Multiculturalismo


 

Hollande Babush! vs TóZeroNulo!

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Bolt celebra com três suecas e coloca foto no Twitter

Boltmania em Londres: a BBC teve a maior audiência de sempre de um evento desportivo, uma judoca deu um estalo a um adepto que enviou uma garrafa antes da final e o jamaicano… virou-se para o andebol da Suécia.

Direitos humanos: os mínimos éticos para a sociedade intercultural, de hoje

As grandes concepções teóricas para a vida e a organização social há muito que deixaram de responder a um mundo cada vez mais aberto e multicultural. Uma racionalidade pós-moderna invade tudo, instala-se um relativismo que deixa pouca margem para a crença em dias melhores, ao mesmo tempo que a globalização e seus efeitos, seja qual for o contexto para que olhemos, parecem inexoráveis. Crescem os desenraizamentos e as exclusões, já não somos verdadeiramente de lado nenhum, embora vivamos com a sensação de que somos de todos os lugares. Este sentimento de insegurança e de não pertença faz toda a diferença, quando se trata de pensar as questões da convivência entre as diferentes culturas.

Em meu entender, essa convivência é possível a partir de um compromisso com os direitos humanos e a solidariedade mundial, de que as organizações internacionais são parte integrante. Os direitos humanos não são abstracções; legitimam práticas sociais e cívicas concretas, enquadram leis e definem políticas e planos de acção, envolvendo pessoas reais – grupos sociais, culturais, étnicos, religiosos, linguísticos…

Quando os colocamos como pano de fundo, vêm-nos de imediato, à mente, conceitos como dignidade humana, justiça, democracia, primado da lei, tolerância, pluralismo, respeito, interdependência, cidadania… sem os quais, dificilmente, podemos enquadrar e conceber o diálogo e a acção entre as culturas. Aliás, talvez tenha sido a ausência de alguns destes valores que levou os modelos anteriores, quer os etnocêntricos quer os multiculturais, a darem respostas insuficientes, quando não criticáveis, nalguns dos seus aspectos.

Aponta-se, hoje, para um modelo de convivência intercultural que considere, ao mesmo tempo, a existência de valores comuns a todos os seres humanos (a dignidade da pessoa e os seus direitos inalienáveis) e a existência de valores relativos a cada uma das culturas (língua, história, costumes, tradições…). Esta fundamentação, em valores universais e particulares, permite pensar uma espécie de terceira via, entre o universalismo e o relativismo, conciliando o melhor dos modelos referidos.

Terceira via que não é uma síntese ou um consenso simples, mas, antes, um compromisso, em que as diferentes culturas reconhecem a existência de uma base comum, para a convivência e a organização sociais, consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), no Pacto dos Direitos Civis e Políticos e no Pacto dos Direitos Civis Económicos e Sociais (1966), entre outras declarações e convenções internacionais – e se empenham em construir juntas, em pé de igualdade, uma sociedade aberta e plural.

Trata-se, por isso, de um compromisso dinâmico e complexo, de natureza ética (envolvendo a decisão e a responsabilidade de cada indivíduo), de natureza política (envolvendo a decisão e a responsabilidade dos Estados e das instituições) e de natureza educativa (envolvendo a aquisição de competências culturais). É neste último ponto que o papel da educação, em geral, e não apenas da escola em sentido restrito, se torna fundamental, sensibilizando para a protecção e a vivência dos direitos humanos – esses mínimos de acção ética que todos os indivíduos e todas as sociedades se devem reciprocamente exigir.

Maria Rosa Afonso, professora

(c) Maurício Brito


Irresistível, digo eu..

Muito mediador cultural (e não só…) vai ser necessário quando deixarem os miúdos 12 horas na escola e eles só falarem a sério com os pais nos fins de semana em que os ditos não forem obrigados a trabalhar.

Nessa altura acho que vão ser necessários é mediadores parentais (e maternais).

Mediadores culturais nas escolas, precisam-se

O sistema de ensino português tenta “uniformizar” os alunos, mas as crianças ciganas
não querem perder a sua cultura.

Entretanto, só por curiosidade, gostava de saber o que fazem na Escandinávia para integrar – numa perspectiva multicultural – os alunos não indígenas.

É que tudo isto é tudo muito bonito mas a verdade é que após 15-20 anos de estudos e produção teórica sobre estes fenómenos pouco foi feito de concreto, excepto umas «experiências-piloto» aqui e ali para fundamentar esses mesmos estudos.

E mais do que eficazes intervenções no terreno, estes episódios acabam é por fazer nascer mais um Observatório ou uma Estrutura de Missão ou seja lá o que for que sirva para dar um complemento de rendimentos a uns quantos «cientistas sociais» que depoios produzem uns relatórios giros mas quase sempre para arrumar na gaveta.