Mais Vale Tarde…


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©LuxGarage

As sete primeiras palavras da bosta de amanhã… estão certas!

chove a potes em Vale de Cambra!

se não implode, explode-se.

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ter acreditado que o prior do crato gerava alguma coisa.

Mas ainda vou a tempo de não me lamentar apenas!

Pode acreditar-se no “estado” enquanto nenhum político for definitivamente encarcerado?

obs.: tirando o actual putsh envergonhado.

Contestação ao Governo arranca com professores

Os dois principais sindicatos do sector endurecem o discurso e dizem não assinar o acordo caso o ministério mantenha alguns pontos da avaliação.

As negociações entre Nuno Crato e os sindicatos sobre a avaliação de desempenho docente não estão num bom caminho para chegar a acordo, no próximo dia 9 de Setembro. Ontem, um dia antes de entregar um parecer sobre a segunda proposta do ministério da Educação e Ciência (MEC), os professores asseguram que não vão assinar acordo caso o ministério não recue em, pelo menos, três questões: a manutenção das quotas, as cinco menções para notas e a implicação das classificações nos concursos.

Concordo com a não assinatura. Como já concordaria em Janeiro de 2010 quando assinaram um acordo onde tudo isto se encontrava, em particular as quotas e as menções. As implicações nos concursos são omissas e estão no decreto-lei 51/2009, não na legislação que regulamenta a ADD.

Continuo a perguntar, mais de um ano e meio depois, o que levou àquela assinatura apressada? Quando não havia troika, nem coiso.

O que terá sido? 😉

Já que há uma coreografia geral, acho que o Umbigo também merece um pequeno papel secundário nisto tudo. Não se irão desbravar horizontes. Apenas se procurará a utilidade, como sempre se fez. Não apenas em interesse próprio, nem sequer apenas corporativo, como alguns dizem. Muitos menos, como também já fui acusado de forma pasmosa, irei usar-me dos outros para os meus objectivos.

No fim de semana achei que era tempo e sondei. Agora seguir-se-ão os passos normais. Quem não gostar… quem achar que… faça outra coisa, faça melhor.

A parte gira vai ser ver os rodopios dos castristas politicamente correctos espalhados por aí, justamente arrepelados por lapidações e coisas do género quando se passam em outras zonas, a justificar que, se calhar, não foi assim e o contexto e a culpa é dos americanos e tal, a Baía dos Porcos e a CIA que encheu Havana de contra-revolucionários de calças justinhas aos glúteos…

Cuba: Fidel assume responsabilidade por perseguição de homossexuais

Ex-Presidente Fidel Castro admitiu ser o “responsável último” pela discriminação que o seu Governo dirigiu há quase cinco décadas contra os homossexuais em Cuba.

Descoberto efeito neuronal do special-k anti-depressivo

Chama-se special-k quando está na versão pó branco e é consumido nas ruas devido ao efeito alucinogénico, ketamine nos artigos científicos internacionais e cetamina no Portal de Saúde. Apesar de se ter inventado em 1962, só de há 20 anos para cá é que este químico tem sido visto como capaz de revolucionar o tratamento de pessoas deprimidas.

Ninguém percebia qual o processo fisiológico por trás da melhoria quase instantânea dos doentes deprimidos. Mas uma equipa de investigadores conseguiu determinar o efeito que o composto tem nas células do córtex pré-frontal e mostrou que existia uma regeneração das ligações entre os neurónios. O estudo foi publicado agora na revista científica Science.

“Magalhães”, uma pequena desgraça

Nas mãos de crianças que ainda dão pontapés no português e na matemática, os computadores portáteis são uma desgraça: servem para brincar, e não para aprender. Este efeito é reforçado em crianças de famílias pobres.

I. Aqui há uns tempos, os iluminados do Ministério da Educação decidiram que o passo que faltava na estrada dourada do progresso era a distribuição de computadores. Com um passe de mágica – financiado pelos contribuintes, claro está – transformaram todas as criancinhas da escola primária em orgulhosos proprietários de personal computers. A igualdade material era o elemento que faltava para o sucesso trans-classista. O estado intervinha com uma prenda azul, e permitia que todos pudessem ser o Steve Jobs lá da rua.

[o resto aqui]

Governo Lula quer proibir pais de disciplinar os filhos

 

Lula é um dos maiores maus exemplos do Brasil, em sua amizade com os ditadores assassinos Fidel Castro, Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad. Sem correção, as crianças estarão condenadas a imitá-lo.

Pais e mães ficarão proibidos de beliscar, puxar a orelha ou mesmo dar “palmadas pedagógicas” em seus filhos se a sociedade calar-se e não reagir diante de mais uma agressão estatal contra as famílias. Em comemoração ao aniversário de 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está assinando hoje (14 de julho de 2010) um projeto de lei que proíbe pais e mães de aplicarem castigo físico para corrigir a rebelião e o mau comportamento dos filhos. Tal castigo será tratado como “agressão física”, invertendo os papéis e colocando os pais sob a ameaça de castigo estatal.

Acho bem não estarmos sós.

… o que faremos agora a propósito do sócrates que nos tem infectado?

Porque parece que só os profesores que estão no terreno é que parecem conhecer o que todos os outros desconhecem. Ainda me lembro dos argumentos de muito boa gente – em grande partes especialistas da sociologia estatística do número oficialmente depurado – que dizem que tudo isto é uma ilusão alarmista.

O problema é que não é. Sei que são crianças e jovens, mas a realidade nas escolas é dura, muito dura. É necessário muito mais do que cosmética curricular em forma de Educação para a Cidadania ou Formação Cívica.

Em muitos locais são necessários mediadores, assistentes sociais, pedopsiquiatras.

É caro? Tudo depende das prioridades estabelecidas para a Educação. Com uma distribuição de Magalhães pela metade, a ficar instalados nas salas de aula (pois, eu sei, os assaltos…), sobrariam muitos, mas mesmo muitos milhões para pagar a pessoal técnico qualificado para este tipo de problemas.

Mas a miopia do senhor ministro da Educação dá nisto.

Carta aberta ao Ministério exige respeito pelos direitos das crianças

Uma carta aberta ao Ministério da Educação exige o respeito pelos direitos das crianças e pede uma investigação objectiva e rápida ao caso do rapaz de Mirandela, vítima de bullying.

Algumas organizações, entre elas, a secção portuguesa da Aministia Internacional, escreveram uma carta aberta ao Ministério da Educação exigindo uma investigação profunda ao caso do Leandro, a criança de 12 anos vítima de bullying, que se terá suicidado, atirando-se ao rio Tua.

A «indignação» perante estes factos terá levado cinco Organizações Não Governamentais (ONG) a sugerirem uma homenagem a Leandro, para que na próxima segunda-feira às 11:00, seja feito em todas as escolas do país um minuto de silêncio.

As ONG pedem ao Ministério da Educação, à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e ao conselho directivo da escola Luciano Cordeiro, que apurem todas as responsabilidades e que «as investigações sejam céleres e objectivas».

Agora (a)parecem almas muito apressadas e bem-pensantes, não sei se parentes dos desculpabilizadores de ontem. MAs ainda bem que chegam.

Que não sejam como aquelas militantes-chic em favor da IVG que só apareciam quando adivinhavam câmaras de televisão ou microfones das rádios.

Boys will be… bóis

Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar escandalosamente mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado nos mais altos escalões.
Socialista encartado, dizem. Será, nunca dei por ele, que eu saiba nunca sequer me cruzei com ele.
Fraquinho no descernimento é, de certeza. Porque se não quis encalacrar os socialistas, foi exactamente isso que logrou ao accionar uma providência cautelar para impedir a saída do jornal SOL com mais escutas das suas ruminações telefónicas, justamente numa semana em que os socialistas procuraram desmentir quem clamava contra a falta de liberdade da imprensa.
E se investiu para abafar o jornal, a criatura tambem não percebeu que, ao contrário, projectava ainda mais longe a radiação solar.
Com bóis destes, para que servem ao PS os boys?

Educação: PSD quer novas audições com ministério e sindicatos para “resolver impasse”

A ligação que iria ser feita pelo Governo entre Educação e Propaganda, usando as escolas e os alunos como veículos de campanha eleitoral despudorada foi aqui discutida no Umbigo, e não só, há um bom par de meses ou mais, pelo menos desde o final do ano lectivo anterior.

Estranhamente adormecidos, ou com uma momentânea escassa capacidade de previsão, houve quem, sendo a esse o seu ofício ou função, se deixasse ultrapassar pelos acontecimentos, nisso incluindo tanto a oposição político-partidária – que deveria ter a seu tempo denunciado o que se previa – como o sindicalismo docente – que devia ter denunciado a instrumentalização que se aproximava.

De qualquer modo, sauda-se aqueles que da névoa se vão libertando como Carlos Chagas, o secretário-geral da Fenei/SINDEP:

EDUCAÇÃO É PROPAGANDA

Não há registos, na memória da política da res publica portuguesa, de um Governo que tenha orquestrado uma tal campanha de propaganda baseada na tecnologização do ensino, que só tem paralelo no marketing da venda de produtos de multinacionais, a que o Governo retira os custos e lhes dá os benefícios. Computadores, o Magalhães – falsamente aclamado como o “primeiro portátil luso” -, quadros interactivos, ligações de banda larga, distribuição gratuita a alguns alunos – e nunca à maioria deles, mesmo que carenciados – promovidos por 23 ministros, secretários de Estado, directores-gerais, foram as notícias da educação, num mundo cor-de-rosa, em que o futuro em Portugal será, na perspectiva do primeiro-ministro, o da melhor educação.

Só que o primeiro-ministro vive numa realidade virtual, convencido de que o faz-de-conta muda a realidade da educação. Até julgamos que a sua convicção é genuína, mas alguém terá de lhe dizer que, antes das tecnologias nas escolas, os alunos devem saber bem ler, escrever e contar, para depois as dominar, e que este desiderato deve ser validado por exames externos.

Depois, a educação básica, obrigatória e gratuita, deveria, pois, possibilitar que todos tivessem, acessíveis e sem custos, os materiais de apoio às aprendizagens. Acrescentamos, ainda, que pouco ou nada resultará desta propaganda, se não se contemplar a formação de todos os docentes nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), para rentabilizar as tecnologias, uma vez que a maioria dos jovens possui um domínio superior em relação a grande parte dos docentes.

É necessário que os pais e encarregados de educação disponham de suficiente literacia e apetrechamento de competências nas tecnologias, para acompanhar os filhos. O Governo deveria disponibilizar aos pais mais carenciados, que hoje já abrange a classe média portuguesa – os novos pobres da Europa -, o acesso gratuito à Internet. Por último, todos estes itens devem estar garantidos à totalidade das escolas e dos alunos, pois só assim faz sentido o Estado democrático.

Como nada disto corresponde à verdade da realidade portuguesa, a propaganda do Governo, na área da educação, pretende não só esconder a falência da sua pseudo-reforma, em que o insucesso está dissimulado pelo facilitismo, como também canalizar para áreas fictícias o descontentamento e desmotivação dos professores. Acena-se com tecnologia de ponta para a educação portuguesa, mas a iliteracia continua a alastrar, ameaçando a salubridade educacional do País.

Nesta primeira etapa do ano escolar, o marketing do Governo venceu! Esperamos pelas etapas seguintes que, para já, não auguram nada de bom para a escola, pais e alunos que, deslumbrados pela propaganda do entretenimento tecnológico, se encontram pouco preocupados com a cultura do saber e desenvolvimento das capacidades dos jovens.

Chegam tarde, só espero que saibam que também se devem chegar mais à frente, mas sem acotovelar ninguém.

Depois de não ter sido possível fazer tarde televisiva, assim não vendo em directo a reunião da «esquerda da acção» em Guimarães, artilhei-me para cobrir o digest nocturno dos telejornais.

Ora qual não é o meu espanto quando, no alinhamento, o grande vento foi atirado lá para o meio das notícias, com a baixa da gasolina e a destruição do Marriott em Islamabad a ganharem a dianteira. A RTP1 ainda cumpriu os mínimos exigíveis ao dar conta do comício do PS pelas 8.13, enquanto a SIC chegava pelas 8.25, com uma introdução algo cínica a sublinhar a «encenação» e a TVI logo em seguida.

Segundo momento de espanto: a intervenção de Maria de Lurdes Rodrigues ficou reduzida na RTP1 à frase «há sempre uma primeira vez» (nem sempre, nem sempre…), com uma imagem muito em fundo, na SIC à inexistência (apenas sendo visível no friso de notáveis que ficaram no palco a admirar o Grande Líder), o mesmo destino que aparentemente teve na TVI, onde já cheguei em esforço e por défice de atenção à hora da gravação.

Ou seja, viu-se Sócrates a gesticular (o que é duplamente irritante , tanto pelo acto como pela dificuldade em captar uma imagem nítida), a arengar contra a Esquerda e a Direita, mas a mensagem da «Revolução na Educação» não passou.

É impressão minha ou a máquina comunicacional está, finalmente, a ter direito à necessária filtragem pelos órgãos de comunicação social e, neste caso, pela televisões?

É que mais vale tarde que nuca…

Nós por cá sofremo-la, um pouco como em França mas com anos de atraso, a dois níveis:

  • A geração que se achou herdeira do espírito soixante-huitard ainda não conseguiu perceber que, no plano da Educação, as teorias da reprodução social asim como a ditadura, já não são o que eram, insistindo ainda hoje em combater fantasmas.
  • Essa mesma geração, enquanto elite revolucionária burguesa bem instalada, tornou o regime mpós-25 de Abril como uma espécie de coutada sua e, quando conseguiu tomar o poder político e económico, alapou-se a esse mesmo poder e só guardou a retórica dos anos 60.

A imagem com a citação é de uma peça da revista Única do Expresso de ontem sobre o Maio de 68.

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