Inversões De Marcha


… afinal não passou de uma criação da imprensa.

Parece que, apesar de preguiçosos e patéticos, os jornalistas, são muito criativos.

Crato reconhece erro, pede “desculpa ao país” e manda refazer listas de colocação de professores

Professores já contratados pelas bolsas de contratação de escola não perdem o lugar. Mas entre mil a dois mil docentes poderão ser agora repescados. Houve um erro dos serviços do Ministério da Educação, admitiu Nuno Crato. Responsabilidades serão “apuradas”. “Peço desculpa aos professores, aos pais e ao país.”

Nuno Crato promete corrigir fórmula e pede desculpa aos professores

Depois de mais de quatro dias de protestos, o ministro da Educação assumiu o erro e prometeu refazer os cálculos e corrigir a ordem de colocação dos professores.

Desde já, algumas coisas óbvias:

  • Quem foi colocado, por erro do MEC, não pode ser agora prejudicado.
  • Quem deveria ser colocado e o vai ser tardiamente, deve ser ressarcido pelos danos causados, em termos materiais e morais.
  • O “interesse dos alunos” sempre foi a menos das preocupações deste desgoverno.
  • O pedido de desculpas fica bem, mas… phosga-se, ele foi avisado a tempo, como já aconteceu em outros momentos de disparate.

Ao contrário do que eu cheguei aqui a escrever, parece que o desgoverno apostou no disparate, não se percebe se apenas para desmentir notícias e fugas de informação.

Esta decisão é perfeitamente ilógica para quem abriu um processo de rescisões com grande pompa e decidiu alargar o prazo para conseguir mais adesões, pois era uma medida destinada a fazer poupanças e adequar melhor os meios humanos às necessidades.

Se dos 1889 deferimentos, cerca de 300 ou 500 não forem aceites, qual é o sentido de encerrar o processo?

Quanto ao programa de rescisões, o prazo para os 1771 professores notificados pela tutela darem a resposta final terminou ontem. Casanova Almeida não adiantou números, mas sublinhou que o processo está fechado e que os 1717 docentes não notificados não terão possibilidade de rescindir. “Para todos os outros que não receberam comunicação os pedidos não foram deferidos e o processo está encerrado. E não está em cima da mesa a abertura de um novo prazo para rescisões”.

De qualquer modo, continuo a dizer que existem 1771 potenciais requerimentos para acesso à informação que fundamentou os deferimentos e, a seguir, 1771 potenciais impugnações do processo.

O artigo vem originalmente do Financial Times, esse bastião do esquerdismo estatista.

É apenas mais um dos vários balanços muito negativos das reformas introduzidas na Suécia na primeira metade dos anos 90, no sentido de desregular, liberalizar e localizar as políticas educativas.

Num páis, muito mais rico do que o nosso, com uma tradição de descentralização muito forte e baixos níveis de desigualdade, o descalabro foi o que se anda a ver há uns anos e que motivou uma inversão nas ditas políticas nos últimos anos.

Mas, entre nós, a coligação dos laranjinhas com os azuis-cueca, continua a insistir em algo que já sabemos não funcionar.

Os “investigadores” que dão apoio a grupos parlamentares, a tertúlia dos economistas insurgentes apalermados, os queirozes&muñozes com muitas viagens aos states para “observar”, tornaram-se um impressionante grupo de pressão em direcção ao penhasco.

E o actual PM e o seu séquito – que só em universidades de Verão de vão de escada conseguem dar uma aula de uma hora sem serem calados – engolem a fórmula sem qualquer capacidade de análise critica das teoriasbu-cosmopolitas (e de novo com aquele tom aflautado que nos lembra alguém) do ministro Poiares mais do secretário Lomba.

Eu até acredito que exista quem, de boa fé, ainda acredite – como qualquer bom marxista-leninista – que a culpa não é da teoria mas do que os homens fizeram com o liberalismo/socialismo real e que se deve continuar a insistir no que sabemos ter falhado.

Mas…

E existe um MEC para quê, se assina de cruz todo o disparate?

Suecos decepcionados com sistema de educação

Nenhum outro país europeu confiou uma fatia tão grande da educação dos seus filhos a empresas privadas como a Suécia. No entanto, à medida que o número de ‘friskola’ aumentava, a confiança da Suécia nas escolas com fins lucrativos diminuía.

MEC cedeu a protesto dos professores e prorrogou prazo para candidatos à Bolsa de Contratação

O MEC alargou até às 18h de sexta-feira o prazo para a candidatura dos cerca de 30 mil professores, mas a associação nacional de docentes contratados, que diz que aquele processo representa “um esforço “hercúleo”, “inútil” e “absurdo”, teme que a prorrogação não seja suficiente.

Informem já a insurgência mais aguerrida, a blasfémiadocunha e trolls conexos.

Governo avisa que só rescinde com docentes que não façam falta

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