Manobras


“Se as coisas no país evoluírem de tal forma que um dia seja absolutamente claro que há muita gente que o deseja muito, que deposita muita confiança em mim e que, por um conjunto de circunstâncias, quer que eu vá, se eu sentir que isso é realmente um movimento grande, é evidente que dificilmente uma pessoa pode defraudar as pessoas e fugir”, disse Rui, na entrevista que está disponível em vídeo no site da Rádio Renascença.

como é aquilo da coisa inclinada de PISA. Convenhamos, a dinâmica de êxitos cá de casa só se verifica porque o padrão não se mostra estático, regrediu.

Afogados em dois milímetro de Di-Hidreto de Oxigénio.

Ainda só pintei os tectos!

 

 

…ou teremos que vos despedir. De vez.

Disse.

 

Adenda: Uns e outros.

 

Embalados pelo gabinete do PM, certos interesses agitam-se…

Ensino Particular quer discutir modelos educativos com o Governo

Não se percebe bem se a coisa é para passar ao lado do MEC… se é negociação directa com os assessores amigos, os tais que…

No fundo foi criada uma realidade virtual – os cenários apresentados existem há muito e permanecem no imaginário daque4les que vivem de olhos nos mais de 4 mil milhões do Orçamento do MEC – e agora alguns actores mexem-se como se a realidade tivesse mudado.

A verdade é que apenas foi feita uma encenação…

Em declarações à agência Lusa, o director executivo da AEEP, Rodrigo Queiroz e Melo, afirmou que os agentes privados ainda não foram chamados a negociar estas matérias com o Governo, mas manifestou-se favorável a qualquer uma das três hipóteses ou mesmo à adoçam [sic] de todas, em simultâneo.

Resta saber se Nuno Crato é conivente ou se anda a ser ultrapassado pela direita baixa.

Atendendo à recente desautorização do PM, prognósticos só no final do jogo.

Até porque há mais novidades em carteira.

Que não dependem apenas dos novos amigos do Pedro, os tais de duplo apelido e ascendência notável que se vão distendendo e até lançando teorias sem qualquer cabimento.

E ainda há aquela coisa dos estudos que se apresentam aqui e ali para efeitos de apoio. E depois acabam nos gabinetes. É confuso, mas agora não me perguntem os específicos que não os posso revelar.

Apenas os vou observando… os de’s e os e’s.

O que é preciso para seguir os volteios e revolteios do Expresso a cada nova edição. Na capa dá-se conta de duas visões sobre o país, do Governo e PSD. Lá dentro, dá-se a entender que o Governo vergou Jardim. Tudo muito alinhado com a máquina de spin do Governo. A queda em desgraça da Loja Mozart e, por tabela, do espaço de manobra da Ongoing permite ao grupo de Balsemão ensaiar alguma magnanimidade.

Mas ontem o Sol anunciava com grande destaque uma entrevista com Passos Coelho.

Em tempos de teórico Estado Magro, os grupos ficam com maior necessidade de boas relações com o poder político, em especial o Executivo que influencia fluxos publicitários, atribui licenças, abre concursos, faz ajustes directos.

Por seu lado, este PSD sabe que tem pés de barro, fraco capital humano e que beneficia, antes de mais, da destruição que Sócrates produziu no ânimo da sociedade e na oposição. Seguro aparece na última página do Expresso como líder de um partido sem dinheiro e ontem, no Sol, como líder de um partido que suspira por Sócrates.

De certa forma, a fraqueza geral dos actores empurra-os uns para o colo dos outros, permitindo uma coreografia mediática que só na superfície é similar à conseguida pelo engenheiro.

Neste caso encena-se firmeza perante quem não tem poder efectivo (Belém) e finge-se ter conseguido vergar quem determinou os moldes de divulgação de um resgate que não será pago por ele (Jardim).

Tudo isto são distorções evidentes dos factos.

Porque não é preciso observar diariamente o nascer do sol para saber que ele acontece, para quem vive aqui, a Ocidente e não a Norte. Nem estar constantemente a atirar maçãs à cabeça do Newton para saber que elas acabam no chão e não em cima da árvore.

A aparente amnésia e falta de esforço dos grupos parlamentares do Bloco e do PCP nas suas propostas de (pseudo) suspensão da ADD faz-me crer que estas forças partidárias NÃO estão interessadas numa efectiva suspensão da coisa.

Nesta altura da legislatura, isto parece-me coreografia, para aparentar que querem algo, mas na verdade apenas querem que a insatisfação continue a propagar-se na escola, que o ambiente se deteriore ainda mais e que a insatisfação aumente ao ponto de chegar a um desejado ponto de amadurecimento que leve os professores outra vez para a rua, se possível servindo o bem maior que é o combate contra as Políticas de Direita.

Se isso é justo e politicamente legítimo? Talvez, mas não é isso que agora e aqui me interessa.

O que está em causa não me parece ser a defesa dos interesses – que muitos no PC e no Bloco consideram corporativos como o achava muita gente do PS e acham muitos pensadores do PSD – dos educadores e professores, mas apenas uma jogada de táctica política destinada a coreografar e não a dançar efectivamente.

Perante a decisão conhecida em finais de Abril do Tribunal Constitucional, estas propostas não são sérias e abrem o flanco todo a serem derrotadas pelo PS, em defesa da sua obra, até perante a eventual abstenção do PSD/CDS, pelas razões expostas, pois poderão alegar que são soluções que já se sabem inconstitucionais e terem a severa aversão presidencial.

É minha sincera opinião, neste momento, após leitura atenta das duas incompetentes propostas, que o que se pretende é utilizar de novo a classe docente como mero peão num jogo maior. Perante um possível fracasso parlamentar, já se adivinha o folclore habitual da indignação de alguns dos nossos representantes institucionais, subitamente aliados (esquecendo antigas ameaças de processos judiciais) com o gritador-mor contra a actual equipa da Educação  e seus aliados nortistas numa coligação positiva extremamente curiosa.

Mas… a verdade é que isto é tudo a fingir.

Queriam resolver a parte mais complicada: propunham apenas a alteração da legislação dos concursos e faziam uma recomendação para que o governo regulamentasse, ele mesmo, a suspensão da ADD, de acordo com as promessas feitas pelo primeiro-ministro na campanha eleitoral.

Faziam uma proposta limpa do que se sabe ter sido declarado inconstitucional.

Não o fazendo assim… é porque querem que os palhaços tristes continuem a dar espectáculo.

Nota final: este post é, obviamente, para andar à cabeçada com muita gente incluindo os lutadores de sofá e os entre-a-espada-e-a-parede que não querem agora deixar de mostrar como são bãos.

E é um post assumidamente corporativo, no sentido de ser contra a instrumentalização política mais do que repetida do que ainda se pode designar como classe docente.

ainda não entendeu qual delas andam a divulgar.

Que seja o Estado a contornar habilmente as suas próprias leis é um excelente exemplo para os privados e todo o resto da sociedade.

Enquanto os Magalhães ficam em banho-maria – pelos vistos não há problema em este ano a extraordinária ferramenta pedagógica não estar disponível para os alunos do 1º ano – o império da Parque Escolar continua a florescer com base em formas habilidosas de…

Parque Escolar dividiu empreitadas para evitar lançar concursos públicos

(…)
Em causa estão as obras de modernização, realizadas entre 2007 e 2009, nas escolas D. Dinis e D. João de Castro (em Lisboa) e Soares dos Reis e Rodrigues de Freitas (no Porto). O conjunto destas quatro empreitadas representou, de acordo com a Parque Escolar, um investimento na ordem dos 61 milhões de euros.

Nestes quatro casos, a entidade pública empresarial encarregue do “planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização e manutenção da rede pública de escolas secundárias e outras afectas ao Ministério da Educação” optou por fraccionar as empreitadas de requalificação. Uma opção que, de acordo com o Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, é possível apenas em determinadas condições: “Só é permitida a divisão de uma empreitada em partes desde que cada uma delas respeite a um tipo de trabalho tecnicamente diferenciado dos restantes ou deva ser executado com intervalo de um ano ou mais relativamente às outras”.

Os dois advogados ouvidos pelo PÚBLICO, que pediram anonimato por motivos profissionais, afirmam que nenhuma dessas condições se verificou nas quatro escolas requalificadas na fase-piloto do programa de modernização, pelo que as empreitadas não podiam ter sido fraccionadas. Isto porque, explica um deles, os trabalhos contratados não só eram “interdependentes”, não se verificando a necessária “autonomia técnica” entre eles, como não houve um desfasamento temporal na sua concretização.

Repare-se agora o cuidado colocado pelos advogados que prestam declarações.

E relembremos como o anterior líder parlamentar do PSD e candidato a líder do partido aceitou que a sua empresa se tornasse empregada da Parque Escolar, criando uma situação do mais caricato possível caso ele tivesse sido eleito.

Vão-se conhecendo alguns. Da Educação nem por isso. Consta que há birras. Parece que há quem tenha andado a nomear CAP’s a esmo, indo mais além que a vice-rainha do norte e se sinta esquecido. É triste e é capaz de ter razão. Mas em política não há muita gratidão. Até eu sei isso.