Legitimidade


… e olhem que não é por causa do salários dos professores que minguou que se fartou, pelo que o sorvedouro andará por outros bolsos.

Passos tem os recordes do aumento da dívida nesta década

Portugal fechou 2012 com um “stock” de dívida pública directa de 194.519 milhões de euros, um aumento de 19.628 milhões de euros (ou 11,2%), o segundo maior aumento da década, notou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental na sua nota mensal de análise à dívida pública.

Mas então a culpa não era da governação socialista?

E dos hábitos gastadores dos esquerdalhos?

Vamos lá a ver… se a função pública foi garrotada, quem anda a mamar na teta do Estado “obeso”? pelo que se percebe os borges e borginhos, os catrogas e catroguinhas, relvas e relvettes custam bem mais caro…

O actual Governo resulta da vitória em eleições de um Partido cujo líder (e restante facção dentro do PSD) afirmou não aceitar mais austeridade sem esperança, prometendo uma governação séria, rigorosa e transparente que, indo para além da troika, colocaria o país no bom caminho até 2013.

Como sabemos, nada disso se passou, acumulando-se os erros técnicos e políticos a uma estratégia comunicacional crescentemente opaca e mistificadora, não esquecendo a opção crescente pela nomeação de representantes de lobbys específicos no círculo de assessoria e apoio ao Governo, quando não mesmo em posições de decisão.

Pelo que… a legitimidade é meramente formal, tendo-se esvaziado há muito qualquer legitimação real de base política, pois nem a governação cumpre os princípios enunciados, nem alcançou ou objectivos prometidos, nem sequer parece capaz de fazer diferente do que criticou.

Pelo que… se as instituições verdadeiramente democráticas funcionassem… há muito que lhe teria acontecido o que aconteceu a Santana, que neste momento nos surge quase como um modelo de virtudes políticas…

sempre a errar

(c) Luís Rosa