Intimidações


Badawi, que está “cheio de dores e mal de saúde”, vai levar mais 50 chicotadas

 

Depois do equívoco com o Medina Carreira e quando se sabe de coisas destas?

Da Autoridade Tributária e Aduaneira comigo.

Manda-me mails regulares. Sabe tudo o que tenho de património relevante. Pede-me dinheiro.  Se não lho dou, castiga-me.

Não me dá hipótese de resposta, não quer saber dos meus argumentos. Ameaça punir-me severamente se não cumprir as suas exigências.

Como dominatrix não vai nada mal, mas quem lhe disse que eu gostava de tal?

Com tanta virgem à espera e ele ainda protesta…

Bin Laden dejó instrucciones de cómo vengar su muerte

El líder de Al Qaeda escribió a sus seguidores que no temía a la muerte, ya que esta le convertiría en un “Shahid”, un mártir que llegaría al paraíso.

POEMA DO COMEÇO

Eu num camelo a atravessar o deserto
com um ombro franjado de túmulos numa mão muito aberta

Eu num barco a remos a atravessar a janela
da pirâmide com um copo esguio e azul coberto de escamas

Eu na praia e um vento de agulhas
com um Cavalo-Triângulo enterrado na areia

Eu na noite com um objecto estranho na algibeira
-trago-te Brilhante-Estrela-Sem-Destino coberta de musgo

[AML]

Mas não será por causa dos alunos, por certo…

Can you imagine the military anointing a school superintendent as a brigadier general?

Of course you can’t, but this won’t surprise you: The Board of Education in Wake County, N.C., tapped a brigadier general who has no experience in instruction or academic leadership to be the new superintendent of the 143,000-student school system.

Agora é em entrevista ao Público na qual faz afirmações completamente preconceituosas acerca de quem ousa criticar a sua oportunidade de se sentir poderoso.

Ou seja, faz aquilo que acusa os outros de fazerem.

Na 5ª feira passada só fiquei com uma dúvida: porque terá querido saber em que escola eu lecciono?

É que a estratégia da intimidação também passa pela exibição do poder que se tem de fazer um telefonema e mandar uma equipa a uma escola.

Sem receio, há que afirmar que o que Luís Capucha diz ser uma verdade absoluta não o é, só sendo regra no papel e no registo dos factos, não nos próprios factos:

Os processos de certificação são avaliados?

Sim, há avaliação externa, o que implica que há regras e que as competências certificadas correspondem às possuídas.

Uma das críticas é que os adultos não aprendem disciplinas formais

Desminto. Há regras a cumprir que têm a ver com o cumprimento dos procedimentos necessários.

Luís Capucha faz parte da estrutura de pessoas que, no ME, permanecem fiéis à estratégia da equipa anterior, que trabalham com Valter Lemos com a mesma lógica e para quem Isabel Alçada não conta, apenas é um rosto útil que serviu para amansar os sindicalistas com beijinhos e um sorriso.

A lógica permanece a mesma, o preconceito contra os professores é avassalador e, como com alguns opinadores mediáticos, baseia-se em episódios particulares em que se sentiram prejudicados, directamente ou por interposta pessoa, por algum(a) professor(a). São pessoas que querem, por esta via, resolver os recalcamentos e traumas do seu próprio passado.

É a tendência perversa que retorce as boas intenções a favor dos descamisados num exercício de sacrifício público daqueles que consideram ser os sesus discriminadores,

Mas, como lhes falta a coragem para enfrentar os verdadeiros opressores, viram-se contra aqueles que sentem estar mais à mão de semear.

Neste caso, escolheram os professores.

E continuarão a querer sacrificá-los, amesquinhá-los e intimidá-los.

Domesticá-los.

Sem qualquer legitimidade porque ninguém os elegeu, apenas chegaram onde chegaram na base das afinidades ideológicas, académicas e pessoais, permanecendo nos cargos de 2ª linha ao longo de décadas.

Não adianta dizer-se que não se está lá e não se conhecia ninguém, se depois se afirma que os TEIP são obra sua ou quase.

E escrevo isto com a consciência de que na próxima semana ou na outra posso correr o risco de ver umas visitas inesperadas lá pelas minhas bandas.

Pagamos Os Impostos E Também Os Serviços Que Aqueles Deveriam Suportar

Foi só eu começar a escrever de forma clara e aberta sobre o fracasso óbvio do que tem sido a luta dos docentes, em particular no que à estratégia sindical diz respeito, para os operacionais do costume aparecerem.

Neste post, a partir de certo ponto é possível perceber a táctica de provocação e tentativa de descrédito de um espaço pelo recurso à abjecção e obscenidade. Há comentadores que se desdobram para parecerem mais de um (abrax=julia, agora burro=partisan e carlosmarques= 😉 ) e sacam de um vocabulário que eu sei ser usual em certos ambientes, sendo que parte dele já me foi dirigido mesmo a alto nível.

Não sei bem se os sindicatos, ou algum em particular, teria a coragem de assumir a paternidade deste tipo de estratégia cobarde, efectivamente anónima, misógina, sexista e absolutamente antidemocrática, pois visa a intimidação pela calúnia e mesmo ameaça física (a criatura que se assina como carlosmarques já chegou a isso em relação a mim). Sei de forma segura que isto tem o compadrio de gente de 2ª linha e periférica de uma organização. Resta saber se os de 1ª linha se revêm nisto, embora eu saiba que em termos de linguagem não andam longe quando ficam em privado.

Agora de uma coisa podem estar certos: se a meio de Agosto, por outras razões, andava a pensar que rumo pode ter o Umbigo num contexto de desmobilização generalizada e que sentido faz, neste momento, graças ao insulto renovaram a minha vontade de por aqui permanecer. Querem bater-me de forma metafórica ou literal, é convosco. Mas não é isso que vai fazer com que eu cale as minhas opiniões. Acreditem que não são trolls de 5º escalão que mudarão seja o que for no que penso e como acho que o devo expressar. Que os agentes de algum sindicalismo doente tenham optado pelo insulto e palavrão contra argumentos, só revela o desespero de quem perdeu a credibilidade e se limita a combater pelos meios mais rascas aquilo que lhes desagrada. Eu sei bem como são os vossos métodos e sei até que ponto já os tentaram usar contra mim em alguns momentos e espaços, insinuando mesmo em algumas escolas que o meu passado não estaria isento de podres.

A chantagem de forma mais ou menos assumida também já foi tentada, tentando atingir-me não apenas em on e usando meios perfeitamente abjectos e recorrendo a pretextos absolutamente indecorosos, para mais sabendo-se que entre vós há telhados de um cristal tão cristalino que até dói.

Só que como eu não tenho nada a ganhar ou a perder directamente com isto, podem continuar. Não ameaço ninguém com tribunais ou judiciárias. Resta-me ir descobrindo quem são e vê-los a baixar os olhos quando, em raras ocasiões, se cruzam comigo. Porque são cobardes e ontem a cobardia revestiu-se de um ataque pessoal a comentadoras, com acusações de tipo sexual e pseudo-moral quando sabemos, ah como sabemos, a podridão que vai por esses vossos meandros.

Acalmem-se, para a semana poderão conviver. Fumem os vossos charritos anuais, enfrasquem-se como é da tradição e arrotem entre amigos, porque aqui não levam a água ao vosso moinho de maneira nenhuma.

Adenda: Sem grande esforço, encontrei o sinal de partida para aqueles comentários. Basta depois relacionar horas, entradas e saídas e navegações anónimas. O espaço é obviamente o blogue do Santos, aquele que quando precisa de materiais para a tese me envia mails corteses a pedir sopinhas, mas em on é uma fera.

Mais um processo contra um jornal

Foi só uma inocente graçola do 1.º de Abril, dia das mentiras. O AutoHoje desse dia resolveu anunciar que os preços dos combustíveis na Galp baixariam 0,22 cêntimos/litros para todos os felizes possuidores de cartão de militante no PS. “Boa notícia/PS dá descontos”, assim rezava a chamada de primeira página (nem sequer era manchete!).

Acontece que na sede nacional do PS o estado de espírito é a atirar para o muito stressado. A crise, a falta de maioria absoluta, Manuel Alegre, Cavaco – enfim, só arrelias. O PS levou a sério a brincadeira do AutoHoje e decidiu processar o jornal. Mais um a “juntar” ao currículo de Sócrates.

Eleições do Conselho Geral – A saga do poder

Por terras de D. Dinis

Amanhã na minha escola vão-se realizar as eleições para o Conselho Geral.

Surgiram como era de esperar duas listas. Uma controlada pelo adesivo – mor da minha escola que nomeou um dos seus lacaios como cabeça de lista e outra a que chamo de oposição responsável, que quer sobretudo mudar alguns aspectos de funcionamento deste agrupamento negativos.

As eleições que deveriam ter um espírito democrático pois penso que ainda vivemos numa democracia não estão a transpirar esse sentimento.

O clima que transpira neste momento é de puro Salazarismo e de ditadoria, o Chavismo instalou-se neste agrupamento. O adesivo-mor com a sua sede de poder está a intimidar alguns professores da lista opositora. Uma subscrição da lista que deveria ser pública, está a ser feita no seu gabinete, onde principalmente os “pobres” dos professores contratados são chamados para votar na sua lista. Usa-se de todo o tipo de mesquinhices para obter votos.

A “Pide” está instalada na sala dos professores, onde qualquer conversa é vista e escutada por “agentes infiltrados”.

Organizam-se almocinhos e lanchinhos arranjados. Diz-se de tudo da lista opositora, chegam ao cúmulo de dizer que é uma lista do PS……Enfim…… é esta a democracia da nossa escola.

Remetente devidamente identificado que solicitou anonimato

Esta notícia é um verdadeiro monumento a qualquer coisa que não a verdade e o rigor. Não conheço, felizmente, os jornalistas em causa, caso contrário já lhes teria mandado um mail a parabenizá-los pelo excelente serviço feito à causa governamental da mistificação mediática de todo este processo.

Vou colocar agora o que está na edição online do Diário Económico:

30 mil professores que recusaram avaliação não vão progredir na carreira

Governo na expectativa que cerca de 100 mil professores concluam avaliação.

Os professores que recusaram ser avaliados segundo o modelo actualmente em vigor vão ser penalizados, garantiu o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, no programa Prós e Contras da RTP. Segundo o governante, “os docentes que não se submeteram à avaliação terão a consequência em termos de progressão da carreira, que decorre desse incumprimento da lei”. Fora da avaliação estão, neste momento, 30 mil professores.

Para quem recusou ser avaliado a pena pode ir desde a não progressão na carreira até à própria demissão do cargo. Caso a falha na avaliação tenha sido causada pelo facto da escola não ter terminado o processo a tempo, será o dirigente desse estabelecimento de ensino a sofrer as consequências. Recorde-se que muitos professores não cumpriram, logo no início do processo, um pequeno passo burocrático que era opcional: a entrega de objectivos pessoais de avaliação. O que provocou um atraso em todo o processo, que pode agora significar que não irão terminar a avaliação a tempo. Nestes casos, a ministra da Educação, Isabel Alçada, não esclareceu se também estes docentes serão avaliados.

  • Em primeiro lugar, como clone replicante de José Sócrayes, Pedro Silva Pereira merece da generalidade da opinião pública o estatuto de boneco do ventríloquo ou então de puppeteer’s puppet. É uma espécie de coadjuvante de uma eminência pardacenta que se julga primeiro-sol.
  • Em seguida estas declarações entram em choque frontal com o que foi afirmado ontem pela ministra da Educação. Resta saber se é apenas uma manobra de diversão, se é o gabinete do PM a tentar demarcar território de novo.

Por fim, reparemos na parte destacada: os professores seriam, de acordo com esta perspectiva, penalizados por não terem cumprido um pequeno passo que era opcional.

Ó meus caros Marcia Galrão e Pedro Quedas, mas então a avaliação atrasou-se e os professores vão ser castigados por não terem feito algo que era OPCIONAL?

O decoro jornalístico evaporou-se em que recanto dessa redacção?

Esta notícia e as declarações do PSP deveriam ser emolduradas e guardadas, assim como os números adiantados, para mais tarde serem esfregados no facies de alguém.

Para além de que isto não passa – também é óbvio- de uma daquelas provocações rasteiríssimas só para incendias ânimos e despoletar os radicalismos.

Professor com blogue humorístico vai mesmo deixar a Universidade do Minho

O Conselho Científico do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) da Universidade do Minho (UM) ratificou a decisão de não renovação do contrato que liga Daniel Luís àquela instituição. O docente do Departamento de Sociologia da Educação, que mantém o blogue humorístico Dissidências, viu assim confirmada a primeira decisão tomada, há um mês, pelo conselho de departamento.

O blogue é este e tudo isto é ridículo, a menos que já sejamos governado pelo Alberto João em dia de ressaca.

A denúncia de factos verdadeiros nunca pode ser «lamentável» como o faz a deputada Manuela Melo em relação ao seu requerimento para que Maria do Rosário Gama.

Para tirarmos tudo a limpo nada como ler o dito requerimento, já publicado no Pedro-na-escola e que eu tinha por aqui há algum tempo, à espera que.

REQUERIMENTO

Assunto: Escola Infanta D.Maria – Coimbra

Destinatário: Ministério da Educação

Ex.ma Sra. Ministra da Educação

Ao abrigo disposições legais e regimentais, solicito ao Ministério da Educação que solicite, à Presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta D. Maria, em Coimbra, respostas para as seguintes questões:

1 – Em noticia publicada no Expresso de 4 de Abril de 2009, o jornalista incluiu, como citação da Drª. Rosário Gama, a seguinte frase: “Os alunos não estão a faltar menos. Há é um menor registo dessas faltas e uma maior tolerância na sua marcação”

2 – Recentemente acção inspectiva da IGE, no entanto, aponta em sentido contrário: a Escola Infanta D. Maria aparece mesmo com uma percentagem de redução de faltas dos alunos do ensino secundário – 43,3% – que é claramente superior á média nacional (22,4%/

3 – Perante esta discrepância e tendo, como deputada da Comissão de Educação da Assembleia da República, (foi discutido e aprovado o Estatuto do Aluno), o máximo interesse em conhecer o impacto da nova lei na assiduidade dos alunos, solicito à Presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta D. Maria que me esclareça sobre os pontos seguintes:

a) Está correcta a citação, atrás referida, incluída no artigo do “Expresso” de 4 de Abril?

b) Se está, em que dados se baseou para afirmar que há “menor registo de faltas” e “maior tolerância na sua marcação”?

c)Se não está, foi pedido ao Expresso um desmentido da citação?

d) Os dados referidos pela IGE – diminuição em 43,3% do número de faltas dos alunos do secundário da Escola Infanta D. Maria – foram baseados na resposta da escola ao Inquérito sobre a Aplicação do Estatuto do Aluno. Confirma a veracidade e o rigor da informação enviada à DREC? Considera que os dados enviados pela escola foram correctamente transmitidos pela IGE após a acção inspectiva já referida?

Palácio de São Bento, 24 de Abril de 2008.

Manuela Melo

Deputada do GP/PS

A verdade é que não me lembro, em tempos recentes, da deputada Manuela Melo se ter afadigado em esclarecer outro tipo de discrepâncias ou situações mais ambíguas na área da Educação. Aliás, basta fazer uma pesquisa no Google com o nome da senhora deputada, seguido do termo Educação, para se constatar que andam pouco interligados.

Mais importante que esse detalhe, este requerimento é feito depois da visita da IGE à escola.

Fora de tudo isto ficam ainda uns àpartes lamentáveis que alguém alegadamente apôs no dito requerimento a propósito da iniciativa, impróprios – acho eu – de um parlamentar, mesmo no nosso país.

Para que conste e não importunem mais a visada, o que se segue não me foi enviado por ninguém da escola em causa. A minha palavra faz fé nesta matéria, a menos que alguém duvide. Não sou menos que deputado que falta para ir à caça e diz que a falta está justificada.

Estas foram as questões enviadas a Isabel Le Gué, como consequência das suas declarações a um jornal:

a) A citação, atrás referida, atribuida pelo jornalista Pedro Sousa Tavares à Drª Isabel Le Gué foi feita correctamente?
b) Se foi, em que práticas se baseou a Presidente do Conselho Executivo dessa Escola? Existe no Regulamento interno da escola alguma indicação sobre o apagamento das faltas?
c) Se não foi, solicitou a visada um desmentido?
.

O erro ortográfico menor, de mera acentuação, deveria passar em claro, não fosse proveniente das altas esferas do ME.

Já o sabia há algum tempo, mas esperava a fundamentação documental e confirmação das pessoas visadas pelo desejo do ME calar quem, em posições de destaque desalinha do que se pretende ser o discurso oficial.

Neste caso o(a)s PCE que prestaram declarações sobre o regime de assiduidade dos alunos e a forma como tem sido conseguida a diminuição das faltas. Entre visitas de inspectores com notícias de jornal sublinhadas na mão e outro tipo de pressões, há inquéritos enviados para 5 escolas.

As perguntas enviadas para uma das escolas, a partir do gabinete da ministra foram as seguintes:

a) Está correcta a citação, atrás referida, incluída no artigo do “Expresso” de 4 de Abril?

b) Se está, em que dados se baseou para afirmar que há “menor registo de faltas” e “maior tolerância na sua marcação”?

c)Se não está, foi pedido ao Expresso um desmentido da citação?

d) Os dados referidos pela IGE – diminuição em 43,3% do número de faltas dos alunos do secundário da Escola Infanta D. Maria – foram baseados na resposta da escola ao Inquérito sobre a Aplicação do Estatuto do Aluno. Confirma a veracidade e o rigor da informação enviada à DREC? Considera que os dados enviados pela escola foram correctamente transmitidos pela IGE após a acção inspectiva já referida?

.

Como estarão a perceber trata-se da Escola Secundária Infanta Dona Maria, cuja PCE, Maria do Rosário Gama está debaixo de fogo cerrado no interior do partido do Governo e a partir do ME.

A resposta já seguiu para a tutela e segue esta linha.

Não discuto a legitimidade do ME inquirir as escolas sobre o seu funcionamento. Não deixa é de ser curioso o modo cirúrgico como o faz. E como se nota que o objectivo é calar.

Assim como dispensa de participar em estudos da OCDE as escolas que levantam problemas.

censura1

pub29abr09

Público, 29 de Abril de 2009

Ministro das Finanças confirma afastamento de dez dirigentes de topo da função pública

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, confirmou hoje o afastamento de funções de dez dirigentes de topo da função pública por irregularidades na aplicação do sistema de avaliação de desempenho dos funcionários.

Interessa saber que tipo de irregularidade foi cometida. Terá sido por abuso de poder e excesso de zelo ou por não terem servido de forma eficaz a cadeia de comando.

Ministério da Educação demite Conselho Executivo de Santo Onofre

CONTRA AS ESCOLAS MARCHAR, MARCHAR

(OU COMO SE DESTRÓI UM PROJECTO DE SUCESSO)

A demissão imposta pelo Ministério da Educação ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, tem um primeiro significado: para este Ministério da Educação o que menos importa é a qualidade das escolas e o bom ambiente de trabalho indispensável ao sucesso das aprendizagens. O Agrupamento de Santo Onofre colocou o interesse dos alunos acima da “guerra da avaliação de desempenho” e, por isso mesmo, rejeitou integralmente o modelo do ME, um modelo que substitui a cooperação pela concorrência e o trabalho colectivo pelo individualismo.

Numa visão muito “especial” de autonomia, o Ministério da Educação quer impor às escolas deste agrupamento um modelo de gestão e um modelo de avaliação que a escola de facto rejeita. Que a escola /agrupamento funcione bem, que os alunos tenham sucesso real (e não apenas estatístico…) que os professores se sintam unidos na construção de um projecto inovador e criativo, que a ligação com a comunidade seja exemplar, nada disso interessa aos que têm a arrogância do poder como único argumento. Como também não lhes interessa os vários prémios que o agrupamento tem recebido do jornal “O Público” na promoção dos jornais escolares, como não lhes interessa o terem sido pioneiros na informatização da escola e no cartão electrónico, como não lhes interessa o trabalho desenvolvido que a fez passar de TEIP a escola onde todos queriam matricular os filhos, como não lhes interessa os resultados escolares dos alunos, como não lhes interessa todos os projectos que ao longo dos anos tem desenvolvido com sucesso.

Ao que se sabe, o Ministério da Educação, do alto do seu despotismo nada iluminado, terá já nomeado três docentes para substituir – com que legalidade? – o Conselho Executivo legitimamente eleito. Um vindo de Peniche, outra de uma biblioteca e um outro não se sabe ainda donde … Paraquedistas impostos contra toda a comunidade escolar, poderão cumprir o seu papel de comissários políticos, mas não conseguirão, certamente, manter e desenvolver um projecto que exige paixão e uma liderança democraticamente aceite. Nestas coisas, o abuso de poder pura e simplesmente não funciona ou é mesmo contraproducente…

Esta brutal intervenção do Ministério da Educação (repete-se: em tudo contrária aos interesses dos alunos e aos de toda a comunidade) pretenderá talvez ser um “aviso à navegação“. “Quem se mete com o PS…leva!“. Lembram-se? Maria de Lurdes Rodrigues & Cia. passam agora à prática as diatribes verbais de Jorge Coelho: “Quem se mete com o ME… leva!“. Esta trupezeca pouco instruída ignora possivelmente que a história nunca deixa de derrubar, mais cedo ou mais tarde, os tiranetes e tiranetezitos de tigela ou de meia tigela e que o respeito pelo trabalho de gente honesta e competente é realmente aquilo que perdura. Sobretudo quando a honestidade e a competência têm de se impor contra a arrogância incompetente e ignorante de quem, por acaso e transitoriamente, ocupa os cadeirões do poder.

A direcção do SPGL exorta os professores e educadores do Agrupamento de Santo Onofre a que não desistam. O projecto de verdadeira autonomia que têm vindo a erguer não pode ser destruído. As trevas não duram sempre.

A Direcção do SPGL

Momento 1

Venho do PCE.
Apresentou-me um papel com o título: “Notificação”, que dizia: ” Declaro que não entreguei os OI”.
Perguntei-lhe em que se baseava para me notificar. Disse que eu tinha que assinar porque ele queria que assim fosse.
Respondi-lhe que aquilo não era uma notificação. Se quisesse que eu assinasse, teria que lá escrever outra coisa, informação por exemplo.
Disse-me que iria escrever uma acta em como eu me recusava a assinar.
E eu respondi-lhe: à vontade.
Saí!

E sou a única neste agrupamento…

Momento 2

Paulo, isto é uma grande chatice. Nunca até agora me senti tão mal na escola (desde que tudo isto começou).

Soube, por portas travessas, que os PCE reuniram com a DREL e lhes disseram que TINHAM QUE NOTIFICAR quem não entregou os OI. Sei que houve ameaças veladas…

O meu atrapalhou-se todo, tal como os dos agrupamentos ao lado. Em vez de notificações (porque são mais espertos que o meu) obrigaram os profs a assinar um papel em que dizem simplesmente que não entregaram, sem mais nada!!

Isto parece a perseguição aos judeus. Todos os meios são possíveis para perseguir e intimidar.
Digo-te uma coisa: hoje tive plena consciência que estamos em “guerra” contra um governo muito poderoso. Não deve ser muito diferente do da Venezuela. Apenas está no 1º mundo, integrado numa união “democrática” europeia.

Não escrevi nada, mas sei que para a semana me será apresentado outro papel sem o título “notificação” e eu terei que o assinar, para que, da próxima vez que o meu PCE receber uma chamadinha da DREL, possa dizer : “Está tudo tratado”..

Que tristeza…
Ele nem se lembra que eu me dedico muito aos alunos e até dou apoios pedagógicos na minha componente não-lectiva ( mais nenhum colega de grupo esteve para isso)…

Isto magoa…

R.B.

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