Ninguém Tem Culpa


E depois querem convencer-nos da imensa bondade das contratualizações destas coisas com os “operadores privados”. Se mesmo as IPSS dão nisto…

Pais pagam atividades extra às IPSS nas horas que deviam ser grátis

Ministério da Educação fiscalizou 76 instituições privadas financiadas pelo Estado. Maioria não cumpre as cinco horas letivas.

O relatório da IGEC está aqui.

Uma juíza fufa perdoará pela lei quatro anos de assassínio alegre!

o dente, apenas a base em que assentara.

Autarquias vão deixar de pagar atividades extracurriculares

Municípios informaram Ministério da Educação há dois meses que não podiam continuar a assegurar as Atividades de Enriquecimento Curricular.

Menos uma hora de escola por dia rejeitada liminarmente pelo CNE e pelos pais

MEC garante que escolas do 1.º ciclo vão continuar abertas até às 17h30

Crato diz que redução de uma hora nas escolas se deve aos intervalos

Toda a gente sabia. Antes de irem para o governo, os que estão sabiam disto tudo e foram buscar as pessoas certas para esperar, a ver se a coisa se dissipava.

Swaps. Auditores das empresas de transportes deram alertas em 2009

Bancos envolvidos nos ‘swaps’ são assessores financeiros do Estado

Repito… tudo isto era sabido pelos actuais governantes – e não apenas os que foram convenientemente demitidos -, pelos anteriores e pelos especialistas da informação na área económica.

Por isso havia quem dissesse “eu não posso dizer tudo o que sei na televisão pois isto entrava logo em colapso”.

Por isso é tão fácil agora multiplicar a informação.

A criança que eu fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

[Pessoa]

aqui

Mas o mais certo é serem premiados por isso.

Caixa Geral de Depósitos apresenta primeiros prejuízos de sempre

É obra! Embora tenha sido sempre poiso para tachos e alavanca para saltos à vara, ao menos era uma jóia da Coroa (ou República) que se mantinha lucrativa.

Agora, graças ao B(uraco) P(rivado) N(egro), mas não só, conseguiram colocá-la a dar prejuízo.

Grandes gestores! Grande tutela política!

O mundo, tal como é descrito, é incompreensível.

Ontem, no rescaldo do encontro MEC/Fenprof, a Lusa difundiu uma noticia em que se dava conta de um acordo sobre os professores com horário zero.

Até hoje de manhã quase todos os jornais online inseriram a notícia (e alguns na edição em papel), sem verificarem se os factos correspondiam a alguma novidade, se efectivamente algo de novo tinha acontecido ou se era apenas a aplicação dos normativos legais em vigor.

Ok, fica para alguns blogues não servirem de mero eco e fazerem a análise crítica das coisas.

Acabou-se o fb. Não vi qualquer interesse em ser constantemente adicionado. Pim!

“Graves deficiências” na contratação de consultoras e outros serviços por empresas do Estado

Ministério da Justiça não sabe o que paga nem a quem paga

Tribunal de Contas detecta quase 3 mil milhões de despesa pública irregular

Benefício a empreiteiro em Lisboa não é crime

Suspeitas de abuso de poder em negócios da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa com um  empreiteiro foram investigadas durante quatro anos. O construtor terá sido beneficiado com a alteração de condições de um concurso. Mas não houve crime.

Muito pensei eu no título a dar a este post. Mas desde a manhã que fazê-lo é um imperativo categórico da minha consciência. Porque há sempre horizontes novos que se abrem perante nós ao constatarmos toda a riqueza de conhecimentos que transmitimos e competências que desenvolvemos ao longo de uma aula.

Eu sei que a turma é de PCA, mas o aluno em causa nem está sinalizado com problemas transcendentais. E até é bem comportando e está sozinho numa mesa. Eu sei que é um 5º ano e que só tiveram quatro anos de aulas (salvo uma ou outra repetência) para aprender a copiar coisas de um quadro, sendo essas coisas o sumário e umas linhas de apontamentos sobre a acentuação e a classificação das palavras de acordo com a sílaba tónica.

Como se percebe, coisas paredes-meias com a caça ao gato de Schrödinger em matéria de complexidade conceptual e prática.

E não vale a pena dizer que o profe não deu atenção ao aluno, porque o sacana do profe até andou sempre por ali a cirandar na esperança… E o raisparta do profe até tentou várias estratégias, a começar pela sensibilização para a necessidade do aluno perceber que se começa a escrever pela frente e não pelo (re)verso da folha. Se possível sobre as linhas traçadas no papel. Já agora, seguindo a ordem do que estava no quadro (não-interactivo, deve ter sido por isso!), da esquerda para a direita e de cima para baixo, a menos que invoque genealogia sino-nipónica ou convicção e confissão muçulmana, que eu respeito isso tudo e até muito mais.

Eu garanto que o energúmeno selectivo, conservador e tradicionalista do profe tentou todos os ângulos de abordagem para que este jovem de 10 (ou 11?) anos conseguisse registar qualquer coisa para seu próprio benefício no que deveria ser um caderno, antes de lhe ser distribuída uma ficha de trabalho para exercitar a motricidade fina ao sublinhar as sílabas tónicas de umas quantas palavras e a coordenação óculo-manual ao preencher com as ditas palavras um quadro já repartido em rectângulos para arrumar as agudas, graves e esdrúxulas.

Tudo coisa de exigência ao nível do salto encarpado com dupla pirueta atrás em direcção à pissina.

Mas a verdade, a ridente verdade, é que ao descair da aula para o toque, feita a ronda dos cadernos diários – esse anacronismo da escola dita napoleónica e não lúdica – o balanço era este, não sabendo eu o que destacar com maior fluorescência, se a grafia a lembrar o aramaico transversal, se a estética avant-garde do vazio contestatário em conflito com a disciplina autoritária do magister chato (je, of course!).

Enfim… é a vida, sendo que a vida nos próximos dias vai ser a do exercício da cópia e caligrafia, uma meta de aprendizagem que eu decidi definir para o primeiro período, na falta de conseguir algo mais.

Por causa de um telefonema de há pouco (olá Pedro, desculpa a inconfidência…) e por ter ficado com a noção de não ter deixado bem esclarecida uma ideia:

O aumento dos encargos com o pessoal por parte do ME deriva dos efeitos do fim do 1º ciclo de avaliação do desempenho. Cumpridas as formalidades que o ME/Governo/PM tanto fizeram questão de sublinhar, os docentes em condições de progredir, progrediram.

Esse encargo estava previsto no OE para 2010, pois decorria naturalmente da lei que o ME/Governo/PM tanto fizeram questão em fazer cumprir.

Essas progressões não decorreram, em qualquer momento, de nenhum acordo. Até a apreciação intercalar decorre do 270/2009 e não de nenhuma legislação de 2010.

Paradoxalmente, foi o PSD – ao não alinhar com a suspensão da ADD e a salvar politicamente o Governo no Parlamento – a viabilizar estas progressões. Se a ADD tivesse sido suspensa, as progressões ficariam inviabilizadas, por não cumprimento do 1º ciclo de avaliação.

Pelo que, desculpem-me lá, nem PS, nem PSD, ou os seus satélites, podem agora culpar os professores por qualquer derrapagem na despesa pública com algo em que concordaram em Novembro de 2009 e com encargos previstos no OE original para 2010.

Isto ficou claro, ou anda por aí alguém com alguma desvinculação cognitiva?

😉

Associações.

Cavaco defende Educação como “desígnio nacional”

O Presidente da República elegeu hoje a Educação como “um desígnio nacional”, sublinhando a rentabilidade do investimento no sector e a importância das escolas básicas onde “se rasgam horizontes”.

Dom Sebastião Primeiro & Último não faria melhor, continue-se a rasgar.

Talvez apropriado a alguma ministra, cogito eu profundamente de que…

Este assunto está já a provocar-me uma anómala e morosa descontinuidade cognitiva…

PGR quer explicação para dificuldades no caso Freeport

Num despacho datado do dia 2 de Agosto, Pinto Monteiro nomeou um Procurador-Geral Adjunto para averiguar «todas as anomalias, eventualmente ocorridas na tramitação do inquérito, desde a sua instauração até ao seu encerramento».

E depois do encerramento?

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