Liberdade De Escolha


É uma questão de liberdade de escolha.

Pagar ou não pagar.

A mim, por exemplo, custa-me pensar que nem que seja um infinitésimo de cêntimo dos meus impostos vá para o Marco António ou o Menezes Jr. comprarem gel fixador.

A situação é perfeitamente estúpida, ou melhor, é uma situação inaceitável causada pela estupidez em nome de uma “liberdade” que só acaba por prejudicar muita gente.

O sarampo, depois de considerado erradicado, está em crescimento nos EUA devido ao crescimento de um movimento anti-vacinas que oscila entre posições de cepticismo ignorante quanto à sua validade e os preconceitos nascidos de uma pretensa cultura médica.

A busca de popularidade junto de sectores radicais que vivem num mundo de aparentes superstições quasi-medievais leva políticos experientes a dizer completos disparates sobre a liberdade dos pais decidirem se os filhos devem ser vacinados e depois a voltar atrás.

E é este o problema de levar determinados argumentos de autoridade, alegadamente em nome de valores inquestionáveis como a liberdade, a um excesso inaceitável. Porque essa pretensa liberdade de “escolher o melhor para os filhos” pode acabar a provocar o desnecessário regresso de doenças que o avanço da Ciência exterminou.

… essa história não é tua…

Nos anos 90, a Suécia adoptou um modelo que permitia a constituição de escolas de gestão privada no sistema público de educação. O modelo sueco é muitas vezes lembrado por quem defende que os pais devem escolher livremente, assegurando o Estado o financiamento dessa liberdade. Acontece que no último estudo da OCDE sobre as competências dos alunos de 15 anos (o PISA), os resultados dos suecos baixaram e o modelo tem sido muito posto em causa. Carmo Seabra acha que a deterioração do desempenho dos alunos naquele país não tem a ver com a liberdade de escolha — admite antes que esteja associada ao facto de nunca ter havido disponibilização de informação sobre “a proficiência académica das escolas”.

“Para que um sistema de liberdade de escolha aumente a eficiência com que os recursos são utilizados não promovendo a segregação, é fundamental que existam sistemas de informação credíveis e comparáveis que permitam aos pais detectar diferenças”, disse.

Realmente… se funcionasse é porque estava certo, se não funcionou é porque estava certo na mesma. A culpa é sempre de outra coisa.

Como exemplo de “Ciência Social”… é do mais melhor bom. Sejam quais forem os dados empíricos, as fés é que estão certas.

 

Até porque eu nem tinha dado por já estar online há 5 meses…

Com Fernando Adão da Fonseca e moderação de António Araújo, a propósito do lançamento do livrinho vermelho.

Sim, estava ali o Vital Moreira.

Sim, gostei da conversa e da forma como tive liberdade para dizer o que entendo e para acabar como acabei.

Ando a escrever menos por estes dias, mas a verdade é que tenho falado muito.

Agora… só falta colocarem online o debate (já com uns meses) com o Fernando Adão da Fonseca, por ocasião do lançamento do livrinho vermelho.

Conclusões finais do moderador… o David Justino precisa de uma canalizador menos careiro e eu de um electricista competente, mas com um bocadinho de teoria e não apenas (má) prática.

Quanto à Liberdade na Educação, por mim há que começar pela sala de aula e pela escola e só depois devemos ir à parte “sistémica”.

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Detalhes sobre o formato: Espaço da Fundação – Escola e liberdade de escolha.

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