Montipaiton


kraten

Juntos, afinal, não Podemos

O Movimento tem só um mês, mas já com uma cisão. A comissão dinamizadora dissolveu-se. Há acusações de “boicote” e “estalinismo”.

cfChibo esta malta toda!

Portugal é o primeiro país mediterrânico com mexilhões sustentáveis

s.f’s, adj’s ou a vaidosa.

O dia de hoje foi de revolución o muerte.

Palpo-me e ainda estou vivo.

Do caraças! Cada um escreve como quer ou como sabe, mas em jornalismo fica mal e é premente denunciá-lo.

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Tom Cruise paga a actores de rua indianos para fingirem ser seus fãs

A Nicole lá saberá.

A Kate ainda está no activo, não convém perguntar.

Mas confesso que não resisto e dedico-o à Maria Vinagre que logo aqui mais abaixo escreveu que eu ando a piorar com a idade. E certamente adivinhará a referência num nano-segundo.

Então é assim: a Fenprof anunciou (em tom grandiloquente, como é seu apanágio) uma jornada (grandiosa, claro) de luta para os finais de Março.

A questão que de forma verdadeiramente apalhaçada me ocorreu foi: qual o mês ideal para assinar qualquer coisinha, tendo como base uma inspiração folk?

E decidi fazer uma sondagem verdadeiramente fascinante:

Atentando bem, mesmo sendo eu mais fã dos Talking Heads, proponho Junho!

Muito pensei eu no título a dar a este post. Mas desde a manhã que fazê-lo é um imperativo categórico da minha consciência. Porque há sempre horizontes novos que se abrem perante nós ao constatarmos toda a riqueza de conhecimentos que transmitimos e competências que desenvolvemos ao longo de uma aula.

Eu sei que a turma é de PCA, mas o aluno em causa nem está sinalizado com problemas transcendentais. E até é bem comportando e está sozinho numa mesa. Eu sei que é um 5º ano e que só tiveram quatro anos de aulas (salvo uma ou outra repetência) para aprender a copiar coisas de um quadro, sendo essas coisas o sumário e umas linhas de apontamentos sobre a acentuação e a classificação das palavras de acordo com a sílaba tónica.

Como se percebe, coisas paredes-meias com a caça ao gato de Schrödinger em matéria de complexidade conceptual e prática.

E não vale a pena dizer que o profe não deu atenção ao aluno, porque o sacana do profe até andou sempre por ali a cirandar na esperança… E o raisparta do profe até tentou várias estratégias, a começar pela sensibilização para a necessidade do aluno perceber que se começa a escrever pela frente e não pelo (re)verso da folha. Se possível sobre as linhas traçadas no papel. Já agora, seguindo a ordem do que estava no quadro (não-interactivo, deve ter sido por isso!), da esquerda para a direita e de cima para baixo, a menos que invoque genealogia sino-nipónica ou convicção e confissão muçulmana, que eu respeito isso tudo e até muito mais.

Eu garanto que o energúmeno selectivo, conservador e tradicionalista do profe tentou todos os ângulos de abordagem para que este jovem de 10 (ou 11?) anos conseguisse registar qualquer coisa para seu próprio benefício no que deveria ser um caderno, antes de lhe ser distribuída uma ficha de trabalho para exercitar a motricidade fina ao sublinhar as sílabas tónicas de umas quantas palavras e a coordenação óculo-manual ao preencher com as ditas palavras um quadro já repartido em rectângulos para arrumar as agudas, graves e esdrúxulas.

Tudo coisa de exigência ao nível do salto encarpado com dupla pirueta atrás em direcção à pissina.

Mas a verdade, a ridente verdade, é que ao descair da aula para o toque, feita a ronda dos cadernos diários – esse anacronismo da escola dita napoleónica e não lúdica – o balanço era este, não sabendo eu o que destacar com maior fluorescência, se a grafia a lembrar o aramaico transversal, se a estética avant-garde do vazio contestatário em conflito com a disciplina autoritária do magister chato (je, of course!).

Enfim… é a vida, sendo que a vida nos próximos dias vai ser a do exercício da cópia e caligrafia, uma meta de aprendizagem que eu decidi definir para o primeiro período, na falta de conseguir algo mais.

Professores entre os profissionais que mais contribuem para o aquecimento global

Uma investigação pioneira desenvolvida pelo politécnico de albicastro em conjunção com a universidade de calatrava-apeadeiro-em-badajoz demonstra de forma inequívoca que os professores são das pessoas que, em média, mais livros têm em casa, sendo que o papel consumido para os editar está na origem do consumo de enormes quantidades de papel, o que, ao levar ao abate de árvores, tem uma relação directa com o aquecimento global e a recente separação de um enorme icebergue no círculo polar árctico.

Também a insistência em continuar a fazer fichas em suporte papel e não por fax ou mail, contribui para um excessivo consumo de resmas de papel. Neste caso, e ao contrário do que se passou com a contabilização das horas extraordinárias, a IGE e a EGF, mais a Policia Judiciária e o Ministério público, vão proceder a uma investigação conjunta e todos aqueles docentes que consumirem mais do que a média de folhas usadas na escola de Norrkopingdeleite na Finlândia serão objecto de procedimento disciplinar com fundamneto para cessação do vínculo laboral por justa causa, em virtude do crime de lesa-Teixeira dos Santos, previsto na lei 12-A, anexo III, escondido na alínea b) da entrelinha 11.

Instado a comentar esta notícia o ministro das Finanças delegou qualquer explicação no secretário de Estado Castilho mas, em virtude do timbre da voz do emérito governante, os microfones e outros equipamentos de captação de som curtocircuitaram antes de entrarem em depessão auditiva.

Consultada a Fenprof, declarou que irá desde já apresentar uma providência cautelar em nome dos equipamentos de recolha de som e outra em defesa do direito constitucional da utilização de três resmas de papel de 80 gramas por cada docente do quadro ou contratado, enquanto a FNE declarou discordar. Instada a pronunciar-se sobre aquilo de que discordava, a representante da FNE afirmou ter sido clara nas suas declarações iniciais.