Negociatas


… do modelo de má distribuição (agora diz-se alocação) dos investimentos públicos.

Com este dinheiro recuperavam-se instalações de, pelo menos, uma dezena de escolas 2/3. Para não dizer de mais.

Investimento de 35 milhões de euros nas escolas de Beja não reduziu o insucesso escolar

Professores e alunos reconhecem que têm melhores instalações e que há mais equipamento. Mas parte dele não é utilizado, com receio de que se estrague ou porque os custos da sua utilização são proibitivos.

Lloyds Banking Group fined record £28m in new mis-selling scandal

Pressure on staff to get ‘a grand in your hand’ or face demotion led to bonus-induced selling frenzy, FCA says.

Crato já é dispensável por Portas, na sua estratégia de namoro com o bigodes da UGT. Como em 2008, o entendimento entre os sindicatos de professores e o Governo é feito pelos dirigentes das centrais sindicais com enviados desse Governo que não necessariamente ministros e secretários de Estado.

Já em 2008, o entendimento foi cozinhado fora do âmbito da representação dos professores. Desta vez, voltou a acontecer o mesmo.

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Expresso, 7 de Dezembro de 2013

 

O dirigente da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, disse ao PÚBLICO esta quinta-feira que o acordo dos sindicatos da UGT com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “só prejudica verdadeiramente menos de 400 professores”, que na sua perspectiva é “o número de pessoas que estará em causa quando, esta tarde, a Assembleia da República apreciar a legislação relativa à prova de avaliação de conhecimentos e de competências”. “De entre todos os que continuam obrigados a fazer a prova, 98 por cento não têm qualquer expectativa de dar aulas no próximo ano lectivo, pelo que serem aprovados ou não resulta no mesmo”, justificou.

Aos “amigos” o que é dos “amigos” mesmo que com dívidas …

Da longa série “negócios à moda da casa”

Estaleiros à deriva

Estaleiros de Viana- Martifer deu golpada a Sócrates com o contrato das minas de Aljustrel – A Lundin Mining comprou minas de Aljustrel por um euro a troco de perdão de dívida, mas ao fim de seis meses alegou graves prejuízos para suspender a exploração

Recolha do Livresco.

… embora esta “coligação” seja meio esquisita.

Mosquito, Montez, BCP e BES são os novos accionistas da Controlinveste

… meu caro José Manuel Fernandes, não são inanidades

D.C. attorney general seeks repayment of Options school funds

D.C. prosecutors have asked a judge to force Exceptional Education Management Corp., a for-profit company founded by the former managers of Options Public Charter School, to begin repaying $753,569 allegedly owed to the school, according to court documents filed Tuesday in D.C. Superior Court.

The school for at-risk youths needs the money to address a significant budget shortfall, according to the motion filed by the Office of the Attorney General. The court filings are part of an ongoing lawsuit alleging that three former Options managers funneled millions of taxpayer dollars to EEMC and another company they ran.

Penso que valem tanto ou mais do que uma citação amputada sobre a situação em Nova Orleães.

A antiga superioridade mural dos comunistas erguia-se por vezes sobre o apagamento de partes da memória ou a reescrita de partes da História. A actual tentativa de superioridade moral dos liberais anda pelos mesmos caminhos…

Afinidades…

Já imaginaram se fossem favoráveis?

Mais 75 escolas transferidas para o património da Parque Escolar

IGAS está a investigar desvio de doentes do público para o privado

Ordem dos Médicos avisa que clínicos serão expulsos caso as suspeitas se confirmem.

… não se escondem os problemas que o modelo dos putos tóxicos tem produzido em outros países.

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Sol, 8 de Novembro de 2013

Escola que custou seis milhões precisa de obras

Há apenas dois anos em atividade, o Centro Escolar Serra do Pilar, em Gaia tem janelas partidas, falta de estores e trincos de segurança nos vidros do primeiro andar, o portão está avariado e há infiltrações

… daí a pressa em fazer avançar. E também explica um pouco a mumificação do debate na RTP1.

Desta vez foi-se mais longe e entrou-se pelos domínios seculares das potências celestes.

Verdade Inconveniente – 4 de novembro

São colégios privados, construídos de norte a sul do país e financiados, pelo estado, com muitos milhões. Ao todo, são 81 colégios, pagos por todos nós. muitos deles autorizados ao lado de escolas públicas que conseguem dar resposta. O debate impôe-se, numa altura em que o governo se prepara para mudar a lei que até agora esteve na génese dos contratos de associação. Actualmente, o que se pretende é implementar a chamada liberdade de escolha, abrindo-se caminho ao chamado cheque ensino. Uma equipa da TVI pecorreu o país e encontrou escolas públicas vazias, em risco de fechar, cercadas por colégios privados que nunca deveriam ter tido autorização para serem construídos. Uma teia de cumplicidades que abrange ex-governantes que depois de exercerem os cargos, passaram a trabalhar para grupos económicos detentores de muitos desses colégios, ou ex- diretores regionais de educação que fundaram depois colégios que são pagos com o dinheiro dos contribuintes. Uma grande investigação que mostra o retrato de um país que se prepara para pagar, até ao fim deste ano, mais de 154 milhões de euros em contratos de associação. Uma grande reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas. Para ver em «Repórter TVI», esta segunda feira, 4 de novembro, no «Jornal das 8».

Os queirozes, muñozes e gêpêsses já estão a preparar as ameaças de processos, o contra-spin e a tranquilizar os secretários, aliados compreensivos.

Embora sintam as costas bem quentes…

Mesmo se isto tem andado demasiado devagar para os seus anseios e ambições em prol do “bem público”, claro.

… alegadamente a ser geridas por grupos de professores que contratualizariam o uso das instalações de uma escola pública para um projecto educativo específico e diferenciado.

A hipocrisia discursiva é a seguinte:

Essa oportunidade significa uma verdadeira devolução da escola aos seus professores e garante à sociedade poder escolher projetos de escola mais nítidos e diferenciados; (p. 73 do guião)

Amiguinhos… devolver a escola aos professores não é isto. A menos que subitamente se tenham tornado colectivistas defensores de cooperativa ou da recuperação do modelo colegial da gestão democrática das escolas. Para isso bastaria “abrirem” a legislação sobre administração escolar a outras vias dentro da rede pública.

O que isto significa, embora não sendo assumido, é a porta de entrada para a alienação dos estabelecimentos públicos de ensino e a entrada de grupos económicos privados a gestão directa da rede pública, usando um “grupo de professores” como testas de ferro, pois dificilmente um verdadeiro “grupo de professores” tem actualmente meios e a possibilidade realde estabelecer um contrato com o Estado sem ter a personalidade jurídica de uma cooperativa ou empresa, ou seja, aquilo que já existe no terreno, pois os grupos que gerem a maioria dos colégios privados são exactamente organizados em forma de cooperativa, empresa ou sociedade anónima.

Estão a perceber o desenho?

Um “grupo de professores” é subitamente seduzido pelo empreendedorismo e propões contratualizar a gestão de uma escola pública? A sério? E o Estado acede e faz o contrato, assim sem mais, nem menos. E a “comunidade educativa” e o Conselho Geral têm palavra a dizer no processo? Ou também serão seduzidos pelas contrapartidas da “independência”?

Deixemo-nos de véus… esta foi a fórmula encontrada para disfarçar a privatização directa da gestão das escolas públicas.

A Parque Escolar vai ter um reforço de verba para concluir obras iniciadas, duas vezes mais do que recebeu este ano.

Mas como era possível acabar com tão agradável oleoduto de verbas públicas…

Entretanto, a rede escolar continua a duas ou três velocidades…

Supremo anula “swap” e condena BBVA a reembolsar empresa de peúgas

J.C. Hayward seeks dismissal from Options Charter case

Local television news personality J.C. Hayward has asked a D.C. Superior Court judge to remove her from the list of defendants in a case involving allegations of a multimillion-dollar self-dealing scheme at a District charter school.

Hayward, an anchor at WUSA (Channel 9), was named in a civil complaint last week that sought to take over Options Public Charter School amid allegations that former top school officials had funneled millions of dollars to two for-profit companies they owned. Jeffrey S. Jacobovitz, Hayward’s attorney, filed court papers Wednesday seeking to remove Hayward from the case, arguing that she “not only did not benefit financially from the alleged scheme but was entirely unaware of its existence.”

… pelo incompetentes que tomam estas decisões. Reparem como os governos do bloco dentral dos interesses tratam com luvas de pelica a Accenture e comparem com o que fazem com quem não tem culpa nenhuma de tais negociatas. Googlem e perceberão como há coisas giras, tão giras.

Ministério da Justiça gastou um milhão em sistema informático que não utilizou

(…)

A plataforma – Aplicação de Gestão do Inquérito-Crime (AGIC) -, que acabou por ser considerada insuficiente, foi desenvolvida pela empresa Accenture, em contrato celebrado a 2 de junho de 2010, por ajuste direto, no valor de 1.398.573,95 euros, visado pelo Tribunal de Contas em agosto do mesmo ano.

Fonte do Ministério da Justiça disse à agência Lusa que o contrato “foi pago parcialmente”, uma vez que se “chegou a um acordo com a Accenture no sentido de pagar apenas 80% do valor do contrato”.

“O pagamento foi faseado, sendo que a última fatura foi liquidada em dezembro do ano passado”, sublinhou a mesma fonte, que garante ter o Ministério da Justiça pago à empresa 1,1 milhões de euros.

Como o sistema “não estava a ser utilizado”, o Governo de maioria PSD/CDS-PP iniciou a negociação com a Accenture, depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR), com Pinto Monteiro ainda no cargo de procurador-geral da República, ter “considerado insuficiente o produto”, segundo uma outra fonte ligada ao processo.

“Nas questões de segurança não havia nada a apontar”, referiu, acrescentando que a ferramenta tinha “problemas de especificidades”.

Traduzindo… os sucessores dos CNO.

O Arlindo publicou uma lista das candidaturas aprovadas (CQEP-Relatório-Preliminar) que, dizem-me ao ouvido, tem algumas particularidades ao nível de interesses de certos e determinados grupos de interesses na matéria, incluindo alguns mais mediáticos e outros mais discretos.

Ou seja, o problema da reformulação da rede de qualificação de adultos parece marcada pelo costumeiro hábito de apaenas reorientar os fluxos financeiros e pouco mudar de essencial.

Deixo apenas a adaptação de um excerto do mail recebido, para posteriores desenvolvimentos, em especial por parte de quem conheça cada zona:

(…)

Para além disso a nossa escola sempre teve cursos EFA e cursos de português para estrangeiros em funcionamento.

Apesar da nossa vasta experiência na educação e formação de adultos (EFA), fomos reprovados porque, segundo consta das parcas informações cedidas ao telefone pela ANQEP, os nossos protocolos não eram novos (ou seja, apresentámos os protocolos com que trabalhávamos e que se encontravam em vigência à data da extinção do CNO, e não forjámos protocolos novos, com base em suposições de trabalho, muitas vezes forjadas apenas para o momento da candidatura) e porque não enviámos os CV de todos os elementos da equipa a constituir (sendo nós uma escola, não poderíamos enviar CV de professores que não sabíamos se se manteriam cá na escola para este quadriénio).
Quando consultámos a lista das entidades selecionadas pela serem CQEP, verificámos com surpresa (ou não) que na nossa NUT (Pinhal Litoral) duas delas eram do mesmo grupo (a EPAMG e o colégio Pereira da Costa), sendo que não só nenhuma delas detém experiência na EFA, como distam entre si cerca de 8 km.
Quantos às restantes NUT, não consigo fazer leituras, pois não conheço a realidade.
Que mais dizer?

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