Juventude


After six Woodson High suicides, a search for solace and answers

A CULTURA DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS

Como eles encaram o presente e o futuro aos 12-13 anos. Nasceram na viragem do milénio e ao idealismo da idade junta-se a o pragmatismo diário, ainda a cores.

O Sérgio atura-me há 3 meses, o Miguel aturou-me durante 2 anos e, tal como a Emília, são miúdos especiais. Como muitos dos seus colegas.

A Anabela Mota Ribeiro registou-lhes as palavras realistas e o Nuno Ferreira Santos os sorrisos.

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Why are homeless young people not getting an education?

With the right support, we can thrive, writes a politics student and campaigner who hasn’t had a home since he was 16.

Chegou por mail, colhido no FB.

Delinquência juvenil subiu mais de 20% em 2 anos

Desde 2008 que a criminalidade praticada por jovens com idades entre os 12 e os 16 anos regista uma tendência de agravamento.

Nesse ano, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), as autoridades contabilizaram 3.161 ilícitos. Em 2009, houve mais 318 queixas e em 2010 atingia-se um total de 3.880 casos.

A manter-se esta tendência, a taxa de delinquência entre os jovens portugueses irá aproximar-se do número recorde registado em 2001, ano em que a PSP e a GNR tinham recebido 5.383 participações.

Cocaína já é tão comum aos 13 anos como a canábis

Os adolescentes estão a trocar os charros por drogas mais pesadas e substâncias sintéticas. Aos 13 anos, experimentar cocaína parece ser já tão comum como o uso de canábis – 1,9% dos adolescentes admitem já o ter feito. Os consumos parecem estar a mudar, sobretudo no início da adolescência, e os 15 anos são exemplo destas tendências mais recentes: o consumo de LSD duplicou e surge ao lado da heroína como drogas experimentadas por 2,9% dos jovens nesta faixa etária. Entre 2007 e este ano, o consumo de cocaína aumentou de 2,5% para 3,1%, enquanto a canábis caiu de 13,6% para 9,1%.

São dados preliminares de um novo inquérito ao consumo em meio escolar, realizado este ano e revelado ontem pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) numa conferência de imprensa que assinalou os dez anos da descriminalização do consumo de drogas em Portugal.

Prós e contras – a violência dos jovens (na escola)

13:54 o melhor: Eduardo Sá na sua voz delicodoce a chamar a atenção da Fátima pela fraca qualidade do debate

Marco Vieira, professor de matemática no Agrupamento das Escolas da Apelação (bairro da Quinta da Fonte): a experiência de trabalhar numa escola TEIP
2:44 Dautarin da Costa, sociólogo: o trabalho de um mediador numa escola TEIP
7:15 Albino Almeida, presidente das associações de pais: as actividades das associações, a relação dos pais com os filhos, descrição de algumas situações.
12:00 Madeira Pinto, Juiz desembargador: uma melhoria inegável nas escolas
13:10 Eduardo Sá, psicólogo clínico: a responsabilidade dos pais, a vida dos alunos na escola e a falta de tempos livres.
17:18 João Sebastião, sociólogo: as escolas, rankings e educação
18:25 Cristina Soeiro, psicóloga criminal PJ: a falta de ligação entre a escola e os pais
19:38 Dautarin da Costa: a actividade e a influência do mediador. 23:29 ” o desenvolvimento de competências sociais é o mais importante”
24:06 Marco Vieira: as competências sociais na sala de aula e as soluções da escola TEIP.
27:33 Albino Almeida: os programas/actividades das associações de pais.
30:57 Eduardo Sá: o papel dos professores, o papel das tecnologias e o erro dos alunos.
Trabalho de compilação do Calimero Sousa.

Assim é que é: um jovem com prospectivas de carreira.

Encontrado no Corta-Fitas, graças a uma indicação da Ana Silva.

Pais de jovens em risco ‘entregam’ filhos ao Estado

António começou a faltar às aulas, a passar dias e noites fora de casa e iniciou-se na droga ainda adolescente. Os pais foram chamados à escola mas, quando de casa começaram a desaparecer alguns objectos, deixaram de conseguir exercer a sua autoridade e a situação ficou descontrolada. Desesperados, foram pedir à comissão de protecção de menores o internamento do filho numa instituição.

Casos como o de António são cada vez mais frequentes e estão a chegar às comissões de protecção de crianças e jovens em risco e aos tribunais pela mão de pais desesperados, que vêem os filhos a entrar em situações de risco mas são incapazes de fazer valer a sua autoridade e evitar esse perigo.

Porque a delírios oníricos feelgood (versão psicologizante do descolamento socrático da realidade) como a crónica de hoje em que, pelo que me conta a Reb que ainda o lê, apela à psicologia positiva e à alegria pela entrada de massas de novos alunos na Universidade, apelidando de infelizes aqueles que criticam o que temos, há que reagir com o realismo da ficção.

Da colectânea de textos breves The Tent (2006, pp. 17-19), destaquei a parte fundamental, mas o final é bem mais perverso e divertido ainda…

Encouraging the Young

I have decided to encourage the young. Once I wouldn’t have done this, but now I have nothing to lose. The young are not my rivals. Fish are not the rivals of stones.

So I will encourage them open-handedly, I will encourage them en masse. I’ll fling encouragement over them like rice at a wedding. They are the young, a collective noun, like the electorate. I’ll encourage them indiscriminately, whether they deserve it or not. Anyway, I can’t tell them apart.

So I will stand cheering generally, like a blind person at a football game: noise is what is required, waves of it, invigorating yelps to inspire them to greater efforts, and who cares on what side and to what ends?

I don’t mean the very young, those who can still display their midriffs without attracting derision. Boredom’s their armour: to them I’m a voice balloon with nothing in it.

No, it’s the newly conscious young I mean, the ones with ambition and fresh diffidence, those who’ve learned the hard way that reach exceeds grasp nine times out of ten. How disappointed they are! And if and when they succeed for the first time, how anxious it makes them! They develop insomnia, or claustrophobia, or bulemia, or fear of heights. Now they will have to live up to themselves. Bummer.

Here I am, happy to help! I’ll pass round the encouragement, a cookie’s worth for each. There you are, young! What is a big, stupid, clumsy mess like the one you just made — let me rephrase that — what is an understandable human error, but a learning experience? Try again! Follow your dream! You can do it!

What a fine and shining person I am, so much kinder than when I’d just finished being young myself. I was severe then; my standards were exacting. The young — I felt — were allowed to get away with far too much, as I had been. But now I’m generosity itself. Affably I smile and dole.

On second thought, my motives are less pure than they appear. They are murkier. They are lurkier. I catch sight of myself, in that inward eye that is not always the bliss of solitude, and I see that I am dubious. I scuttle from bush to bush, at the edge of the dark woods, peering out. Yoo hoo! Young! Over here! I call, beckoning with my increasingly knobbly forefinger. That’s it. Now here’s a lavish gingerbread house, decorated with your name in lights. Wouldn’t you like to walk into it, claim it as your own, stuff your face on sugary fame? Of course you would!

I won’t fatten them in cages, though. I won’t ply them with poisoned fruit items. I won’t change them into clockwork images or talking shadows. I won’t drain out their life’s blood. They can do all those things for themselves.

Estudo diz que MP3 põe nova geração a ouvir pior

Um estudo publicado pelo «The Journal of the American Medical Association» revela que os adolescentes americanos desta década mostram sinais de perda auditiva superiores aos dos anos 90.

O estudo defende que a perda de 30% da audição face ao estudo anterior se deve aos leitores de MP3. O uso destes aparelhos não é desaconselhado, como refere o autor da pesquisa, Gary Curhan, mas sim sensibilizar os jovens para o limite de volume de ruído tolerado pelo ouvido humano, que se situa em cerca de 80 decibéis.

Para além da perda de audição, estes valores comprometem a «convivência social». «Sensação de zumbido ou de abafamento de audição» são sintomas de problemas auditivos.

Hum!, e só estudaram isso?

When Punishing Teens Is Cruel and Unusual

The US Supreme Court today barred a practice that is already considered unconscionable in the rest of the world. In a 6-3 decision, the Court ruled that sentencing juveniles to life without the possibility of parole for any crime short of murder violates the Constitution’s 8th Amendment ban on cruel and unusual punishment.

In Graham v. Florida, the Supreme Court ordered a parole hearing for Terence Graham, who was sentenced to LWOP for crimes committed when he was 17. Graham was convicted of taking part in an armed robbery and home invasion in which no one was killed. The Court also struck down laws in 37 states that allow sentences of LWOP terms for non-homicides by juveniles. Currently, 129 inmates nationwide are serving such terms; 77 of them are in Florida.

(Continua…)

O problema não está nas gerações jovens de agora, mas nos pseudo-traumas das anteriores que não souberam lidar com a liberdade, que desenvolveram fantasmas em torno do exercício da autoridade e que têm problemas em lidar com ela, oscilando entre a extrema agressividade e a absoluta complacência.

Porque isto é em grande parte o resultado de adultos que não souberam, eles próprios, crescer e estruturar-se de modo a entenderem que o porreirismo não é um valor em si mesmo, uma finalidade. A geração dos pais-irmãos pode achar-se muito cool a si mesma, mas laborou demasiado tempo num erro fundamental: eles são pais dos filhos e devem saber encaminhá-los na vida. A menos que a não tenham descoberto eles próprios e por isso precisem de ajuda na sua tardia descoberta.

Tive a minha conta de nãos ao longo da vida, aprendi a geri-los melhor ou pior, mas não a querer eliminá-los da vida. Porque um mundo de gratificação garantida e quase imediata é um mundo que desaparece no abismo da emoção epidérmica, perde profundidade e o esforço perde sentido.

“Uma geração que não pode ouvir um ‘não’ é manipuladora”

(…)

O excesso de permissividade é prejudicial aos miúdos?

A tentativa de converter em permissividade a presença e a atenção que não tiveram é. Revela deficiência no desenvolvimento da relação entre pais e filhos. E a ideia que os pais às vezes também têm de não quererem reproduzir nos filhos o modelo de educação severa que receberam, quando não é bem medida, também é.

(…)

Às vezes é importante saber dizer “não” ou pode abdicar-se disso?

É muito importante saber dizer não! Por muito difícil que ele seja de dizer e de ouvir. Se não dissermos não, vamos criar uma geração que, na idade adulta, não irá tolerar a frustração. Querer e ter é errado, porque não são coincidentes. E perante esse não, os miúdos não podem exercer o seu poder reivindicativo, manipulatório. Alguns pais pagam uma viagem destas com grande dificuldade por medo que os miúdos possam ser ostracizados por parte dos colegas se não forem. É muito importante saber dizer não. Mas não é um não porque não; é um não explicado. Uma geração incapaz de ouvir um não, que deprime quando o ouve, é uma geração de manipuladores.

JS: Ferreira Leite lembra “professora primária conservadora do antigamente”

E não me venham dizer que estou a defender a dita senhora ou o PSD. Apenas desgosto imenso destes criançolas crescidos, armados em jovens fracturantes cujo destino é, em pouco tempo, o Parlamento Europeu.

Basta ver os antecessores do Seguro à Djamila, passando por aquele tão aguerrido e agora precocemente envelhecido mentalmente Sousa Pinto.

Representante das associações de pais acusa site do IDT de incentivar consumo de droga

(…)
Existem ainda definições que os encarregados de educação consideram ser “quase um manual de instruções”. Diz o dicionário que “Queimar” é “aquecer com o isqueiro a heroína ou cocaína, até fazer a bolha brilhante, cativante e vaporosa cujo fumo será inalado com a ajuda de uma nota enrolada em tubo”.
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) considera “muito preocupante” que seja transmitida uma “imagem convidativa das drogas” nomeadamente através da utilização de adjectivos como “brilhante” ou “cativante”. Nesse sentido, vai esta semana pedir ao IDT a reformulação imediata do site. “É fundamental que os jovens sejam informados, mas a forma como a informação está disponibilizada aumenta seguramente a curiosidade dos miúdos em relação às drogas. Pode fazer com que eles não queiram ser os betinhos que não consomem”, afirma a responsável da CNIPE, que representa cerca de 600 associações de pais.
Também a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) entende que a consulta deste dicionário por parte dos jovens “pode induzir a curiosidade por algumas experiências, em vez de ser preventora de comportamentos desviantes”, se for feita sem a intermediação de um adulto.
“Pode haver a tentação do ‘faça você mesmo’”, alertou Albino Almeida, presidente da CONFAP, referindo-se a conceitos como “Base”: “Cocaína pronta para fumar. Mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amoníaco e água. É aquecida e posteriormente arrefecida. Por filtragem, obtêm-se cristais, pedrinha branca pronta para snifar na caneca ou na prata com uma nota enrolada”.

Sinto sempre alguma estranheza quando alguém acha que a melhor maneira de combater um problema não é falar dele, prestar informações e esclarecimentos adequados, mas optar pelo silêncio.

  • Sexo? Não, não existe antes do casamento.
  • Drogas? Não, só existem nos filmes.
  • Violência? Não, é uma invenção dos telejornais.
  • Liberdade de expressão? Não, isso é uma invenção de uns quantos utópicos.

Pior que as drogas é a ignorância sobre elas que leva a experiências confusas e por vezes fatais. Aliás, não é raro que o mergulho nessa situação se deva exactamente ao desejo de querer saber o que aquilo é, porque alguém falou nisso e a pressão dos pares se faz sentir. Mas infelizmente há quem não perceba.

Mais do que a religião, o silêncio é o ópio dos novos prosélitos dos bons costumes e da pureza das condutas.

Amén!

Adolescentes enviam em média 236 sms por semana

(…)
Questionados sobre a posse de telemóveis, a grande maioria dos pré-adolescentes (93,3%) afirmaram ter um, enquanto no grupo de colegas mais velhos todos possuíam telemóvel. Curiosamente, em ambos os grupos, os aparelhos tinham, na sua maioria, câmara (78% nos pré-adolescentes e 87,4% nos adolescentes). Por outro lado, a maioria dos alunos de ambos os grupos já possuía telemóvel há muito tempo 69% dos pré-adolescentes tinham começado a usar antes do ano de 2006, enquanto os adolescentes já os usavam desde antes do ano 2002.
Curiosamente, 36,5% dos alunos do 6.º ano de escolaridade já tinham tido mais de três telemóveis. O mesmo acontecia a 77% dos adolescentes.
Quanto ao envio de sms, os investigadores apuraram que os pré-adolescentes enviavam uma média de 84,2 por semana. Já os colegas mais velhos, superavam as 235 sms por semana.

Isso não chega a 35 por dia, não é quase nada. Se tirarmos as horas de sono, dá para aí duas por hora. Eu acho pouco. Por observação directa que mandam 236 por dia. Mas é a tal história da média. Há uns quantos info-excluídos que não mandam nenhuma, mais os que ficam sem saldo logo na 2º feira.
Como há umas semanas um conhecido especialista e opinador sobre hábitos da adolescência, explicava que este método tinha vindo substituir a troca de mensagens em papel, vejam o lado bom da coisa: são florestas inteiras que se poupam graças a este método.

Agora a mim resta-me ainda um desconsolo adicional: ou esta malta tem uma mesada superior ao meu salário mensal ou é urgente que eu mude de tarifário, porque ao preço que pago os sms isto dá quase para pagar uma mensalidade do crédito à habitação.

Jovens europeus embebedam-se para fazer sexo

Uma pesquisa divulgada pela Public Health britânica concluiu que grande parte dos jovens adultos europeus toma drogas e abusa do álcool para melhorar a sua vida sexual.

Chamem-me antiquado, a ver se eu me importo, mas há aqui algo que me faz desacreditar que o futuro esteja a ficar bem entregue.

E os mais puritanos que me perdoem a divagação, mas isto realmente deixa-me um bocado desiludido com esta jubentude d’agora.

Muito máquedonalde, muito hormónio, muito émepêtreis, muito morango açucarado, muito ipópe e acaba-se nisto. E depois estranham a quebra demográfica da Europa… Não esperem por esta rapaziada para melhorar o desempenho.