Normalidades


Quase metade dos professores inscritos não fizeram a prova

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Afinal, aquilo está a ser… fácil. Mas era a responsabilidade a falar…

 

 

E já me ri hoje de novo. Com o Tó Zero!

 

Cali!

… e do que seria um sinal inequívoco da crise da democracia ma Europa.

Afinal não foi no país que elegeu a Elena Staller?

Aliás, basta o Francisco Assis escrever sobre um assunto para eu perder todo o interesse…

Há coisas mais importantes… a massa do bolo rei, por exemplo.

Cavaco não envia OE para fiscalização preventiva

Despe-te de verdades

das grandes primeiro que das pequenas

das tuas antes que de quaisquer outras

abre uma cova e enterra-as

a teu lado

primeiro as que te impuseram eras ainda imbele

e não possuías mácula senão a de um nome estranho

depois as que crescendo penosamente vestiste

a verdade do pão      a verdade das lágrimas

pois não és flor nem luto nem acalanto nem estrela

depois as que ganhaste com o teu sémen

onde a manhã ergue um espelho vazio

e uma criança chora entre nuvens e abismos

depois as que hão-de pôr em cima do teu retrato

quando lhes forneceres a grande recordação

que todos esperam tanto porque a esperam de ti

Nada depois, só tu e o teu silêncio

e veias de coral rasgando-nos os pulsos

Então, meu senhor, poderemos passar

pela planície nua

o teu corpo com nuvens pelos ombros

as minhas mãos cheias de barbas brancas

Aí não haverá demora nem abrigo nem chegada

mas um quadrado de fogo sobre as nossas cabeças

e uma estrada de pedra até ao fim das luzes

e um silêncio de morte à nossa passagem

 

[Mário Cesariny] Discurso ao príncipe de Epaminondas, mancebo de grande futuro

É como se me tivesse suicidado um filho.

Não esquecer de passar pelas finanças para reclamar inocência.

A direcção de um jornal prescindiu, há não muito tempo, dos serviços cronísticos de um dos seus colaboradores mais encrespados por ter insistido em manter numa prosa sua, factos que estariam alegadamente errados.

Ora bem… esse princípio é para manter?

Que há lá um senhor, com direito a uma página inteira de jornal que pode atropelar factos como e quando bem entende sem que qualquer contraditório possa ser exercido, já sabemos. Que um professor receba 5 ou 50 euros por classificar um exame é para ele o mesmo. Como é um asset, teoricamente um chamariz de leitores para o jornal, pode tudo, quando quer.

Resta saber se isso se aplica a mais gente e se todos podem escrever sem qualquer preocupação em adequar o vocabulário ou os factos à realidade. Anote-se que não quero que alguém perca o emprego, que tão difícil ele está, em especial deste tipo, pago para falar e escrever como bem entende (a inveja que tenho!!!). Só gostaria de ver um pingo de humildade (no escriba) e de coerência (na direcção do jornal).

Será pedir muito?

(é que um tacho não é apenas um tacho por ser do Estado… há no sector privado gente muito bem recostada…)

… dos 300.000 não me aquece. Nem arrefece. Isto é, não provoca variações de temperatura.  Continuarei o meu caminho para a Morte – divergente das maiorias dos idos p’ra deputados e dos idos para a rua. Mas deixem-me duvidar dos números que se colocam – os números deveriam ser a tradução da medição de factos! – ainda não entendi como é que tantas almas cabem fisicamente na Praça do Comércio, a não ser pelo comércio indevido da fé – e mente-se muito nas questões de fé, ou como é que a Eloísa verde é eleita se não vai a votos. Pede deferimento.

Serviço ao público! [lá para os 08:20] Isso misturado com os ah-ha-hum-ha.

‘stá lá? Ainda servem pizzas aqui p’ró barraco? Não?  Pode ser couratos…

Eu vi a luz em um país perdido

Eu vi a luz em um país perdido.
A minha alma é lânguida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme…

[Camilo Pessanha]

…por transmutação vertebral em cartilagem e da cartilagem em papa mesmo.

Descobertas duas espécies de invertebrados no Algarve e em Montejunto

Uma espécie de Aguiar Branco, mas em forma de inho.

Ongoing convida deputado do PSD

Renunciou ao cargo no Parlamento. Ida para a Ongoing Brasil começa a ser negociada a 1 de Novembro.

Não se deve esquecer que fez parte da comissão parlamentar sobre o caso da TVI…

Protesto junta milhares de funcionários públicos em Lisboa

Plano Tecnológico está “à deriva”, dizem pais e professores

Tanto computador à espera de ser ligado. Tanto quadro eléctrico por reforçar. Tanta extensão por comprar. Tantas obras para fazer, que a melhor altura é mesmo quando há aulas…

Cavaco Silva fez hoje um interessante discurso nas cerimónias oficiais das comemorações do 25 de Abril no Parlamento.

Começou ele assim:

Não vou repetir o que aqui afirmei o ano passado. Apenas direi que me impressiona que muitos jovens não saibam sequer o que foi o 25 de Abril, nem o que significou para Portugal. Os mais novos, sobretudo, quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974 produzem afirmações que surpreendem pela ignorância de quem foram os principais protagonistas, pelo total alheamento relativamente ao que era viver num regime autoritário.

Não poderia estar mais de acordo, sendo eu por deformação professor de História antes de qualquer outra coisa polivalente e generalista que me obriguem a fazer.

Continuando de forma algo incisiva, O PR interpelou os políticos presentes e responsabilizou-os pelo alheamento dos jovens em relação à política e evocou um estudo que encomendou para demonstrar como a juventude tem escassos conhecimentos sobre a vida política:

O estudo colocou aos inquiridos três perguntas muito simples: qual o número de Estados da União Europeia, quem foi o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril e se o Partido Socialista dispunha ou não de uma maioria absoluta no Parlamento. Pois, Senhores Deputados, metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi sequer capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas. Repito: metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos não foi capaz de responder a uma única de três perguntas simples que lhes foram colocadas. No dia em que comemoramos solenemente o 34º aniversário do 25 de Abril, numa cerimónia todos os anos repetida, somos obrigados a pensar se foi este o futuro que sonhámos.

Na transmissão televisiva a que assisti, houve um momento em que as declarações do PR foram intercaladas com um plano da nossa Ministra e do nosso ex-Ministro Santos Silva, numa insinuação visual longe de subtil.

Efectivamente, há falhas na Educação a este nível. A rapaziada realmente não tem muito interesse em saber se são 7, 27 ou 77 países na União Europeia e provavelmente pensa que o Ramalho Eanes nunca existiu ou então foi um qualquer descobridor quatrocentista. Se o PS tem maioria ou não? Who cares?

Não é possível negar o défice notório de conhecimentos a este nível.

Como não me apetece enveredar por considerações vagas, vou pelo caminho corporativista, directamente ao que acho ter sido uma opção errada na organização curricular do nosso sistema educativo básico (a qual parece que se pretende reforçar brevemente) e que passa pelo acréscimo de horas que os alunos passam na Escola, mas por uma diminuição do que eu consideraria ser a «carga útil» desse horário. Com o apoio dum grupo restrito de «pais» que falam em nome de todos e que querem os filhos horas a fio na escola, mas para serem entretidos.

Ou seja, os alunos têm mais horas de ocupação obrigatória, mas essa ocupação foi enviesada pela introdução das ACND nos 2º e 3º CEB, em detrimento das horas dedicadas ás disciplinas propriamente ditas. No 3º CEB istoi foi ainda agravado por uma atomização curricular que tornou perfeitamente irracional a carga horária de algumas dessas disciplinas.

Por interesse pessoal e relevância para o assunto abordado pelo PR, tomemos o exemplo da História, disciplina actualmente mal vista pelos responsáveis políticos e espremida no currículo do 3º CEB.

Como é possível, por vezes com um bloco semanal equivalente ao tempo concedido a Estudo Acompanhado ou a Área de Projecto, trabalhar com os alunos de forma produtiva uns belos milhares de anos de História? Aliás as ACND têm tanto crédito horário semanal como as Ciências Sociais e Humanas!

Ah e tal, podem sempre usar aquelas ACND para compensar isso.

Errado. A obsessão actual é com a Língua Portuguesa e especialmente a Matemática por causa do PISA. E, para além disso, não seria mais útil aos alunos aprenderem História nas aulas de História de forma coerente e articulada?

Mas não: temos muito interesse em desenvolver habilidades, mas pouco em dar-lhes substância. Algo em que se basear. Capacidade de – mais do que recolherem informação na Wikipedia e imprimi-la directamente – organizarem de forma selectiva e crítica o que recolhem.

Claro que não sabem quantos estados tem a UE. Afinal o que interessa isso? Mas qual a vantagem em saber quem foram ou são os detentores de cargos políticos para além do óbvio: o Sócrates, o Cavaco, etc! só se der pontos para ganhar um pacotes de sms à borla.

Mesmo na Escola isso é subalternizado e periférico para o Sucesso.

Portanto, enquanto não se fizer uma distinção clara entre o essencial e o acessório no currículo escolar e se optar pelo desejo do sucesso estatístico e não pela consolidação das aprendizagens fundamentais (mesmo que nos chamem conservadores), quaisquer estudos que se façam continuarão a ter este tipo de resultados. Nem há maneira das coisas se apresentarem de outra forma.

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