Metodologias


Primeiros: verificar se a reforma pretendida corresponde a algum problema real a resolver ou se é apenas um problema inventado para justificar a dita reforma. Neste caso, o processo termina aqui.  Se o problema é real, convém avaliar o seu grau de urgência e necessidade para melhorar a vida dos principais destinatários.

Segundos: analisar as possibilidades de solução do problema e respectivas alternativas. Procurar situações similares e medidas tomadas, no passado ou em outras paragens, assim como os resultados obtidos. Procurar perceber se são medidas adaptáveis à nossa realidade.

Terceiros: consultar os interessados, seja os destinatários das medidas, seja os seus implementadores no terreno. Procurar estabelecer entendimentos e mobilizar o máximo de uns e outros, embora sem ser para fazer consensos ineficazes.

Quartos: estabelecer um cronograma público da reforma e respectivas medidas. Estabelecer, de preferência, um período experimental seguido de uma avaliação, antes da expansão ou generalização das medidas. Recolher informação e reavaliar o processo, se necessário.

Quintos (ou pré-primeiro): não iniciar um novo processo de reforma sem a devida avaliação do anterior

Flipped-Learning Toolkit: Flipping the Non-Flippable Classes

Como sempre, há coisas que sim, outras que nem tanto.

3 Ways to Plan for Diverse Learners: What Teachers Do

ou da desigualdade:

 

umas “aplicações” estão “abertas” até às 23:59h, outras até às 24:00h.

 

A Learning Secret: Don’t Take Notes with a Laptop

Students who used longhand remembered more and had a deeper understanding of the material.
:
Referência enviada pelo Luís Braga.
  • Em Setembro do ano lectivo 0 anuncia-se que em Maio do ano lectivo +2 se irá introduzir uma prova de aferição para alunos de 6º ano na disciplina X.
  • Em simultâneo, pode anunciar-se a introdução de um exame para o 9º ano, nessa mesma disciplina, em período experimental no ano lectivo +3.

Desta forma, alunos e professores terão um ciclo de escolaridade – aquela que dizem ser a unidade base para se desenvolver o currículo e avaliação das diversas disciplinas – para fazer o seu trabalho e não meia dúzia de meses, após um qualquer parecer do CNE a meio do ano lectivo 0 para que se faça uma prova/teste intermédio/ exame no final desse mesmo ano lectivo.

Como se reparará, o processo é muito simples e não exige ninguém sobredotado para conceber e compreender o cronograma. E ainda há formas melhores de se fazerem as coisas, pelo menos para mim, que não tenho fobia aos exames, nem a tinha em tempos de aluno (e olhem que fui aluno muitos, muitos anos… formalmente até ao meu último exame que foi em 2007), mas esta já é uma forma razoável de se fazerem as coisas.

Esta metodologia tem é um problema… pode não se ajustar aos ciclos político-eleitorais…

E procura respeitar alunos, famílias e professores, o que nos tempos que correm ainda é capaz de ser considerado um luxo.

 

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… não apresenta um custo médio por aluno, mas sim por turma (o que serve para comparar directamente com o que  é pago às escolas com contrato de associação.

A justificação não me convence por completo, pois a solução encontrada é muito simples e mantém ocultas muitas diferenças nas médias apresentadas.

Concordo com a segmentação por tipos de turma no Secundário, só lamentando que não tivessem feito o mesmo para o Básico.

Discordo da segmentação regional dos cálculos, sendo muito mais relevante se tivesse sido feita uma segmentação por tipo de estabelecimento de ensino e dimensão ou por oposição urbano/rural e litoral/interior.

Fica aqui parte da página 4 do estudo.

… tem uma metodologia coincidente com a minha em diversos aspectos. Mesmo se acho que para este estudo chegavam poucas semanas de trabalho.

Excluímos despesas de investimento, designadamente da Empresa Parque Escolar e do Plano Tecnológico da Educação, tendo em conta a sua natureza quando confrontada com a finalidade deste estudo: o custo do aluno tendo em vista os contratos de associação.

Afinal, andaram certos comentadores a anunciar catástrofes e… 👿 … no fim, os autores do estudo tiveram um bom senso assinalável e não cederam a certas teorias.

Decidiu-se que a estes custos apresentados pelas escolas deviam ainda ser retirados os custos relativos a pessoal docente que sendo pago pelas escolas não têm atividade letiva, nomeadamente docentes afetos a programas de mobilidade e a programas especiais. No entanto não foi possível identificar isoladamente estes custos por unidade orgânica, tendo sido apenas possível apurar o seu valor global. No Anexo 2 encontram-se a descrição destes programas assim como o custo associado aos mesmos.
Além deste custo com a mobilidade e programas especiais, foi ainda apurado um custo relativo a pessoal não docente afeto às cozinhas e refeitórios, que também não foi possível individualizar pela contabilidade das escolas mas apenas a nível agregado para o conjunto de escolas. O valor em causa pode ser encontrado também no Anexo 2.

2. Operating costs as determined by the Minister in the “Per FTE Student Cost Order”:

“operating costs”, means an authority’s “operating expenses”, as defined in the Per FTE Student Cost Order, for operating an independent school, but does not include principal repayments and interest payments on capital debt incurred by the authority, or the cost of leasing facilities and the costs incurred for the payment of property taxes with respect to that school.

Apenas mais um contributo metodológico.

Fiscal Year 2011
Operating Expense Per Pupil (OEPP), Per Capita Tuition Charge (PCTC)

From the 2010-11 Annual Financial Reports (AFR)

(…)

Definitions:

Operating Expense per Pupil

The gross operating cost of a school district (excepting summer school, adult education, bond principal retired, and capital expenditures) divided by the nine-month ADA for the regular school term.

PER STUDENT COST FIGURES For THE DISTRICT OF COLUMBIA PUBLIC SCHOOL SYSTEM

… fechar as escolas da Parque Escolar e deslocar os alunos para as tradicionais EB 2/3, caso incluam o preço das instalações nos custos operacionais por aluno.

Estando eu numa escola em que é preciso pais e escola andarem a mendigar tinta para pintar o exterior do pavilhão, não me apetece ser confundido, em termos de encargos, com a centena de palácios da PE e da festa socrática.

A bem do rigor comparativo.

Se eles comeram 6 franguinhos assados à guia, com batatinha frita e arroz basmati, mail’a saladinha bem temperada, e eu fiquei com uma sandes de mortadela sem manteiga, porque diabos aceitarei que digam que comi três frangos? Nem sou comunista…

Como complemento, gostaria de saber se, caso os cursos profissionais passem mesmo para os Politécnicos, um futuro cálculo dos encargos dessa decisão incluirá o custo dessas instalações.

Já postei por aqui este texto há uns tempos…

If you are a superintendent looking to find more money for your schools, you can report the number in a way that makes them look underfunded. If you are a state legislator looking to send less money to public schools, you can report the numbers in a way that makes them look overfunded. If you’re a taxpayer interested in how your tax dollars fund your local school, well, you’re out of luck.

Determining per pupil expenditure relies on a series of decision rules that vary. Should states report current expenditure or total expenditure (which includes capital outlays and debt services)? Is expenditure the total revenue collected and disbursed to the public schools, or the amount that the district actually spent?

Perhaps most importantly, the method you use to calculate costs affects the final total. To highlight the discrepancies that can exist, I compiled three different calculations of per pupil expenditures from five large, well-known school districts (based off data from the Census Bureau Report). As you can see from the right-most column, the per-pupil expenditure varies widely depending on how cost is calculated.

Mas, mesmo com discordâncias, parece-me que algo é claro: fica mal usar variáveis diferentes para fazer comparações.

Fonte(s) bem colocada(s) – não estou a fazer bluff ou a atirar barro à parede pois a informação recebida é algo extensa e agradavelmente detalhada em diversos aspectos – confirmou(aram)-me hoje que o estudo encomendado pelo MEC sobre o custo por aluno no ensino público e privado esteve inicialmente concluído bem antes do Verão.

Mas que não foi logo divulgado.

Uma explicação possível – será mesmo mera suposição minha? – é que houve problemas e divergências de metodologia, com interferências a partir do topo para que se incluíssem, ou não, certas variáveis, conforme fossem para o sector público ou privado. O caso do preço das instalações, por exemplo, pois parece que a tentação de algumas pessoas para martelar os custos da Parque Escolar foi fortíssimo.

Mas há coisas mais curiosas que reservo para o momento da aparição do estudo final. O que terá sido resultado de aperfeiçoamentos na metodologia.

Tudo bate certo com o timing das inconfidências dos ramirílios, demasiado entusiasmados com o twist introduzido.

Avaliar fichas a ouvir ZZ Top.

E até acelera o processo.

Um professor ensina o 25 de Abril. Escola D. João V, Damaia.

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