Negócios Da China


Bom.

Excepcionalmente bom:

E já agora… como complemento, a pedido de várias famílias…

E aqui? Ninguém fala em interesse nacional? São só privilégios adquiridos?

É que eu também tinha um contrato com o Estado e ele está farto de ser quebrado.

As indemnizações são apenas para os futuros empregadores?

TGV é o princípio. Governo arrisca 1700 milhões em indemnizações

O pedido de indemnização de 300 milhões de euros pelo fim do TGV não será o último processo de grupos privados contra o Estado. À medida que as obras param, os contratos são suspensos ou anulados, os bancos exigem reembolsos e a renegociação das rendas excessivas e das PPP (parcerias público privado) marca passo, o Estado é confrontado com pedidos de indemnização e de compensações por custos assumidos e reequilíbrios financeiro.

… depois de responderem que o fariam, no máximo, em dez.

EDP atinge lucro recorde de 1.125 milhões de euros

Chineses vão receber 144 milhões em dividendos da EDP

Mexia garante que está “confortável” com a nova equipa da EDP

Já sei… falta-me uma visão global da questão.

Capa do caderno Confidencial do Sol de amanhã.

Arqueologia do Livresco:

  • 2000:

Sampaio quer ver esclarecido negócio da Galp com a ENI

  • 2004:

Portugal Confidencial- ” A pista da energia” …

Portugal Confidencial : A Pista da Energia Parte II

Portugal Confidencial a pista da energia ou as pontas que continuam soltas

  • 2011:

Privatizações: Galp e PT foram as que mais renderam aos accionistas

2012:

ENI recusa comentar venda da Galp à Sonangol

Italianos alegam «questões sensíveis».

A ENI quer lucrar três mil milhões com a Galp. E sem pagar imposto

Já há um preço:  A ENI quer vender a sua posição na Galp por 3,6 mil milhões e está só espera da melhor oportunidade para vender a um ou a mais interessados.  Ontem foi a vez da Sonangol a repetir o interesse.

“A Galp já foi um ótimo negócio para nós. Pagámos pelos nossos 33% cerca de mil milhões de euros e só em dividendos e benefícios fiscais já conseguimos isso”, garantia há duas semanas o CEO Paolo Scaroni. Na conferência com analistas, Scaroni não precisou de sublinhar outra vantagem: os italianos não terão de pagar imposto pelas mais-valias que conseguirem no negócio.

Numa operação deste tamanho, não é um pormenor: se a ENI não fosse italiana mas angolana (por exemplo), estes 2,3 mil milhões em mais-valias representariam um encaixe de 575 milhões de euros só em impostos.  E isto porque Angola, ao contrário de Itália, não tem acordo para evitar dupla tributação.

O Estado assumiu 198 milhões de euros no último trimestre do ano passado de encargos relativos à concessão do Túnel do Marão. Com esta intervenção direta, o Estado substitui-se à concessionária no suporte financeiro a esta obra, conforme explica o relatório da Direção Geral do Tesouro sobre as Parcerias Publico Privados (PPP) relativo ao último trimestre do ano passado.

Pedro Santos Guerreiro (vais ficar sem muita publicidade, vais…):

Só uma ferida aberta dói quando se lhe põe dedo. Angola é uma oportunidade e é um problema. A oportunidade é o investimento, a exportação, o comércio, o dinheiro. O problema é a opacidade dos investidores, atrás de cortinas impenetráveis baseadas em paraísos fiscais financiados por bancos portugueses. O problema são os desequilíbrios políticos, as contrapartidas, a falta de vistos e de pagamentos. O problema é a forma pacata e temente como vemos Angola comprar os centros de poder da banca e da comunicação social sem um só pronúncio de exaltação. Há demasiado medo em fazer perguntas a outros que não hesitamos em fazer a nós mesmos. De onde vem o dinheiro? Ao que vêm? Deviam ser perguntas simples, não ofensivas.

O investimento estrangeiro, chinês e angolano é bem-vindo desde que cumpra as regras de dignidadade humana e social pelas quais lutámos neste continente em declínio. Não, não é um problema de aristocracia, é um problema de democracia. Quando não há democracia, só sobra a ética.

State Grid e a Oman Oil Company vão ficar com 40% da REN

O Conselho de Ministros aprovou hoje a venda de 40% das acções da REN às empresas State Grid International Development e è Oman Oil Company.

Advogado Sérvulo Correia, autor do Código dos Contratos Públicos, vai defender a Parque Escolar num caso de ajuste directo chumbado pelo TC.

Para uma dívida que se fala de 6 mil milhões, recebem um empréstimo 1,5 mil milhões com 15 anos para pagar? Isto dá o quê? 100 milhões de euros por ano mais juros?

Lamento mas o Governo da República só faltou estender-se no chão para ser cilindrado.

Fortes com os fracos, Passos Coelho, Gaspar e Relvas, vergam-se perante o potentado jardinesco.

Escola cobra a pais para aluna com trissomia 21 ter terapia

Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia.

Na semana passada, uma mensagem de correio electrónico “sem assunto” informou os pais de que “a cedência desse espaço passará a ter o custo de 10 euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta”.

A directora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse que “a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola”.

A alimentação também não é uma competência da escola, o próximo passo será alavancar no refeitório?

Seja como for, verifica-se um certo nível de confusão naquelas cabeças – já que não é a escola a fornecer a terapeuta. A questão a considerar é se a escola inclusiva o deveria fazer.

Escola pública cobra espaço à hora para alunos terem terapia

Telmo Correia, na SICN, a ir ao ponto de evocar as nossas relações com a China, via Macau, para justificar a nacionalização da EDP pelo governo chinês. No contraditório estava um Luís Fazenda adormecido.

Recolha do Livresco:

  • Canto do Jo:

A trapalhada da TDT

  • TDT em Portugal:

Trapalhada Digital Terrestre (actual.)

Recebi um mail de um amigo que passo a transcrever:

Será que não existirá alguém que seja capaz de fazer parar (providencia cautelar) o negócio chorudo da TDT? Será que ninguém vê que o negócio vai dar milhares de milhões de euros à PT? Quem vai querer continuar a alimentar a filosofia do Ministro MR (Miguel Relvas = só faz lembrar Maria de Lurdes Rodrigues)? Porquê só 4 canais livres em vez de 14 canais livres?

L. B.

Em conjunto com a notícia da 1ª página de hoje do Público faz relembrar os negócios que em Portugal se fazem para que muitos paguem a poucos um serviço que lhes é apresentado como destinado a beneficiá-los. O uso do cartão Multibanco é um bom exemplo, sempre que se fala em cobrar taxas por operações básicas que, feitas ao balcão, implicariam encargos bem maiores com pessoal.

No caso da televisão, o aparecimento de alguns canais especializados com sinal codificado, com financiamentos ou apoios em empresas que então eram detidas pelo Estado e na banca, graças a apoios políticos, transformaram as televisões em sinal aberto em generalistas de produtos indiferenciados, que ficam com os restos de filmes e desporto, por exemplo, que esses a canais não interessam.

Os canais Cine isto e aquilo e os Sport até ao infinito passaram a ter no seu menu aquilo que antes fazia parte de um consumo generalizado na televisão pública ou mesmo nas privadas quando apareceram. Para se achar um filme decente na televisão é preciso esperar bem mais de um par de anos ou ver apenas os que arrebatam cinéfilos na RTP2 mas que, vamos ser sinceros, não interessam a muita gente. Em termos de desporto, foram várias as modalidades que me lembro de ver na infância e desenvolverem o meu gosto como o rugby, a fórmula 1, o ténis, mais tarde o próprio basquetebol americano, que agora são apanágio da elite que paga a mensalidade ou o pacote.

Agora é a vez do acesso aos próprios canais generalistas ficar sujeito a negócio, num contexto de crise. É certo que a televisão não é um bem essencial à sobrevivência (como não o são os telefones, a internet) mas faz parte de um leque de serviços que se inscreveu no quotidiano das pessoas e que é discriminatório limitar da forma como tem vindo a ser desde que os serviços de cabo se tornaram um manancial que tem recolhido a nata da programação. E que agora se transforma em algo para que boa parte das pessoas mais desprotegidas e isoladas, geografica, social e culturalmente, não se encontra preparada para entender como funciona, porque a campanha de esclarecimento foi péssima e apenas ajudou aos vendedores de aparelhinhos que apareceram como cogumelos a bater às portas e a invadir as caixas e correio.

Neste caso, como em muitos outros, a regulação do Estado só serve para proteger os interesses dos fortes em explorar os fracos. E é transversal ao espectro político do grande centrão que já engoliu quase todo o próprio CDS. Restam o Bloco e o PCP, quiçá até um certo momento. Até que ponto, por exemplo, as autarquias poderiam ajudar – e não estão a fazê-lo – as populações menos esclarecidas a fazer esta transição?

Democratização da Economia=Nacionalização de Empresas Portuguesas pelo Governo Chinês.

Fundo de pensões da banca deve ir para a Madeira

A verba que o Governo vai transferir para a Madeira, no âmbito do plano de saneamento, deve sair dos fundos de pensões da banca.

O Governo está a estudar a possibilidade de utilizar a almofada de dois mil milhões do fundo de pensões da banca para pagar o resgate financeiro da Madeira, apurou o Diário Económico.

Fundos de pensões: trabalhadores do BPI falam em «falta de transparência»

Comissão de Trabalhadores do BPI diz que negócio beneficia bancos e não os reformados

Aspectos básicos a saber: quem negociou isto pelo Estado e onde está agora e quem negociou isto pelos privados e onde está agora?

Contrato da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 2030

Concessionária das pontes sobre o Tejo tem assegurada a possibilidade de prorrogação do contrato, mesmo que essa decisão seja em conflito com o Estado.

O contrato de concessão da Lusoponte pode ser prolongado a partir de 24 de Março de 2030. A data foi fixada em 2000, aquando da última renegociação entre o Estado português e a concessionária, como limite temporal para a exploração das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril.

Aqui nunca há ninguém interessado em cortar direitos adquiridos, muito menos em evocar o interesse nacional para renegociar de forma diferente os contratos, reduzindo as contrapartidas.

Oito deputados têm participações em SGPS

(…)

A questão que se levanta com as empresas SGPS  que podem gerir participações sociais de outras empresas, do mesmo grupo, que tenham negócios com o Estado. E não há qualquer impedimento a que os deputados participem nas SGPS, onde podem até ser administradores não executivos. “São situações em que pode existir uma almofada entre a empresa que tem o negócio com o Estado e o deputado, numa espécie de relação triangular”, explica ao i o deputado comunista João Oliveira.

Acho poucos. Investiguem melhor, em especial ao nível autárquico.

E, já agora, no sábado passado vinha uma interessante nota sobre os conúbios empresariais entre o actual PM e o seu ministro favorito,

Enviado pelo Mário C. Fonte aqui:

Não me querem consultar a mim? Por metade disto preencho os papéis e até arranjo quem lamba os envelopes.

 

« Página anteriorPágina seguinte »