Mexe-te E Fala Menos


No Público de hoje, Manuel Carvalho tem uma prosa razoavelmente extensa sobre Educação, os professores, os sindicatos, os rankings, as escolas privadas, as públicas, isto e aquilo, incluindo passagens que me ecoam bastante familiares.

Não é novidade que desde 2007-08 Manuel Carvalho se mostrou sempre pouco permeável à contestação dos professores, em especial no que à ADD dizia respeito. Como é habitual em casos destes, quando se analisa a coisa de forma holística e não se atenta aos detalhes, lança-se o manto habitual de vergonha sobre todos. Para Manuel Carvalho, os “professores” são massa indistinta que não quer ser avaliada e se compraz na mediocridade. Não estou a tresler, está lá explícito, embora com a habilidade de dizer que a “imagem” foi projectada.

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Cita alguém (o jornalista Dinis de Abreu) que desconheço ser autoridade em matéria de desempenho de professores para lançar o anátema: há uma radical distância entre os professores da escola pública e os da privada. Não explica sequer o porquê nem o como. Apenas cita como letra de lei o que não passa de uma banalidade sem conteúdo. A verdade é que, em largo número, os professores das escolas privadas são, em acumulação, professores em escolas públicas ou optaram pelo sector privado quando as condições nas escolas públicas se degradaram. Arrisco dizer que a maioria dos cargos de chefia, intermédia ou outra, das escolas privadas são ocupados por professores das escolas públicas. E o resto, em especial os contratados e mais precários, são professores que não conseguiram entrar nas escolas públicas. Isto poderia ser demonstrado empiricamente se sobre as escolas privadas conhecêssemos a informação que conhecemos sobre as escolas públicas. Incluindo as remunerações. As oficiais e as outras. Para cima ou para baixo.

Quem tem da vida das escolas uma visão um pouco mais detalhada do que que se consegue do alto da colina dos preconceitos e da cedência aos clichés dos tempos da accountability sabe que o que distingue as escolas privadas de topo das públicas não é a qualidade dos professores, mas sim a forma de organizar a escola e os mecanismos de acesso dos alunos.

Algo que Manuel Carvalho até revela saber… em passagens que transcrevo em seguida…

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Por tudo isto, acho estranho que ele insista em adjectivar os professores como conservadores, corporativos, adormecidos e medíocres. Claro que se fosse interrogado directamente sobre isto, arranjaria maneira de dizer que não pretendeu ofender ninguém, nem sequer a classe, que foram só considerações sobre a “imagem projectada” e que são da família do “geral”, aquele gajo que leva sempre com as culpas.

Claro que se eu escrevesse – a partir de exemplos pontuais concretos e de “impressões gerais” sobre alguns fretes evidentes de alguns OCS – que “os jornalistas” (e já agora o seu sindicato, que nem sei se, como a Fenprof que Manuel Carvalho associa de forma monolítica aos “professores”, é associada da CGTP) são uma corporação que cede aos interesses económicos, que aceita a plantação de notícias  e que não raras vezes se deixa seduzir pelos meandros do poder, Manuel Carvalho teria todo o direito de se sentir ofendido e de me acusar de banalidades generalistas.

Só que eu nunca o fiz, nem farei, algo como arrasar completamente uma classe profissional a partir de uma qualquer experiência pessoal ou por ter amigos de amigos que coiso e tal, até sabem de umas coisas.

Como eu também sei, coiso e tal, de umas cenas sobre o jornalismo no Porto quando muita gente amochava perante os poderes instituídos, dos económicos aos autárquicos, passando pelos futebolísticos, com medo de perder o emprego ou levar umas cacetadas bem assentes de quem todos sabiam a mando de quem todos sabiam. Com relatos em 1ª mão de ofertas e favores diversos, em contrapartida.

Mas partir daí para uma caracterização global de uma classe profissional, quando se demonstra conhecerem-se vários factores que não confirmam essas teorizações é coisa que eu nunca faria.

Apesar de ter ido a manifestações contra a ADD e ser, portanto, um conservador adormecido e cultor da mediocridade.

Quanto a Manuel Carvalho tenho-o na conta de um muito  bom jornalista. O que não invalida que pense que ele poderia libertar-se um pouco dos seus atávicos preconceitos quando passa para os textos de opinião.

estou ocupado.

Estou numa de jazz, embora prefira o jass.

agradeço por hoje não terem havido crönicas parvas, Deus é enorme, haja fé em que os idiotas não triunfem.

E se ele fosse sentar-se em cima de…

Vítor Constâncio: novas medidas de austeridade têm de ser cumpridas

Um sinal da falta de qualidade da nossa democracia é este senhor ter conseguido ter a carreira que teve.

Vítor Gaspar sinalizou esta noite que do Orçamento para o próximo ano não constará medidas de austeridade além das anunciadas nos últimos dias. “Eu esperaria que o Orçamento para 2013 não traga quaisquer surpresas”, assegurou o governante, reforçando que “as medidas que foram anunciadas hoje são suficientes para conseguir os efeitos esperados” e foram criadas para responder “a ventos contrários de grande relevância” relacionados “com as características do próprio processo de ajustamento, mas também com a crise global”.

Ministro devia “sentir cheiro da sala de professores”

Mandaram-me – que eu não conspurco a minha página com amizades destas :lol: – a forma como este digno homem do Estado Liberal postou no FBook sobre mim.

Não percebo porque alguém tão bem encostado ao Estado, sobredotado mais do que precoce e bloqueado num país menor do que a sua ambição (a Goldmann Sachs já não contrata no 2º mundo?), escreve tão mal e com tanto fel.

Afinal eu só tinha escrito isto.

Reacção dele aparentemente ao retardador, porque o tipo é tão sobredotado e rápido que a reacção ultrapassa a velocidade da luz e parece chegar com três semanas de atraso.

Fazia-lhe falta, também, uma aulitas de língua materna, se é que ela a considera materna e não madrasta.

Antonio Nogueira Leite partilhou uma ligação

E nao é que o frustrado do Guinote (a quem a certa altura o Dr. Passos, sabe-se lá porquê, decidiu dar atenção e carinho) decidiu bolsar isto? Imagino que é uma vingança repetida porque uma vez tive o topete de escrever um artigo sobre o en sino secundário de que o caramelo nao gostou.

Nao deveria conspurcar a minha página com este lixo, mas fica bem como mostra da inteligência liliputiana do plumitivo mestre -escola. Ele há cada cromo….

… se nem sabe o que há ou deixa de haver no seu próprio ministério?

Não poderia estar calado sobre isto e gastar parte do tempo a descobrir a papelada dos submarinos?

Ministro não confirma modelo de privatização da RTP

Depois das declarações de António Borges à TVI sobre concessão da televisão pública, Aguiar Branco diz que anúncio será feito pelo Governo

Falando aos jornalistas no final de vários encontros com as autoridades cabo-verdianas, na Cidade da Praia, António José Seguro sustentou que, hoje em dia, a cooperação “já tem dois sentidos”, beneficiando mutuamente os países que colaborem um com o outro.

Pior do que a decisão é tentar remendá-la, extrapolando por completo a função exercida.

O presidente do Tribunal Constitucional defende que houve uma leitura errada do acórdão que declarou inconstitucional o corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas. O problema não está no facto de a medida afetar apenas os trabalhadores do setor público, mas de só incidir sobre os rendimentos do trabalho e não sobre os do capital.

… mas apenas nos dias pares que não é por isso que se torna verdade.

A enunciação de algo não transforma o verbo em acto.

Presidente do Constitucional nega que acórdão tenha “suspendido” Constituição em 2012

O presidente da Confap, Albino Almeida, é lacónico na análise: o cenário espelha as “dificuldades do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), que tem de pensar um exame para milhares de alunos como se tivessem aprendido a mesma coisa, no mesmo local, com os mesmos apoios, metodologias e professores e que tivessem conseguido o mesmo aproveitamento”, disse ao i.

(…)

Albino Almeida lembra que as avaliações servem para apurar o nível de aprendizagem dos alunos ao fim de um ciclo de estudos e para perceber “se estão capacitados para seguir o seu percurso superior”. Por não estar a ser cumprida essa função, o responsável da Confap considera “preocupante” o investimento feito em aulas de explicações pelos encarregados de educação de milhares de alunos que não atingiram as metas que se tinham proposto. “Quero que os exames respondam ao que defendeu Piaget: só se deve ensinar o que se pode avaliar e só se deve avaliar aquilo que se ensinou”, resume.

Quer?

A sério?

E sabe, por acaso, até que idade das crianças e jovens desenvolveu Piaget as suas teorias?

Cortes no privado? Seguro não revela posição

Líder da oposição diz que quer conhecer Orçamento para 2013.

Grande barrete o enfiado pelos próprios deputados. Mesmo se o barrete caiu em todos.

Relvas orgulhoso de um país que está entre os quatro melhores da Europa

Por causa daquilo das pensões que não dão para pagar as contas e tal.

E não esqueçamos que foi ele que assinou de cruz tanto as despesas do outro como a austeridade deste…

O Presidente da República considerou hoje “muito difícil” voltar a exigir novos sacrifícios a quem já foi chamado a contribuir “significativamente para a redução dos equilíbrios económicos e financeiros” em Portugal.

E picareta falante era o Guterres?

Chiça penico, como bem recorda a Hanna Montana! (referência erudita, só acessível a quem é obrigado a ouvir o Canal Disney)

Ultrapassar a crise está nas mãos dos portugueses – Miguel Relvas

O ministro-adjunto do primeiro-ministro e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu hoje a aposta no empreendedorismo, afirmando que que “está nas mãos” dos portugueses criar condições para o país ultrapassar “este momento” de crise.

UGT admite: revisão laboral «é má»

«Não resolve os problemas da economia e das empresas, mas está encerrada»

«Problema de Portugal não é de hardware, mas de software»

Miguel Relvas salienta «papel determinante» do poder local nas próximas décadas em matéria de competitividade.

Por caridade… alguém o cale. Ao pé dele, o Guterres era um tipo sisudo e mal-falante.

João Proença. “A CGTP é uma célula do PCP”

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