Língua Portuguesa


Aposentação, não renovação, mobilidade, rescisão, tanto por onde escolher.

Nuno Crato nega que o governo pretende despedir 50 mil funcionários na educação e diz que o ministério da educação não fez ainda nenhum despedimento.

Quando um governante se refugia em nuances linguísticas…

Caríssimos,

Mais informações!

Vem a propósito das “miragens” de “internacionalização da língua portuguesa”, o concreto e real testemunho apresentado nesse texto que saiu no “Público” hoje, 28/10/2012, com o título: “O Acordo Ortográfico e a tradução para português”, de Paula Blank, já publicado na ILC:

http://ilcao.cedilha.net/?p=7949#comments

Aproveito para  mandar também um artigo (muito bom!) do “Jornal de Angola”, já posto na ILC:
Não resisto a copiar o meu comentário a este texto, que também já figura na ILC:
 Excelente texto este do “Jornal de Angola”! A atestar que o português euro-afro-asiático está amplamente consolidado e de perfeita saúde. E com aquelas “bassulas” a testemunhar da sua capacidade de acolher a diversidade regional que só o enriquece.

Este texto mostra também que não foram em vão as iniciativas e posições assumidas pelo PEN Clube Português e pelo PEN Internacional. Porque é o respeito pelo direito dos povos à sua língua que este AO90 viola, o que não se coaduna com a defesa dos direitos humanos apregoada pela CPLP.Resta saber por quanto tempo ainda vai o nosso MEC continuar a impor o AO90 nas nossas escolas, visivelmente ao arrepio da lógica mais elementar!…

Este outro artigo, do mesmo jornal, prova também que as iniciativas do PEN Clube Português não caíram em saco roto!
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Abraço,
  Maria José

Uma delícia. Clicar nas imagens para…

Alia a História ao Português… Clicar para a cópia digital.

Hoje é só alfarrábios…

Clicar na imagem caso tenha interesse.

Língua Portuguesa: das dúvidas à ação!

Deve ser por me faltar formação em Linguística Avançada, Semiótica Transversalizada e Semântica Aplicada.

Porque a proposta (de contornos meramente vagamente…) do MEC se afirma não ser de Ensino Profissional, mas Vocacional, mesmo se é para ensinar profissões e a secretária de Estado Isabel Leite diga que os alunos são muito novos e não têm maturidade para fazerem escolhas vocacionais.

Portanto… é um Ensino Vocacional destinado a a ensinar os rudimentos de uma profissão não se baseando em qualquer vocação.

Acho que despercebi, mas é porque sou picuinhas.

… e se queira colocar a muitas milhas disto…

Agradece-se divulgação.

——– Mensagem Original ——–
Assunto: Recrutamento de docente de
carreira – EPM-CELP  Data: Tue, 28 Aug 2012 16:00:51 +0100  De:
<DGAE.MEC@dgae.mec.pt> <DGAE.MEC@dgae.mec.pt>

Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a)

Por solicitação da Diretora da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) venho informar V. Ex.ª, e para conhecimento de todos os docentes, que aquela escola
pretende recrutar, nos termos do disposto no n.º 4 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 241/99, de 25 de junho, na versão dada pelo Decreto-Lei n.º 47/2009, de 23 de fevereiro, um docente de carreira
para lecionar nos grupos de recrutamento 230 e 500.

As manifestações de interesse devem ser remetidas à EPM-CELP, para o endereço electrónico epm-celp@epmcelp.edu.mz, ou Av. do Palmar, n.º 562. C.P. 2940 – Maputo – Moçambique.

Com os melhores cumprimentos,

DGAE

Paulo Lopes no Notícias da Covilhã

… a implementação dos novos programas de Matemática e Português.

Há novas metas curriculares para Português, Matemática, TIC, EV e ET

 

plataforma

s. f.
1. [Fortificação]  Obra de terra ou de madeira em que assenta a artilharia.
2. Terraço.
3. Açoteia.
4. Estrado fixo para embarque e desembarque (nos caminhos-de-ferro).
5. Estrado na parte posterior da locomotiva (onde vai o maquinista).
6. Estrado nos carros americanos (por onde saem e entram os passageiros).
7. [Popular]  Simulacro.
8. Aparência.

Fica aqui.. um documento muito bem fundamentado e estruturado: Comentário sobre as Metas Curriculares.

altera a Constituição. Uma das coisas está inconstitucional.

De manhã, apanho as ervas do quintal. A terra,
ainda fresca, sai com as raízes; e mistura-se com
a névoa da madrugada. O mundo, então,
fica ao contrário: o céu, que não vejo, está
por baixo da terra; e as raízes sobem
numa direcção invisível. De dentro
de casa, porém, um cheiro a café chama
por mim: como se alguém me dissesse
que é preciso acordar, uma segunda vez,
para que as raízes cresçam por dentro da
terra e a névoa, dissipando-se, deixe ver o azul.

[Nuno Júdice] A Origem do Mundo in Meditação Sobre Ruínas

Positiva no 6.º ano

Os alunos do 6.º ano não se deixaram derrotar por um texto metafórico de José Saramago no exame de Língua Portuguesa, nem pela ausência da máquina de calcular em dois terços da prova de Matemática. No dia em que a prova de Língua Portuguesa foi realizada por 111.532 alunos, a Associação de Professores de Português tinha alertado que o excerto do texto A Maior Flor do Mundo de José Saramago proposto aos alunos, que incluía uma sequência em verso, implicava “um grau de abstracção que alguns alunos neste nível etário ainda não desenvolveram”.  A média foi inferior em 16 pontos à registada nas provas de aferição de Língua Portuguesa do 6.º ano realizadas no ano passado e que foi de 64,6. A percentagem de negativas também aumentou de 15,7% para 24%.
Este ano foi a primeira vez que os alunos do ensino básico realizaram parte de uma prova de Matemática sem recurso à máquina de calcular. Aconteceu no 6.º ano. A prova estava dividida em dois cadernos e devia ser realizada em 90 minutos. Para a parte sem recurso à calculadora, que valia 69 pontos, ficaram reservados 60 minutos. A média foi de 54.
À semelhança do que sucedeu com Língua Portuguesa, embora com uma diferença muito menor, a média no exame de Matemática também desceu por comparação à registada na prova de aferição de 2011, que foi de 58. Uma diferença de quatro pontos. A percentagem de desempenhos negativos (entre 0 e 49) aumentou de 35,2% para 44%. E a de melhores resultado desceu de 33,4% para 29%.

… os critérios para classificação dos exames de Língua Portuguesa de 6º ano deixaram muito a desejar.

Já sei há alguns dias de várias situações, em vários pontos do país, no mesmo sentido, algumas delas perfeitamente disparatadas.

Como não estou obrigado ao dever de sigilo, vou apresentar um dos casos mais ridículos que confirmei com vários classificadores.

Na pergunta 2 e do grupo II pede-se para ser classificada (classe e subclasse) a palavra esta.

A resposta correcta é determinante demonstrativo e nos critérios de classificação assim surge com 2 pontosa atribuir e 1 ponto para quem respondesse apenas determinante. Outras respostas correspondem a 0 pontos. O que é interessante é que, ao que parece, a existência de uma incorrecção ortográfica equivale a “outra resposta”. Ou seja, o aluno que tenha grafado detreminante demostrativo (ou a expressão com um qualquer erro ortográfico) terá 0 pontos, assim como aquele que tenha escrito “classe determinante e subclasse possessivo”, mesmo tendo acertado na classe.

Como este há outros exemplos igualmente ridículos.

É sempre curioso que quem afirma ser contra a instabilidade na Educação acabe por praticá-la com a mesma agilidade e habilidade que os experimentalistas, eles mesmos.

Ao que parece, as metas curriculares apresentadas ontem vão estar em discussão quase até ao fim de Julho e só depois sairão os documentos finais, certamente de meados de Agosto para diante. E vai ser giro levar ali umas semanas, no início do ano lectivo, a empatar, empatar, antes de…

O que é inaceitável, mesmo em disciplinas “novas” como Educação Visual e Educação Tecnológica do 2º ciclo (ou mesmo TIC do 3º na sua nova fórmula) que precisavam saber ao que andariam. Mas ficamos sem perceber se as metas agora definidas, por exemplo, para o 6º ano são para levar muito a sério, visto que os alunos tiveram no 5º ano outra disciplina que tinha metas definidas de outra forma e com base em outros princípios.

Quanto à Língua Portuguesa (agora parece que se vai chamar Português) e à Matemática, estas metas surgem como mais uma peça postiça em edifícios de normativos já de si confusos, complexos e não sei que mais… e fica-se sem saber o valor relativo de tudo o que está em confronto… mas então segue-se o programa, as metas «fortemente recomendadas» ou exactamente o quê? Os exames/provas finais do próximo ano terão como base estas metas, já, mesmo se os professores e alunos não as tiveram como base para o trabalho dos anos anteriores?

No caso da Língua Portuguesa, para um novo admirador do novo programa como eu, estas metas apresentam-se como mais concretas e compreensíveis do que diversas passagens dos documentos anteriores. Só que tudo parece resultar de uma navegação à vista, em que se sucedem pequenas cliques na definição dos princípios estruturantes de uma disciplina que se pretende estruturante mas está há meia dúzia de anos em profunda instabilidade, porque foi tomada de assalto por guerrinhas de facções académicas.

Desde o anúncio da TLEBS, em meados da década anterior, que andamos a navegar ao sabor dos gostos e humores das cliques que mais se conseguem aproximar do poder para/de definir o que é apresentado como orientações para todos. Este episódio é apenas mais um de uma história muito atribulada em torno do ensino da Língua Materna, numa inaceitável sucessão de zigues e zagues, rectas feitas com o acelerador a fundo e contracurvas apertadas, autêntica mistura de montanha russa com casa dos espelhos, onde alunos e professores são cobaias de shôtôras e shôtores que nunca colocaram os pés numa aula do Ensino Básico, ou foram lá de visita para orientar.

Aguarda-se, agora, o que vai acontecer com outras disciplinas… há capacidade para fazer novos programas ou vai-se optar por fazer alinhamento de metas?

No caso da História, que me interessa sobremaneira, estou com curiosidade para perceber que facção vai tomar conta da coisa, em especial no que se refere à História Contemporânea… será um grupinho rosado ligado ao grande guru do bloquismo histórico e do Fascismo em geral para todos ou será um ligado ao ruiramismo revisionista que encontra bichos-papões jacobinos em qualquer aroma de inconformismo? Porque tudo isto tem implicações numa outra área importante que é a da produção de manuais, onde estão cristalizados muitos vícios e rotinas mentais…

Mas quem fala da História Contemporânea, fala do resto da História, em que se confrontam, mais do que visões alternativas, grupos de interesses concorrentes na área de negócio em disputa.

A ver vamos, dizem os cegos perante tanta iluminação que lhes vem de cima…

As metas curriculares de Português (quando será que as shôtôras do Secundário e Superior aprendem que no Básico o nome da disciplina é Língua Portuguesa?) estão aí e, para minha alegria pessoal e de tantos outros docentes, fazem os possíveis por terraplanar pelo menos dois anos de trabalho feito na planificação do novo programa, em especial na anualização dos seus conteúdos e na programação das actividades a desenvolver nos diversos ciclos de escolaridade.

Não me vou demorar muito a explicar como, desde 2009/10, os docentes de Língua Portuguesa andaram em formação sobre o novo programa e tiveram como função semanal ou quinzenal reunirem-se, planificarem, produzirem materiais, etc, etc, com base nesse programa, nas metas anteriormente definidas e em não sei quantos documentos orientadores ou auxiliares. Ainda este ano lectivo cada docente de Língua Portuguesa tinha (ou devia ter) um bloco de 90 minutos da sua CNL para esse efeito, durante a qual se deviam reunir, em grupo disciplinar ou em reunião alargada de dois ciclos, para trabalhar, partilhar materiais, etc, etc.

Percebemos agora que, graças ao esforçado esforço de esforçados especialistas, aquilo que foi feito pode ir, em grande parte, para o raio que me quebre os miolos, pois o que vem nas metas vai ser «fortemente recomendado» para o próximo ano lectivo e obrigatório no seguinte.

Pela parte que me toca, é simples… se já ficava apenas com o meu pior olho (o esquerdo, claro, o das 6 dioptrias) atento a estas papeladas do novo programa e coiso, agora acho que só deixarei o olho que é cego a observar esta nova documentação.

Desculpem lá, qualquer coisinha, mas ide gozar com o vosso próprio trabalho, ‘tá bem?

Prova de LP do 6º ano e critérios de correcção.

Pareceu-me interessante, talvez um pouco ambígua para esta idade em algumas questões de escolha múltipla. mas nada que se me arrepele a sensibilidade.

Saramago, claro (como no 12º ano), que agora faz as vezes de Soeiro Pereira Gomes ou Alves Redol há 35 anos.

Objectivos para a minha turma de 6º ano? Foram fazer exame 25… espero no máximo 2-3 classificações insatisfatórias e, pelo menos, umas 10 boas ou mais. Talvez mesmo 12. Daqui por 2 semanas logo saberei… mas prognósticos, gosto deles antes do resultado final.

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