenharia curricular abstrusa, se diminuíram fortemente as horas lectivas para atribuir horários aos professores.

Para 2012-13, em virtude de mais engenharia curricular e outras medidas de rarefacção da rede escolar, penso que o número de professores do Ensino Básico (contratados e dos quadros) terá chegado perto dos 10% e para o próximo ano, os números continuarão em acentuada quebra, tudo dependendo do grau de distorção final da rede escolar pública autorizada pela MEC.

Isto significa que em 3 anos lectivos, os professores em exercício poderão diminuir 25% no Ensino Básico, enquanto os alunos terão diminuído menos de 5%, mesmo que o MEC (ou os seus derivados) surjam a dizer outra coisa).

A redução do número de professores não resulta directamente da “quebra demográfica”, como os números acima bem demonstram, mas de medidas de outro tipo, como a tal engenharia curricular e a contracção artificial da rede escolar, não apenas ao nível de escolas, mas de turmas em funcionamento, numa medida centralista como há muito não se via entre nós.

A “tese demográfica” é o argumento dos preguiçosos e intelectualmente desonestos apoiantes deste desgoverno que opinam sobre Educação em modo de papagaio.

Os números não a provam de forma alguma.

Como já várias vezes referi, quando se optar pelo regresso à tele-escola no Ensino Básico, a redução poderá ser ainda muito maior.

… e no mesmo período os professores desceram mais de 7%. Mais logo voltarei ao assunto com os números completos…

Ensino básico perdeu quase 13 mil alunos num ano

As estatísticas do ano lectivo 2011/2012 mostram um sistema de ensino em retracção acelerada, com menos professores contratados e menos alunos. Básico está a pagar a factura da quebra demográfica.

E quando estiverem disponíveis os dados para 2012-13, as tendências serão ainda mais acentuadas e o desfasamento entre a evolução de alunos e professores, que vai muito para além de um “ajustamento”.

Na lista para Setembro da CGA há menos 130 professor@s e educadoras.

Por este andar só falta esta legislatura acabar e mais outra para que sejam atingidos os números lançados para o ar em tempos pelo MEC como sendo dos professores a aposentar até ao arranque do ano lectivo de 2013-14.

Já sei, já sei, afinal deveriam incluir também professores do superior e politécnicos, assistentes operacionais, assistentes técnicos, bichos do caruncho e outros seres em geral.

Um dos problemas no meio disto tudo é que os “políticos” parecem beneficiar sempre de uma zona de suspensão da verdade nas suas declarações (que foram ecoadas por outros inteligentes opinadores das estirpes marquesmendes e coutodosantos) que faz com que nunca sejam responsabilizados pelos sucessivos disparates.

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(detalhe adicional, com 65 anos, um colega meu de escola leva pouco mais de 1200 euros líquidos de reforma para casa, enquanto há lutadores por aí que se safaram em 2007, muito mais novos, com quase o dobro, que é o que faz estar por dentro e saber quando zarpar.)

… a esta hora já deveríamos saber quantos professores (não falo dos qzp) foram obrigados a concorrer à mobilidade interna enquanto o MEC ainda anda a remendar a rede escolar pública.

O ano passado já se sabiam os números em Julho e deram brado, pelo que este ano devem ter optado pela opacidade dos calores de Agosto.

Nada disto me parece um processo rigoroso, sério e que respeite a dignidade de profissionais com muito mais tempo de trabalho e dedicação do que transeuntes pela desgovernança dos gabinetes e direcções-gerais.

… para perceber com mediana lógica que não faz sentido andar a enviar pessoas para a mobilidade sem um estudo a sério das necessidades concretas após as tais 6000 aposentações que se diz existirem, que se afirma estarem a ser tratadas até final deste ano lectivo, mas que dificilmente estarão tratadas até final do ano civil…

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Idem, ibidem.

Solicitar dados às Escolas

1.     N.º de alunos inscritos (inscrições)

2.     N.º de alunos que realizaram os exames (presenças)

3.     N.º de alunos que faltaram ao exame (nas salas em que se realizaram exames) (faltas)

4.     N.º de alunos que não realizaram os exames por motivo da greve (alunos/greve)

5.     N.º de salas previstas para os exames (salas)

6.     N.º de salas onde se realizaram os exames (salas/greve)

… pois para Julho foram 50 os professores aposentados no Ensino Básico e Secundário.

Como ontem o ex-ministro Couto dos Santos atirou o número para o ar e invocou a autoridade democrátca e infalibilidade das declarações ministeriais em defesa do número mágico de 6000, seria bom que alguém o informasse do facto.

 

 

IIII

Ministério da Educação justifica metade das 30 mil saídas da administração pública desde 2011

Ainda não fui ver se desta vez os quadros estão sem errros nas somas:

A Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) é uma publicação trimestral de divulgação dos principais indicadores estatísticos sobre emprego público.

1.º Trimestre / 2013    Quadros em Excel     Entidades sector empresarial

4.º Trimestre / 2012     Quadros em Excel     Entidades sector empresarial

3.º Trimestre / 2012     Entidades sector empresarial

2.º Trimestre / 2012     Entidades sector empresarial

1.º Trimestre / 2012

Pelo menos é o que aquilo diz… mas confesso que… a confiança é escassa.

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O ministério que não sabe dar o número certo de docentes dos quadros ou contratados em exercício consegue, porém, contabilizar à unidade o número de horas de redução da componente lectiva desses mesmos professores.

Foi a pedido do Expresso e o número está numa peça da edição de hoje.

O número interessa-me pois é um daqueles números em que o ministério da educação (assim, minúsculo) se especializou em produzir para consumo público na última década. Em tempos de Maria de Lurdes Rodrigues costumavam ser as horas de faltas que, depois de contextualizadas, se percebia não serem nada do que uma leitura apressada e desatenta poderia fazer crer. Como os gráficos de um qualquer marquesmendes (também assim minúsculo, sem ironia física).

Calcula o mec que semanalmente há 191.775 horas de redução da componente lectiva dos professores.

O que, se tomarmos com bom o número de pouco mais de 100.000 professores nos quadros (os únicos com direito a redução), significa algo perto das 2 horas/aulas semanais de redução média (ou seja, cerca de 9% se contabilizarmos as 22 horas anteriormente consideradas como horário completo).

Vá lá, fiquemos mesmo com o valor de 2 horas/aulas por semana de redução, sejamos generosos, pois é a minha própria redução e eu não me incomodo de ser médio. E porque no caso do 1º ciclo este tipo de redução não se aplica.

Só que…

Só que nos arranjinhos que ao longo dos anos foram sendo feitos em torno dessa componente lectiva se podem destacar algumas medias que alteraram o seu conteúdo funcional, seja através da não inclusão na sua contabilidade de funções e apoios dados a alunos, seja através da necessidade de acrescentar dois tempos/horas/aulas de 45 minutos ao horário dos professores quando surgiu a novidade dos tempos de 45 minutos e blocos de 90 em substituição das aulas/tempos anteriores de 50.

O que significa que a maioria dos professores passou a ter no seu horário a marcação de 24 tempos/aulas/horas em vez de 22. O que significa que quem tinha 2 horas/tempos/aulas de redução voltou a ter 22 tempos/aulas/horas marcadas no seu horário em vez de 20.

Isto parece confuso?

Sim, é, para quem não conhece os requintes do MEC na contabilização do trabalho dos docentes obrigando-os a poupar mais tempos por causa de uma alteração que o próprio MEC fez na organização desses tempos.

Recentemente ficou estabelecido que o horário completo dos professores passava a ser contado ao minuto, sendo 1100 o seu total. Mas, em simultâneo, a fronteira entre componente lectiva e não lectiva esboroou-se ainda mais e o nevoeiro assentou arraiais na fronteira. E os professores passaram a dar mais tempos de aulas ou de trabalho com os alunos para compensar a redução dos tempos de aulas ou de trabalhos com os alunos.

A verdade é que eu, que não ocupo qualquer cargo que não seja dar aulas, tenho actualmente 26 tempos/aulas/horas de 45 minutos de trabalho directo com alunos em vez de 22 de 50 como tinha há 10 anos, antes de ter a tal redução.

Ou seja… tenho 1170 minutos de trabalho com os alunos em vez de 1100, apesar de ter direito a uma redução teórica de 100 minutos dos antigos.

E não é porque na minha escola/agrupamento exista gente maldosa.

Muito pelo contrário. Limitam-se a aplicar as regras em vigor.

O MEC é que alterou sucessivamente as regras da componente lectiva por forma a que, fazendo saber que os professores têm imensos e privilegiados horários reduzidos, toda a gente esteja a trabalhar mais.

No meu caso, a redução de 9% passou a ser um acréscimo de 6,4%.

Porque tudo isto é uma enorme mistificação, de uma desonestidade intelectual enorme mantida de governo para governo, de ministra para ministro, de secretário de estado para secretário de estado.

Se o MEC decidir que, por exemplo, a direcção de turma (o cargo que acho mais importante que um professor pode ocupar numa escola) deixa de ter um crédito horário específico e passa a não entrar no horário que o professor deve permanecer na escola, lá se vão mais 2 tempos/horas que serão ocupados com mais trabalho em cima do anterior.

Só que é fácil atirar um número com muitos dígitos, sem contextualização, para a imprensa e dar a sensação que é muita coisa.

Quando, no fundo, estas 191.755 “horas semanais” de redução dos professores significam, na verdade, mais trabalho dos professores nas escolas em relação há meia dúzia de anos atrás.

Uma outra coisa é o que cada um faz com essas horas e se há gente que anda a roçagar o traseiro pelos bivalves nas escolas, exibindo um vazio directamente proporcional à desnecessária peneirice.

Mas esses… esses… enfim… esses são os que estarão sempre encostados ao lado certo, mesmo quando aparecem de punho no ar. E não há modelo de avaliação do desempenho baratucho e simplório que permita penalizar a sacanice presumida.

Só que, por cada um desses, há muita gente séria que aparece misturada nestes habilidosos números que o MEC divulga em calendário apropriado.

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Disclaimer: os raciocínios e cálculos aqui expostos podem ser usados livremente, sem qualquer referência à origem, incluindo em artigos de opinião, pois eu não perco dinheiro e sempre posso ajudar alguns a complementar os seus rendimentos.

… para dar uma aparência de conhecimento, de capacidade de controle da realidade, pelo menos de acção com base em algo concreto.

É MENTIRA.

Não sabem nada, medem o que calha, deitam-se a adivinhar ou, mais simplesmente, escolhem um número ao acaso e enviam-nos para divulgação nos jornais amigos ou tidos como especializados.

Não é que os dados não possam ser apresentados desta ou daquela forma, escolhendo a dedo o início e fim das séries. Não é que os gráficos não se possam apresentar com esta ou aquela escala para parecerem simétricos, numa proporcionalidade inversa.

Não é que alguém que consegue ter dados antes de serem divulgados oficialmente pelo governo esteja impedido de apresentar uma série que termina em 2010 quando existem outros mais recentes.

A verdade é que Marques Mendes optou por fazer isto, comparando o incomparável:

Marquesmendes

Isto é desonesto a vários níveis pois compara o número de alunos de um único ciclo de escolaridade com o número de professores de todos os ciclos de escolaridade e vai buscar para início da série um ano em que o sistema estava completamente em ruptura, quer pelo lado da procura (o aumento da natalidade de meados dos anos 70 levou a um grande número de alunos no 1º ciclo no início da década de 80), quer da oferta (as escolas estavam com um enorme défice de professores, algo que eu comprovei enquanto aluno nessa mesma altura).

Marques Mendes optou por não comparar os números de alunos e docentes do 1º ciclo e optou por outra coisa. E escolheu para início da série o ano de 1980.

Porquê?

Não vale a pena responder já e façamos antes algo metodologicamente mais correcto, com base nas estatísticas oficiais online (existem ainda mais actualizadas) e tomemos os números do Perfil do Aluno 2010-11:

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É fácil perceber que desde finais dos anos 90 se deu uma quebra total de 40.000 alunos jovens (não estou sequer a usar o quadro com os adultos das NO), o que significa uma redução de 2,4% dos alunos, assim como uma redução perto dos 52.000 alunos no 1º ciclo (cerca de 10.6%).

Nesse mesmo período, os ganhos na escolarização foram os seguintes:

Alunos99a11bSe fizermos uma regressão a 1980 os ganhos são ainda maiores. Este nível de progresso é incomensuravelmente superior ao desempenho da economia e nem é bom falar na inanidade da política, governos em que Marques Mendes foi qualquer coisa incluídos.

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Quanto ao número de professores (novamente com os dados mais recentes online, mas que já diminuíram muito desde então), neste período temos os seguintes dados:

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Se tomarmos como base todos os professores temos uma descida de 166.372 para 162.742 (descida de um pouco mais de 2%), mas se tomarmos os da rede pública temos uma descida de 146.040 para 142.144 (redução de 4%).

Se formos ao 1º ciclo, temos uma redução global de 6600 professores (quebra a rondar os 18%) e na rede pública de cerca de 7000 (redução de 20,6%).

Se fizermos os quadros com barras, o resultado é muito, muito diferente do que apresentou Marques Mendes, ontem, na SIC, sem direito a qualquer contraditório.

Vejamos com ficariam os quadros, com valores absolutos e escalas não adaptadas para alunos e professores apenas do 1º ciclo da rede pública:

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Mas mais correcto seria analisar a evolução, na base da construção de um índice em que o primeiro ano da série tem o valor 100:

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Isto demonstra que desde o final dos anos 90 o número dos professores do 1º ciclo diminui muito mais do que o número de alunos.

Mas se quisermos recuar a série dos professores do 1º ciclo a 1980 podemos encontrar os seguintes números:

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Ou seja, não existe um aumento de professores no ciclo de escolaridade que o comentador escolheu para apresentar o número de alunos, mas sim uma redução bem superior a 20%. Não quer dizer que o número de alunos não tenha diminuído ainda mais, mas… a verdade é que o número dos professores destinados a leccionar aquela ciclo de escolaridade também se reduziu e não aumentou, como Marques Mendes deu a entender de forma visualmente sugestiva.

Percebeu, caro ex-ministro, ex-líder do PSD, ex-deputado, actual comentador e recadeiro Marques Mendes? Como se devem comparar números, mesmo se queremos reforçar uma ideia?

Isto só demora cerca de uma hora a fazer quando se é desarrumado como eu a guardar os ficheiros.

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Adenda (em resposta a vários comentários) com os quadros reais da evolução dos professores e alunos no 1º ciclo, rede pública, entre 1980 e 2010 a partir dos dados da Pordata. Repito que os dados para o número de professores é, em 2013, bastante mais baixo e proporcionalmente com uma redução superior à dos alunos desde 2010:

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Eis, de novo, o que Marques Mendes mostrou:

Marquesmendes

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Bibliografia estatística básica na DGEEC e Pordata.

Só hoje consegui ler a peça da Margarida Davim sobre a redução brutal dos quadros de docentes para a década de 2006-2015 e que eu prevejo que só seja travada bem abaixo dos 95.000 ou mesmo perto dos 90.000 lá pelo hipotético próximo concurso nacional de 2017.

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Sol, 26 de Abril de 2013

Esta peça do Económico tem números que não correspondem à realidade, misturando professores dos quadros com contratados.

Não é verdade que:

Um resultado líquido de 23.695 docentes que emagreceu o corpo docente para 137.249 professores dos quadros e que representa uma quebra de quase 15% face ao universo de mais de 160 mil que existia em 2006.

Basta consultar os dados oficiais para 2010-11 (cf. p. 75) para se perceber que, já então, existiam menos de 104.000 professores nos quadros. Agora há menos uns 3000, assim a olho.

Existirão 102.000 no máximo e não 137.000… a redução é, portanto, muito maior em termos relativos.

Desde 2008 reformaram-se cerca de 20 mil docentes do quadro. Actualmente cerca de 40 mil professores do ensino básico e secundário têm idades entre os 55 e os 64 anos. Segundo Crato, existem agora cerca de 105 mil professores no quadro.

Agora um tipo consulta o quadro da DGAEP e…

ProfIdades

É verdade que eu corrigi a soma errada do original, como expliquei aqui.

Mas ao ministro (ou não foi ele a dizer o nº em causa, pois está sem aspas?)  deram apenas o valor errado… que continua online no quadro Q1.2 🙂 … inconcebível, certo ?

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Adaptação de um mail recebido:

Para resumir o processo… da recolha de dados do famoso SIOE – há uma plataforma e há uns ficheiros em excel (que são validados xml e submetidos).
É a maior “fantochada” de todos os tempos! Pelos vistos a origem/urgência destes mapas é devido ao memorando…
Acontece que isto dá um trabalhão… garanto que nem é rigoroso! Martelam imensa coisa…Porque demora-se uma semana com esta treta e poucos têm paciência para analisar aquilo com olhos de ver, SABES que todas as semanas/meses nos solicitam mapas de toda a espécie, para todos os organismos….. Câmaras, DRE’s …. enfim
Eu avisei como é que se faz isto em condições – temos software de gestão e certificado – realizamos exportações mensais – não custa nada, solicitarem a exportação de mais dados! (Só têm as fichas individuais do funcionário estarem devidamente preenchidas)
Digo o mesmo relativamente à treta do tempo de serviço e reposicionamentos, o MEC nunca sabe quantas pessoas têm a subir de escalão no mês seguinte…
Sobre o SIOE
Manual de utilizador – em manutenção, se abrires só tem uma página http://www.sioe.dgaep.gov.pt/documentacao/SIOE-Manual%20de%20Utilizador_v1.4-2012.pdf
Sobre o pessoal com processo de aposentação – até quem tinha em “AGUARDAR a APOSENTAÇÃO” , isto é, já foi recebido oficio fax a confirmar mas falta a publicação em DR…. têm de contar! Pelo menos num agrupamento aconteceu!
Contabilizar vagas assim… é um luxo!

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O estudo da Mercer apresenta os seguintes números para o números de educadores e professores dos vários níveis de ensino:

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Nos números disponíveis na DGAEP temos estes:

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As datas de referência são mais ou menos as mesmas. As diferenças são significativas.

No que ficamos?

Nuns contam só com que parte… ou descontam o quê?

Porque se foram à massa salarial e fizeram uma conta de dividir… mais ou menos 20.000 pessoas ainda fazem a sua diferença…

Para quando uma explicação clara das metodologias e processos usados?

Sublinho que isto são comparações simplistas, feitas quase a olho… que até podem estar erradas, mas… demonstrem onde estas coisas batem certo umas com as outras…

Porque nada disto bate certo, por sua vez, com os números do estudo tipo-FMI.

É possível encontrar online no site da DGAEP os números para a situação do emprego nas administrações públicas (central, regional e local) em úteis tabelas de excel, mas… raios… há quadros com erros nos totais… veja-se o caso do Q2…

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Todos os totais das colunas por intervalos etários estão errados…

Tudo bem… podemos introduzir a fórmula e consegui-los correctos, mas, mas, mas…

FPSet2012Certo

 

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