Irrelevâncias


Cavaco elogia “maturidade cívica” dos portugueses face à crise

A verdade é que a larga maioria deixou de confiar minimamente em todos os actores em presença.

Perante isso, tentam voltar a organizar-se com as migalhas como outrora.

Eu percebo o que tenta ser uma mensagem positiva mas, em bom amaricanouguivesafaque?

Cavaco deixa cair crítica a cortes nos subsídios

(…)
Em Belém, soube o SOL, esta medida já é encarada como uma inevitabilidade. Mas Cavaco Silva não desiste do apelo ao diálogo entre a maioria e o PS e de o OE-2012 ser melhorado no Parlamento. Um apelo que foi repetido antes de o Presidente rumar aos EUA, onde esteve em visita oficial durante a discussão do Orçamento.

Governo vai propor fim de quatro feriados, dois civis e dois religiosos

… resulta da progressiva irrelevância da sua função, servindo antes para arrumar uns nomes numas comissões, fazer uns debates a que ninguém dá muita atenção, produzir uns pareceres a pedido, reagir com atraso às novidades e pouco mais.

Não sei que custos tem, mas o CNE extinguia-se sem nenhum dano para a Educação e alguma vantagem em matéria de eliminação do que é ruído de fundo.

Conselho Nacional de Educação preocupado com cortes

Alerta aponta que medidas de austeridade podem pôr em causa os progressos alcançados recentemente.

Para dizer isto não é preciso um organismo com quase 70 elementos, mais de 50 sem nada a dizer sobre o sector.

Sei que o CNE vem lá na LBSE mas, a bem dizer, a coitada já foi tão atropelada que ninguém daria por isso.

Ainda não ouvi uma música para este Verão.

A Parque Escolar já tinha decidido quem eram os gabinetes de arquitectura que iam remodelar 24 escolas, da terceira fase do projecto da modernização destes equipamentos, quando procedeu à consulta de vários gabinetes dessa área.

… começam as tricas nas casinhas das comadres. Quanto a Rui Tavares fez o que está certo.

Rui Tavares desvincula-se do BE no Parlamento Europeu

Genealogia da questiúncula:

Post de Francisco Louçã no Facebook

Nota de Rui Tavares sobre post de Francisco Louçã

Como está na moda, tudo pelo FBook.

Esta comunicação de Cavaco Silva. Se não sei quê, não sei que mais, recomenda a indiscrição, para quê ser indiscreto?

Se diz que não deve pronunciar-se sobre aspectos específicos do acordo,porque dá a entender que a troika veio dizer o que ele tinha dito?

Nada mais havendo a acrescentar, lavre-se acta e mande-se encerrar a função.

Vem aí plano nacional de educação financeira?

SEFIN diz que «num momento de crise há que proteger pessoas sobreendividadas»

O desenvolvimento de um plano nacional de educação financeira e de um centro de mediação e arbitragem de conflitos e litígios financeiros foi proposto esta quarta-feira aos deputados do grupo de trabalho parlamentar de regulação da concorrência e defesa do consumidor.

«Num momento de crise há que proteger as pessoas sobreendividadas», argumentou António Júlio Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (SEFIN), citado pela Lusa.

No fundo, coiso e tal, apenas recomendam que se aparem as arestas. Nem uma palavra quanto ao fundo da questão.

 

Anexo: Parecer_Final_SE_Quotas_Professores.

A medida de reduzir o crédito horário das escolas para projectos está errada, tem fundamentos errados e vai levar ao desaparecimento de muitas iniciativas bem meritórias para o sucesso dos alunos e úteis no combate ao abandono escolar.

Mas não sou capaz de dar uma no prego, sem espetar outra na ferradura.

Porque há projectos e projectos.

Há projectos com pés e cabeça, trabalho árduo e envolvimento dos alunos.

E há projectozinhos, muitos giros no papel, mas em que o trabalho escasseia e o envolvimento dos alunos é curto, pois não se compagina com umas horas espalhadas pela semana, quando dá mais jeito para tapar uns buracos.

Esses projectos e esses clubes quase virtuais, que muitas vezes permitem relatórios rutilantes de tanto sucesso autoavaliado, fazem pouca falta, à excepção de quem gosta de aligeirar os costados.

Há muito que acho que projectos, clubes, oficinas, etc, devem ter horários adequados a uma frequência alargada. Há cerca de 10 anos assumi a coordenação de um espaço – não por projecto apresentado, mas mais porque era preciso alguém – que funcionava uma manhã toa em contínuo, das 10 às 13.20. E era muito frequentado. Se fosse às 2ªas das 10.10 às 10.55 e às 5ªs das 16.00 às 16.45, quase certamente não teria servido para nada.

Aliás, em vez de aulas de substituição ou num outro regime, já propus – mesmo aqui no blogue – que deveria existir uma sala aberta, em permanência, dinamizada em cada turno diário por docentes de uma disciplina ou área disciplinar, em regime de frequência voluntária pelos alunos, com um sistema de créditos de presença.

Clubes atomizados, em salas dispersas e horário rarefeito são meros nichos, pequenas coutadas, que podem até funcionar bem, mas quase sempre como excepção.

Desculpem lá se o meu olhar é pouco cândido, mas…

Ana Gomes: “Estou a ler os telegramas e a sublinhá-los”

Já que apresento pistas que acho interessantes seguir, também apresento as que não dão em nada de relevante. O aumento de escolas privadas na amostra não produziu uma assimetria significativa nos resultados. A progressão verificada, com as escolas privadas com melhor desempenho, é uniforme.

Em que nos questionamos se vale a pena estar a perder horas do fim de semana a preparar materiais novos, diversificados, floreados, para estimular o desempenho da criançada e obter resultados, quando eles olham para aquilo com interesse ainda menor do que olham para os lenços a que se assoam.

Há dias, manhãs, tardes, horas, em que a irritação até soa mais alto do que o desânimo ao ouvir-se “isto não serve para nada” ou “quero lá saber”, quando tentamos dizer que está mal deixar meia ficha por fazer, sendo parte dela mera interpretação de um texto que não lhes apetece ler, porque tem uma página de extensão e dá mais interesse escrever 10 sms no intervalo num linguajar de et.

Será a idade, o desfasamento geracional a atacar com toda a força, ou apenas as mazelas meio gripais da estação das chuvas, que o frio não me incomoda muito?

Não sei… não sei… até porque o contraste com a petiza preocupada com a prova de Matemática de hoje é demasiado para não nos questionarmos se cada um não deveria educar os seus, dedicar-lhes o seu tempo e não o gastar com muitos que dele não aproveitam, e acabar de vez com a Escola, enquanto instituição a que se pede agora quase tudo menos aquilo que foi milenarmente a sua essência.

E não adianta dizerem-me que temos de nos adaptar aos tempos… que essa é a ladaínha de todas as épocas, de todas as gerações…

Educação: Programa de Educação Estética e Artística generalizado em 2012/2013

Terá cadeiras sobre Estética Aplicada com Botox?

Combustíveis: copiar preços não é crime

Concorrência vai analisar melhor preços nas auto-estradas.

O presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) explicou esta quinta-feira que quando os revendedores ou as petrolíferas «copiam preços» dos combustíveis entre si isso não constitui um ilícito de concorrência.

«Copiar os preços não constitui qualquer ilícito», disse Manuel Sebastião aos deputados da Comissão de Assuntos Económicos e Energia, citado pela Lusa.

Tornou-se recorrente o apelo a – perante tudo o que não tem funcionado – novas ideias, novas estratégias para a luta dos docentes.

Minhas amigas e meus amigos, os tempos não estão favoráveis para ganhos, apenas para limitação de estragos.

É nessa perspectiva que eu lanço daqui uma nova proposta de estratégia.

Assine-se logo de início um qualquer acordo e marque-se em seguida uma grandiosa manifestação para comemorar o ditoso acontecimento.

O parecer do Conselho Nacional de Educação já tinha apresentado o seu parecer que agora tem publicação no DR como parecer 5/2010.

Ao que consta o GEPE traçou um documento ou Relatório Nacional em que ignora ou dá escassa importância a este tipo de iniciativa lulista-chaviana-bolivarista (acredito que boaventurasousasantiana, na herança stoeriana e etc) para a Educação. Acho que fez bem. Porque isto é uma espécie de portoalegrismo educacional, cheio de retórica e vazio de conteúdo.

O CNE acha que não, que estas Metas que devemos partilhar da Patagónia às Baleares são muito importantes. Fica-lhes bem. Assim sempre poderão ser convidados para participar no certamente importantíssimo Centro de Acompanhamento e Avaliação das Metas Educativas 2021. Pelo menos, deve dar direito a uma década de viagens e encontros pela Latino-América. E umas paletes de artigos em revistas de fino recorte ibero-eduquês.

The Washington Post’s Dave Weigel Resigns Following Strange Semi-Scandal

Deixem de nomear grupos de trabalho da treta:

Isabel Alçada quer melhorar gestão de recursos no ensino

São já duas as entidades criadas para a optimização dos recursos educativos.

Depois da criação de um grupo de trabalho para propor e implementar medidas de gestão e execução orçamental na educação, o Governo acaba de constituir a CORE – Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos. É mais uma medida do Governo para melhorar a gestão dos recursos do sistema educativo e apertar o cerco à despesa no sector da Educação.

No despacho, publicado ontem em Diário da República e assinado pela ministra da Educação, pode ler-se que esta é uma comissão, presidida por Carlos Alberto Pinto Ferreira, de “carácter eminentemente técnico”, que deverá concluir o seu trabalho dentro de três anos, ou seja, no final desta legislatura. O objectivo é, além de acompanhar a evolução do sistema educativo, propor medidas de política educativa e elaborar estudos técnicos para melhorar a qualidade do ensino, sempre com as palavras “optimização” e “eficácia” no horizonte.

Querem outra sugestão gratuita?

Em vez de despejarem computadores e quadros interactivos nas escolas conforme lhes apeteceu, perguntassem quantos é que faziam mesmo falta.

Ou então quantos seria possível colocar a funcionar em rede, antes da poeira ganhar três dedos de altura.

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