Isto É Um Suponhamos…


… com as merkéis, os sarkozys e os netanyahus a desfilar em nome da liberdade de expressão?

Espero mesmo que não exista Além ou então ele e o Cabu estão às voltas, em profundo sofrimento.

Alex

… também é muito giro.

Enão é a primeira, nem a segunda ou terceira, vez que sublinho o paradoxo dos bem-pensantes que, quando um tipo faz críticas sem nome, nos acusam de dizer generalidades e não concretizar críticas e acusações, mas que quando fazemos tal concretização, meus deuses, que somos uns malandros que andamos a fazer críticas ao homem e à mulher.

Nem de propósito, na Charlie Hebdo praticava-se a crítica pessoal directa da forma mais clara e verrinosa que conheço. Por exemplo, em relação a políticos como o Pasqua ou o Sarkozy os ataques foram constantes e de uma acidez brutal. Mas não apenas com eles.

Se cá se fizesse metade, queria ver como reagiriam muitos dos queridinhos da aristocracia opinativa paroquial.

Excepto quando são el@s a exercer a má criação militante, porque nesse caso é tudo justo e justificado.

… agora, mas só agora, que deixei de acreditar no Pai Natal.

Diretores de agrupamentos acreditam que todos os alunos vão chegar aos exames em pé de igualdade

bunny

 

… e uma delas é a preocupação em andar a inquirir quem faz a revelação ou denúncia de (alegadas, prontos…) irregularidades e não se essas irregularidades são reais, verdadeiras.

Hoje tive mais um exemplo dessa forma curiosa que algumas pessoas têm de encarar a transparência dos seus actos como agentes de um qualquer tipo de poder público.

E é pena que, por vezes, lhes façam a vontade porque se os actos irregulares ou anómalos foram praticados, não devem ser os que os denunciaram ou divulgaram que devem ser incomodados. Se não foi praticado nada de mal, então tudo está bem.

Para o “bom nome” o principal factor não é o que dizem de nós mas a bondade do que fazemos. O “bom nome” não é manter sob um manto de obscuridade o que se fez de menos curial.

… para resolver a maior parte dos nossos problemas.

Em termos de empresas rentáveis, a atravessar períodos conturbados, dávamos a maioria do capital a Angola.

Com Timor, fazia-se um contrato de leasing de juízes desde que não metessem o nariz nos peculatos locais. Podíamos ainda escoar mais gentes qualificadas, desde que se portassem bem.

Com a Guiné retomávamos as ligações da TAP, deslocávamos para Bissau parte das operações e cobrávamos umas taxas ao pessoal dos cartéis.

De Moçambique, coisas boas, muitos livros do Mia Couto, a ver se temos mais um Nobel em língua portuguesa.

Para São Tomé e Cabo Verde reservávamos uns destinos relaxantes para as elites tropicalistas (eu não, dou-me mal com muito Sol).

A mim parece-me um plano estratégico para uns quantos mandatos (tipo joseduardosantos)e uma ideia de sucesso.

à medida que se vai conhecendo melhor o tipo de acusações, mais parece que deve ter sido responsabilidade da Al-Qaeda ou do Ébola.

Se bem percebo há duas situações:

  • As pessoas que se sabe terem avisado que iam existir problemas e cujas opiniões foram ignoradas.
  • As pessoas que alegadamente não terão avisado que iam existir problemas, mas que o deveriam ter feito.

… cobre este nosso Hogwarts a partir de dois pontos que se tocam e entrecruzam múltiplas vezes.

Enquanto não soubermos quando quem soube o quê acerca do pântano Espírito Santo -e Ricardo Salgado será a figura chave de todo este processo e não me parece que tenha o perfil de um Oliveira e Costa, destinado a levar com todo o ónus das maldades – não poderemos saber em quem confiar no nosso rico mundinho das finanças, política e jornalismo.

Para uma abordagem do assunto, com uma profundidade que me é impossível fica aqui a referência a um belo posto do Portugal Profundo.

Mas há algo que salta à vista do cego mais distraído… há muita gente que soube muita coisa em devido tempo, que não agiu como seria de esperar atendendo à sua “missão na sociedade”, isto para não falar de quem beneficiou directamente ou se usou dos meios espirituais para os seus negócios, sem se ralar com tudo o resto.

Esteja-se a falar de fluxos financeiros publicitários, apoios preferenciais a negócios ou outras coisas.

As ramificações, europeias ou tropicais, dos ditos negócios devem atingir muito mais gente – e a um nível muitíssimo alargado – para que as coisas se saibam sem “riscos sistémicos” para a democracia que temos. Penso mesmo que este polvo particular, se implodisse, representaria uma limpeza maior do que qualquer revolução sanguinolenta.

Por outro lado, temos quem fez o jeito às “instituições” de ficar com o bico calado durante o tempo considerado indispensável para fazer controlo de danos, varrer armas fumegantes para debaixo de alcatifas de betão e outras habilidades sempre essenciais nestes casos.

Mas, claro, isto é tudo um suponhamos.

devil

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