Nostalgia?


É divertido apresentar à miudagem de hoje, cheia de 3D e efeitos gráficos brutais, o que fazia a emoção de um puto ou adolescente diante de um monitor monocromático, dos atari aos amiga… passando pelas maquinetas de café que serviam de sorvedouro de moedas da semanada.

E eles estranham, mas depois…

JogAsteroids

JogSpace

O Tetris só veio depois…

 

Spandau Ballet, To Cut A Long Story Short

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Há 30 ou 40 anos não era das minhas favoritas – preferia o Bernard Prince ou o Bruno Brazil, entre as séries de aventuras do – mas agora, tal como o Ric Hochet, os álbuns dos anos 60 e 70 trazem consigo o aroma dos clássicos.

Está a sair uma nova série de álbuns com o Público de 4ª feira… e faz lembrar o tempo das revistas semanais…

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JAManta

J. Abel Manta

… tinham que aparecer os suíços anti-gay:

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Vou acreditar que foram emprestadados.

Edições de 1968 e 1969.

Comprei a mais recente reedição do Sandokan de Emilio Salgari. Não tenho a certeza se ainda tenho alguma edição anterior (para além de uma colecção de cromos com imagens da série televisiva), pois sei que o li pela primeira vez em exemplar requisitado na biblioteca Gulbenkian da freguesia.

A par do prazer do reencontro com a fruição da aventura pura surge a ideia de a partilhar com os alunos de agora, com idades próximas da que eu tinha quando contactei pela primeira vez com Salgari. Mas surgem, logo a seguir, as dúvidas: será que aquele imaginário romanesco ainda tem cabimento no final (suburbano) da infância/início da adolescência de agora? Será que o próprio vocabulário não levará a sucessivos tropeções na leitura? Será que os 12 anos de agora têm muito a ver com os 12 anos de meados dos anos 70?

Hesitações à parte, nada como testar, arriscar  e… talvez… ficar agradavelmente surpreendido. Ou não.