Manifesto


All men have secrets and here is mine 
So let it be known 
For we have been through hell and high tide 
I can surely rely on you …
And yet you start to recoil 
Heavy words are so lightly thrown 
But still I’d leap in front of a flying bullet for you 

So, what difference does it make ? 
So, what difference does it make ? 
It makes none 
But now you have gone 
And you must be looking very old tonight 

The devil will find work for idle hands to do 
I stole and I lied, and why ? 
Because you asked me to ! 
But now you make me feel so ashamed 
Because I’ve only got two hands 
Well, I’m still fond of you, oh-ho-oh 

So, what difference does it make ? 
Oh, what difference does it make ? 
Oh, it makes none 
But now you have gone 
And your prejudice won’t keep you warm tonight 

Oh, the devil will find work for idle hands to do 
I stole, and then I lied 
Just because you asked me to 
But now you know the truth about me 
You won’t see me anymore 
Well, I’m still fond of you, oh-ho-oh 

But no more apologies 
No more, no more apologies 
Oh, I’m too tired 
I’m so sick and tired 
And I’m feeling very sick and ill today 
But I’m still fond of you, oh-ho-oh 

Oh, my sacred one … 
Oh …

[Johnny Marr] What Difference Does It Make?

MANIFESTO 18 DE DEZEMBRO – TODOS CONTRA A PROVA

É preciso derrotar esta prova fazendo a luta por inteiro. Marquemos forte presença à porta das escolas onde houver provas marcadas.

Crato sabe que a prova não prova nada e por isso brinca com ela e com os professores. Com medo da união, isentou uns para condenar outros. Tentou dividir para reinar. Se não acabarmos hoje com a prova, amanhã é ela que leva a todos.

Depois de lançar no desemprego professores formados nas instituições que tutela, Crato quer agora varrê-los da profissão. Não aceitamos esta humilhação. Estamos prontos para combater de frente o objectivo do governo da troika que é só um: despedir professores a torto e a direito, precários e efetivos.

Nuno Crato sabe que pode perder e que pode deixar de ser ministro. Para isso, é necessária toda a solidariedade e mobilização: de sindicalizados ou não, de todos os sindicatos e associações, de alunos, de mães e pais, de cidadãos e cidadãs. Todos juntos daremos corpo a esta greve. Os professores devem recusar qualquer serviço relacionado com a prova e renunciar à vigilância dos seus colegas.

Apelamos assim a toda a comunidade educativa e a todas as pessoas solidárias com os professores e com a escola pública para que compareçam em grande número no dia 18 de Dezembro nas escolas para onde a prova está marcada. Com determinação e união não vai haver prova para ninguém.

Albertina Pena, professora, Belandina Vaz, professora, Carlos Mendes, músico, Deolinda Martin, professora, Jacinto Lucas Pires, escritor, José Mário Branco, músico, Joana Manuel, atriz, João Salaviza, cineasta, Jaime Pinho, professor, José Luís Peixoto, escritor, Isabel Louçã, professora, Inês Tavares, estudante, Luísa Costa Gomes, escritora, Manuel Grilo, professor, Mário Nogueira, professor, Miguel Reis, professor, Mariana Gomes, estudante, Paulo Guinote, professor, Silvana Paulino, professora.

vou-me jeter

que avalie.

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No próximo dia 2 de Março tem lugar a manifestação “Que se Lixe a Troika – O povo é quem mais ordena”. Essa é a ocasião para que toda a comunidade educativa se manifeste em unidade com todos os sectores da sociedade atacados pela política do actual governo.

Convocamos pais, alunos, pessoal não docente, professores e todos/as os que querem defender a escola pública para integrarem a Maré da Educação!
2 de Março, 14h – Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro.

Juntamo-nos em seguida ao povo inteiro, para a manifestação Que se Lixe a Troika, do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço.

 Evento “Maré da Educação” no facebook

 Evento “Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena” no facebook

Manifesto: Maré da Educação

Sem Educação de qualidade não há país que sobreviva à crise. Mas o governo da troika insiste em penalizar o povo, encarando a escola pública como mais uma despesa a cortar. Não foram os alunos, nem as famílias, nem os professores, os responsáveis pela dívida que aumenta todos os dias e cujo abuso dos juros anuais supera o orçamento para a Educação.

Portugal está muito atrasado e o Governo quer empurrar-nos ainda mais para trás: só 32% da população portuguesa tem o ensino secundário contra 72% no conjunto dos países da OCDE. A taxa de licenciados continua muito baixa e somos dos países com as propinas mais elevadas da Europa. Investir nas pessoas é investir no país de forma responsável, mas tudo está a ser feito ao contrário.

Disseram que a intervenção externa era para nos salvar…mas não há salvação possível quando se atacam os serviços públicos, quando se faz disparar o desemprego, quando se empobrece a escola pública. Em vez de investir no que pode levantar o país, o Governo ataca a Educação. O investimento neste sector desceu de 5,9% para 3,8% do PIB em dois anos, menos de metade da média do investimento nos países da OCDE. O ataque à escola pública faz-se sentir todos os dias: dezenas de milhares de professores ficaram sem trabalho, o número de alunos por turma aumentou, milhares de estudantes do ensino superior abandonam as universidades por não poderem pagar ou endividam-se cada vez mais. Perante a ausência de apoios sociais dignos que garantam a igualdade de oportunidades, as escolas e as universidades elitizam-se. A inclusão de agentes externos, nomeadamente bancos, nos conselhos de gestão das universidades prova a intenção do governo em subjugar o Ensino a uma lógica de mercado e não de conhecimento e cidadania.

Para o governo e para a troika isto ainda não é suficiente: ameaçam com mais horas de trabalho, com mais precariedade e despedimentos de professores, propinas ainda mais caras e desde o secundário. Querem criar uma educação para ricos e outra para pobres.

 Não aceitamos que um bem público seja posto à venda!

Subscritores:

Belandina Vaz, professora contratada
João Mineiro, dirigente estudantil
Isabel Moura, professora contratada
Carlos Gomes, professor, Plataforma pela Educação
Sara Schuh, estudante do ensino secundário
Paulo Guinote, professor, autor do blogue “A Educação do meu Umbigo”
Deolinda Martin, professora, SPGL
Arlindo Ferreira, professor, autor do Blog DeAr Lindo
Inês Tavares, dirigente estudantil
António Avelãs, professor, SPGL
Laura Diogo, Artigo 74º
Sérgio Paiva, professor contratado
Beatriz Dias, professora, Movimento Escola Pública
Alexandre Pinto, professor contratado
Miguel Reis, professor desempregado
Inês Lopes, assistente administrativa
Isabel Borges, professora
Patrícia Figueira, professora
Rui Foles, professor.
José Henrique Santos
Mariana Gomes, estudante
Clara Cuéllar, estudante
João Carreiras, estudante
Luna Rebelo, estudante
Ricardo Gouveia, estudante
Isabel Louçã, professora
Helena Dias, actvista social
Silvana Paulino, professora efectiva
Jaime Pinho, professor efectivo
Rodrigo Rivera, estudante
Maria Figueiredo, estudante
Maria Canelhas
Filipa Gonçalves, estudante
João Paulo Silva, professor, SPN

Jericó!

Estava aqui a assistir ao fim-do-mundo-395 quando foi interrompida a emissão.

 

 

 

Sacraste, bleri-fulo!

 

Esta é uma iniciativa aberta a alunos, professores, pais e a todos os cidadãos, com ou sem partido, que defendem e acreditam na Escola pública.

Manifesto Por uma Escola Pública de qualidade!

Esta é uma iniciativa aberta a alunos, professores, pais e a todos os cidadãos, com ou sem partido, que defendem e acreditam na Escola pública. Este manifesto pretende ser um apelo à mobilização dos cidadãos por uma escola que tenha como principais objectivos a qualidade das aprendizagens, a inclusão, o rigor, a disciplina, a cultura do respeito por si próprio, pelo outro, pelo ambiente, a responsabilidade, a reflexão mas também a criatividade e a curiosidade em termos de aprendizagem, uma escola em que o lema não seja “direito a uma educação” mas sim “direito a uma Educação para todos de qualidade”, tal como prevê a Constituição da República Portuguesa, de modo a garantir a formação integral do aluno visando a formação de cidadãos autónomos, com saberes indispensáveis para a sua inserção crítica na sociedade.
A escola pública enfrenta um dos piores momentos da história da Democracia, com os seus valores a serem subvertidos pelo estigma da austeridade e pelas medidas economicistas, de horizontes tão curtos que corre o risco de se transformar num amplificador das assimetrias sociais.
Denunciamos:
– a criação de mega-agrupamentos – meras entidades administrativas com 3000 ou mais alunos e 600 professores – que, instituindo a direcção à distância, cria condições para mais indisciplina, para uma desvalorização das questões pedagógicas, dificultando a promoção das aprendizagens e, em resultado disso, para mais insucesso e abandono escolar;

– constituição de turmas com 30 alunos – quanto maior for o número de alunos maior é a dispersão, mais se potencia a indisciplina, menor é a capacidade de um ensino mais personalizado, quando necessário, maior a dificuldade em fazer avaliações quer da oralidade nas disciplinas de línguas, quer nas práticas das disciplinas laboratoriais;

– a atribuição de maior número de créditos horários a escolas com melhores resultados nos exames – as escolas que necessitam mais horas para apoiar os seus alunos, são as escolas com menos sucesso, normalmente escolas frequentadas por alunos de classe baixa ou média/baixa sem possibilidades económicas de procurar apoios fora da escola;
– O Despacho 13-A/2012 que altera os tempos escolares dedicados à educação física, à educação visual e tecnológica, ao desporto escolar, à formação cívica, reforçando a ideia de disciplinas “fortes” – Português e Matemática, disciplinas “fracas” –as restantes, com excepção das disciplinas de educação física e artes que passam a ser disciplinas “menores”. A agravar as questões pedagógicas, um só Despacho consegue uma redução média de cerca de 20% dos horários dos professores, ou seja, cerca de cerca de 25.000.
– As exigências cada vez maiores que a Escola e a Sociedade fazem aos professores, contrastam com um estatuto da carreira docente cada vez mais frágil.
A pretexto da “crise” estão a ser tomadas medidas que refletem uma ideologia conservadora e que traduzem num brutal retrocesso na Educação para Todos, que, para além de ser um compromisso com a UNESCO, é um dos Objectivos do Milénio da ONU.
A escola em Portugal conseguiu avanços muito significativos nos últimos 38 anos, tal como o Governo e Presidente da República reconhecem ao dizer que esta geração é a mais bem preparada de sempre. Não vamos deixar que os mesmos que dizem isto destruam o sistema de ensino publico através da legislação relativa ao funcionamento do próximo ano letivo. Propomos, por isso, a revogação do Despacho Normativo n.º 13-A/2012 e do Despacho N.º 5634-F/2012, bem como uma revisão dos critérios subjacentes à contrução dos megaagrupamentos, a fim de restituir às escolas um clima de tranquilidade e aos professores um clima de dignidade pessoal. Propomos uma discussão fundamentada sobre a educação em Portugal para que o risco que a Escola Pública corre, não a transforme numa “Escola de Risco”!

Ana Benavente, Socióloga, Professora
Maria do Rosário Gama, Professora Aposentada, Ex-Diretora da Escola Infanta D. Maria

O Manifesto Para Uma Aliança Bloco-PS.

Gosto da estética-pós-retro. O conteúdo, já o li muitas vezes.

… pois concordo com a globalidade do conteúdo divulgado hoje no Público. Posso não concordar com algumas das alternativas deste ou aquele signatário, mas é isso é coisa secundária  em relação ao essencial que é o brutal desinvestimento na Educação com o pretexto de ser necessário cortar em todo o lado, não distinguindo entre o coração e o cérebro e o apêndice ou as unhas.

Como demasiados economistas da Educação já demonstraram é nos momentos de crise e em aparente contra-ciclo que o investimento nesta área é mais útil.

Sendo eu pouco adepto de manifestos, se o assino é porque estou convicto que o caminho que o ministro Nuno Crato e o governo decidiram trilhar é manifestamente errado, não usando argumentos válidos para justificar a aplicação de meros preconceitos ideológicos à gestão corrente da coisa educativa.

A educação, o país, o futuro

 Nos seus 35 anos de democracia Portugal venceu o desafio da democratização do acesso à educação e aproximou-se dos níveis de qualificação europeus. Ainda que muitas das promessas da escola pública tenham sido apenas parcialmente cumpridas e que o acréscimo das qualificações não tenha sempre vindo acompanhado de maior justiça social e de crescimento, a verdade é que a educação está no centro do aprofundamento da democracia e da possibilidade do desenvolvimento.

As perspectivas com que se confronta hoje o campo educativo são, contudo, desoladoras. A situação das finanças públicas reclama um conhecimento e avaliação exigentes de todos os compromissos públicos, identificando despesa desnecessária, supérflua e geradora de injustiças sociais e distinguindo-a da que é indispensável, que colmata problemas sociais graves e qualifica o país. Por isso mesmo, a fragilização da educação não pode ser o objectivo de uma política que enfrente as dificuldades e o défice económico e social do país. A escola pública de qualidade e a promoção da investigação científica são uma parte fundamental da solução e não uma parte do problema.

O corte de 864 milhões de euros em 2012 na educação e ciência atira Portugal para a retaguarda da União Europeia em matéria de investimento no ensino. Em 2010 as despesas do Estado com a educação representavam 5% do PIB; passarão agora a apenas 3,8%. Na UE, a média é de 5,5% e na Eslováquia, que estava no final do tabela, rondava os 4%.

Esta escolha terá um efeito devastador nas escolas, e, portanto, sobre as crianças e os jovens que construirão o futuro do país. Se esta política for avante, as escolas e as universidades perderão milhares de professores necessários, muitos recursos fundamentais e assistiremos inevitavelmente à degradação das condições de aprendizagem com o aumento do número de alunos por turma e o término de algumas experiências fundamentais de combate ao insucesso escolar. A situação das finanças públicas não pode, portanto, servir de argumento para deteriorar a vida nas escolas, precarizar as relações de trabalho e hipotecar o futuro da educação.

Os défices da escola pública não se resolvem, tampouco, com a dualização do sistema educativo nem com a estratificação das vias escolares, abandonando o mandato democrático que estabelece que a escola deve garantir a igualdade, em lugar de promover a desigualdade como programa de política educativa.

O discurso segundo o qual estamos perante um abaixamento generalizado das competências e que isso exige como resposta que a escola volte “aos conhecimentos básicos” não se fundamenta em nenhum diagnóstico comprovado nem na apresentação de qualquer dado objectivo. Sem base na realidade, o seu efeito é, pelo contrário, expurgar tudo o que na educação escolar possa ter uma relação com a vida quotidiana, com o mundo da vida dos jovens, com as capacidades, competências e conhecimentos ligados à cidadania, à promoção do pensamento crítico, da participação ou da curiosidade científica.

No Ensino Superior há uma séria limitação da actividade das instituições, rompendo-se metas estabelecidas e compromissos assumidos e agravando-se as condições de desigualdade no acesso e na frequência, seja através da pressão para o encarecimento da formação como forma de recolher receitas próprias, seja na diminuição das verbas disponíveis para a acção social escolar, seja na incapacidade de entender as qualificações produzidas como o principal recurso para um outro modelo económico. A limitação do investimento na investigação anuncia a prazo o fim das redes de produção de conhecimento científico que constituem um dos mais preciosos recursos que o país criou nas últimas décadas. Desperdiçar esse investimento e qualificação é eliminar uma das melhores possibilidades de reconstrução promissora do futuro do país.

O nosso país confronta-se hoje com um cenário em que se propõe à escola pública e ao ensino superior que recue décadas, quer na definição do seu papel, quer nas suas formas de organização, quer nas modalidades pedagógicas a que recorre. Pelo contrário, precisamos, em particular em contexto de crise, de um sistema educativo que seja mais democrático, mais respeitador da diversidade e mais promotor da igualdade.

A afirmação do conhecimento, da cultura e da cidadania obriga-nos, enquanto agentes da educação e da ciência, a utilizar todas as nossas energias contra o esvaziamento do papel do Estado na educação, o desmantelamento de políticas de combate às desigualdades escolares e contra uma reeestruturação curricular cujo sentido seja a recuperação de uma escola conservadora contra a complexidade e a abertura que a sociedade de hoje exige.

Ana Benavente (investigadora ex-Secret. Estado Educação,); Ana Cláudia Pimenta (Ass. Acad. Univ. Évora); Ana Costa (investig. ISCTE-IUL); Ana Drago (deputada Com. Educação da AR); Adriana Bebiano (investig., prof. FLUC); Almerindo Janela Afonso (investig., prof. Univ. Minho); António Avelãs (presidente SPGL); André Moreira (Presid. AE Esc. Secund. Paredes); António Teodoro (investig., prof. Univ. Lusófona); Arsélio Martins (Prémio Nacional de Professor 2007); Carlos Fortuna (investig., prof.FEUC); Conceição Nogueira (prof. Univ. Minho); Eduardo Melo (Presid. Ass. Acad. Coimbra) Eliana Tavares (AE ICBAS); Fátima Antunes (investig. IEC- UM); Fernando Rosas (investig., prof. FCSH – UNL); João Luís Queirós (trab-est, ESE, ABIC); João Mineiro (AE do ISCTE-IUL); João Teixeira Lopes (sociólogo); Jorge Martins (prof, ex- Director Regional de Educação;  Jorge Sequeiros (investig. IBMC); José Alberto Correia (prof., Director  FPCEUP); José Moreira (Vice-presidente do SneSup); José Soeiro (sociólogo, bolseiro investigação); Licínio Lima (investig., prof. Univ. Minho); Luiza Cortesão (Directora Inst. Paulo Freire); Manuel Carlos Silva (prof U. Minho, presidente APS); Manuel Grilo (prof., dirigente SPGL); Manuel Jacinto Sarmento (investig. IEC, prof. Univ. Minho); Manuela Mendonça (Presidente SPN); Marco Loureiro (presid. Ass. Acad. Guarda); Maria José Araújo (animadora); Maria José Viseu (Presid. Conf. Nacional Independente Pais e Encarregados de Educ); Maria José Vitorino (prof., bibliotecária); Maria do Rosário Gama (Ex-directora Esc. Sec. Infanta D. Maria); Mário Nogueira (Secretário-geral FENPROF); Marlene Espírito Santo (presidente AE da ES Enfermagem Lisboa); Miguel Reis (prof., Movimento Prof. Contratados); Nuno Serra (investigador CES); Paulo Guinote (prof. , blog educação do meu umbigo); Paulo Peixoto (investig., ex-presid. SNESup); Pedro Oliveira (prof ICBAS, dirigente SPN); Ricardo Silva (APEDE, Ass. Prof e Educadores em Defesa do Ensino); Rodrigo Pereira (AE ES Teatro e Cinema IPL); Rosa Madeira (investig., prof. Univ. Aveiro); Rui Bebiano (investig., prof.FLUC); Rui Borges (investigador FCUL); Rui d’Espiney (Instituto Comunidades Educativas); Rui Trindade (investig., prof. FPCEUP); Samuel Niza (investigador Inst. Sup. Técnico); Sérgio Niza (Movimento Escola Moderna)

Está aqui.

Tem uma linguagem curiosa para gente que se afirma pouco ortodoxa. Esperaria que, por exemplo, Medeiros Ferreira conseguisse colocar mais subtileza numa retórica próxima de um comunicado de outrora.

Retenho a parte mais significativa:

Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças.

Projecto de sucessão

Continuar aos saltos até ultrapassar a Lua

continuar deitado até se destruir a cama

permanecer de pé até a polícia vir

permanecer sentado até que o pai morra

Arrancar os cabelos e não morrer numa rua solitária

amar continuamente a posição vertical

e continuamente fazer ângulos rectos

Gritar da janela até que a vizinha ponha as mamas de fora

pôr-se nu em casa até a escultora dar o sexo

fazer gestos no café até espantar a clientela

pregar sustos numa esquina até que uma velhinha caia

contar histórias obscenas uma noite em família

narrar um crime perfeito a um adolescente loiro

beber um copo de leite e misturar-lhe nitroglicerina

deixar fumar um cigarro só até meio

Abrirem-se covas e esquecerem-se os dias

beber-se por um copo de oiro e sonharem-se Índias.

[António Maria Lisboa]

Começo a ficar cansado com isto. Um destes dias convoco todos os nascidos na madrugada de 25 de Março de 1965 para fazermos um movimento qualquer, contra isto ou aquilo. Vale tanto como qualquer outro.

Comunidade educativa anuncia Marcha Nacional pela Qualidade da Educação e em Defesa da Escola Pública

Organizações signatárias:

FENPROF (Federação Nacional dos Professores), ASPL (Associação Sindical de Professores Licenciados), FENEI (Federação Nacional do Ensino e Investigação), PRÓ-ORDEM (Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem), SEPLEU (Sindicato dos Professores e Educadores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades), SINAPE (Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação), SIPE (Sindicato Independente de Professores e Educadores), SIPPEB (Sindicato dos Professores do Pré-Escolar e do Ensino Básico), SPLIU (Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades), CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação), DNAEESB (Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico), FNSFP (Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública), SIEE (Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino), SNP (Sindicato Nacional dos Psicólogos), STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local).

Guardarei comentários acerca deste elenco para posterior ocasião. Porque neste momento era capaz de imperar a aspereza, pois há os que valem pouco mais do que nada, para além da sigma e outros que apenas aparecem para se encavalitar e baterão em retirada ao primeiro tiro.

agora que já só temos para falar das sombras interditas
quando desenhamos com cuidado as horas igualmente repartidas
dizemos ainda ser a flor certa um sorriso desconhecido
muitas vezes sonhada e sempre verdadeira

 

ninguém subirá ao púlpito para gritar que estamos perdidos
e estaremos perdidos por nisso acreditarmos vagamente

 

esta flor mágica sempre visível na seiva petrificada
corrompe a nossa fé e recupera fragmentos intocáveis
repete texturas esquecidas quando se regenera
recorda-nos ser inacessível a verticalidade da superfície polida

 

eu aviso-vos para que não queiram crer sem acreditar

dizia o púlpito sempre a descer por escadas cristalinas

 

a limitação do olhar ou recordações que se bebem sem respirar
estaremos no fluxo da alma desmedida e sempre aí retidos
olharemos relógios fixos e as suas imagens tácteis
suspiraremos pelas margens sombrias onde já nos refugiamos

Iniciativa do MEP. A ordem dos subscritores é a do documento original.

A escola não pode esperar mais

O actual modelo de avaliação de professores e a divisão arbitrária da carreira em duas categorias criaram o caos nas escolas. A burocracia, a desconfiança e o autoritarismo jogam contra a melhoria das aprendizagens e contra a dedicação total dos professores aos seus alunos. Quem perde é a escola pública de qualidade.

Este ambiente crispado e negativo promete agudizar-se nas próximas semanas. Com efeito, até ao dia 31 de Outubro, se até lá nada for feito, as escolas estão obrigadas por lei a fixar o calendário da avaliação docente para o ano lectivo que agora começou. Pior ainda, sucedem-se os Directores que teimam em recusar avaliar os docentes que não entregaram os objectivos individuais, aumentando a instabilidade e a revolta.

Independentemente das alternativas que importa construir de forma ponderada, é urgente que a Assembleia da República decida sem demoras parar já com as principais medidas que desestabilizaram a Educação, sob pena de arrastar o conflito em cada escola e nas ruas.

Porque a escola não pode esperar mais, os subscritores deste manifesto apelam à Assembleia da República que assuma como uma prioridade pública a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores, a revogação de todas as penalizações para os que não entregaram os objectivos individuais e o fim da divisão da carreira docente. Sem perder mais tempo.

Não podemos esperar mais. A Educação também não.

Subscrevem:

Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Outròólhar (Miguel Pinto), O Estado da Educação (Mário Carneiro), O Cartel, Octávio V Gonçalves (Octávio Gonçalves)

Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), Promova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública)

Foi dado a conhecer nos últimos dias um manifesto de vinte e cinco personalidades moderadamente públicas, destinado a inquirir os partidos sobre as suas propostas para o futuro do país. Afirmam ainda estarem insatisfeitos com o nível do actual debate político e desejarem «uma reflexão sobre as escolhas que afectam o nosso presente e condicionam o nosso futuro».

Acho bem, mas também gostaria de saber o que pensam exactamente estas personalidades sobre as matérias que acham – e bem – estar a ser mal debatidas no nosso país.

Sobre Educação, por exemplo, até porque diversas destas figuras, não sendo propriamente especialistas na matéria, estão ligados mais ou menos directamente á educação, embora mais do Ensino Superior.

Infelizmente ficamos apenas a saber que os 25 signatários questionam, mas não apresentam propostas sobre nenhuma matéria educativa específica, ao contrário do que acontece em relação a outras, aparentemente mais caras aos autores.

Por exemplo, sobre a situação dos docentes e o seu Estatuto de Carreira, as três questões levantadas são demasiado pobres para terem demorado mais do que um par de minutos a conceber. Encontra-se melhor em qualquer panfleto sindical ou texto bloguístico. Muito melhor, por exemplo, no Compromisso Educação que a APEDE, o MUP e o PROmova têm promovido junto dos partidos com assento parlamentar.

Sinceramente, não sei muito bem o que pretendem os signatários deste documento. Se vão dirigir-se mesmo aos partidos, ou se esperam ser convidados por eles para algo. Para debater, por exemplo.

E eu acho que bem precisam, porque sinceramente em matéria de Educação, isto é demasiado curto, demasiado pobre. Mesmo assim mais do que em relação à saúde ou à justiça, mas mesmo assim paupérrimo.

Acho eu, que sou demasiado crítico destes manifestos assim dependurados à entrada da campanha eleitoral.

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