Liberalismo?


Why law school’s love affair with economics is terrible for the American legal system

Law schools are putting more and more emphasis on a cash-crazed free market ideology. Here’s what’s at stake.

(…)

In fact, the most repeated word in my first year law curriculum was not justice, or liberty or order.

It was efficiency.

 

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Ao cuidado do nosso PM, que sabemos tão ocupado em salvar o país dos portugueses e de todos os que não pensam como os que o mandam pensar assim, que não tem tempo para ler muito e assim as coisas ficam resumidas.

É verdade que é em estrangeiro, embora não Inglês Técnico, mas com o Key for Schools o senhor Iavé pode fazer-lhe uma tradução rapidinha.

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Eu destaco ali aquela parte no canto inferior esquerdo…

O equivalente ao Tribunal Constitucional interpreta a Lei feita pelo poder legislativo. Não é o Governo (nos EUA chefiado pelo presidente) que o faz.

Pode declarar inconstitucionais as leis do Congresso, cambada! É avisar os montenegros e aquele jovem magalhães, o do CDS, que o mais antigo era do PCP e depois passou a ser do PS.

O Governo EXECUTA a Lei, não se pronuncia sobre a sua bondade ou inconveniência, ouviu, meu caro PM de passagem?

Mas eu sei que os nossos liberais só gostam dos exemplos lá de fora de forma muito, muitíssimo selectiva. mesmo que seja da mãe de todas as democracias.

Dizem que leram muito Tocqueville, mas deve ter sido no equivalente aos velhos apontamentos dos livrinhos amarelos e pretos da Europa-América e mesmo assim com algumas páginas por descolar.

 

O que mais me fascina na questão da defesa da “Liberdade” em Educação é muitos dos seus promotores não a defenderem para mais nada do que os seus interesses particulares em abater a parcela da sua despesa com o colégio dos seus amores ou, no caso dos donos de alguns dos seus colégios, detestarem muito o papão-Estado a menos que lhes financie o negócio.

Lá por fora, por exemplo, nos states é notória a coincidência entre os pro-choice em Educação (e Economia) e os no-choice em tudo o mais. Por exemplo, o essencial do grande lobby friedmaniano a favor do cheque para escolher a escola da sua fé e credo é absolutamente contra o apoio do tipo cheque alimentar para os mais desfavorecidos da sociedade, porque diz que eles assim se habituam e ficam uns parasitas sociais.

Por cá, existe algo parecido.

Nem é preciso entrarmos em verborreias deste calibre, que voltam ao grau zero da teorização sobre o assunto, aquele grau que foge às demonstrações empíricas como os filhinhos fogem da escola pública onde há gente de outros formatos sociais e culturais.

Basta lembrarmos que a mesma gente que nega o subsídio de desemprego ou abono de família ou os reduzem gradualmente até à extinção, assim como crítica todo o tipo de suporte financeiro do género rendimento mínimo – a que poderíamos chamar legitimamente cheque-vida ou cheque sobrevivência – é quem defende que seja dado um cheque-ensino a quem dele só tem necessidade em muitos casos para alimentar as peneiras e pagar os uniformes da tété e do mitucho.

(sim, estou em modo acidamente sarcástico e nem sequer falei da pituxa e do bibocas, que é tão lindo nos seus carcolinhos…)

A verdade é que quem nega cerca de 300 euros para a sobrevivência de uma família com os pais e um filho ou pouco mais de 400 euros para uma família com pais e 3 filhos é em tantas situações quem quer esse valor para pagar o convívio social e heráldico das bibbás e do pilocas.

Ou seja, quase todo o CDS, uma parte significativa do PSD e outra eventualmente menor e menos explícita do PS e de alguma esquerda-caviar sem acesso às estruturas da amada Parque Escolar.

É mesmo muita gente e provoca uma enorme dose social de hipocrisia.

(parece que sou “esquerdista” porque coloco a alimentação à frente do colégio das imaculadas desconcertações… defendo a liberdade de viver com dignidade antes de escolher o tweed da bata obrigatória…)

Porque esta malta é pro-choice e a favor da “liberdade” e do “cheque” do Estado mas quando se aplica aos seus gostos e diletâncias, mas nega-a a quem precisa de tal para satisfazer as necessidades básicas de sobrevivência.

Será que os defensores da liberdade em Educação não são rigorosamente os mesmos que obrigam a que:

O acesso à prestação RSI está dependente de o valor do património mobiliário e o valor dos bens móveis sujeitos a registo, do requerente e do seu agregado familiar, não serem, cada um deles, superior a 60 vezes o valor do indexante de apoios sociais. (€ 25.153,20).

Tens mais de 25.000 euros no banco ou em acções? Então paga os estudos dos teus filhos e não venhas cravar o pessoal! Liberalismo é não seres chupista, pá!

(e nem é bom falar quando a argumentação resvala para o argumento “étnico” do RSI… o que revela logo o quanto acreditam naquela coisa de Deus nos ter criado todos iguais e à sua imagem… )

Conselheiros de Cavaco que assinaram manifesto dos 70 foram exonerados

Vítor Martins e Sevinate Pinto subscreveram manifesto que apela à reestruturação da dívida portuguesa.

O liberalismo tem destas coisas. As pessoas devem ser livres para escolher, mas não para ser.

New Afghanistan law to silence victims of violence against women

Small change to criminal code has huge consequences in country where ‘honour’ killings and forced marriage are rife.
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A new Afghan law will allow men to attack their wives, children and sisters without fear of judicial punishment, undoing years of slow progress in tackling violence in a country blighted by so-called “honour” killings, forced marriage and vicious domestic abuse.
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Onde estão os apoiantes das guerra do Bush Jr, agora que dava jeito aparecerem?
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Utah is Ending Homelessness by Giving People Homes

Liberalismo do nosso cá de casa não é, certamente, embora esta seja uma medida de um político republicano.

Republican State Gives Free Houses to Moochers, Cuts Homelessness by 74 Percent

Pelo que, como sempre achei, a inteligência e a estupidez não se definem pela posição política, mas pelas políticas concretas.

Os nossos alegados liberais no Governo são um nojo em termos sociais, mas isso não implica que não existam liberais com bom senso e consciência. O azar é que a nós só calhou o refugo, os tipos das segundas e terceiras leituras.

Liberals

“Stop the Madness,” Interview with Rupert Cornwell, Toronto Globe and Mail (6 July 2002)

(mais informações e continuação da citação aqui)

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