Mais Do Mesmo


De novo.

Na Presidência, um vazio.

ppmla

É amor, só pode!

 

(isto apesar de o geadas estar ali cheio de moiré…)

Isto a propósito daquele poste lá em baixo. Nem comento o comentário.

A usura da liberdade, mormente a intelectual, sendo exclusiva e apenas permitida aos cracker-barrels de gabinete – e isto não é uma metáfora! – impede a leitura do que, de outra forma, seria um texto de início sonolento de quase-tarde com algumas palavras proibidas a fazerem de anzol.

Escrever não é colocar traço após traço, ler não é soletrar.

  • Uns não leram, porque lhes está superiormente vedado;
  • outros, a conselho – similar, portanto.

Mas inferiram para concitar.

Divertiu-me que não lessem ou não chegassem, assim posso continuar a escrever sossegado.

Apesar de tudo, sempre filei mais alguns incautos e medi-lhes o nível de fel: estão fracos.

Sobre este assunto, o silêncio é mais valioso que o menino d’oiro, porque grande parte das medidas tomadas levam ao afunilamento das propostas educativas disponíveis e não é com uns minutos de autonomia no currículo que se fazem os ovos estrelados.

O ministro da Educação quer dar mais liberdade de escolha aos pais, na hora de optar pela escola onde os filhos vão estudar, disse Nuno Crato, hoje, em Castelo Branco.

Fraude fiscal de Isaltino não prescreveu, mas o autarca pode não ser preso nos próximos dias

Pode não ser… mas isso significa que era para ser ou alguém vai tomar as devidas providências para que nunca seja?

O ex-presidente do PSD advertiu este sábado que em período de crise é mais fácil cair na tentação de privilegiar a escola pública em detrimento da não estatal, mas que “essa é uma opção errada”.

Rebelo de Sousa afirmou que “o ensino estatal tem vindo a aumentar em quantidade” e que se tem mostrado “muito assimétrico”, enquanto “a escola não-estatal tem vindo a morrer em quantidade”, mas garantindo “padrões de qualidade muito elevados”.

Contestação ao Governo arranca com professores

Os dois principais sindicatos do sector endurecem o discurso e dizem não assinar o acordo caso o ministério mantenha alguns pontos da avaliação.

As negociações entre Nuno Crato e os sindicatos sobre a avaliação de desempenho docente não estão num bom caminho para chegar a acordo, no próximo dia 9 de Setembro. Ontem, um dia antes de entregar um parecer sobre a segunda proposta do ministério da Educação e Ciência (MEC), os professores asseguram que não vão assinar acordo caso o ministério não recue em, pelo menos, três questões: a manutenção das quotas, as cinco menções para notas e a implicação das classificações nos concursos.

Concordo com a não assinatura. Como já concordaria em Janeiro de 2010 quando assinaram um acordo onde tudo isto se encontrava, em particular as quotas e as menções. As implicações nos concursos são omissas e estão no decreto-lei 51/2009, não na legislação que regulamenta a ADD.

Continuo a perguntar, mais de um ano e meio depois, o que levou àquela assinatura apressada? Quando não havia troika, nem coiso.

O que terá sido? 😉

Se dúvidas existissem:

Eleições no PS. Homem de confiança de Sócrates ao lado de Seguro

O maior especialista de spin do gabinete de Sócrates vai apoiar António José Seguro, o velho inimigo do ex-chefe.

Luís Bernardo vai apoiar António José Seguro. Mas quem é Luís Bernardo? É o homem que foi praticamente uma sombra de José Sócrates nos últimos seis anos. Foi, mais que um assessor de imprensa do primeiro- -ministro, o especialista no spin que se fazia a partir do gabinete de São Bento. Luís, que entrou para a história do You Tube na noite em que Sócrates anunciou o pedido de ajuda externa (“Ó Luís, fico melhor assim ou assim?”, perguntou o primeiro-ministro ao assessor), vai estar do lado do eterno inimigo do ex-primeiro-ministro dentro do PS, que agora se candidata sob o signo de “um novo ciclo”. Ao contrário da esmagadora maioria dos fiéis de Sócrates, Luís Bernardo defende que Seguro seja o próximo secretário-geral do PS.

Velho inimigo do ex-chefe? Se até o Alegre se associou à derrocada!

Quanto ao consultor, é óbvio que, para a forma dele aconselhar, a imagem de Assis é um bocado difícil de encaixar no figurino slim fit.

Vai arregaçar os braços, que já lhe estão curtas as pernas.

Fenprof vai aderir à greve geral e à manif

«Se não lutarmos agora, e de forma evidente e determinada, virão medidas ainda mais violentas»

Medidas de que género? Um novo acordo? Uma nova cedência completa do ME?

Já sabemos, por aqui o mundo também mudou em três semanas de Abril para Maio… deve ter sido com os concursos…

Sócras, entretando, não se farta de ensaiar:

Cavaco defende Educação como “desígnio nacional”

O Presidente da República elegeu hoje a Educação como “um desígnio nacional”, sublinhando a rentabilidade do investimento no sector e a importância das escolas básicas onde “se rasgam horizontes”.

Dom Sebastião Primeiro & Último não faria melhor, continue-se a rasgar.

Vai daí, alguém teve a peregrina ideia de bote salva-vidas de tanto soprar na piscina até que encapelasse.

Vai daí, críticos do tanque e ainda respingando do betão transportado, com azulejos à frente polisário, são forçados a notar o contratado que se afoga.

Vai daí, alguém do comité central diz algo imperceptível.

Atiram-se para o salvamento? Pensam, ao menos, numa bóia?  Não, atiram um manual… da marquise.

Podiam ter colocado m/f.

FENPROF apresenta “Guia de Sobrevivência do(a) Professor(a) e Educador(a) Contratado(a)”

Dia 1 de Setembro, quarta-feira, inicia-se um novo ano escolar. Neste dia, é suposto que todos os docentes se apresentem nas escolas. Devido ao escasso número de docentes que, nos últimos anos, ingressaram nos quadros e face ao elevado número de aposentações, os níveis de precariedade têm vindo a aumentar em ritmo acelerado, razão por que muitos dos que se apresentarão apenas têm, no seu horizonte profissional, a possibilidade de leccionarem mais um ano e não a de ingressarem na profissão.

Para não ser ele a falar é porque está, no mínimo, na Tailândia sem roaming:

«Novo estatuto já dá alguns passos importantes»

Hermínio Corrêa, dirigente da Confap, considera que o novo estatuto do aluno apresenta soluções importantes.