Momento De Poesia


Portugal é o primeiro país mediterrânico com mexilhões sustentáveis

Desemprego: Passos não responde a dados «martelados»

Isto é mesmo de levar às lágrimas… não há revisão, revisor, ou raio o que seja?

Escrevem à pressa como eu por aqui?

Rectifica

 

Caro Diretor(a)
 .
Até aqui viajamos juntos.
Uma viagem com várias estações… Diretora Regional Adjunta, Diretora Regional e, finalmente, Subdiretora Geral….
Não faltaram os grandes obstáculos que ultrapassamos juntos.
Juntos construímos pontes e encontrámos respostas!
Hoje, é chegado o momento de seguir a minha viagem…
Parto com um forte sentimento de dever cumprido.
Com muita humildade, peço a cada um, desculpa por qualquer falha!
Saio com a mesma serenidade com que entrei! Com um forte desejo que as experiências compartilhadas no percurso percorrido até aqui sejam a alavanca para alcançarmos patamares mais elevados de sucesso.
Fica a esperança de um reencontro mesmo seguindo outros caminhos.
O meu agradecimento àqueles que, mesmo de fora, mas sempre presentes, me apoiaram nos bons e nos maus momentos.
Divido convosco os méritos desta conquista, porque ela também pertence a
cada um de vós.
Certa que uma despedida é sempre necessária antes de nos podermos encontrar outra vez acreditem que valeu a experiência de termos compartilhado momentos que ficarão para toda a vida.
Obrigada por tudo o que aprendi com cada um de vós!
Obrigada pelo vosso apoio!
Obrigada pela vossa  amizade!
Obrigada pela vossa confiança!
 .
Isabel Cruz
 .
Sub-Diretora Geral da DGEstE
 .
DIREÇÃO-GERAL DOS ESTABELECIMENTOS ESCOLARES
Rua António Carneiro, 98
4349-003 Porto, PORTUGAL

 

ó espírito salgado

quanto do teu sal

é salobro

 

The Ramones, Beat on the Brat

Beat on the brat
Beat on the brat
Beat on the brat with a baseball bat
Oh yeah, oh yeah, uh-oh.

What can you do?
What can you do?
With a brat like that always on your back
What can you do? (lose?)

«Mas um velho, d’aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
Cum saber só d’experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

– «Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
Cüa aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

«Dura inquietação d’alma e da vida
Fonte de desemparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinas e de impérios!
chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com qugem se o povo néscio engana!

«A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
D’ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?

Camões, o Velho…

Ainda por cima de borla, numa escola pública?

Five Reasons Why We Need Poetry in Schools

(…)

From the conservative dark
Into the ethical life
The dense commuters come,
Repeating their morning vow;
“I will be true to the wife,
I’ll concentrate more on my work,”
And helpless governors wake
To resume their compulsory game:
Who can release them now,
Who can reach the deaf,
Who can speak for the dumb?
.
All I have is a voice
To undo the folded lie,
The romantic lie in the brain
Of the sensual man-in-the-street
And the lie of Authority
Whose buildings grope the sky:
There is no such thing as the State
And no one exists alone;
Hunger allows no choice
To the citizen or the police;
We must love one another or die.
.
Defenceless under the night
Our world in stupor lies;
Yet, dotted everywhere,
Ironic points of light
Flash out wherever the
Just Exchange their messages:
May I, composed like them
Of Eros and of dust,
Beleaguered by the same
Negation and despair,
Show an affirming flame.
.

(…)

Exiled Thucydides knew
All that a speech can say
About Democracy,
And what dictators do,
The elderly rubbish they talk
To an apathetic grave;
Analysed all in his book,
The enlightenment driven away,
The habit-forming pain,
Mismanagement and grief:
We must suffer them all again.
.
Into this neutral air
Where blind skyscrapers use
Their full height to proclaim
The strength of Collective Man,
Each language pours its vain
Competitive excuse:
But who can live for long
In an euphoric dream;
Out of the mirror they stare,
Imperialism’s face
And the international wrong.

Faces along the bar
Cling to their average day:
The lights must never go out,
The music must always play,
All the conventions conspire
To make this fort assume
The furniture of home;
Lest we should see where we are,
Lost in a haunted wood,
Children afraid of the night
Who have never been happy or good.
(…)

September 1, 1939

AoPovo

Mais, aqui.

O PASSOS FEZ UMA AUSTERIDADE QUE TANTO O PODIA SER COMO A GREGA OU A IRLANDESA, OU A ESPANHOLA, OU O RAIO QUE O PARTA, OU A ITALIANA, OU A NAU CATHRINETA, OU A MARIA LAGARDE!

E O PASSOS TEVE CLÁQUE! E O PASSOS TEVE PALMAS! E O PASSOS AGRADECEU!

O PASSOS É UM CIGANÃO!

NÃO É PRECISO IR P’RA SÃO BENTO P’RA SE SER UM PANTOMINEIRO, BASTA SER-SE PANTOMINEIRO!

NÃO É PRECISO DISFARÇAR-SE P’RA SE SER SALTEADOR, BASTA GOVERNAR COMO PASSOS! BASTA NÃO TER ESCRÚPULOS NEM MORAES, NEM ARTÍSTICOS, NEM HUMANOS! BASTA ANDAR CO’AS MODAS, CO’AS POLÍTICAS E CO’AS OPINIÕES! BASTA USAR O TAL SORRISINHO, BASTA SER MUITO DELICADO E USAR LACA E OLHOS MEIGOS! BASTA SER JUDAS! BASTA SER PASSOS!

MORRA O PASSOS, MORRA!Mão.jpg (2277 bytes) PIM!

UMA GERAÇÃO COM UM GASPAR A CAVALO É UM BURRO IMPOTENTE!

UMA GERAÇÃO COM UM GASPAR À PROA É UMA CANÔA UNI SECO!

O GASPAR É UM CIGANO!

O GASPAR É MEIO CIGANO!

O GASPAR SABERÁ ECONOMIA, SABERÁ FINANÇAS, SABERÁ MEDICINA, SABERÁ FAZER CEIAS P’RA CARDEAIS SABERÁ TUDO MENOS PREVER QUE É A ÚNICA COISA QUE ELLE FAZ!

O GASPAR PESCA TANTO DE ECONOMIA QUE ATÉ FAZ PREVISÕES COM LIGAS DE DUQUEZAS!

O GASPAR É UM HABILIDOSO!

O GASPAR VESTE-SE MAL!

O GASPAR USA CEROULAS DE MALHA!

O GASPAR ESPECÚLA E INÓCULA OS CONCUBINOS!

O GASPAR É GASPAR!

O GASPAR É VITOR!

MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

BASTA PUM BASTA!

UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM RELVAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D’INDIGENTES, D’INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!

ABAIXO A GERAÇÃO!

MORRA O RELVAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

Para dizer que como PM e pária familiar tem pena do Pedro pai e cidadão.

Negas a escola à criança
Para toda a vida ser cega
E ter sempre confiança
Em quem a vida lhe nega

Nunca ganhou tantos louros
Um professor educando
Como na praça de touros
Um toureiro toureando

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