Línguas…


Excerto de um mail mais longo e muito informativo sobre este tema:

(…) o que é certo é que nenhum Centro de Cambridge em Portugal foi consultado durante o processo, nem informado antes do assunto sair nos media.

A Associação Portuguesa de Profs de inglês também não foi informada, aliás eles publicaram este comunicado hoje https://www.dropbox.com/s/htles3uceg3qiom/Carta%20MEC%20Set2013_Enviada.pdf .

A minha questão, e é isto que é importante, é tentar compreender de onde vêm os “possíveis lucros”. Ora, estes exames quando feitos em Centros de Cambridge, custam entre 70 e 80€ ( não posso precisar o valor exacto). Isto cobre não só a correcção dos exames – os correctores são pagos – mas também o aluguer de espaços para os exames, todo o trabalho administrativo e os examinadores da componente da oralidade.

Neste caso não haverá despesas de espaços para os exames porque são nas escolas; não é preciso pagar a vigilantes porque certamente serão os professores; o trabalho administrativo deve ser feito pelas escolas ou pela GAVE, excepto o que toca a Cambridge. Mas fui informada que serão os próprios professores de inglês (à volta de 300 se não me engano) que irão fazer a correcção dos exames, bem como as orais, recebendo formação de Cambridge primeiro. Esse é o maior custo dos exames.

Mas se estes professores não forem pagos, como são todos os correctores de exames e examinadores orais de Cambridge, já começa a dar lucro. Poderá ser essa parte das despesas que as empresas estão a particionar. se os alunos quiserem diploma, o que eu acho que muitos vão querer, têm que pagar à volta de 20€ então começamos a ver lucro. Espero estar muito enganada e que os professores recebam o que os examinadores de Cambridge recebem, mas duvido muito.

Como já disse anteriormente, os examinadores de Cambridge do Speaking recebem perto de 30€/ horas. Não sei isto faz sentido – o mundo Cambridge é muito complexo. Quero deixar claro que não sou nada contra os exames e que são um boa forma de focar no que é mais importante na aprendizagem de línguas – a competência comunicativa. Mas não se pode começar pelo telhado nem nunca deve envolver privados nem lucros!

… e não posso dizer que discorde, não por distúrbio docimológico mas porque com a introdução do Inglês desde o 1º ciclo é importante saber ao que andamos.

Agora seria interessante alargar a iniciativa às disciplinas que derivam do Estudo do Meio, ou seja, Ciências e História e Geografia. E talvez as responsabilidades se pudessem repartir de forma mais equitativa quando se traçam planos disto e daquilo.

DR11Set13

Deculpem, é da kütnite.

A sério. Num colégio de Lisboa e não estou a falar de nenhuma escola étnica.

Como não faço publicidade desnecessária, elimino alguns elementos deste parágrafo:

Preparar as crianças para os desafios do mundo global. Esta é a premissa em que assenta a proposta curricular do Colégio ************** de Lisboa que aposta no ensino da variante mandarim da língua chinesa aos alunos do 1º ciclo de modo a dotá-los das ferramentas necessárias para agir num mundo cada vez mais globalizado e marcado por novas realidades sócio-económicas.

O ensino desta língua é uma das apostas do Colégio *************, a funcionar na avenida **************, que, a partir do ano lectivo de 2012/2013, alarga a sua oferta educativa ao 1º Ciclo do Ensino Básico num novo espaço nesta mesma avenida, e com um projecto pensado de raiz para o efeito. Para a directora do Colégio *****************, *********, “com a nova valência linguística pretendemos dotar as crianças de ferramentas úteis num mundo que é cada vez mais global”. 

… tudo bem. Mas seria mais útil o mandarim.

 

Se o empate for em inglês técnico, faz-se um desenho?

Inglês técnico ou desonestidade

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Nova versão do acordo dá atenção especial a empresas regionais e municipais.

Raios… será preciso – também neste caso – pedir as actas negociais?

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